Tag: governo
Coluna Brasília-DF publicada no domingo, 12 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Em fase final de elaboração da medida provisória que pretende dar um respiro aos produtores rurais endividados por causa dos problemas climáticos, os governistas fazem um alerta àqueles parlamentares que planejam ampliar o número de produtores beneficiados, incluindo todos que não conseguem pagar as dívidas: se a Câmara insistir no projeto que tramita na Casa, o governo vai vetar integralmente o texto. E se os parlamentares derrubarem o veto, o Supremo Tribunal Federal será acionado, onde a possibilidade de suspender tudo até a apreciação do mérito será grande.
» » »
Pense bem/ A ideia é deixar o agro certo de que, para não comprometer a ajuda a quem teve problemas por causa dos eventos climáticos, o melhor a fazer é aceitar a MP que vier do Planalto e votar tudo rapidamente.
Um projeto…
Silenciosamente, um grupo que conta com a participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da comunidade evangélica, da qual faz parte o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, constrói uma plataforma política para tentar levar adiante um pleito futuro. Aliás, é esse braço político em construção, do qual não fazem parte os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, que mais incomodou o pré-candidato do PL ao Planalto, uma vez que tudo é baseado na religião, e não é algo para ser colocado a serviço na ala mais radical do bolsonarismo.
….ainda sem partido
Guardadas as devidas proporções e conjunturas inerentes a cada período, a tentativa se assemelha ao que lá nos idos de 1750 os jesuítas instalados nas Missões sonhavam em construir. Ainda não está fechado qual agremiação deve abraçar a proposta, embora haja especulações a respeito do Republicanos. Isso é algo para depois das eleições deste ano.
Em nome do pai
A carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro em que seu pai o nomeia “meu porta-voz” e diz que o “momento é de arregaçar as mangas” é vista como uma tentativa de sair da defensiva em que se encontra e tentar evitar que os votos da direita migrem para outro candidato, seja Ronaldo Caiado, Romeu Zema ou Renan Santos.
Nem tanto
A live em que o filho Zero Um de Jair Bolsonaro divulgou a carta foi considerada acima do tom até por simpatizantes dele, por mencionar que “ou a gente ganha, ou o Brasil acaba”. Muitos presidentes se sucedem desde a Proclamação da República, o país passou por várias crises, mas não acabou.
Chega de postergar
E Contrariando a percepção de alguns líderes de centro e direita, o PT não pretende demorar a nomear os deputados da comissão especial para analisar a redução da maioridade penal. Parlamentares acreditavam que a esquerda poderia postergar as indicações para deixar o início da comissão para depois do recesso parlamentar, mas o líder da bancada, Pedro Uczai (SC), afirmou que é hora de “enfrentar” o debate.
CURTIDAS

Cada um com os seus problemas/ Embora a assessora Mariângela Fialek trabalhe na liderança do Progressistas, os parlamentares do partido capitaneado pelo senador Ciro Nogueira (foto) fizeram “cara de paisagem” sobre o bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto, por causa da suspeita de desvio de emendas ao Orçamento. O presidente do PL e seus filiados que se expliquem.
Insatisfação I/ O setor de mercados digitais não gostou do relatório apresentado pelo deputado Aliel Machado (PV-PR) sobre a proposta de regulação, com a criação de uma nova estrutura dentro do governo para esse fim. Para algumas empresas, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) já realiza um ótimo trabalho em monitorar e aplicar sanções para promover mais competitividade. Parte do empresariado considera que o certo seria investir mais recursos no CADE e contratar pessoal para essa finalidade.
Insatisfação II/ Outro ponto é a falta de diálogo. Empresários afirmam que, nos nove meses de tramitação do texto na Casa, nunca houve nenhuma reunião, audiência pública ou comissão especial.
Tudo é política/ A aposta de parte desse setor é que o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) quer aprovar a matéria com objetivos políticos porque a proposta é de interesse do governo. Em conversas reservadas, líderes concordam em deixar o projeto para ser votado apenas após o retorno do recesso parlamentar, mas ainda não bateram o martelo em reunião.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 9 de julho de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O comando nacional do MDB não foi sequer informado de que o ex-governador Ibaneis Rocha desistira da candidatura ao Senado. Nem sequer um telefonema, mesmo depois de o presidente do partido, deputado Baleia Rossi, ter reunido a Executiva Nacional para anunciar que fecharia questão em prol da inclusão de Ibaneis na chapa da governadora Celina Leão como candidato a um mandato de senador. Porém, não tem briga, nem mágoas nessa relação. O que o MDB deseja mesmo é ampliar o número de deputados federais e, neste quesito, a avaliação é a de que Ibaneis pode ajudar.
