Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
“Que outro louco, que não o Jorge, investiria na combalida W3, erguendo aquele monumento fantástico, que enche os olhos de todos que por lá passam”. Com essas palavras, que carregam tristeza e ternura, Denise Ferreira comunicou o fechamento do Bar e Mercado Municipal de Brasília, aberto pelo saudoso Jorge Ferreira, na 509 Sul, em setembro de 2006. Erguido em art noveau nos moldes do Les Halles, de Paris, lá tudo era grandioso. Foram gastas mais de 400 toneladas de grades antigas de ferro fundido, arcos, vitrais e portões. Nas paredes tábuas de demolição que vieram de Santa Catarina “casaram” com azulejos de Athos Bulcão numa prova de convivência entre o antigo e o moderno. O arquiteto Alvinho Abreu se superou no projeto de lojinhas e mercado que ofereciam carnes, frutas, peixe, azeites, pastéis, cachaça, vinho, chope, verdura e queijos estrangeiros e o de Cruzília, terra do fundador.
No dia da inauguração, Jorge Ferreira foi aclamado “o JK dos bares” pelo poeta Carlos Henrique. O bardo brasiliense se referia ao império formado pelo Gordeixo 306 Norte, Feitiço Mineiro, Armazém do Ferreira, Bar Brasília e Bar Brahma. Depois ainda vieram as unidades no Pier 21 e em Águas Claras. Jorge partiu há quatro anos e faz muita falta.
Queridos amigos, esses dias tem sido de profunda tristeza. Para além de todas as dificuldades práticas que implicam no fechamento do Bar e Mercado Municipal de Brasília, é muito doloroso ver o fim de uma sonho fenomenal. Que outro louco, que não o Jorge, investiria na combalida W3, erguendo aquele monumento fantástico, que enche os olhos de todos que por lá passam? Sempre brincava que se cobrássemos por fotos tiradas no Mercado, estaríamos milionários…Para mim, é mais um pedaço do Jorge que se vai, é um novo luto. Ele era apaixonado por aquele lugar! Me penalizo com a situação de cada funcionário que ficará desempregado e me emociono com cada um que, para além das incertezas pessoais, vem agradecer por ter tido a oportunidade de compartilhar do sonho do Jorge e demonstram desalento pelo seu fim.
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