Campanha alerta para risco de aumento do trabalho infantil na pandemia

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No mês em que se comemora o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil (12/6), entidades organizam programação para conscientizar sobre o problema

Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região

“Covid-19: agora mais do que nunca, protejam crianças e adolescentes do trabalho infantil” é o tema da campanha nacional pelo Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, celebrado na sexta-feira (12/6). Ao longo deste mês, entidades que combatem a prática debaterão causas e soluções para erradicá-la. Por causa do isolamento social, as atividades serão virtuais.

A campanha é organizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em parceria com a Justiça do Trabalho, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI). As atividades começaram na terça-feira (9/6), com o lançamento da música Sementes, dos rappers Emicida e Drik Barbosa.

Além de webinários e roda de conversas, a programação conta com vídeos produzidos pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região e pela Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca. Outro momento marcante será a iluminação do Cristo Redentor em azul, na sexta-feira (12/6), das 19h às 20h, em homenagem à data.

Confira a programação completa:

>> 12 de junho

17h – Webinário “Covid-19: agora mais do que nunca, protejam crianças e adolescentes do trabalho infantil”

Participantes: jornalista Flávia Oliveira; secretária executiva do FNPETI, Isa Oliveira; filósofa Djamila Ribeiro; ministra do TST Kátia Arruda; ex-diretora da OIT no Brasil, Laís Abramo; procuradora do Trabalho Ana Maria Villa Real; auditor do Trabalho Antônio Júnior; e líder de projetos LED-FRM Maria Corrêa.

Transmissão: canal do TST no YouTube

19h – Iluminação do Cristo Redentor

Divulgação do vídeo da Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca – Orquestra das Escolas – Secretaria Municipal de Educação RJ

Plataforma: canal da Orquestra nas Escolas no YouTube

>> 15 de junho

15h – Live: “Combate ao trabalho infantil – diálogos e reflexões no âmbito social”

Participantes: Regina Leão – Conanda e Pastoral do Menor RJ; Elizabeth Serra – Rede Rio Criança; Sérgio Henrique Teixeira – Associação dos Conselheiros Tutelares do Estado do Rio de Janeiro (ACTERJ); Eugênio Marques – Superintendência Regional do Trabalho -SRTb/RJ e FEPETI/RJ

Plataforma: canal da Rede FIA no YouTube

>> 16 de junho

15h – Roda de conversa: “A participação das entidades formadoras da aprendizagem nas ações de erradicação do trabalho infantil”

Participantes: Glória Mello – representante da AMATRA1 no Acordo de Cooperação para Combate ao Trabalho Infantil no Estado do Rio de Janeiro e no FEPETI-RJ; Ana Paula Rosalino – Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH); Isabelle Ranzeiro – Camp Mangueira e FEAP/RJ; Eugênio Marques – SRTb/RJ e FEPETI/RJ

Plataforma: canal do FEAP-RJ no YouTube

>> 23 de junho

Roda de conversa: “Os ras na identificação e no acompanhamento de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil na cidade do Rio de Janeiro – o Peti em questão”

Participantes: diretores e técnicos dos Cras, Deildo Jacinto dos Santos e Fabiana Pereira – Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos – SMASDH/Rio

Exemplo no combate à mortalidade infantil no interior RS

A OIT reconheceu o Programa de Aprendizagem Rural da Escola Família Agrícola de Santa Cruz do Sul (Efasc), no Rio Grande do Sul, como uma iniciativa inteligente no combate ao trabalho infantil. De acordo com a organização, o projeto, integrante do Programa Alcançando a Redução do Trabalho Infantil pelo Suporte à Educação (Arise), facilita o processo de transição da escola ao trabalho rural, possibilita o aumento da produtividade e lucratividade das propriedades familiares e tem alto potencial de replicabilidade. As conclusões estão em relatório da instituição.