» » »
Às contas/ A expectativa dos emedebistas hoje é eleger um deputado federal e, se tiver sorte, obter metade dos votos para conquistar uma segunda vaga. Se Ibaneis topar ser candidato a deputado, acreditam integrantes da Executiva Nacional, esta segunda vaga estaria garantida.
Ajude a Teresa
A primeira missão de Camilo Santana como líder do PT no Senado será dar assistência à nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão. Recém-chegada ao cargo, ela está “vendida” nas negociações. Esta semana, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, adiou a votação do Profértil, aprovado na Câmara após acordo com o governo, porque ela disse não ter sido informada desse acordo — o que ela sabia é que o governo era contrário à matéria.
Ficou ruim
Alcolumbre manteve a urgência do projeto, mas retirou da pauta em consideração à líder. Porém, o presidente da Casa chegou a usar a expressão “caiu de paraquedas” para se referir à forma como Teresa vem agindo na liderança do governo na Casa.
“É agora ou nunca”
É assim que os senadores têm se referido à outra missão de Camilo Santana como líder do PT: promover um encontro entre Alcolumbre e o presidente Lula. Se conseguir, passa no teste de tarimbado para o diálogo. A conversa é crucial para destravar as pautas no Senado, como fim da escala 6×1, terras raras e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da segurança pública.
Só ele
Quem estiver em busca da pacificação entre Michelle Bolsonaro e o enteado pré- candidato ao Planalto deve pedir primeiro uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue em prisão domiciliar. É o único que os dois escutam.
CURTIDAS

Jaques Master/ Eleitores petistas na Bahia não superaram a polêmica envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Durante a Procissão Cívica do 2 de Julho — que celebra a Independência da Bahia, marco da expulsão das tropas portuguesas em 1823 — os eleitores ovacionaram Jerônimo Rodrigues. Mas quando Wagner apareceu, muitos vaiaram e até mostram uma faixa com os seguintes dizeres: “Jaques Master”.
Bater em todos/ Os pré-candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) marcaram presença em debate sobre economia promovido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). Caiado voltou a criticar Flávio Bolsonaro pelo tarifaço. “Precisamos ter um governante que pense e defenda o Brasil e não a sua posição e seu interesse pessoal”, defendeu.
Vem aí/ O PL planeja anunciar, até o final desta semana, o nome para disputar a vaga ao Senado pelo Rio de Janeiro. Interlocutores do partido contaram à coluna que o senador Carlos Portinho (PL-RJ, foto) será o escolhido. A manifestação de diversos prefeitos em prol de sua candidatura e o apoio inesperado do pastor Silas Malafaia deram força para Portinho na cúpula do partido. Valdemar e Flávio Bolsonaro farão o anúncio juntos.
Por falar em Valdemar…/ O presidente do PL recebeu uma demonstração de que sua palavra importa para deputados e senadores. Parlamentares compareceram em peso à reunião-almoço das Frentes Parlamentares Brasil Competitivo (FPBC), Tecnologia e Atividades Nucleares (FPN), Empreendedorismo (FPE) e a de Combate à Pirataria (FPI). A leitura de muitos foi a de que Valdemar recebeu um sinal de força num momento em que a legenda enfrenta uma crise entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro e, ainda, uma operação de busca e apreensão de armas na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 16 de abril de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A crise aberta entre Legislativo e Judiciário, depois da apresentação do relatório da CPI do Crime Organizado, terá reflexos nos votos de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal. É que começa a se cristalizar na Casa a ideia de que, diante da tensão entre Senado e STF, com pedidos de indiciamento de ministros — algo já rejeitado no Senado —, e a reação da Corte — com pedido de investigação do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) —, o melhor no momento é pisar no freio quanto à escolha de um ministro para o Supremo. Ainda mais em se tratando de um indicado tão afeito a um lado da política. Nesse sentido, o trabalho do governo daqui até 28 de abril, data da sabatina de Messias no Senado, será separar essas estações e acalmar os ânimos entre os dois Poderes. Serão 11 dias para cuidar da relação entre a “Casa dos Onze” e o Senado, a fim de garantir maioria dos 81 senadores favoráveis a Messias, o que ainda está incerto.
