De volta ao lar: tamanduá-bandeira resgatado no Lago Sul é solto no Jardim Botânico

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Texto Marianna Nascimento (especial para o Correio) Fotos e Vídeo: Marcelo Ferreira / @cbfotografia

 

_MFS0113O tamanduá-bandeira resgatado em uma casa do Lago Sul na madrugada de ontem foi solto novamente no Jardim Botânico, de onde acredita-se que tenha saído. O bicho, apreendido pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental do DF, ficou aos cuidados do Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama e voltou ao habitat por volta das 11h desta manhã.

O diretor adjunto do parque, Samuel Guimarães, destaca que o animal não oferece riscos aos visitantes e frequentadores do local. “Esses animais não querem proximidade com o ser humano. Muito pelo contrário, querem se afastar. É um animal calmo, que não ataca ou dá botes”, garante. O tamanduá foi solto em uma área afastada das trilhas, o Morro do Urubu, que, de acordo com Samuel, foi considerado o ideal. É um campo aberto e muito amplo, com vegetação baixa e aberta. “Sempre procuramos o local mais próximo de onde o animal foi encontrado e mais semelhante o possível do habitat dele”, justifica.

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Apesar de o Jardim Botânico abranger uma área de cerca de 4 mil hectares, a população de tamanduás-bandeira é reduzida, segundo o gerente de monitoramento e controle Roberto Cavalcanti. “São apenas cinco ou seis indivíduos da espécie”, afirma. “É uma espécie ameaçada  extinção.”

Assista o vídeo:

Tamanduá encontrado no Lago é o 480º animal silvestre resgatado este ano

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Por Marianna Nascimento (especial para o Correio)

 

O susto foi grande quando, por volta de 7h da segunda-feira, uma senhora aposentada de 65 anos, moradora do Lago Sul, encontrou o cachorro da família sangrando e com olho ferido. Ele foi atacado por um tamanduá-bandeira, que se infiltrou no jardim e se escondeu no quintal do lote, cheio de plantas de portes diversos. O animal silvestre não é agressivo e deve ter se assustado com a presença do cão, agindo para se defender. Só foi descoberto após uma longa varredura que os moradores fizeram pelo local. “Pensamos em encontrar qualquer coisa: porco-espinho, ouriço, gambás ou mesmo uma capivara, mas nunca um tamanduá-bandeira. Foi uma surpresa muito grande”, diz o dono do imóvel, que preferiu não se identificar.
O Correio acompanhou a trajetória do tamanduá, resgatado pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental do DF (BPMA) e encaminhado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O espécime deve ser solto no Jardim Botânico na manhã de hoje. Segundo informações preliminares do batalhão, o animal poderia pesar até 60Kg, mas o Ibama não confirmou a informação. Veterinários afirmam que 45Kg seria o máximo esperado.
Esse foi apenas um dos 480 casos de resgate de animais que ocorreram só neste ano. Os números chegaram a 409 no mesmo período de 2015. No total, foram 1.882 casos no ano passado e 2.059 no anterior. Quando os animais aparecem nas casas e são resgatados pela polícia, são encaminhados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama. Quando há impedimentos para que retornem ao hábitat (lesões, doenças ou outros cuidados necessários), eles podem ser mandados ao zoológico ou à Universidade de Brasília para tratamento. Em casos comuns, são analisados pelo órgão e soltos novamente nas reservas.
De acordo com Alberto Lopes, tenente do BPMA, mesmo com números tão altos, é incomum recolher tamanduás nas casas, geralmente, cobras e gambás constituem a população de bichos fugitivos. “É inusitado aparecer um tamanduá-bandeira, ainda mais daquele tamanho. Mesmo sendo poucos, dá para dizer que aquele foi um dos maiores que já apreendemos”, diz o tenente. Ainda segundo o oficial, não é possível apontar locais com maior concentração das ocorrências, que se espalham por todo o DF. Na última semana de fevereiro, o Correio contou a história de um tucano foi resgatado no Park Way com o bico fraturado e que receberá uma prótese (ver Memória).

 

 

Espaço reduzido

 

O engenheiro ambiental e coordenador do Cetas, Roberval Costa, que acompanhou os exames e análises feitas com o tamanduá, afirma que o animal não estava ferido, doente, desidratado ou subnutrido quando pulou o muro de cerca de 3m de altura e se escondeu no jardim da casa, ou seja, não foi falta de comida ou água o motivo da fuga. “O maior problema dele é a falta de área para viver. Brasília tem sido um lugar muito difícil nesse sentido, porque o tamanduá precisa de espaço. Há grandes chances de que ele estivesse procurando um ambiente maior quando acabou entrando em área urbana.”
Ainda segundo Roberval, a falta de espaço e a urbanização excessiva são as principais causa das fugas e invasões em área urbana também para outras espécies. “Os animais saem da mata, perturbados pelo barulho. Se o tamanduá, que é calmo, não encontra tranquilidade onde ele está, vai procurar em outros locais.” Apesar disso, segundo o engenheiro ambiental, o bicho não é um risco para a população e o ataque ao cachorro não é parte do padrão de comportamento da espécie (ver Perfil).
A teoria é confirmada, também, pelo diretor executivo do Jardim Botânico,  Jeanitto Gentilli. Localizado em uma estação ambiental de 5 mil hectares, somada à reserva ecológica do IBGE e a fazenda Água Branca, o Jardim Botânico abrange quase 14 mil hectares de área reservada, composta por uma flora tão diversificada quanto a fauna que atrai. “Com câmeras noturnas, nós  identificamos animais do topo da cadeia, como a onça-parda ou sussuarana, e animais em extinção, como o tamanduá-bandeira encontrado no Lago Sul”, explica Jeanitto.

Foto PMDF/Divulgação
Foto PMDF/Divulgação

 

Ele destaca que não é possível estimar a quantidade de tamanduás no parque e salienta que o aparecimento de um animal silvestre em áreas urbanas deve ser entendido como a aproximação gradual da cidade. “O Jardim Botânico está cada vez mais cercado de cidade. Temos que entender que a fauna anda; ela pode ficar cercada, então é evidente que isso aconteça”, explica.
O tamanduá-bandeira é um animal com garras adaptadas para cavar cupinzeiros e formigueiros. Quando adulto, pode chegar a medir dois metros de comprimento e pesar aproximadamente 45kg. Apesar de sua aparência, não costumam ser agressivos. “Os tamanduás geralmente andam sozinhos e são tranquilos, mas, como qualquer outro animal que se sinta coagido, eles tendem a se defender com as garras”, completa.