Confira minidocumentário sobre o projeto:

MINIDOCUMENTÁRIO – Futuro no Campo com Aprendizagem Rural

Você sabia que no dia 28 de abril é comemorado o Dia Internacional da Educação? 🎥 Para celebrar a data, estamos lançando o minidocumentário “Futuro no Campo com Aprendizagem Rural”, mostrando que, assim como nos centros urbanos, no campo a educação também transforma vidas. A produção aborda os benefícios do Programa de Aprendizagem Rural, que acontece na Escola Família Agrícola de Santa Cruz do Sul (EFASC), no interior do Rio Grande do Sul.Por meio do pilar de Políticas Públicas do ARISE, viabilizamos que a Associação Gaúcha Pró-Escolas Famílias Agrícolas (AGEFA) se tornasse uma instituição qualificadora do processo de aprendizagem. Assim, jovens em situação de vulnerabilidade social ou baixa renda ganharam a oportunidade de estudar e ingressar no mercado de trabalho de forma protegida, como aprendizes da EFASC. 🤝O expediente como aprendiz é cumprido no curso técnico, com horas de trabalho realizadas nas propriedades rurais desses jovens e as horas técnicas na EFASC. Os aprendizes ainda são beneficiados com meio salário mínimo, por meio da cota social das empresas parceiras, entre elas a JTI.Para conhecer essa história, aperte o play e veja como nós, do ARISE, estamos contribuindo para transformar realidades por meio da educação. 💚

Publicado por ARISE Brasil em Terça-feira, 28 de abril de 2020

 

Desde que foi iniciado, em 2018, o Programa de Aprendizagem formou 49 aprendizes e, hoje, apoia mais 126 jovens. Um dos principais destaques foi ter conseguido resolver as dificuldades para efetivação da Lei das Cotas de Aprendizagem no contexto da agricultura familiar.

O texto prevê que empresas de médio e grande porte ofertem entre 5% e 15% das vagas de trabalho para jovens aprendizes de 14 a 24 anos. Essa é uma política consagrada no combate ao trabalho infantil, pois consegue garantir uma transição escola-trabalho segura aos jovens que estão em uma idade muito vulnerável a esse problema. Porém, a aplicação da lei era difícil no contexto rural, já que há poucos postos formais de trabalho disponíveis.

Os adolescentes que participam do Programa de Aprendizagem são contratados como jovem aprendiz pela Japan Tobacco International (JTI), mantenedora do Arise, e outras empresas, tendo a carteira assinada, recebendo salário e outros benefícios, mas sem cumprir expediente nelas. Eles trocam a carga horária de trabalho por aulas no curso para formação como técnico agrícola. Além disso, participam de atividades práticas na escola e nas propriedades de suas famílias de forma protegida e respeitando a legislação vigente.

Gestantes que tiveram covid-19 podem procurar HUB para pré-natal e parto

Beto Monteiro/Secom UnB
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Grupo de profissionais do hospital está fazendo pesquisa sobre os efeitos do coronavírus durante gestação, parto, puerpério e no recém-nascido

Beto Monteiro/Secom UnB
Para ser atendida no HUB e participar da pesquisa, a gestante precisa ter diagnóstico confirmado da covid-19 há pelo menos 14 dias e atender a alguns critérios

O Hospital Universitário de Brasília (HUB) está fazendo, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) e a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), uma pesquisa sobre os efeitos da covid-19 na gestação e no desenvolvimento dos bebês.

Por isso, o hospital está aberto para o atendimento às gestantes que tiveram diagnóstico positivo de coronavírus para pré-natal, parto e acompanhamento da criança.

As mulheres serão avaliadas e acompanhadas por um grupo de profissionais para analisar os efeitos do vírus durante a gestação, parto, puerpério (período pós-parto) e no recém-nascido.

O objetivo é acompanhar 300 gestantes para avaliar, por exemplo, se a covid-19 aumenta o risco de abortamento, parto prematuro, pré-eclâmpsia e malformação fetal e se o vírus pode ser transmitido da mãe para o feto.

A equipe acompanhará o desenvolvimento dos bebês desde o nascimento até os 5 anos de idade para analisar se o vírus interferiu no desenvolvimento neuropsicomotor da criança e se aumentou a mortalidade infantil.

Para ser atendida no HUB e participar da pesquisa, a gestante deve entrar em contato com o hospital pelo número (61) 2028-5232. É preciso ter, no mínimo, 18 anos e diagnóstico confirmado da covid-19 há pelo menos 14 dias.

