BERNARDO BITTAR
Enquanto o país discute o fim dos privilégios no setor público, o Judiciário não para de acumular mordomias. Além do polêmico auxílio-moradia e de todos os penduricalhos recebidos pela categoria, magistrados demandam gastos exorbitantes para bancar sua estrutura de trabalho.
Documentos internos obtidos com exclusividade pelo Correio mostram que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) gasta milhões de reais com segurança, por exemplo. Despesas para a manutenção de imóveis e de alimentação até dos filhos dos servidores de Corte também entram nesta conta, que inclui, ainda, verba para o pagamento de festividades e até de sementes e mudas de plantas.
Entre janeiro e dezembro de 2017, por exemplo, o STJ gastou R$ 33,3 milhões com contratos de segurança convencional (R$ 11,3 milhões) e privada (R$ 22 milhões). A Corte autorizou pagamentos de R$ 304,4 mil para a compra de “explosivos e munições”. Ministros que tiveram acesso aos números ficaram abismados. Um deles chegou a comentar que, “até onde se consta, não há filial de um batalhão de Polícia Militar dentro do tribunal”.
Para ir e vir, os 33 ministros do STJ têm 62 veículos à disposição. Além deles, outros 100 carros são usados por servidores para fazer trabalhos externos. O gasto anual para bancar a estrutura do transporte, como motorista e manutenção, é de R$ 47,9 mil por carro. Multiplicado por 162, o gasto corresponde a R$ 7,7 milhões anuais. Isso, claro, fora o abastecimento, que consumiu mais R$ 809,2 mil entre janeiro e dezembro de 2017. Na lista de gastos do tribunal, cerca de R$ 1 milhão foi destinado à compra de produtos para higienização do prédio.
Além dos benefícios direcionados aos ministros e servidores, seus dependentes acabam entrando no trem da alegria. O STJ sustenta uma creche para os filhos de quem trabalha no tribunal. Além de o serviço ser oferecido gratuitamente, até os lanches disponibilizados às crianças que ficam na unidade em período integral é comprado com dinheiro do orçamento.
Com “gêneros de alimentação”, foram gastos R$ 957 mil no ano passado. Outros R$ 10,1 mil foram destinados à compra de “material para festividades e homenagens”. Com “material de cama e mesa”, o valor gasto foi de R$ 17,6 mil. “Copa e cozinha”, mais R$ 73,4 mil. “Sementes, plantas e insumos” consumiram R$ 25,4 mil. Tudo pago pelo contribuinte.
Os números são tão assustadores que partiu do próprio STJ a iniciativa de fazer um programa de redução de gastos. Das 24 metas colocadas, 68% foram cumpridas. Entre elas, a diminuição de gasto com copos descartáveis e com limpeza, por exemplo.
Brasília, 12h01min


28 thoughts on “Esbanjar dinheiro público se tornou rotina no STJ”
Precisamos de uma reforma do judiciário. Desse jeito não sobra dinheiro pra obras, o Brasil não cresce. O funcionalismo classe A, a verdadeira elite IMPRODUTIVA do Brasil precisa ser controlada.
Venha trabalhar aqui, para sentir a improdutividade que você alega irresponsável e levianamente, com doses extremas de recalque.
Farinha pouco meu pirão primeiro. Duvido que você se sente bem vendo um juiz de primeira instância ganhar 60 mil no mês….ae eu te falo…estuda para virar juiz né? Não generalizando mas servidor público ganha bem para os padrões de todos os brasileiros, principalmente no Judiciário. Não é atoa que os concursos batem recorde inscrição! Ja dizia Delfim Neto. O sonho de todo Brasileiro é mamar nas tetas do governo.
Dei um “googlada” rápida aqui e notei que: a) quem ganha salários surreais são os juízes e não os servidores. b) fiz uma rápida comparação entre o salário inicial de um cargo de nível superior do STF, do SENADO e do BACEN (Judiciário, legislativo e executivo). O do judiciário é o que ganha menos. Senado passa de 22 mil temers iniciais… bacen ta quase encostando em 20 mil… e o do judiciário.. o que ganha mto mais que todos segundo a grande mídia, mal passa de 10 mil… Bora checar as informaçõe antes de sair replicando, galera. Humm.. não entro no mérito se é muito ou pouco ou fora do padrão da realidade brasileira, mesmo pq o nível de conhecimento, o nível de escolaridade exigido para entrar num cargo público desse porte é muito superior à exigência que se faz para se conseguir empregos médios da realidade brasileira. Enfim.. isso seria outra discussão.
PERFEITO!!!
ou faz o seguinte…da a sua googlada com as seguintes palavras: comparação salario servidor publico e iniciativa privada. De uma lida!
Eu pensava como você até enfrentar um longo processo contra uma seguradora. Idas e vindas, meu processo acabou chegando ao STJ.. fui com meu advogado diversas vezes por lá para acompanhar de perto.. despachar com ministros.. enfim.. RAPAZ… meu conceito mudou ali.. Pensa num órgão de primeira qualidade que é o STJ… pessoas solícitas, funcionários altamente qualificados. Tudo aquilo que precisei e que estava ao alcance dos funcionários fui atendido… Colega, não generalize. Se toda empresa privada tivesse a metade da organização do STJ, o Brasil estava feito.