 

Faltam viaturas

Oficiais do batalhão afirmam que, todos os dias, necessariamente, há ocorrências de animais que invadem áreas urbanas e a corporação é acionada para resgatá-los. No entanto, atualmente apenas uma viatura cobre todo o DF.  “Antes, quatro carros faziam o transporte, mas, agora, três delas estão encostadas. Não há manutenção”, afirma um dos policiais.
Em nota, a Polícia Militar informou que apenas no último fim de semana uma viatura de resgate estava patrulhando e que todas as demais viaturas estavam rodando normalmente. A corporação afirma que, aos finais de semana, a demanda é “significativamente menor” e garante que esta semana a situação já está normalizada e todas as viaturas de resgate estão em circulação.

 

Conheça as características do tamanduá-bandeira:

*Espécie
Myrmecophaga tridactyla

*Dimensões
Pode chegar a pesar 45kg e medir 2m de comprimento

*Hábitat
É uma espécie comum à fauna do cerrado

*Perfil
Animal tranquilo e dócil, de hábitos norturnos

*Hábitos
É um bicho solitário, que não vive em bandos

*Alimentação
Formigas, cupins e insetos em geral

*Perigo
Só ataca outros animais e humanos para se defender

Fonte: Roberval Costa e Jeanitto Gentilli

 

Memória

 

Tucano terá prótese em 3D

Foto: Minervino Junior/CB/D.A Press.
Foto: Minervino Junior/CB/D.A Press.

Na última semana de fevereiro, um tucano-toco foi resgatado no jardim de uma casa, na Quadra 15 do Park Way, com uma fratura na parte superior do bico. Na época, o bicho passou por exames para verificar a possibilidade do uso de prótese, mas os veterinários já previam a cicatrização do machucado e a necessidade de ajuda para que a ave se alimentasse. A veterinária que fez parte do resgate, Gabriela Terra, afirma que o bicho está bem, as fraturas cicatrizaram e ele vai, agora, iniciar o processo de confecção da prótese. Ele se alimenta com auxílio de cuidadores, mas a recuperação se deu dentro das expectativas, segundo Gabriela. Em maio, o molde da prótese já deve estar pronto e o novo bico deve começar a ser confeccionado em uma impressora 3D.

 

 

 

Tamanduá encontrado em quintal do lago será solto no Jardim Botânico

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Por Marianna Nascimento (especial para o Correio), Breno Fortes e Bernardo Bittar

 

O tamanduá-bandeira resgatado pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental do DF de uma casa na QI 23 do Lago Sul já está no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama. Ele foi transferido no começo da tarde desta terça-feira (29/4). Segundo informações do Ibama, o animal tem cerca de 60Kg, passa bem, não tem problemas de saúde, nem está ferido. Apenas levemente estressado. Ele deve ser solto amanhã, no Jardim Botânico, de onde os técnicos do órgão acreditam que ele tenha saído.

O animal foi encontrado pelo casal morador da casa na segunda-feira, por volta das 7h. Eles só desconfiaram da presença após ver que o cão da família — Nestor, o cachorro da raça airedaleterrier, considerado caçador e de grande porte — estava ferido no olho. Depois de uma varredura no quintal, localizaram o tamanduá escondido entre vasos de plantas. Ligaram, então, para o Corpo de Bombeiros. Sem sucesso com o resgate, procuraram o Batalhão de Polícia, que só conseguiu fazer o resgate por volta de meia-noite. A justificativa para a demora foi a falta de viaturas para atender os chamados.

A filha do morador da casa, que é veterinária, chamou a colega Gabriela Terra, também veterinária, mais acostumada a tratar animais silvestres. Mas, no primeiro momento, elas não conseguiram se aproximar do tamanduá. “Estávamos com medo e sem as ferramentas de segurança necessárias. O que tínhamos era um cobertor, luvas de jardinagem e boa vontade”, afirmou Gabriela. Ainda assim, a dupla aplicou doses de analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos no animal silvestre. “Pensamos que iríamos encontrar um animal mais jovem pelas fotos que o morador mandou, mas nos deparamos com um grande animal adulto”, completou a veterinária.

Segundo a profissional, “um animal como aquele consegue matar um cachorro facilmente. As garras dele perfuram os pulmões e fraturam as costelas. Existem casos até de pessoas que morreram após serem atacadas por tamanduás-bandeira”. O cão da família permanece internado, mas passa bem.

No final da noite a PM atendeu o chamado e fez o resgate. Assista o vídeo:

 

Acolheu um gato e não sabe a idade? Descubra!

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É muito comum as pessoas adotarem um animal de estimação e ter dúvidas quanto à sua idade. O veterinário Marcello Machado, da Max em Ação, dá algumas dicas:

Coto umbilical
“Se o gatinho ainda tiver o coto umbilical (o que sobra do cordão quando a mãe o corta), significa que o animal tem até três dias de vida, pois, depois deste período, esse pedacinho do cordão umbilical, cai naturalmente.”, explica o veterinário. Se o felino for bem pequeno, couber facilmente na palma da sua mão, tiver dificuldade para abrir olhos e estiver com as orelhas fechadas, ele deve ter apenas algumas semanas.

Abrindo os olhos
“Quando nascem, os gatos demoram de 10 a 15 dias para abrir os olhos pela primeira vez. Se ele já abriu, mas os deixa fechado na maior parte do tempo, pode ser que o gatinho já tenha três semanas.

Cor dos olhos
Quando nascem, os olhos de todos os gatos são azuis, sem exceção. “Se o tutor notar que a cor está mudando ao longo do tempo, poder ser que o felino esteja com seis ou sete semanas de vida, mas, é claro, essa dica não vale para os que continuarem com os olhos azuis.

Pelos
“O pelo diz muito sobre o seu gato, principalmente nos primeiros cinco meses, pois é quando eles têm um manto interno felpudo que os protege do frio. Conforme os animais envelhecem, o brilho do pelo já não é o mesmo, isso deve acontecer por volta dos 6 anos do felino. Depois dos 13 anos, muito provavelmente, o bichano já apresentará fios brancos no focinho.

Dentes
“Os dentes dos filhotes começam a nascer na segunda semana de vida. A expectativa é de que todos nasçam até a sétima semana. No sétimo mês, os primeiros dentes caem e são trocados pelos permanentes. Além disso, a coloração dos dentes também ajuda aproximar a idade do animal: os primeiros dentes são muito brancos, como um grão de arroz. Os permanentes também, mas a partir dos 2 anos, começam a amarelar.” Se perceber que os dentes traseiros estão mais amarelados e os demais ainda brancos, o gato pode ter entre 3 e 5 anos. Com o passar do tempo, os dentes também sofrem desgaste natural, que podem indicar que o gato está com mais de 6 anos.

