Conheça Sonia Takata, a mestra do açúcar

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Pela primeira vez Brasília será representada por uma candidata ao posto máximo da Copa do Mundo da Confeitaria, na etapa nacional. Nascida em São Paulo, Sonia Takata passou os feriados de carnaval treinando com paciência oriental a confecção — toda em açúcar — de árvores, folhas, flores e demais elementos que se encaixem no tema “Floresta encantada”, com o qual pretende passar para a etapa continental do certame.
Residente na capital federal há sete anos, como consultora e professora no Senac, a confeiteira assumiu há pouco mais de um ano a cozinha doce do B Hotel Brasília. É lá que ela passa madrugadas exercitando a arte para se apresentar na Sirha, principal evento internacional para profissionais de foodservice e hotelaria, que se realiza em São Paulo, na segunda quinzena de março.
“Meu grande sonho é representar o B Hotel, Brasília e o Brasil”, resume a candidata, que se mostra otimista em vencer a competição que a poderá levar um mês mais tarde para o México, onde será realizada a Seletiva das Américas 2018.

Liana Sabo/CB/D.A.Press. Detalhe da escultura em açúcar feita pela confeiteira Sonia Takata, no B Hotel.
24/06/2011. Crédito: Carlos Vieira/Esp.CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. Encontro com o chef. Doces da chef de cozinha Sônia Aiko Takata.
24/06/2011. Crédito: Carlos Vieira/Esp.CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. Encontro com o chef. Doces da chef de cozinha Sônia Aiko Takata.
24/06/2011. Crédito: Carlos Vieira/Esp.CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. Encontro com o chef. Doces da chef de cozinha Sônia Aiko Takata.
24/06/2011. Crédito: Carlos Vieira/Esp.CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. Encontro com o chef. Doces da chef de cozinha Sônia Aiko Takata.

Mãos sangrando

A arte da confeitaria em açúcar não é fácil. “Só fui começar a aprendê-la em 1995, no Japão, onde conheci um grande mestre. Embora se use luvas de proteção, a alta temperatura de até 170ºC provoca ferimentos nas mãos e, não raro, elas sangram”, conta Sonia, cujo nome em japonês é Aiko e significa “Filha do amor”.
Nessa categoria é usado açúcar alemão, feito de beterraba branca, chamado isomalte, “porque dá mais resistência e brilho à escultura”, explica a chef pâtissière. Segundo ela, o grande desafio da prova é consigo própria: “ ter controle emocional, resistência física e superar os meus limites durante as seis horas de duração, sem arredar o pé nem para ir ao banheiro”, confessou.
Sonia reconhece que sua participação na Coupe du Monde de la Pâtisserie (nome oficial do concurso criado pelo já saudoso Paul Bocuse, cuja etapa final será realizada em janeiro de 2019, em Lyon), envolve muitos profissionais, como o artista plástico, que desenvolve moldes para escultura. Também se mostra agradecida ao atual emprego que lhe dá condições de se exercitar. “Estimular os talentos da casa a se desenvolver e participar de competições faz parte da aposta do B Hotel na gastronomia”, justifica a diretora Ana Paula Ernesto.

Inspiração no cerrado

Na floresta encantada de Sônia, haverá uma árvore contorcida, de tamanho médio, como são as do cerrado, de cujo tronco oco sairá uma fada de cabelos escuros, “como tenho visto aqui”, diz a autora da obra, toda ela comestível. Além de saborosa, a criação é tonalizada por meio do uso de corantes naturais. A apresentação está marcada para 16 de março, no Pavilhão 4 do São Paulo Expo. Ela disputa a vaga para o México com o confeiteiro Marcone Calazans, de São Paulo. Outra categoria é de chocolate.
Profissionais de gastronomia e hotelaria poderão se inscrever gratuitamente no site http://sirha-saopaulo.com/. Quem não é profissional pode adquirir day-passes por R$ 150.

Liana Sabo

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