Não estou defendendo gastos absurdos, mas temos que analisar caso a caso, situação por situação e parar de fazer espetacularização com a coisa pública. Eu pago meus impostos e quero que eles sejam bem investidos. Quero ir numa repartição pública e ser bem atendido. Quero que o local tenha estrutura adequada para me servir, enquanto contribuinte. E isso o STJ tem…
Não nivelemos por baixo, por favor. Existem órgãos do GDF, por exemplo, que só Jesus na causa. Esses sim merecem críticas enérgicas.
Bora separar as coisas e parar de ser mero repetidor de indignações criadas pela mídia.
Eu pensava igual a você mas de tanto atuar no STJ vejo a casta de servidores que esbanjam dinheiro publico e a alguns quilometros dali a maior aglomeração urbana de baixa renda do Brasil sem água encanada, esgoto, energia eletrica, vai dizer o privilegio de ter um creche!Servidor Público como diz o nome serve ao público e não se serve do público.
Até onde eu sei, nenhum servidor do STJ, do TST, do STM ou de qualquer outro tribunal que causou esses problemas sociais todos que vc citou… e nunca vi servidor de órgão público esbanjando dinheiro público, mesmo pq eles não tem controle do orçamento. Isso vem lá de cima. Aliás.. nem sei oq vc quer dizer com “esbanjar dinheiro público”.. mas enfim.. Não vamos nivelar por baixo não, pq isso não é bom pra ninguém. Piorar a vida de um servidor público não vai fazer a vida do cara que não tem água encanada melhorar não.
Eu pensava como você até enfrentar um longo processo contra uma
seguradora. Idas e vindas, meu processo acabou chegando ao STJ.. fui com
meu advogado diversas vezes por lá para acompanhar de perto.. despachar
com ministros.. enfim.. RAPAZ… meu conceito mudou ali.. Pensa num
órgão de primeira qualidade que é o STJ… pessoas solícitas,
funcionários altamente qualificados. Tudo aquilo que precisei e que
estava ao alcance dos funcionários fui atendido… Colega, não
generalize. Se toda empresa privada tivesse a metade da organização do
STJ, o Brasil estava feito.
Não estou defendendo gastos absurdos, mas
temos que analisar caso a caso, situação por situação e parar de fazer
espetacularização com a coisa pública. Eu pago meus impostos e quero que
eles sejam bem investidos. Quero ir numa repartição pública e ser bem
atendido. Quero que o local tenha estrutura adequada para me servir,
enquanto contribuinte. E isso o STJ tem…
Não nivelemos por baixo,
por favor. Existem órgãos do GDF, por exemplo, que só Jesus na causa.
Esses sim merecem críticas enérgicas.
Bora separar as coisas e parar de ser mero repetidor de indignações criadas pela mídia.
Tem que haver cortes urgentes tanto no judiciário, quanto no Legislativo e Executivo! Eles só sabem criar impostos para a população ,pequenos empresários,…pagarem essa conta que ,aliás,nunca fecha. Governo é um verdadeiro saco sem fundo! abaixo cartões corporativos, auxílio moradia, paletó,…eles já recebem mais que o suficiente e para prestar um desserviço!
Absurdo!
Podiam confirmar os dados antes de publicar, não é? Os bebês não utilizam o lactario gratuitamente, ele é custeado com o nosso auxílio creche. O material de higiene é fornecido pela mãe. Nada é de graça. Os brinquedos e insumos pedagógicos, também. Fazemos, ainda, uma caixinha mensal para ser utilizada em emergências ou comemorações. A única coisa fornecida pela instituição é o espaço e servidores concursados da área de saúde para administrar.
Coloca seu filho na creche publica. Tribunal não é creche..é tribunal!
Não é creche, é lactário, para a mãe servidora poder amamentar… são 45 vagas para servidoras lactantes. Os bebês saem de lá antes dos 2 anos e, aí sim, vão para creches.
Não sou contra. Sou contra utilizar dinheiro público para beneficiar poucos em detrimento de todos. Que seja descontado no contra cheque e não dos cofres públicos. E que todos os lactário do Brasil tenha câmera para as mães verem seus filhos!
As empresas privadas com mais de 30 mulheres-maes que estão amamentando são obrigadas a fornecer creche p filhos das empregadas no local de trabalho. Porque a empresa pública ou o órgão público não teria essa obrigação ????
Não sou contra. Sou contra utilizar dinheiro público para beneficiar poucos em detrimento de todos. Que seja descontado no contra cheque e não dos cofres públicos.
Para com essas ideias, campeão! Que isso cara.. não é por que se trata de um órgão público que as pessoas que ali trabalham não possam ter qualidade de vida. Até onde eu sei, berçários de órgãos públicos servem às mães lactantes e nada melhor para o órgão que essa mãe esteja tranquila e segura de que seu filho está ali, próxima a ela. Sem maiores preocupações, a rendimento aumenta.. melhora a produtividade e a sociedade agradece.