» » »
Quem chega para ajudar/ Pré-candidato ao governo de Minas Gerais, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) entrou em campo para tentar ajudar Messias. Quem ainda não entrou de corpo e alma nesse barco foi o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Ele se reaproximou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda tem dificuldades em abraçar a campanha do advogado-geral da União para o STF.
Conselhos para Sidônio
Aliados de Lula foram ao ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, dizer que o discurso do governo sobre o fim da escala 6 x 1 não pegou e que o povo nem sabe do que se trata de conceder uma folga a mais aos trabalhadores que só têm o domingo, ou outro dia na semana. A ideia desses amigos do presidente é que o governo fale mais que o objetivo da proposta é que as pessoas tenham dois dias de folga para cuidar da vida e… orar. De quebra, ajuda até a chamar a atenção do eleitorado evangélico.
Por falar em 6 x 1…
Enquanto o Centrão defende que não é hora para se discutir sobre o fim da escala 6 x 1, o governo tenta convencer os parlamentares a optarem pelo projeto de lei: é que, em caso de criarem muitos problemas com a nova escala de trabalho, o PL é de mais fácil tramitação do que uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A base governista vai usar esse argumento para defender a discussão do texto com urgência constitucional, enviado pelo Planalto esta semana.
A cobrança da Reforma Administrativa
O 6º Brasília Summit Lide-Correio Braziliense, com o tema eficiência na gestão pública, trouxe à baila a Reforma Administrativa e a necessidade de destinação das emendas parlamentares a obras estruturantes. “São R$ 50 bilhões em emendas e cadê as obras estruturantes?”, perguntou o ex-governador do Mato Grosso Mauro Mendes.
Por falar em emendas…
O ministro Antonio Anastasia, do Tribunal de Contas da União (TCU) — que já foi senador —, defendeu as emendas como instrumento de gestão. “É um recurso para localidades que, muitas vezes, não recebem recursos”, afirmou. Ele acredita que não se deve criminalizar as indicações, mas que o TCU deve fiscalizar e punir os desvios. “O grande empenho neste momento é que seja identificado um plano de trabalho adequado para que essas emendas tenham, de fato, sua origem, seu destino, e qual será seu percurso. E será objeto de avaliação permanente pelo TCU, que tem capacidade, legitimidade e estrutura administrativa para fazer isso em relação aos recursos federais”, disse, logo após o 6º Brasília Summit Lide-Correio Braziliense.
CURTIDAS

Cálculos na ponta do lápis I/ Davi Alcolumbre foi incisivo ao afirmar que não pautará mais nenhum projeto de lei que cria piso ou impacto financeiro nas contas do governo federal, estaduais ou municipais. A fala vem em meio à votação, na Câmara dos Deputados, de uma PEC que destina 1% da receita corrente líquida dos entes federados à Assistência Social.
Cálculos na ponta do lápis II/ “A minha decisão é não botar na pauta nenhum (piso), mas ouvir vossas excelências para agente buscar entendimento com o governo federal, estados brasileiros, municípios e decidir em conjunto quais as matérias vamos deliberar no plenário do Senado que impactam, direta ou indiretamente, as finanças públicas no Brasil, para que a gente possa manter o equilíbrio das contas”, justificou Alcolumbre.
Contagem de votos/ Após a aprovação da indicação do deputado mineiro Odair Cunha (PT-MG) ao TCU, seus aliados estão contando os votos. Alguns relataram à coluna que antes de chegarem ao Plenário eram esperados cerca de 280 votos, mas, com a porcentagem dos “traidores”, acreditavam que ficaria entre 250 votos. Já perto da votação, o partido contou 308 votos, cinco a mais do que o resultado final, e são justamente esses “traidores” que os aliados de Cunha procuram para cobrar o combinado.