Além disso, a mulher não pode ter suspeita ou confirmação de outras infecções congênitas ou doenças crônicas pré-existentes, exceto diabetes e hipertensão.

 

NCPI lança relatório sobre os impactos da pandemia nas crianças

NCPI/Reprodução
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Por Galbi Júnior*

O documento busca ajudar a sociedade a entender os efeitos da pandemia sobre o desenvolvimento infantil e formas de atenuar os efeitos

Sentimentos de raiva, medo e ansiedade podem acabar se tornando frequentes em crianças durante o período de pandemia. Além disso, a crise pode afetar aspectos como convivência familiar, educação e segurança na vida de meninos e meninas.

NCPI/Reprodução
Documento sobre o impacto da covid-19 está disponível para download

Essas são algumas das conclusões do relatório “Repercussões da pandemia de covid-19 no desenvolvimento infantil”, produzido pelo comitê científico do Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI).

O estudo busca ajudar a sociedade a entender os efeitos da pandemia sobre o desenvolvimento infantil e a procurar caminhos para atenuar os efeitos sobre as crianças brasileiras. Para conferir o arquivo completo, basta clicar aqui.

O comitê científico do Núcleo Ciência Pela Infância é composto por pesquisadores brasileiros de diferentes áreas, como medicina, enfermagem, neurociência, psicologia, economia, políticas públicas e educação.

O objetivo principal é identificar temas-chave com maior impacto sobre o desenvolvimento infantil e, assim, sintetizar, analisar e produzir conhecimento científico que contribua com a formulação, o fomento e a melhoria de programas e políticas a favor das crianças.

Confira a seguir algumas das conclusões do estudo:

– Repercussão nas crianças

Durante um período de tensão ou em um ambiente de tensão, é esperado que a criança esteja sensível, com comportamentos diferentes dos habituais e faça muitas perguntas, pois a tranquilidade para pensar, realizar tarefas e lidar com os sentimentos está modificada. A criança ainda não tem os recursos cognitivos necessários para compreender algo tão abstrato como a covid-19.

Sem entender direito uma situação, reagindo principalmente às mudanças que percebem no comportamento dos familiares e na rotina, é natural que crianças pequenas passem a dormir mal, não comer, chorar, morder, demonstrar apatia ou distanciamento. São formas de elas lidarem com a situação adversa. Mas isso é ineficiente e prejudica os processos de aprendizagem, desenvolvimento e convivência.

As situações de incerteza e de perdas causadas pela covid-19 podem provocar na criança sentimentos de raiva, medo da doença e ansiedade pela perda do vínculo com pessoas, seja por distanciamento, adoecimento, seja por morte.

Mesmo em um cenário de estresse, repleto de restrições, é necessário que se mantenham relacionamentos, ainda que virtuais, assegurando o pertencimento a grupos, a manutenção do senso de competência e o exercício de autonomia e tomadas de decisão.

 

– Repercussão na convivência familiar

O contexto familiar é primeiro microssistema em que se constroem as interações face a face significativas entre os cuidadores principais e as crianças em desenvolvimento. Os pais desenvolvem a função de cuidar e educar as crianças, conduzindo-as até a maturidade para atingir autonomia, independência e comportamento adaptativo.

Em uma situação normal, é esperado que toda criança esteja submetida a um processo pró-desenvolvimento, que consiste em fornecer afetividade, reciprocidade, responsividade, calorosidade, encorajamento, ensino e comunicação.

O adulto cuidador precisa ser capaz de perceber o que a criança sente e entender que seu comportamento é uma reação a esta emoção. É necessário que ele se comunique de maneira que ela se considere compreendida.

O contexto de estresse ocasionado pela covid-19 atrapalha a formação do ambiente familiar propício ao desenvolvimento da criança. Os adultos passam mais tempo em casa, mas o nível de angústias e preocupações é maior. Assim, é importante manter a atenção na ligação entre emoções e reações comportamentais, buscando fazer da comunicação um canal de alívio, acolhimento e esperança. A família tem um papel protetor e regulador das emoções e comportamentos das crianças, algo ainda mais necessário em momentos de crise.

Em alguns ambientes, a situação tende a se agravar. Nos lares em que as crianças sofrem com a falta de estimulação adequada ao seu nível de desenvolvimento, passando por violência, abuso e maus tratos, os problemas existentes podem ser potencializados pelo distanciamento social e pelo estresse.

