CBPILU040820150299PIB Crédito: Danilson Carvalho/CB/D.A Press.

PIB brasileiro descelera e cresce 0,4% no terceiro trimestre

Publicado em Economia

ROSANA HESSEL

 

O Produto Interno Bruto (PIB) desacelerou e registrou alta de 0,4% no terceiro trimestre na margem, em comparação com os três meses imediatamente anteriores, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (1º/12).

 

O dado foi mais fraco do que a mediana das estimativas do mercado, de 0,6%, mas é o quinto crescimento seguido do indicador na comparação com o trimestre anterior. O consenso entre analistas do mercado é que a desaceleração da atividade econômica seguirá no último trimestre do ano, com possibilidade de queda ou estagnação.

 

Do lado da oferta, a expansão do PIB foi resultado da alta de 1,1% no setor de serviços. A indústria teve variação positiva de 0,8% e a agropecuária recuou 0,9%, após três avanços seguidos.

 

Na comparação com o trimestre anterior, é a quinta taxa positiva do indicador, que atingiu o maior patamar desde 1996. O PIB é o resultado dos bens e serviços finais produzidos no país. Somou R$ 2,544 trilhões em valores correntes no terceiro trimestre e o PIB ficou 4,5% acima do nível pré-pandemia, registrado no quarto trimestre de 2019, na série com ajuste sazonal, de acordo com o IBGE.

 

Do lado da demanda, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos, teve aumento de 2,8% em relação ao trimestre anterior. O consumo das famílias teve expansão de 1% e o consumo do governo cresceu 1,3%.

 

Na comparação com o terceiro trimestre de 2021, o PIB cresceu 3,6%. A taxa de investimento em relação ao PIB chegou a 19,6% nos meses de julho a setembro, taxa 0,2 ponto percentual acima do registrado no mesmo intervalo de 2021, de 19,4% do PIB. A taxa de poupança encolheu de 17,2% para 16,2% do PIB, na mesma base de comparação.

 

Revisões

 

Os dados do primeiro e do terceiro trimestres do PIB foram revisados pelo IBGE e os crescimentos passaram para 1,3% e 1%, respectivamente. Antes, as taxas eram de altas de 1%, entre janeiro e março, e de 1,2%, entre abril e junho.

 

O órgão ligado ao Ministério da Economia também revisou os desempenhos do PIB do terceiro e do quarto trimestres de 2021. O crescimento passou de 0,1% e 0,8%, para 0,4% e 0,9%, respectivamente. No acumulado do ano passado, o crescimento,  antes de 4,6%, ficou em 5% após a revisão.