Destaco que trabalho numa empresa privada e aqui tem uma creche em que as funcionárias deixam seus filhos enquanto trabalham… lá é oferecida toda alimentação.. as mães apenas tem que levar produtos de higiene, roupas, etc…
“Ahhh, mas é dinheiro público” É claro que é, uai. Queria que fosse dinheiro da Coca-Cola?
O campeão como vc mesmo falou..que seja o dinheiro da coca cola mesmo. Qual a diferença entre a servidora do STJ e fia da dona maria que tem que colocar o nome na fila de espera na creche pública? Ou seja, a fia da dona maria paga duas vezes sem utilizar nenhuma. A creche da servidora e a creche pública.
Veja no google como funcionam as creches na Suécia que são 100% públicas e ae eu te digo. Vale mais apena um bem estar de uma casta privilegiada ou de toda a população?
Só pra constar: A “dona maria”, auxiliar de limpeza da empresa em que trabalho (que é privada), tem acesso à creche lá da empresa. Ok? Isso não é questão de ser público ou privado.. A “Dona maria” para imposto, eu pago imposto, vc paga imposto e servidor do STJ tb paga imposto… estamos todos no mesmo barco… e não vai ser uns cortes imbecis no orçamento que vai fazer a carga tributária diminuir. Acredite. E pelo que vi aqui, creche de órgão público não é tão grátis assim não, OK?. Pelo que pesquisei, a servidora do STJ que deixa seu filho na creche do órgão deixa de receber uns 500 conto do salário. Ahh.. a “dona maria” que trabalha na mesma empresa que eu paga uns 50 reais, só para ajudar nas despesas… nada mais. Isso que alguns chamam de “privilégio” é nada mais que uma política de RH, Gestão de Pessoas, ou como queira nomear. Isso é questão de humanidade. Não importa se a instituição é pública ou privada, todos que a elas servem são seres humanos e nada mais adequado do que proporcionar qualidade de vida para o ser humano para que ele bem desempenhe suas funções. O patrão esperto, aquele que tem visão MACRO e não visão tacanha, já sacou que investir em PESSOAL traz muito mais benefício pra empresa do que adotar uma política austera. Bora focar nos verdadeiros privilégios dos corruptos do legislativo e suas zilhões de verbas indenizatórias… bora atacar o auxílio-moradia dos juízes.. chega de atacar a mãe que só quer trabalhar tranquila perto do seu filho… bola pra frente..
Nossa…não enxerga uma coisa básica. La no STJ tem seu dinheiro e o meu. Na sua empresa privada tem o lucro do seu patrão que paga a creche!
Simples, alguém foi atrás de algum sonho e sacrificou horas de sua vida estudando, colecionando frustrações por não passar num primeiro concurso e, mesmo assim, não desistiu, insistiu mais pesado até passar. Já a outra tava perdendo tempo em redes sociais, ou investindo num baile funk batendo a bunda pra impressionar malandro…e não estou falando de mimimi de ser pobre ou rico, de ter ou não oportunidades iguais (como a maioria justifica). No STJ tem gente de todas as origens sócioeconômicas e regionais.
Tão simples como o que vc falou é a resposta. Livre arbítrio. Se sonhou sacrificou horas estudando (visão rasteira pq ter conhecimento não é sacrifício e sim uma dádiva que deve ser contemplada por concurseiros e não concurseiros) e passou não a faz ser uma super pessoa em detrimento a ninguém!
Meu caro, lá tem vaga limitada e quando novas crianças nascem as mais velhas tem que sair apóa 6 meses. E o auxílio-creche deixa de ser pago pra quem utiliza o berçário. Se vc tiver uma esposa pergunte a ela se ela abriria mão de trabalhar e amamentar o filho sempre que fosse necessário sem estresse… podendo vigiá-lo pela intranet ao invés de jogá-lo numa creche ou com babá em casa? E sem hipocrisia, se fosse vc a servidora vc abriria mão do benefício? Me poupe né…
O STJ cumpre o que todo empregador deveria cumprir, por dever Constitucional, inclusive! Não é o STJ que está errado, são os empregadores que não cumpre o dever de
Fala-se muito em empinduricalho s! Mas a verdade é que o governo é quem faz questão de retalhar o salário dos servidores e trabalhadores para burlar os nossos direitos! O que precisa mesmo é reduzir os
Berçários (=amamentários) em orgãos públicos ou em empresas são, em tese, ótima política de RH e humana (para dignidade da mãe e do bebê, até os 02 anos).
Se e quando há boa gestão (gastando-se muito pouco frente ao benefício: razoabilidade).
Não parece, é verdade, ser o caso da reportagem…há, até onde transparece, muito gasto inflado (serviços, materiais, mobiliários); às vezes, pega-se demanda legítima e perverte-se-a, com olhos postos para outros horizontes (lucro empresarial); sem conivência, todavia, dos usuários em si, que findam sendo inocentes úteis ao ciclo.
É como construção de hospital publico avançadíssimo para população que, todavia, precisa é de atenção básica de saúde…
-Um copo de água fresca e limpa é legal, mas…não precisa ser água importada e numa taça de ouro…