Cano jejum Última abstinência semelhante havia sido há 30 meses no Independiente Medellín. Ffoto: Raphael Ribeiro/Vasco Última abstinência semelhante havia sido há 30 meses no Independiente Medellín. Ffoto: Raphael Ribeiro/Vasco

Germán Cano não amargava cinco jogos sem fazer gol desde o início de 2018

Publicado em Esporte

A desaceleração do Vasco no Campeonato Brasileiro tem muito a ver com a abstinência de gols do centroavante Germán Cano e com a limitação ofensiva do elenco cruz-maltino. Líder na quarta rodada, o time de São Januário caiu para a nona posição. Não vence há cinco partidas — três no Campeonato Brasileiro e duas na eliminação precoce da Copa do Brasil.

Artilheiro do Vasco na temporada, Cano não balança a rede há cinco jogos. Justamente as partidas em que o time não venceu. Isso não acontecia na carreira do centroavante desde 2018. A última vez que o gringo passou cinco partidas sem balançar a rede foi no período de 11 de fevereiro a 4 de março daquele ano. Cano vestia a camisa do Independiente Medellín. O jejum foi quebrado em 7 de março de 2018 na derrota por 3 x 2 para o Once Caldas pelo Campeonato Colombiano.

O fato é que o Vasco não pode depender apenas dos gols de Cano. O desembarque do argentino no clube inibiu, por exemplo, o potencial de Talles Magno. O menino de 18 anos tem apenas um gol neste ano na derrota por 2 x 1 para o Fluminense. Ele tem potencial para mais.

Cano tem 16 gols no ano. É o goleador disparado do Vasco no ano. O segundo colocado tem um quarto dos gols do argentino e não é atacante. Fellipe Bastos balançou a rede quatro vezes. O meia Martín Benítez, o centroavante Ribamar e o zagueiro Warley têm dois cada.

O jejum de Cano é natural. Acontece com os melhores centroavantes. Cabe ao Vasco ter um plano B no elenco. Um reserva tão goleador quanto o titular. Garçons substitutos à altura de Benítez, Andrey, Talles Magno e Henrique. O quarteto deu 10 assistências para Cano.

O técnico Ramon Menezes faz ótimo trabalho, mas precisa ter opções de formação sem o centroavante argentino, um sistema tático que deixe o time sem referência na frente, capaz de tirar o adversário da zona de conforto, ou seja, de vigiar movimentação do matador.

A maior esperança de gol do Vasco tem crédito com Ramon Menezes. “O Cano é um dos artilheiros da competição. Daqui a pouco vai voltar a fazer gols. Meu foco é recuperar todos”, minimizou o comandante cruz-maltino. Que Cano desencante nesta quarta contra o Bahia.

 

Siga no Twitter: @mplimaDF

Siga no Instagram: @marcospaulolimadf