Outro motivo de preocupação é a interrupção de cuidados com a saúde, como a falta a consultas pré-natal de mulheres grávidas, que pode comprometer o monitoramento de complicações. Além disso, a depressão materna também precisa de cuidado.

Estudos têm demonstrado que os efeitos negativos da depressão materna sobre a saúde mental dos filhos pequenos podem ser reduzidos quando as crianças frequentam centros de educação infantil, como creches ou pré-escolas. Durante a época de pandemia, quando essas instituições estão fechadas, a criança pode ficar exposta a ainda mais tensão por estar em casa.

 

– Repercussões nas políticas de saúde, educação, comunidade e seguridade social

 

Durante uma pandemia, a necessidade de articulação entre as políticas públicas torna-se ainda mais importante. É preciso dar mais peso à inserção comunitária das famílias na formulação de soluções para a crise. O foco deve ser na importância da inclusão da comunidade no planejamento e implementação das políticas públicas integradas.

Na área da saúde, diante da covid-19, é fundamental repensar as necessidades de desenvolvimento das crianças durante e após a crise, apoiando os profissionais de saúde para conter os impactos da pandemia e retardar a disseminação da infecção.

Medidas devem ser tomadas para proteger as crianças (em especial as nascidas perto do ano 2020) das consequências que essa pandemia pode produzir nos âmbitos econômico e social. Famílias mais vulneráveis podem acabar em uma transição imediata para a pobreza ou extrema pobreza.

Já na educação, a frequência no ensino infantil aumenta muito entre as crianças de 3 a 5 anos de idade. Agora, com a paralisação, é um desafio ter essas crianças em casa por longos períodos, muitas vezes, sem ter alguém com disponibilidade e/ou condições para lhes dar atenção e lhes garantir os cuidados necessários. Neste contexto, há riscos de exposição precoce e demasiada a TV, celulares e tablets.

Por esses motivos, o ensino a distância não é um recurso recomendável para crianças na primeira infância. Esse tipo de atividade está na contramão do que propõe a Base Nacional Curricular Comum (BNCC), que organiza o currículo na educação infantil por campos de experiência, reforçando a ideia que a criança aprende por meio de experiências concretas, interativas, lúdicas e integradoras de várias áreas de conhecimento.

No caso das famílias em situação de pobreza, que não possuem acesso à internet e estão vivendo em habitações precárias, sem acesso a recursos para garantir alimentação e higiene adequadas, crianças acostumadas a frequentar diariamente a educação infantil podem estar sofrendo diversas carências neste período, além das aflições comuns a todos que estão vivendo estes tempos de isolamento social e ameaça de adoecimento.

 

– Considerações finais do estudo

 

As medidas de distanciamento social estão afetando o cotidiano das famílias, com reflexos importantes sobre o desenvolvimento infantil. A sociedade terá de agir em conjunto para evitar que esses reflexos ampliem ainda mais a desigualdade no presente e no futuro.

Mais do que nunca, o trabalho dos profissionais da assistência social e da atenção primária serão fundamentais, tanto na contenção da covid-19 quanto no fortalecimento da proteção aos mais vulneráveis. Tornam-se importantes, portanto, medidas que valorizem, protejam e integrem estes profissionais da maneira mais eficiente possível à gestão e coordenação dos serviços de assistência social e dos sistemas de saúde locais.

*Estagiário sob supervisão da subeditora Ana Paula Lisboa

 

 

Edital para projetos com crianças e adolescentes prorroga inscrições

Itaú Social / Divulgação
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Este ano, os Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente podem inscrever também propostas com foco na garantia de direitos diante da pandemia

Itaú Social / Divulgação
Atividade do projeto Novo Horizonte, em São Miguel dos Campos (AL)

As inscrições para o Edital Fundos da Infância e da Adolescência (Edital FIA) foram prorrogadas até 17 de julho, assim, iniciativas que visem beneficiar crianças e adolescentes em todo o país têm mais prazo para concorrer a recursos.