Mineiros no TCU/ Depois dos pernambucanos, chegou a vez dos mineiros. O ministro Antonio Anastasia deu boas-vindas ao futuro novo ministro Odair Cunha. Inclusive, lembrou que os dois são da mesma região de Minas Gerais, algo que não ocorria há algum tempo na corte. O TCU, há alguns anos, chegou a ter três ministros de Pernambuco: o atual ministro da Defesa, José Múcio Monteiro; o ex-ministro da Educação e de Minas e Energia, José Jorge; e a ex-deputada Ana Arraes, mãe do ex-governador de Pernambuco e ex-ministro Eduardo Campos, e avó do presidente do PSB e ex-prefeito do Recife, João Campos (foto).
Regulamentação de trabalhadores por aplicativo deve ser votada na próxima quarta-feira

Por Eduarda Esposito — O Projeto de Lei complementar (PLP) nº 152/2025, que regulamenta trabalho por aplicativos, deve ser votado na próxima quarta-feira no plenário da Câmara dos Deputados. A afirmação é do relator, Augusto Coutinho (Republicanos-PE), que apresentou o novo relatório na noite da última terça-feira (7/4). Coutinho esteve presente em um jantar realizado pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) junto ao setor para conversar sobre o novo relatório e ouvir sugestões e opiniões.
Amanhã (10/4), o relatório deve ser votado na Comissão Especial e levado ao plenário na semana que vem após a eleição para o Tribunal de Contas da União (TCU). Durante o encontro, o cientista político da Quaest, Guilher Russo, também apresentou uma pesquisa ds opinião sobre a regulamentação do setor de trabalhadores por aplicativos. De acordo com a levantamento, 71% dos entrevistados são contra a taxa mínima por corrida/entrega, que foi proposta pelo governo, e 78% acreditam que a taxa aumentaria os valores dos pedidos e corridas.
No relatório publicado, Coutinho propôs que os profissionais que trabalham com entregas poderão optar por dois tipos de remuneração: receber R$ 8,50 por cada entrega com distância de até 3km de carro ou 4km a pé, bicicleta ou moto; ou receber por tempo trabalhado, com pagamento mínimo do valor-hora de dois salários mínimos, atualmente R$ 14,74 por hora. Já para quem faz transporte de passageiro, o relator não estabeleceu remuneração mínima com o intuito de não inviabilizar corridas de baixo valor, principalmente em cidades pequenas.
Relatório
A intenção é chegar a um consenso para aprovar a matéria. Durante a reunião de líderes da última terça-feira, tanto o relator quanto o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), defenderam que é melhor o Congresso dar um passo nessa questão do que deixar o Supremo Tribunal Federal (STF) legislar. Coutinho considera a última opção inadmissível. Com isso, o sentimento é que não haverá tanta resistência durante as votações.
Com a nova versão, Coutinho também determina que motoristas e entregadores não terão vínculo empregatício com as plataformas e prevê direitos e proteções para o trabalhador, incluindo previdência social, seguro contra acidentes, frete mínimo para entregas, taxa máxima de retenção da plataforma para corridas com passageiros e transparência total com relação a suspensões e exclusões, para evitar abusos.
No que tange ao valor retido pela operadora, Coutinho fixou em até 30%, o que custaria R$ 3 reais em uma corrida de R$ 10, por exemplo. O cálculo será feito pela média semanal. Para a contribuição previdenciária, o relatório definiu um desconto social de 25% da remuneração recebida pelo profissional, em que o trabalhador contribuirá com 5% e as empresas com 20%.

Por Eduarda Esposito — O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), afirmou durante almoço na Casa Parlamento do Grupo Esfera Brasil, que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 pode ser votada na Câmara até o fim de maio. De acordo com Guimarães, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou que o texto pode ser votado na próxima terça-feira (14/4) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ou na quinta-feira (16), caso haja pedido de vista.
“O presidente Hugo apresentou para nós que vota na próxima terça-feira na CCJ e se tiver visto coletivo, vota na comissão propriamente dita na quinta e move-se para a comissão especial com celeridade. E entregaria votado no plenário da câmara, no máximo, até o final de maio”, disse.
Sobre o envio de um projeto de lei com urgência constitucional sobre o mesmo tema, o líder afirmou que, assim como a ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) Gleisi Hoffmann, é contra. Guimarães defende que no cenário em que o governo não é maioria no Congresso Nacional, o caminho para a aprovação é o diálogo. Contudo, assim como a tramitação de projetos, o governo também tem a prerrogativa de enviar o projeto caso deseje.