Doce perigo

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(da Revista do Correio) (Fotos Zuleika de Souza e Divulgação)

 

Com a chegada da Páscoa e a tradição dos ovos de chocolate, muitos tutores podem ficar com pena de deixar os bichinhos de estimação fora da festa. Em humanos, são necessárias quantidades exorbitantes de chocolate para que haja diarreia e outros desarranjos gastrointestinais, o que pode criar uma falsa impressão sobre a receptividade no organismo dos pets. Na verdade, o doce é mais perigoso para animais do que para nós.

O açúcar predispõe à cárie e a outros problemas dentários, mas o grande vilão não é ele, e sim duas substâncias: a teobromina e a cafeína. “Na verdade, muita gente associa que o chocolate faz mal para animais de estimação por causa do açúcar, mas há essas outras substâncias”, explica o veterinário Rafael Silva.

Tanto a teobromina quanto a cafeína são de digestão lenta. É aí que reside o risco. “Não são metabolizadas da forma correta, principalmente a teobromina, que, quando acumulada na corrente sanguínea, é tóxica para o sistema nervoso e causa convulsões”, explica. Segundo Rafael Silva, o organismo animal pode demorar até seis dias para eliminar totalmente a teobromina, enquanto estima-se que o mesmo processo ocorra em meia hora no organismo humano. A teobromina está presente no cacau, logo, é mais abundante em chocolates amargos (a concentração da substância chega a ser 10 vezes maior do que nas barras ao leite). “Como temos muitos tipos de chocolate no mercado, os teores de teobromina variam bastante”, explica Rafael Silva. Vale lembrar que todos têm traços de cafeína, que também não é indicada.

A quantidade “perigosa” de chocolate varia, sobretudo, de acordo com a massa corporal. Por isso, cães de pequeno porte podem chegar a óbito ao comer porções que seriam inócuas para raças maiores. Segundo o veterinário Rafael Silva, entre 100mg e 175mg de chocolate por quilo corporal são suficientes para intoxicar cães. Entre gatos, bastam entre 80mg e 150mg por quilo para fazer mal. “O risco realmente não compensa, ainda mais que agora existem chocolates em versão veterinária.”

Os sintomas de intoxicação por chocolate variam desde sede a diarreia até problemas neurológicos graves, com convulsões e hemorragia. Os sinais começam a aparecer de seis a doze horas após a ingestão e duram até três dias. Foi o que aconteceu com Fluppy, cachorro da professora Wirilene Oliveira. Em 2015, na época com 4 anos, Fluppy alcançou uma barra inteira de chocolate meio amargo que estava na cozinha e passou uma noite e metade do dia seguinte vomitando. Wirilene ligou para o veterinário, que a orientou. “Fui dando soro, antitóxico e bromoprida. Não evoluiu pra infecção intestinal, mas ficou em observação. No outro dia, liguei de novo pra o veterinário, que pediu para esperar até a noite, pois ele estava bebendo água e comendo. Como não evoluiu, não houve necessidade de internação”, conta Wirlene.

O veterinário Rafael Silva orienta que nenhum tratamento caseiro tente ser feito. O procedimento correto é levar o bicho imediatamente para o consultório. “É feita, primeiramente, a lavagem estomacal. Durante esse procedimento, podem ser administrados protetores de mucosa gástrica e protetor hepático, e também um antidiarreico”, explica o especialista. É normal o pet ficar internado, recebendo fluidoterapia (soro enriquecido com minerais) para repor os nutrientes perdidos.

Sob medida

Algumas empresas desenvolveram petiscos especiais para substituir o chocolate. Eles têm sabor e aroma muito semelhantes ao doce, mas sem a presença do cacau. Apesar disso, devem ser consumidos com moderação, devido ao alto nível de conservantes e aditivos químicos.

 

 

 

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Ovo de Páscoa Hercosul 250g (R$ 16,99)

 

 

 

 

 

 

 

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VIPDog Chocossinhos Branco (R$ 3,99 – embalagem com 5 unidades)

 

 

 

 

 

 

 

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Chocodogs Tablete Sabor Chocolate (R$ 8,90)

 

Eventos Pet em Brasília no fim de semana

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Sábado 26

No mês internacional do Rim, um momento de conscientização, carinho e cuidado com o gato, o Armazém do Gato e a Elanco convida você para um café da manhã de páscoa neste sábado 26/03/16 na 205 norte e 409 sul das 09:00 ás 13:00.

 

 

 

 

 

 

 

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Sábado 26

Feira de adoção SHB

das 10 as 16h no SIA trecho 2 em frente a antiga Cinfel

 

 

 

 

 

 

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Domingo 27

Mutirão no Abrigo Flora e Fauna

das 10 as 16h

Ator Ryan Gosling socorre cão após quase atropelá-lo acidentalmente‏

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(da ANDA)

 

Enquanto fazia um passeio romântico com Eva Mendes, o ator e músico canadense Ryan Gosling quase atropelou um cão sem querer, quando dirigia o seu carro em Palm Springs, na Califórnia (EUA). Segundo reportagem do World Animal News, Gosling saltou de dentro de seu veículo para salvar o cão e devolvê-lo ao seu tutor.

O acidente quase trágico e o resgate foram capturados em vídeo por testemunhas que estavam nas proximidades. Gosling voltou rapidamente ao carro após encontrar o tutor.

foto: Divulgação
foto: Divulgação

Em Junho de 2015, Gosling escreveu uma carta aberta a Craig Jelinek, CEO da Costco, pedindo que a empresa revisse a exploração de galinhas para vendas de ovos. Na ocasião, ele juntou-se a Brad Pitt e Bill Maher para se manifestar contra a empresa, conforme reportagem publicada pela ANDA.

Gosling também escreveu às redes de fast food KFC e McDonald’s, igualmente protestando contra a exploração dos animais.

Além disso, ele ainda procurou se expressar contra a crueldade na produção de laticínios, escrevendo uma carta ao presidente da Federação Nacional de Produtores de Leite dos Estados Unidos, instando a indústria a parar com a prática da “descorna”, um processo no qual os fazendeiros removem os chifres dos bovinos por meio de queima ou corte.

Mais uma vez demonstrando a sua afeição aos animais, Gosling declarou publicamente que seu cão adotado George é o grande amor de sua vida.

Zoonose disponibiliza animais para adoção

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(por Ailane Silva, Agência Saúde ) (fotos Matheus Oliveira/Saúde – DF)

 

São 10 cães e 16 gatos que aguardam um novo lar

Olhares assustados, porém, atentos para monitorar o cenário fora das grades. Essa é a condição de 26 animais – 10 cães e 16 gatos – que aguardam para serem adotados no canil da Gerência de Vigilância Ambiental da Zoonose, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

O gerente de Vigilância Ambiental da Zoonose, Edvar Scwbach, conta que cada animal teve uma origem diferente. “Alguns estavam em situação de rua, outros foram capturados em vias públicas pela Polícia Militar ou Rodoviária. Há também cães e gatos invasores, que entraram em terrenos particulares ou áreas públicas, como escolas e hospitais”, explicou.

