Humberto Seabra quer saber

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Aprendi na escola que o verbo fazer é impessoal ao designar contagem de tempo. Daí se dizer: Faz dez anos que trabalho aqui. Faz dois meses que voltei de viagem. Faz pouco que cheguei. Mas acho estranho quando ouço os repórteres da previsão do tempo dizerem: “Faz 15° em Gramado, fez 40º no Rio, vai fazer 10° de madrugada”. O singular está certo? Certíssimo da […]

De esses e zês

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Letra é uma coisa. Fonema, outra. As letras compõem o alfabeto. No português, são 26. Todos as sabem de cor e salteado: a, b, c. d, e, f, g, h…z. Os fonemas são os sons. Uma letra pode ter vários sons. É o caso do s. Às vezes, ele soa como ss. Quando? Em duas oportunidades. Uma: quando inicia a palavra (sala, selo, Suécia). A […]

Historinha salva-vida

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Paula acordou mal. A cabeça pesava. A nuca doía. Preocupada, passou no centro de saúde. Pediu pra tirar a pressão. A enfermeira brincou: — Não posso tirar a sua pressão. Se tirar, você fica sem pressão. Sem pressão, você morre. Vou medir a sua pressão. Se estiver alta ou baixa, você toma um remedinho e manda-a pro lugar. Desde aquele dia, Paula só mede a […]

Erramos

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“Sobre a Veja, assegurou que a mesma descumpriu liminar judicial”, escrevemos na pág. 6. Viu o tropeço? O pronome mesmo não funciona como núcleo do sujeito ou do objeto. Forçado, ele se torna muleta do texto. Melhor buscar saídas: Sobre a Veja, assegurou que a revista descumpriu liminar judicial. Sobre a Veja, assegurou que ela descumpriu liminar judicial. É isso. Cada macaco no seu galho.

Carla Cunha comenta

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    Como professora de língua portuguesa, considero-me uma eterna apaixonada pela gramática da nossa língua. Lendo as dicas de quarta, em que você menciona as mudanças que ocorrerão na língua com a nova reforma ortográfica,veio-me uma dúvida no que diz respeito às novas regras de acentuação gráfica dos ditongos abertos “éi” e “ói”. Você mencionou que “Os ditongos abertos éi, ói viram ei, oi: idéia e jóia […]

Ela não é ele

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  Michelle Obama tem nome francês. Na língua de Voltaire, Baudelaire e Victor Hugo, o e marca o feminino. Comentaristas desconhecem a manha sofisticada. Chamam Michelle Obama de Michel Obama. Resultado: ela vira homem. Pra restituir-lhe o sexo, o e pede passagem.