A seleção foi criada pelo Itaú Social para selecionar e apoiar ações, serviços, programas ou projetos priorizados pelos Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Os Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCAs) de todo o país, responsáveis pela gestão dos fundos, podem selecionar e inscrever a proposta que considerem prioritária para atender às necessidades de sua região. As inscrições podem ser feitas no site.

Elaborado anualmente, o Edital FIA seleciona propostas voltadas aos seguintes eixos: atendimento e acolhimento direto; elaboração de diagnóstico, sistema de monitoramento e avaliação de políticas públicas; capacitação e formação profissional; campanhas educativas; e mobilização social e articulação para a defesa dos direitos.

Este ano, os CMDCAs podem também inscrever iniciativas que contribuam para a garantia de direitos diante dos desafios impostos pela pandemia do novo coronavírus. Na última edição, foram selecionados 115 projetos. Ao todo, foram repassados R$ 26 milhões para iniciativas em 20 unidades da Federação.

A expectativa para 2020 é ampliar o número de inscrições e alcançar municípios que nunca participaram do edital. O anúncio dos projetos selecionados está previsto para dezembro.

Em caso de dúvidas sobre o edital, os interessados podem entrar em contato via WhatsApp: (11) 98777-0986.

Fundação lança guia de atividades e brincadeiras até os 6 anos

Tempo Junto
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90% das conexões cerebrais acontecem durante a primeira infância, e é brincando que a criança desenvolve a autonomia, a linguagem e o raciocínio

Por causa da nova dinâmica imposta pela pandemia, que torna mais difícil o convívio social entre crianças, a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, com apoio do Itaú Social, lançou o Guia de brincadeiras para famílias com crianças do nascimento aos 6 anos. Acesse aqui.

Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal
Plataforma do guia de brincadeiras para famílias com crianças

O objetivo não é substituir as aulas, mas ajudar os pais a criarem um ambiente propício para o desenvolvimento, o aprendizado e a diversão durante o contexto de isolamento.

A iniciativa reúne dicas de brincadeiras, sugestões de livros e músicas e até ideias de como abordar o tema da pandemia com as crianças. Os conteúdos são gratuitos e estão organizados por faixa etária. O material é produzido pela equipe da plataforma Tempo Junto.

O fechamento das escolas e o distanciamento social mudaram a rotina de crianças e adultos e apresentaram novos desafios para as famílias, principalmente para aquelas com filhos pequenos. Sem uma rede de apoio, que inclui os avós e a creche, em muitos casos, os pais têm sido os únicos a interagirem com as crianças.

Tempo Junto
Uma das atividades para bebês: até esconder o dedão vira jogo

Nessa missão, a brincadeira pode ser uma grande aliada. É por meio de um jogo, de um faz de conta ou de um esconde-esconde que a criança aprende e se desenvolve. As brincadeiras favorecem o raciocínio, estimulam a criatividade e a imaginação e, por isso, são essenciais e devem estar presentes intensamente na rotina da criança durante a educação infantil.

O material foi desenvolvido em ocasião da Semana Mundial do Brincar, mas está disponível para unir, divertir e apoiar as famílias durante e depois da pandemia também. Há atividades disponíveis para diversos dias seguidos de intensa interação separadas por faixa etária.

 

Infográfico mostra como crianças de diferentes países vivem a pandemia

FTD/Reprodução
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Mapa-múndi interativo em plataforma lúdica traz vídeos, desenhos e fotos de meninos e meninas, além de várias curiosidades sobre o coronavírus

Para mostrar como está o dia a dia dentro de casa em diversas partes do mundo e oferecer atividades lúdicas e informação, a FTD Educação criou o infográfico interativo No Universo de Casa .

A plataforma é uma “volta ao mundo” virtual que mostra como está a vida das pessoas em lugares tão distintos e o que as crianças de diferentes países pensam sobre a vida em tempos de covid-19.

FTD/Reprodução
Infográfico interativo permite viajar sem sair de casa e conhecer as realidades de outras crianças durante a pandemia

No infográfico é possível assistir aos depoimentos de 15 crianças de 12 países. Os pequenos falam sobre como estão sendo as atividades e os estudos durante a pandemia.