A maioria dos bichos chegou ao canil neste ano. Eles são avaliados para descartar a existência de raiva e leishmaniose. Dos cachorros, sete são fêmeas e um dos três machos é da raça pitbull. Todos são adultos, mas a maioria ainda é jovem e possui entre um e três anos de idade. Já entre os gatos há seis machos, mas a predominância também é de fêmeas. São 10, sendo que entre elas há uma que ainda é filhote.

“Temos uma cadela que é muito solidária. Ela chegou aqui com seis filhotes. Depois que todos foram adotados, apareceu uma nova ninhada de mais quatro cães sem mãe, que ela cuidou até que foram adotados”, contou o gerente.

 

Para se candidatar a adotar um dos bichinhos, é necessário ter acima de 18 anos e assinar um documento de posse responsável para se comprometer a cuidar bem do animal, realizar exames anuais, aplicar as vacinas necessárias a administrar vermífugo. Também é necessário se comprometer a alimentá-los bem e oferecer cuidado e carinho.

ZOONOSE – Ao contrário do que ocorria antes, a zoonose não recolhe cães e gatos abandonados. A gerência coleta animais doentes ou que apresentam risco, como cachorros que invadem casas e áreas públicas. As ações são voltadas ao controle e à prevenção de doenças virais como raiva, leishmaniose, hantavirose, leptospirose e febre amarela.

Veja a galeria de fotos aqui

 

SERVIÇO
Adoção de cães e gatos
Mais informações: 3341-2456
Visitação: 11h – 17h
Local: SAIN – Estrada Parque Contorno, Lote 4, ao lado do Hospital da Criança.

Cabeleira, cabeludos, descabelados

Publicado em Deixe um comentárioAlimentação Pet, animais perdidos, blogueiros, comportamento, concurso pet, entrevista, Eventos Pet, fotografia pet, maus tratos, saúde pet

(Por Gláucia Chaves, da Revista do Correio)

 

Assim como o rosto é o nosso cartão de visitas, a pelagem é a primeira coisa que chama a atenção nos animais. Atualmente, há diversas opções de produtos e tratamentos que prometem deixar os fios dos bichinhos sedosos, brilhantes e macios. Além da beleza, contudo, a aparência do pelo é sinal de saúde, ou da falta dela. De acordo com Robson Barros Pedro, médico veterinário e proprietário da Girovet, se o seu animal está com queda de pelo, coceira ou vermelhidão na pele, é sinal de que pode estar com algum problema. “Os pelos podem indicar o estado nutricional, se há alguma lesão causada por fungos, sarnas, alergias alimentares ou dermatites”, enumera.

Escová-los diariamente é a regra número um para evitar o desconforto animal. De acordo com Robson Pedro, um pelo bem escovado evita a formação de bolos, que causam dor quando desfeitos. “A chance de a área embolada ficar úmida é grande. Fungos gostam de regiões quentes e molhadas. Se o proprietário não o seca corretamente, podem aparecer fungos e dermatites”, completa o especialista.

foto Jo-Yong-Hak/Reuters
foto Jo-Yong-Hak/Reuters

 

 

A pelagem também serve como termômetro para a saúde nutricional do bicho. Simone Bandeira, veterinária do Amigo Meu Veterinária e Pet Shop, explica que fios ralos, sem brilho e, em casos mais raros, com textura diferente, podem indicar transtornos metabólicos, como desnutrição, problemas hormonais e alergias. “O pelo serve como espelho do que está acontecendo por dentro do animal”, frisa. Segundo ela, a escovação é importante também para remover a pelagem morta. “O hábito mantém o pelo saudável e promove o aumento da circulação sanguínea, o que melhora a nutrição dos fios e a saúde de modo geral.”

O ideal é que, tanto cachorros quanto gatos, tenham os pelos escovados diariamente. Se não for viável, Simone Bandeira diz que a recomendação é de que a prática seja feita, pelo menos, duas vezes por semana. “Quando o animal começa a ficar sem escovação, ele se coça para eliminar os pelos, o que pode formar os indesejáveis bolos”, explica a veterinária. Escovar os animais em casa também facilita o desembaraçá-los na hora do banho e da tosa. “Muitas vezes, o medo de o animal ir para o pet shop é que pode faltar esse cuidado ao profissional que irá dar o banho. Isso deixa o bicho estressado, o que é prejudicial para a saúde psicológica dele.”

 

 

 

 

Esse tipo de pelo pode ser dividido em três categorias:

 

-Longo, sedoso e sem ondulação: pode ser frágil e fino, por isso quebra mais fácil. Requer cuidado ao escovar, secar e dar banho. Exemplo: afghan hound;

 

-Longo e ondulado: são um pouco mais ásperos, grossos e resistentes. Essas características fazem com que os pelos sejam impermeáveis, protegendo mais o animal da umidade e do frio. Exemplos: springer spaniel e o retrivier dourado;

 

-Longo, liso e um pouco áspero: como sky terrier, lhasa apso, shih tzu.

 

Pelos curtos

Pelos rentes ao corpo do animal. A sujeira não gruda com facilidade, não há embaraços e a escovação é mais fácil. Exemplos: pug e weimaraner.

 

Pelos duros

Ásperos, espessos, com um subpelo lanoso, chamados também de pelo arame. Ao contrário dos cães de pelo curto, eles requerem tosa com mais frequência, pois o subpelo, quando não cortado, pode se sobressair ao pelo superior. Acumulam mais sujeira, o que pode trazer problemas de saúde para o animal. Exemplos: scottish terrier e o schanauzer.

*Fonte: Fabiana Zerbini, gerente técnica da marca especializada em produtos animais Virbac

 

Cosméticos para eles

Quando o bicho está saudável, o bem-estar transparece no pelo. Mas nada impede que os tutores se valham de alguns produtos e tratamentos para embelezar ainda mais os fios dos pets. A veterinária Simone Bandeira diz que xampus, condicionadores e máscaras de hidratação estão liberadas. “Algumas raças podem não combinar muito com este tipo de produto, como o yorkshire, cocker spaniel e gatos persas, que têm pelos com oleosidade maior”, pondera. Para esses animais, a recomendação é investir em produtos com fórmula mais fluida, como leave in.