“Na reunião, nós colocamos que vamos aguardar. Se evoluir, não precisa mandar, se enviar é crise. Mas sei que no governo tem a opinião que devia ter mandado há muito tempo e eu estou segurando. Já recebi reclamação e disse: tenha calma, tudo se resolve com diálogo. A não ser que a Câmara interditasse, não pode empurrar desse jeito, tem que ser mediada com o setor e os trabalhadores, construir um consenso”, ressaltou.
Obstáculos
Durante um jantar na Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) o deputado Luiz Gastão (PSD-CE) afirmou que estuda apresentar um voto em separado para a PEC 6×1 na CCJ, porque considera inconstitucional o Estado proibir o cidadão de trabalhar, já que é um direito garantido pela Constituição.

Por Eduarda Esposito — O relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da segurança pública, deputado Mendonça Filho (União-PE) afirmou que a PEC deve ser votada na próxima quarta-feira (4/3). A ideia é levar a votos pela manhã na Comissão Especial e à noite no Plenário da Câmara dos Deputados.
De acordo com o relator, cerca de 80% dos pontos conflitantes já foram resolvidos e há acordo com a esquerda, direita e centro. Na visão de Mendonça Filho, a maior divergência tem sido a redução da maioridade penal para 16 anos. A esquerda, principalmente o PT e PSol, tem sido relutante com a ideia. Mendonça quer deixar no texto uma previsão de um referendo para 2028 sobre a redução. “Todos os países praticam maioridade penal abaixo dos 18 anos”, justificou.
Um dos pontos que devem ser incluídos na PEC é a possibilidade de redução de progressão de pena para crimes contra crianças, adolescentes e mulheres além de faccionados. “Acho que feminicídio tem que ter direito zero à progressão, tem que cumprir a pena inteira”, afirmou Mendonça à coluna.
O aporte ao fundo de segurança pública também foi aumentado para R$ 6 bilhões, sem possibilidade de contingenciamento e sem “quebrar” o governo. O relator esteve no Ministério da Justiça nesta semana e afirmou que a recepção ao texto atual foi muito boa. Já com as bancadas da esquerda, Mendonça Filho irá se reunir com elas na terça-feira (3/3) para resolver os pontos divergentes restantes. O deputado deve soltar uma nova versão do seu relatório entre hoje (26/2) e amanhã (27/2).
CID-Bets
Questinado sobre a possibilidade de incluir na PEC a taxação das casas de apostas on-line para aporte do fundo de segurança pública, conhecida como CID-Bets, Mendonça disse que os temas não se casam e não será incluído.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

O movimento que políticos do governo tentam levar adiante contra a CPMI do Banco Master perderá força tal e qual perdeu os primeiros acordes de resistência à CPMI do INSS. Lá atrás, com as citações envolvendo associações ligadas ao PT, o governo acabou defendendo a comissão parlamentar de inquérito para tentar reverter o jogo e atirar a oposição no fosso da investigação. Desta vez, a reunião do presidente Lula, em 2024, com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, com direito à participação de um elenco de ministros, colocará o governo com dificuldades de segurar a apuração por parte dos congressistas.
Mais uma vez, a criação ou não da CPMI depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Até aqui, Alcolumbre tem dito a amigos que ano eleitoral dificulta instalação da CPI’s, porque fica difícil evitar a formação de um ringue entre adversários políticos, atrapalhando a pauta positiva que ele pretende empreender, escala 6X1 e segurança pública, coincidentemente, os mesmos assuntos que o governo pretende levar adiante este semestre.
Mudança de alvo
Até aqui, a parte interessada do mercado financeiro atacava o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli para tentar catapultá-lo da relatoria do caso Master. Não conseguiu. Agora, a mira se volta ao governo do presidente Lula e a reunião de 2024, pedida pelo então consultor do Master, Guido Mantega, ex-ministro de Lula e de Dilma Rousseff.
Imagem é tudo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por enquanto, se segura apenas no nome do pai e terá que mostrar que é mais do que isso, se quiser que sua pré-candidatura realmente vá além do recall bolsonarista. Entre os poderosos da indústria no país, muitos consideram que ele é um “bon vivant” , arrogante e que não se agarra no serviço da política.