Os depoimentos em vídeo estão legendados em português e também podem ser lidos em versão de texto. Cada criança também é representada com uma foto e um desenho

FTD/Reprodução
A italiana Gaia, 12 anos, fez um desenho e pediu para as pessoas ficarem em casa

O esquema de estudar em casa é bem parecido entre as crianças, com aulas on-line e lição via e-mail ou mensagem de WhatsApp, mas as brincadeiras, as atividades e os sentimentos são variados.

FTD/Reprodução
O Brasil foi representado pelos meninos Paulo Henrique, 6 anos, e Gabriel, 8 anos

Curiosidades

Além dos vídeos, o mapa-múndi digital oferece nove atividades pedagógicas e lúdicas para os pais e as escolas desenvolverem com as crianças, como desenhar máscaras, criar cidades de embalagens, fazer pesquisas, entre outras funções. Basta clicar nas pessoas espalhadas pelos continentes e acessar o material.

O infográfico interativo também disponibiliza 10 textos informativos e científicos, com questões mais técnicas sobre a pandemia, como a explicação de como o vírus se espalha e como fica a educação no isolamento. O acesso é feito com um clique nos meios de transporte espalhados pelo mapa.

Para ter acesso ao material, entre no site.

 

Anup e OEI lançam Desafio Universitário pela Primeira Infância

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Com a missão de impulsionar o envolvimento das instituições de ensino superior (IES) do Brasil com a temática da primeira infância, a fim de promover melhor desenvolvimento infantil por meio de cidades mais sustentáveis e amigas das crianças e relações de parentalidade mais saudáveis, a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), em parceria com a fundação holandesa Bernard van Leer e com a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), lança o Desafio Universitário pela Primeira Infância.

Desafio Universitário pela Primeira Infância/Reprodução
A missão é impulsionar o envolvimento das Instituições de Ensino Superior com o tema da primeira infância, a fim de promover melhor desenvolvimento infantil

Grupos formados por, pelo menos, dois alunos de qualquer graduação e um docente de instituições de ensino superior, particulares e públicas, de todo o país, podem participar e contar ainda com um programa de aceleração durante todo o processo de seleção.

Para se inscrever, basta preencher um formulário on-line, na página do Desafio Universitário pela Primeira Infância, explicando como a iniciativa vai incluir a temática em uma determinada disciplina, curso de bacharelado, licenciatura ou tecnológico em um departamento ou na IES como um todo.

Ao fim, serão escolhidas até três propostas, que receberão o valor de R$ 10 mil cada, como recurso para colocar a iniciativa em prática em 2021. As iniciativas vencedoras ganharão certificado, além de divulgação em canais organizadores e parceiros. Também será oferecida mentoria com os consultores durante o processo de implementação da iniciativa.

As inscrições são gratuitas e vão até 16 de agosto. Durante este período, serão promovidos webinars sobre a temática do desafio, abertos a todos os interessados. As informações estão disponíveis no site do Desafio.

Rede da primeira infância alerta para uso de telas na pandemia

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Por Ana Luísa Santos*

Na manhã desta quinta-feira (14/5), a Rede Nacional da Primeira Infância (RNPI) promoveu um webinar sobre a saúde física e psicológica das crianças neste momento de distanciamento social. A RNPI alerta também para o uso excessivo de telas e a internet por crianças durante a pandemia de covid-19.

Webinar promovido pela RNPI sobre a saúde das crianças em tempos de covid-19

A médica pediatra e clínica de adolescentes Evelyn Eisenstein explica que o uso de tablets, smartphones e o acesso à internet por crianças de até 3 não deve ser incentivado. “O tempo da tela está sendo compartilhado com o pai ou com a mãe? Ou é um tempo de abandono afetivo? É muito importante essa diferenciação”, pontua. Evelyn também é professora associada e aposentada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), diretora da Clínica de Adolescentes e coordenadora da Rede ESSE Mundo Digital.

Durante o webinar, foi apresentado levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) sobre os principais problemas médicos e alertas de saúde das crianças e adolescentes na era digital, principalmente neste momento de isolamento social. Entre os transtornos causados pelo uso excessivo dessas tecnologias estão: problemas de saúde mental, como irritabilidade, ansiedade e depressão, déficit de atenção, distúrbios de fala, sono e alimentação.