Amizade para a vida toda

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(por Juliana Contaifer, da Revista do Correio)

 

Antes da chegada da cadelinha Mel, Erick, que é autista, tinha dificuldades de relacionamento: hoje, está mais carinhoso e tranquilo.Foto Zuleika de Souza/CB/DA Press
Antes da chegada da cadelinha Mel, Erick, que é autista, tinha dificuldades de relacionamento: hoje, está mais carinhoso e tranquilo.Foto Zuleika de Souza/CB/DA Press

Quando o pequeno Erick Rodrigues, de 5 anos, encontra a cadela Mel pequenos milagres acontecem. Para começar, uma descarga de endorfina. A substância relaxa, aumenta o bem-estar, controla a pressão sanguínea e melhora o sono. A reação é comum às pessoas que têm um animal de estimação, segundo uma pesquisa da Universidade de Cambridge. O mesmo estudo mostra que a maioria dos tutores também desenvolve mais segurança e autoestima. E não são poucos: o Brasil tem a quarta maior população de pets do mundo — 132,4 milhões.

No caso de Erick, a convivência tem reflexos ainda mais especiais. Ele é autista e, apesar de sempre ter feito acompanhamento no Hospital da Criança e na Rede Sarah, além de terapia com psicólogo, tinha dificuldade em apresentar melhora na parte social e até batia nos colegas de escola. “Antes, ele não sabia se envolver com outras crianças, criar um relacionamento de amizade, mas com a chegada da Mel isso mudou”, explica Nayara Rodrigues, 19 anos, irmã de Erick. A estudante não imaginava que ganho seria tão grande. A família, inclusive estava proibida de ter animais de estimação, devido a uma alergia de Erick. Mel, porém, seria abandonada nas ruas e isso sensibilizou a todos.

A cadelinha também chegou com problemas de relacionamento, não brincava e não aceitava que ninguém se aproximasse dela, exceto Erick. “Ela chegou bem traumatizada, acredito que já tinha apanhado muito”, supõe Nayara. Hoje, ambos estão mais felizes. “A Mel o entende muito também. Erick está mais tranquilo, se tornou uma criança mais carinhosa, brinca com ela como se tivesse brincando com outra criança”, comemora.

O vínculo entre tutores e mascotes é tão forte que, de acordo com pesquisadores da Georgia Regents University e da Cape Fear Community College, se tivesse de escolher entre salvar o próprio cãozinho ou um turista estrangeiro em um ônibus desgovernado, 40% das pessoas afirmaram que salvariam o cachorro. O percentual é ainda maior para mulheres — 45% dariam preferência ao pet. Nesta edição, mostramos como, na verdade, humanos e animais salvam a vida uns dos outros, todos os dias.

 

Crianças que leem para cachorros

Unindo o útil ao agradável, o Missouri Humane Society criou o programa Shelter Buddies Reading para incentivar crianças que estão aprendendo a ler e adolescentes a exercitar a leitura com animais vítimas de maus-tratos e abandono. As crianças, que tem entre 6 e 15 anos, passam algumas horas lendo para os cães, enquanto os animais reconquistam a confiança nos humanos.

“Começamos isso por duas razões”, conta JoEllyn Klepacki, diretora-assistente de educação no Humane Society, ao jornal americano ABC News. “Cães em abrigo exibem vários sinais de ansiedade e estresse e, por isso, queríamos fazer algo para confortá-los. E temos diversas crianças na região envolvidas e elas perguntam: ‘Como posso ajudar? Como posso fazer a diferença?’ Basta fazer um treinamento de 10 horas para aprender a trabalhar com bichos traumatizados.

 

Cães que farejam câncer

Um estudo da Universidade do Arkansas para Ciências Médicas afirma que, se treinados, cachorros podem detectar câncer de tireoide — Frankie, o cachorro usado na pesquisa, teve uma taxa de sucesso de 88%. Como os cães tem 10 vezes mais receptores olfativos do que os humanos, eles conseguem farejar as substâncias químicas emitidas pelas células cancerígenas.

 

Menina autista e a gatinha

A história da menina Iris Grace, 6 anos, foi assunto nas redes sociais esta semana. A britânica tem um quadro grave de autismo e os pais receberam a notícia de que, provavelmente, ela nunca falaria ou se relacionaria com pessoas. Mas quando Thula, uma gatinha, chegou em casa, Iris começou a dar ordens para a bichinha. Com o tempo, passou a se comunicar com os pais para dizer o que queria. “Pode ser desafiador, bastante desafiador às vezes. Mas sinto que, se você estimular a criança, trabalhar com as coisas que interessam a ela, verá um progresso, verá mudanças”, afirma a mãe Arabella Carter-Johnson

 

Emoção de mãe

Um estudo de pesquisadores do Hospital Geral de Massachussetts (EUA) descobriu que as reações cerebrais de mães ao olharem para seus filhos e seus cães são semelhantes. Para efeito de comparação, elas olharam também para outras crianças e animais desconhecidos. As áreas estimuladas foram as ligadas as seguintes áreas: emoção, recompensa, afiliação e interação social.

 

Terapia assistida por animais

Também chamada de zooterapia, é uma técnica em que os bichos são o ponto central do tratamento. A presença deles facilita o contato entre paciente e profissional de saúde e traz inúmeros benefícios para o praticante, como esclarece a professora de educação física Andrea Gomes. “Quem frequenta a equoterapia é chamado de praticante e não paciente, porque não é uma pessoa passiva, mas responde ativamente aos estímulos do animal.”

 

 

Antonio escreveu um livro sobre o amor entre humanos e pets.Foto Ed Alves/CB/DA Press
Antonio escreveu um livro sobre o amor entre humanos e pets.Foto Ed Alves/CB/DA Press

Uma vida pela outra

 

O escritor e advogado aposentado Antônio Balsalobre Leiva, 74 anos, sempre gostou de cachorros. Teve algumas experiências na infância e, há, 25 anos, ao se mudar para Brasília, comprou um cão para fazer companhia e, principalmente, proteger a casa. Foram vários ao longo da vida. Lana, uma dálmata com manchas bem clarinhas, fez a diversão da família por um bom tempo. Muito animada e serelepe, fazia graça todos os dias. Uma noite, ao sair na varanda para dar boa noite para a cadela, Antônio a viu deitadinha na cama, desanimada. Só levantou a cabeça ao ouvir seu nome e logo deitou-se.

Na manhã seguinte, ao voltar da caminhada diária, o aposentado encontrou a mulher Vilma desesperada na porta de casa. Lana havia se afogado na piscina durante a noite. Ninguém da casa escutou, apesar de alguns dos quartos ficarem virados para a piscina, que tinha duas escadas de segurança. Ela sabia nadar. O dogue alemão do filho do casal, Atlas, mirava o fundo da piscina com tristeza, mas sem latir. Ninguém entendeu a morte prematura da dálmata.

