Conheça o Isla, restaurante que une sons e sabores na Asa Sul

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Aos poucos as lojas desocupadas do Plano Piloto começam a receber novos negócios, num claro indício da recuperação econômica da cidade. Como no setor de alimentação, onde o surgimento de um restaurante mediterrâneo na 108 Sul dá alento ao circuito gastronômico local. “Nós tínhamos em vista abrir na esquina da 411 Sul, onde funcionou o Corrientes 348, mas os antigos donos foram mais rápidos e instalaram lá um sushi”, informa Tércio Magalhães, que comanda, ao lado do irmão Tarcísio e do sócio Marcelo Ribas, o Isla.

Funcionando em low profile desde o dia 6, a casa cuja logomarca é um coqueiro ocupa uma lojinha de ponta do Bloco C, de propriedade da mãe do Marcelo. É o terceiro negócio da trinca, que foi dona de uma franquia DNA Natural no Liberty Mall e mantém o Mister Açaí, na 411 Sul. Depois de uma operação mal-sucedida no shopping, que durou um ano, o que fazer com o equipamento completo de cozinha foi a pergunta que os três se fizeram.

De posse de fogão, coifa, pia, forno e outros apetrechos só faltava a proposta gourmet, que veio, afinal, com a lembrança de “reproduzir a ambientação de Trancoso”, onde os três costumam passar férias. Eleito o tipo de culinária, precisava de um nome que poderia ser de alguma ilha do Mediterrâneo. Aí não houve acordo quando um passarinho soprou no ouvido simplesmente ilha, mas em espanhol.

Tartar no destaque

25/10/2016. Crédito: Bárbara Cabral/Esp.CB/D.A Press. Brasil. Brasília – DF. Sobremesa de panna cotta e doce de abóbora.
25/10/2016. Crédito: Bárbara Cabral/Esp.CB/D.A Press. Brasil. Brasília – DF. Entrada de tartare de filé-mignon.

Com 70 lugares distribuídos também na parte externa, o Isla, por enquanto, só funciona à noite sob a batuta de Audeni Leite, de 43 anos, responsável pela cozinha onde conta com três auxiliares. A experiência vem dos tempos em que trabalhou no bufê de Sulamita Eventos, de Taguatinga, com passagem na franquia dos mesmos proprietários. Isso ainda foi pouco para a pernambucana, criada na Bahia, que decidiu se matricular no Iesb, onde concluiu em um ano e meio o curso de técnico em cozinha, um nível abaixo ao de chef.

O cardápio, porém, foi encomendado à consultora Dine Hinz, que treinou a equipe por um mês. Começa com petiscos, como papas bravas (batata frita em cubos com molho cremoso); azeitona recheada e empanada à milanesa, ambos por R$ 18, cada, lula a dorê (R$ 27) e gambas al ajillo, que pode servir duas pessoas com camarões refogados no azeite e alho (R$ 36).

Mix de folhas baby fornecido pelo empório vizinho que pode vir com queijo feta e azeite de ervas e nozes por R$ 24 ou com laranja e gersal por R$ 20 são as entradas mais pedidas. Mas nada bate em originalidade e sabor o tartar de filé-mignon com mostarda dijon e torradas (R$ 36), um must do menu.

Piano do Piantella

25/10/2016. Crédito: Bárbara Cabral/Esp.CB/D.A Press. Brasil. Brasília – DF. Favas Contadas. Chef Audeni Leite e os proprietários Tarcísio e Tércio Magalhães

No principal, entre os preferidos estão o camarão do Teté (apelido do Tércio), que recomendou a Audeni grelhar o crustáceo e servi-lo com purê de batata-baroa e cebola caramelizada (R$ 59). Outro destaque é o carrè de cordeiro à la Ribas, conforme a sugestão de outro sócio, que pediu molho de uvas, obtido com a mistura de suco de uva e vinho tinto. Servido com arroz marroquino o prato sai a R$ 52. Bem posto no menu ainda o filé au poivre noir, com batatas rústicas por R$ 49. “Ainda não consegui a poivre vert”, confessa a chef. Deliciosa panna cotta com doce de abóbora finaliza o ágape.

O pai de Marcelo Ribas, que lhe empresta o nome, levou um piano para receber o lendário Mário, pianista do Piantella, com apresentação às segundas, quartas e sextas. Sábado, domina o sax no colorido ambiente criado pela artista plástica Tila Telas. Telefone:3526-5984.

Liana Sabo

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