Escuta atenta ajuda crianças

A mestra em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) Maria Tereza Maldonado evidencia que é essencial a compreensão de pais e mães com relação às emoções das crianças, principalmente no cenário atual. “É necessário uma escuta atenta ao sentimento expresso pelas crianças, uma escuta acolhedora, colocando os limites necessários depois de sintonizar com o que a criança está sentindo. Essa é uma ferramenta essencial para preservar a saúde emocional”, explica.

Prevenção de covid-19 deve começar cedo

A médica e endocrinologista pediátrica e professora do departamento de pediatria da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) Cristiane Kopacek afirma, que apesar de as crianças, geralmente, não terem evolução grave da covid-19, é necessário ensiná-las como se prevenir da doença. “Crianças tendem a ter menos inflamações crônicas no comparativo com adultos, por estarem no começo da vida”, esclarece.

Ela destaca que é necessário que pais, mães e responsáveis deem o exemplo em relação às questões de higiene para evitar a transmissão do novo coronavírus. “Ensinar as crianças a usarem o cotovelo ou toalha de papel ao espirrar ou tossir é muito importante”, afirma.

Mais orientações sobre como lidar com as crianças durante a pandemia do novo coronavírus estão dispostas na cartilha elaborada pela Sociedade Brasileira de Pediatria no site da instituição.

*Estagiária sob supervisão da subeditora Ana Paula Lisboa

Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal promove webinars gratuitos

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O objetivo é impactar positivamente o desenvolvimento de crianças, com uma série de debates on-line sobre educação infantil e parentalidade

 

 Programação de webinars que a fundação oferece para o mês de maio
Confira a programação de webinars

A Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal realiza uma série de debates on-line sobre educação infantil e parentalidade. Com apoio do Itaú Social, os webinars gratuitos ocorrem durante todo o mês de maio e são destinados a professores, educadores, profissionais especializados, gestores públicos, pesquisadores e formadores de opinião.

Em 19 e 26 de maio, a educação será o tema central das discussões. Com assuntos como “Adaptação de instrumentos de avaliação de ambientes na educação infantil” e “Avaliação da educação infantil: diálogos entre estudos, práticas e políticas”, as exposições visam promover uma discussão acerca da situação e da qualidade da etapa de educação infantil no Brasil.

Já em 14, 21 e 28 de maio, o mote dos encontros on-line é a avaliação de programas e políticas para famílias e crianças na primeira infância. O debate, que engloba as estratégias de visitação domiciliar, será dividido em três webinars: “Avaliação de programas e políticas na prática”, “Instrumentos de avaliação do desenvolvimento da criança” e “Instrumentos de avaliação de parentalidade”.

Os links para participar dos webinars poderão ser obtidos no site da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal:

Webinars de educação

Webinars de parentalidade

Também é possível acompanhar pelo Facebook e pelo Instagram @fundacaomariacecilia.

Fundação Abrinq lança campanha de combate à fome durante a pandemia

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Movimento busca arrecadar cestas básicas para famílias em todo país. A fome vem se agravando em meio à crise de covid-19

Abrinq/Reprodução
A plataforma de doações da Abrinq

A Fundação Abrinq lança a campanha “Não deixe a fome matar mais que o Coronavírus”, com o objetivo de arrecadar alimentos, kits de higiene e limpeza para mais de 5 mil famílias brasileiras.

As doações arrecadadas serão destinadas a organizações sociais que atendem diretamente crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade para que possam realizar a distribuição dos itens às famílias.

Dessa forma, a Fundação Abrinq acredita ser possível beneficiar famílias espalhadas por todo o país. Será possível fazer a doação como pessoa física ou como empresa, a partir de R$ 50 (uma cesta básica).

Contexto

De acordo com o Cenário da Criança e do Adolescente, que a Fundação lançou este ano, o Brasil tem 9 milhões de crianças e adolescentes em situação de extrema pobreza.

Além disso, segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia responsável por repassar recursos para alimentação escolar, a merenda beneficia 41 milhões de estudantes, da creche até a educação de jovens e adultos. Ou seja, uma parcela considerável dependia da merenda escolar como fonte principal de alimentação.

Para contribuir com a Fundação Abrinq, basta acessar o site.