Gestão conta
Muitos industriais continuam rezando por uma candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Acreditam que ele é mais competitivo do que Flávio e tem o que mostrar numa campanha nacional. A quinta-feira, porém, quando o governador se encontra com Jair Bolsonaro deverá marcar o fim dessas esperanças.
O que quer Bolsonaro
O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto (PL-PB), deve visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro em breve. O encontro será para que Bolsonaro defina as prioridades do bloco para 2026. O maior foco, segundo o líder contou à coluna, é montar estratégias para derrubar o PT. Entre as pautas que devem receber atenção especial estão a lei Antifacção, PEC da Segurança Pública, CPMI do INSS e a derrubada do veto da dosimetria aos condenados de 8 de janeiro de 2023.
CURTIDAS

Recuperação/ O ex-presidente José Sarney publicou em suas redes sociais uma foto com a filha Roseane Sarney Murad (foto), que enfrenta uma luta contra o câncer e deve passar por uma cirurgia em breve. Recentemente, Roseane teve alta após ficar internada devido a pneumonia.
Expectativas/ O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do PSD, entrou numa enrascada com o eleitorado quando a prefeitura colocou uma música da cantora Britney Spears, ao falar do show de Copacabana, em maio. Agora, tem gente cobrando a presença da estrela do pop internacional da seguinte forma: “Acho que se depois dessa você não confirmar a Britney, nem precisa concorrer em outubro” , respondeu um internauta à postagem de Paes sobre não saber quem será a atração deste ano. Já outros, dizem que se ele trouxer essa celebridade do mundo da música, se tornará prefeito vitalício.
Justiça por Orelha I/ Após a repercussão do crime bárbaro contra o cachorro comunitário na Praia Brava, em Santa Catarina, brasileiros criaram um abaixo-assinado para que crimes contra animais sejam enquadrados e punidos com o mesmo rigor aplicado a outros crimes violentos. Já conta com mais de 165 mil assinaturas.
Justiça por Orelha II/ Adolescentes suspeitos de torturar o cachorro terminaram “premiados” com uma viagem aos Estados Unidos e ainda não voltaram ao Brasil para que se defendam e, se culpados, assumam suas responsabilidades. É o mínimo que pessoas de bem devem fazer. Não dá para ficar vendo o Pateta e o Mickey como se nada tivesse ocorrido.
Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 26 de dezembro de 2025, por Luana Patriolino com Eduarda Esposito

Na posse do novo ministro do Turismo, o paraibano Gustavo Feliciano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi assediado por políticos que devem dar palanque à oposição em 2026. Foi o caso do atual vice-governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), que tirou fotos com o chefe do Planalto mesmo sendo candidato a governador com apoio do bolsonarista Ciro Nogueira. Quem dará palanque ao petista na Paraíba é o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), que já lançou sua candidatura ao governo estadual.
Nada aconteceu
Seis meses depois, nada mudou. Na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), domina o clima de insatisfação com a presença de Luiz Fernando Corrêa ainda no comando do órgão. Os servidores fizeram pressão — e até ameaçaram greve — para demissão do diretor-geral. Nome de confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Corrêa foi indiciado pela Polícia Federal por obstrução de Justiça no caso da Abin paralela. O chefe do Planalto prometeu resolver a questão, mas o ano está acabando e nada foi feito.
Mudanças
Com Rui Costa na lista dos ministros que deixarão o governo federal no início de 2026, Lula já tem uma escolhida para chefiar a Casa Civil. Trata-se de Miriam Belchior, número dois da pasta e nome conhecido do PT. Ela ocupou o cargo de ministra do Planejamento na gestão de Dilma Rousseff e, antes, em 2004, foi subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil. Caso assuma o órgão, os servidores da Abin não descartam procurá-la, pois, pelo que se sabe, ela não se bica com Luiz Fernando Corrêa.
Pendências do BRB
Em meio à polêmica do Banco Master, outros esqueletos do BRB foram desenterrados para o começo de 2026. O ex-presidente da instituição Tarcísio Franklin de Moura é acusado de comandar um esquema que desviou R$ 400 milhões do banco, entre 2004 e 2007. Após o réu ser condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), em 2021, a ação foi levada para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e está pautada para ser analisada em fevereiro.