Quatro dias depois na caminhada diária de Antônio, o aposentado vinha atravessando a rua quando foi atingido por um carro em alta velocidade. Bateu a clavícula e a cabeça no meio fio. Chegou ao hospital com o ombro em frangalhos, a cabeça sangrava muito. “O pessoal que me atendeu achou que eu fosse morrer pelo tanto de sangue. Dias depois, associei a morte da Lana ao meu acidente. Já tinha lido algo sobre isso. Acredito que ela morreu no meu lugar, salvou a minha vida. A partir dela, fui me interessando por estudar os cães. Descobri coisas magníficas”, lembra.

As histórias fantásticas que Antônio encontrou foram sendo escritas, se transformaram em livro e, agora, aguardam edição. Entre elas está a de Shaquille, um akita que pertencia a Hamilton, um amigo do aposentado. O ritual dos dois era, depois da caminhada, deitarem-se dentro do carro da família, na garagem, para ouvir música. Shaquille no banco de trás e o dono, no banco do motorista. Quando Hamilton morreu, antes mesmo de a família receber a ligação do hospital, o cão uivava sem parar. Passou os dias seguintes deitado debaixo do automóvel, no local onde o dono ficava, deprimido. Teve que ser levado para o veterinário pois se recusava a comer e a família precisou vender o carro para que Shaquille seguisse sua vida.

De história em história, o escritor relaciona as características dos animais com as dos seres humanos. “A principal, para mim, é o perdão. Os cachorros desculpam qualquer coisa que o dono faça, mesmo que seja ruim. Eles ficam chateados, mas logo esquecem. Não discriminam ninguém, oferecem amor incondicional, são companheiros. Acho que tem até mais sensibilidade do que os seres humanos. Quando o mundo parece falhar com a gente, o cão não falha. Ele desperta o amor, a compaixão, a dedicação, o desapego e a compreensão.”

Depois da morte de Lana, Antônio passou a valorizar ainda mais os cachorros. “Enquanto eu for vivo, vou adotar mais cães!”, afirma. E nem sempre é o aposentado que vai atrás dos animais. Rita, a boxer que reina no jardim com o vira-lata Tom, por exemplo, era de um dos filhos de Antônio. O casamento azedou e a custódia de Rita foi para os pais do noivo. Ainda bem. “Apesar de eu falar que ela tem a cara feia, ela me perdoa sempre. É uma super companheira”, conta.

 

 

Cássia manténm oito péts em casa:felicidade plena.Foto Zuleika de Souza/CB/DA Press
Cássia manténm oito péts em casa:felicidade plena.Foto Zuleika de Souza/CB/DA Press

“Eles foram a minha tábua de salvação”

A pedagoga Cássia Borba, 51 anos, tem uma história emocionante com os animais. Há 19 anos, passou em um concurso e trocou as praias de Recife pela seca do Planalto Central. Veio morar com a irmã. “Eu me sentia muito sozinha. Minha sobrinha ganhou uma gatinha e eu me apeguei muito a ela. Quando fui morar sozinha, fiquei mais solitária ainda, foi muito sofrido deixá-la para trás e comecei a ter depressão. Meu irmão, que também mora aqui, tinha uma cadelinha e eu passei a cuidar dela”, conta Cássia.

A pedagoga comprou boas rações, uma casinha nova, brinquedos — tudo isso enquanto a cadelinha morava com o irmão. “Todos os dias, eu passava lá à noite e a trazia para dormir comigo. De manhã, a deixava lá de volta. Com o tempo, eles me deram ela. Os animais me ajudaram a passar por esse momento de solidão mesmo quando eu estava rodeada de gente. Foram a minha tábua de salvação”, lembra. Inspirada pelo relacionamento com os bichos, Cássia teve a ideia de criar um projeto que envolvesse os animais na área de atuação profissional dela, a educação de crianças especiais. Foi aí que nasceu o Bichoterapia.

A iniciativa, aplicada inicialmente em uma escola do Guará e depois no Centro Integrado de Ensino Especial (912 Sul), tinha, além de cães, gatos, coelhos e até um galo. A ideia era que as crianças interagissem com os animais para não apenas aprender a parte pedagógica de texturas e cores, mas o aprendizado emocional. “Uma das alunas morria de medo de bicho, a família deixava de sair porque ela surtava quando encontrava algum. Depois de alguns meses no projeto, abraçava todos. O trabalho com autistas também foi ótimo, muitas vezes eles interagiam mais com os animais do que comigo, faziam mais carinho neles do que nas próprias mães. Só conseguíamos chegar neles por meio dos bichos”, conta.

Os alunos também trabalhavam a responsabilidade para cuidar dos pets e, por um tempo, alguns aprendiam a trabalhar com banho e tosa para serem inseridos no mercado de trabalho. Mas a iniciativa dava trabalho — nas férias, Cássia tinha que encontrar alguém para ficar com os animais do projeto, tirava dinheiro do próprio bolso para alimentá-los e, durante o ano letivo, os funcionários da escola se recusavam a limpar a sala e a tarefa sobrava para a pedagoga. “Era tanto estresse que tive que parar. Todo mundo achava lindo, mas eu acabava carregando tudo sozinha. O projeto foi uma maneira de retribuir tudo o que os animais me ajudaram”, afirma.

Hoje, Cássia se envolveu com resgates e segue ajudando como pode. Tem oito bichos, entre cachorros e gatos. No portão da casa dela, uma faixa anuncia um bazar beneficente para ajudar gatinhos que foram abandonados perto da casa da pedagoga. “Faço o que posso, alguns dos meus bichos ainda são do projeto, outros foram lares temporários que se tornaram permanentes. Sou muito feliz com eles.”

 

 

Mariana Borges durante aula de equoterapia:mais interação social. Foto Zuleika de Souza/CB/DA Press
Mariana Borges durante aula de equoterapia:mais interação social. Foto Zuleika de Souza/CB/DA Press

A ajuda vem a cavalo

A equoterapia não é focada na perfeição dos movimentos esportivos, mas na relação entre o cavalo e a pessoa. Para o trabalho terapêutico, o animal deve ser dócil e aprender facilmente. “Um cavalo de equitação não é acostumado com brinquedo e música, é um bicho que trota, corre e pula. Já o cavalo para a equoterapia é previamente selecionado pela estrutura física: não pode ser muito alto, para ter acesso terapêutico ao paciente”, explica a fisioterapeuta Mylena Medeiros. O animal deve ainda ter temperamento dócil.

Entre os benefícios para o praticante estão a melhora do desenvolvimento motor – incluindo equilíbrio, desenvolvimento do sistema cardiorrespiratório, socialização, diminuição de ansiedade e de sintomas depressivos. “Existem crianças que não se enquadram em comprometimento psicológico, mas têm dificuldade enorme de interação, porque vivem num mundo muito virtualizado. O cavalo ajuda a estabelecer contato e resolver a dificuldade de fazer amigos na escola, timidez excessiva, todas essas áreas”, conta a equoterapeuta.

 

Mariana Borges, 4 anos, aprimorou bastante a parte social com a prática da modalidade. Ela teve falta de oxigenação durante o parto, o que gerou uma pequena lesão no cérebro. A menina fez parte do programa de Estimulação Precoce da Secretaria de Educação, e, atualmente faz acompanhamento na Rede Sarah e com uma equipe multidisciplinar de médicos, com neurologista e fonoaudiologista. A indicação para a Associação Nacional de Equoterapia (Ande) veio da escola que ela frequentava.

Mãe da menina, a servidora pública Mônica Borges, 30 anos, conta que a filha tem a companhia da égua Estrela desde 2014 e um dos maiores ganhos foi a melhora na dificuldade de andar, além do aumento da capacidade social. “Ela tinha muito medo das coisas: das pessoas, dos bichos. Agora, está mais segura. Sente muita falta quando não vem e, no dia da equoterapia, ela já acorda pedindo para vir”, conta.

“As mães comentam que, com uma, duas sessões, o comportamento é outro. Até mesmos as professoras da escola ficam impressionadas. Como a maioria deles gosta muito da equoterapia e cria vínculo com o animal, vira moeda de troca em casa para bom comportamento”, conta a educadora física Andrea Gomes. A idade dos pacientes atendidos varia de adolescentes até idosos e o avanço da idade não faz com que a resposta à equoterapia seja mais lenta. Em média, após seis meses, os praticantes costumam ter benefícios.

 

 

Origem milenar

A inserção de cavalos na medicina humana aconteceu antes de Cristo, por Hipócrates. Segundo a equoterapeuta Mylena Medeiros, a prática retornou com força total na França em 1965 para ajudar na recuperação de soldados no pós-guerra. Existem ainda centros hípicos focados na recuperação de pessoas com problema de vício em drogas e outros voltados para a sobrevida de pacientes terminais e crianças com doenças crônicas, como um do Tenessee (EUA). Essa modalidade é chamada de terapia assistida por animais.

No Brasil, a chegada da equoterapia ocorreu em 1989, com a brasiliense Associação Nacional de Equoterapia. A modalidade foi reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina do Brasil como método terapêutico em 1997 e, hoje, tem o aval dos conselhos de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional, sendo reembolsável por planos de saúde. Devido ao alto custo, porém, ainda não é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Atualmente, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei para regulamentar a prática. O texto foi proposto em 2012 pelo então senador Flávio Arns (PT-PR) e exige exames psicológicos e fisioterápicos dos praticantes e capacitação de toda a equipe, incluindo fisioterapeuta, educador físico, terapeuta ocupacional, pedagogo, psicólogo e professor de equitação. O projeto determina ainda que o local tenha atendimento de urgência ou seja capaz de fazer remoção imediata para uma unidade de saúde, em caso de acidente. Em caso de aprovação, o texto precisa ser votado em plenário por pelo menos dois terços dos senadores. Em seguida, segue para sanção presidencial.

 

 

 

 

16/03/2016. Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A. Thiago superou um princípio de depressão ao lado de Simba. Foto Marcelo Ferreira/CB/DA Press
16/03/2016. Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A. Thiago superou um princípio de depressão ao lado de Simba. Foto Marcelo Ferreira/CB/DA Press

Melhor que cursinho

Outra pessoa que se beneficiou da companhia de um cachorrinho foi o estudante Thiago Rodrigues, 21 anos. Em junho de 2015, ele estava no início de uma depressão depois de várias reprovações no vestibular para medicina. Foi quando a mãe dele, Dora, decidiu levar a mascote Simba para casa, na época com 45 dias de vida. “Como passo muito tempo fora de casa, o nosso cachorro foi uma forma de companhia e amizade”, conta a mãe.

Logo que o cãozinho chegou, Thiago conseguiu a aprovação e os sintomas da depressão foram afastados. “Simba mudou as nossas vidas. Meu filho disse que foi o melhor presente que já ganhou”, comemora a enfermeira.

 

Tratamento de quatro patas

Nem sempre o tratamento entre humanos e animais segue parâmetros científicos reconhecidos. Pode bastar a presença do pet para que o efeito terapêutico aconteça. A estudante Bianca*, 37 anos, sofre com o diagnóstico de bipolaridade há mais de 10 anos. Apesar de fazer uso de medicação, ela não via melhora significativa no quadro e, por conta da condição, foi afastada do trabalho. Foi quando decidiu adotar uma gatinha, em fevereiro deste ano. “Como eu estudei dois anos de psicologia e fiz muita terapia, sabia que é cientificamente comprovado que a convivência entre animais e seres humanos é benéfica, principalmente para pessoas com transtornos mentais”, explica.

Na infância, Bianca teve outros gatos e também cães. Após a aprovação da psiquiatra, mais duas gatinhas saíram de uma feira de adoção e chegaram à casa em que a estudante mora, sozinha. Uma delas, como veio das ruas, não passou por abrigos e ainda não está habituada ao contato. Apesar disso, a estudante agradece a companhia e afirma que teve melhora no quadro psiquiátrico. “Os animais são melhores do que os seres humanos. Não posso contar minha doença pra qualquer pessoa. Eu corro o risco de perder as amizades”, acredita.

* Nome fictício, a pedido da entrevistada

 

 

 

Luiza e Tito:ele entrou para família.Foto Zuleika de Souza/CB/DA Press
Luiza e Tito: ele entrou para família.Foto Zuleika de Souza/CB/DA Press

“Ela quebrou o gelo e o muro de solidão que construí a minha volta”

A secretária executiva bilíngue Luiza Callafange, 26 anos, sempre gostou de animais: já teve cachorro, peixe, hamster e até um minicaranguejo. Depois de adulta, passou por muitos problemas relacionados à depressão e ansiedade, principalmente quando foi morar sozinha. “Eu precisava amadurecer e aprender uma série de coisas, mas, ao mesmo tempo que queria, não estava totalmente preparada para lidar com elas, principalmente com a solidão”, conta.

Por coincidência, Luiza passou por uma feira de adoção e Tito entrou para a família. “Foi amor à primeira vista: um gatinho ruivo, magro, doentinho, que não abria um olho e tinha feridas no corpo. Eu simplesmente precisava tirá-lo dali e dar-lhe uma oportunidade de ser feliz”, conta.

Com o tempo, a jovem perdeu a vontade de sair de casa e de estar com os amigos. Nem mesmo a atividade física estava ajudando. Foi quando ela decidiu começar a psicoterapia, que logo a fez reagir. Quando melhorou um pouco, decidiu trazer a segunda gatinha para casa. Ela viu a foto em uma página de adoção e decidiu buscar o animal, mas ele já havia sido levado por outra pessoa. Pouco tempo depois, por algo que ela chama de “milagre”, a adotante desistiu e Lily enfim foi morar com Luiza. “A Lily veio no momento em que eu mais precisava. É carente e carinhosa. Ela me conquistou. Quebrou o gelo e o muro de solidã.

 

 

Entrevista // Vinicius Perez dos Santos

*Médico veterinário, residente do Hospital Veterinário FMVZ-USP e fundador do Projeto Santuário FMVZ-USP

 

Quando foi que se começou a enxergar o animal como um indivíduo a ser domesticado?

A domesticação dos cães e gatos foi, sem dúvida, um importante acontecimento na história da humanidade. Embora estudos apontem o lobo (canis lupus) como antecessor do cão doméstico (canis familiaris), alguns geneticistas defendem que, na verdade, as duas espécies são descendentes de um ancestral comum desconhecido. Há registros fósseis de cães de cerca de 12 mil anos encontrados junto a ossadas de humanos e outras evidências fósseis da existência de cães há pelos menos 33 mil anos. O que se tem certeza é de que, a partir do momento em que as pessoas passaram a se estabelecer em locais fixos, deixando a vida nômade e instituindo a agricultura, a relação entre seres humanos e cães tornou-se atrativa com benefícios mútuos. Para os humanos, ajudantes na caça e proteção dos acampamentos. Para os cães, maior disponibilidade de alimento. Já a domesticação dos gatos data de período mais recente. Enquanto os cães estão com os humanos há pelo menos 20 mil a 30 mil anos, a domesticação do gato ocorreu apenas em meados do século 8 a.C., entre as aldeias que originaram o Egito antigo, onde passaram a exercer importante papel no controle de roedores que apareciam em busca de grãos.

 

Por que os cães e gatos são os animais domésticos mais comuns?

 

Inicialmente, estabeleceu-se a aproximação com essas espécies pela oportunidade de maior disponibilidade de alimento em troca de parceria para a caça ou proteção contra a proliferação de roedores. Mas, com o tempo, os benefícios foram além e o vínculo se tornou cada vez mais forte. Os cães desenvolveram habilidades essenciais para se adaptarem à convivência com seres humanos, como o olhar fixo nos olhos, que estimula a liberação de ocitocina tanto nos humanos quanto nos próprios animais. A ocitocina é o mesmo hormônio liberado em decorrência da interação entre mães e bebês, conhecido como hormônio do amor. Não é à toa que estudos recentes com uso de ressonância magnética evidenciam ativação de regiões do hipocampo de cães relacionadas a emoções boas como alegria e amor resultante do contato entre seres humanos e animais.

 

Qual é a causa mais comum pela qual adotamos um animal de estimação?

 

As motivações para a adoção de um animal podem ser variadas, algumas vezes altruístas, outras embasadas em posturas antropocêntricas, visando bem-estar próprio. A presidente da Associação Médico-Veterinária Brasileira de Bem-Estar Animal, Ceres Berger Faraco, médica veterinária e doutora em psicologia, aponta que a crescente associação entre seres humanos e animais se dá como estratégia para enfrentar os desafios da sobrevivência, pois humanos e animais de companhia são seres gregários, além de que os bichos oferecem suporte para a sobrevivência das sociedades. Sendo assim, a adoção muitas vezes representa uma vontade de completar a família ou enfrentar a solidão.

 

Quais são os benefícios do convívio entre humanos e animais?

 

Atualmente, muitas pessoas conhecem os benefícios das terapias assistidas por animais, como a equoterapia e as visitas a hospitais, asilos e outras entidades, com apoio dos “cães-terapeutas”. Porém, o convívio com animais por si só também influencia diretamente a saúde das pessoas. A doutora Ceres Faraco explica que no mundo atual, onde são incentivados o individualismo, a perda de laços familiares e a solidão, a presença dos bichos serve como apoio social e fortalece o sentimento de que somos pertencentes, amados e absolutamente necessários para alguém. Na prática da medicina veterinária, diariamente vamos conhecendo diferentes famílias e ouvindo diferentes histórias nas quais os animais ocupam sempre um lugar especial no auxílio para a superação de uma dificuldade, com ensinamentos diários. Vamos percebendo que na complexa rede familiar em que cada partícula interage uma com a outra, os animais ocupam uma importante posição.

 

Quais são os benefícios físicos de se ter um bichinho?

 

Segundo estudo realizado pelo Departamento de Psicologia Experimental do Instituto de Psicologia da USP, os benefícios dos animais de companhia à saúde das pessoas vão desde a melhora na imunidade de crianças e de adultos até a redução dos níveis de estresse e da incidência de doenças comuns, como dor de cabeça ou resfriado. Outros estudos identificados pelos pesquisadores da USP também avaliaram as taxas de sobrevivência no ano posterior a um infarto agudo do miocárdio em donos de cães, gatos e outros animais de estimação em comparação com pessoas que não conviviam com bichos. Segundo os pesquisadores, depois de determinado período, verificou-se que a convivência com um cão contribuiu significativamente para a sobrevivência dos pacientes, pelo menos no ano seguinte ao incidente. Os mesmos estudos também apontam benefícios no controle da pressão arterial.

 

Existe algum momento em que o convívio intenso seja ruim para os animais?

 

Os principais ônus para os animais de estimação na relação com os seres humanos estão relacionados ao fenômeno do antropomorfismo. Consiste no hábito de tratar os animais com base em premissas da visão humana, considerando que as necessidades dos animais são semelhantes às nossas, ou ainda privilegiando as preferências humanas em detrimento das necessidades naturais do bicho. Trocando em miúdos, toda vez que reproduzimos práticas como uso de roupas, calçados e perfumes em cães e gatos, por exemplo, estamos aplicando uma necessidade essencialmente humana, que não apenas não é natural para o animal como também pode ser incômoda. O cão precisa ser cão e o gato precisa ser gato. A possibilidade de expressar comportamentos naturais da espécie é um pré-requisito básico para garantir seu bem-estar. Não há nenhum mal em tratar o animal como filho, desde que se compreenda que é um filho não humano e se respeite as necessidades dele.

“Não há nenhum mal em tratar o animal como filho, desde que se compreenda que é um filho não humano e se respeite as necessidades dele”