Ainda não
A defesa de Tarcísio Franklin de Moura contava com a prescrição do caso em outubro do ano passado, mas o STF decidiu manter uma decisão cautelar sobre o prazo prescricional na nova lei de improbidade administrativa — passando de quatro para oito anos.
Ódio às mulheres
Um ano após o governo federal sancionar a lei que torna o feminicídio crime hediondo, o número de mortes de mulheres não para de crescer. Na sociedade, cresce a expectativa de que o Congresso trate de projetos de lei sobre o tema em 2026. O assunto também deve ser amplamente explorado no debate eleitoral. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública indicam um aumento de 26% no número de tentativas de feminicídio em 2024. De janeiro a setembro de 2025, mais de 2,7 mil sofreram esse tipo de crime. Outras 1.075 morreram.

Na mira
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se prepara para retomar o julgamento de dois governadores por abuso de poder político e econômico referente às eleições gerais de 2022. O primeiro envolve o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (foto). De acordo com a acusação, houve desvios de recursos públicos para promover a sua candidatura no pleito.
Pedido de vista
O outro refere-se ao governador reeleito de Roraima, Antonio Denarium, por distribuir cestas básicas e por reformar casas em ano eleitoral. Ambas as ações foram suspensas por pedidos de vista (mais tempo de análise) e estão sob relatoria da ministra Isabel Gallotti.
Coluna Brasília-DF publicada na quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Os ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que se reuniram com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (UNião-AP), ficaram para lá de irritados com os dois, pois não foram avisados sobre a votação, esta semana, do projeto que reduz as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Agora, muitos desses ministros não têm mais dúvidas de que Motta escolheu marchar ao lado dos conservadores daqui para frente. Ainda que tenha acertado votar a proposta que reduz os benefícios fiscais, não dava para não avisar da votação do texto da dosimetria das penas.
» » » » »
Quem manda/ Líderes relataram à coluna que Motta teve um momento de destempero durante a conversa sobre a proposta de dosimetria. O deputado gesticulava irritado, batia na mesa e, conforme relatos, teria dito: “É isso mesmo, vai ser assim, cansei de ser criticado sozinho. A decisão é minha e não vou voltar atrás” — frisou, ao comunicar que o projeto de dosimetria entraria na pauta. É nesse clima que os líderes se aproximam da virada do ano.
Na calada
Com o texto em mãos há mais de duas semanas, o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), estudou a proposta de dosimetria de Paulinho da Força (Solidariedade-SP). A pena de Jair Bolsonaro pode ser reduzida de 27 para 20 anos com progressão para somente dois anos e três meses em regime fechado. O PL teria sido repassado, também, ao ex-presidente.
Cardápio
A dosimetria, aliás, foi pauta no jantar do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o PP e o União Brasil, na segunda-feira à noite. É a forma de a direita começar a se reaglutinar para tentar fechar uma candidatura que tenha mais poder de atração. No caso, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Motor
As apostas na política são de que o contrato entre o escritório de advocacia da mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, servirá de combustível para a proposta da dosimetria das penas.
Aqui não
Em conversas reservadas, parlamentares relataram à coluna que o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), apelou a Motta para designar um relator que mudasse o texto do devedor contumaz e, assim, obrigasse a uma nova votação no Senado. O plano de Ciro era segurar a matéria e adiar a apreciação. Contudo, o plano não deu certo devido à megaoperação contra o grupo Refit, suspeito de sonegar impostos no setor de combustíveis.
Influência
A turma que pretendia segurar a proposta esperava que a bancada do Rio de Janeiro ajudasse nessa tarefa. Mas, ontem, estava tudo programado para aprovar o texto do senador Efraim Filho (União-PB), não correr risco de atrasos e dar uma reposta aos devedores contumazes.
CURTIDAS
Finge que não houve/ Além do corte do sinal da TV Câmara e a retirada de todos os jornalistas, fotógrafos de alguns parlamentares foram obrigados a apagar as fotos do depuitado Glauber Braga (PSol-RJ) sentado à Mesa Diretora da Câmara (foto). Mas a coluna estava lá, assim como a deputada Jack Rocha (PT-ES), que conversou com Glauber.
Faltou “equilíbrio”/ O presidente da Câmara tem repetido em todas as entrevistas a palavra “equilíbrio” para retomar as votações na Casa. Negou que tenha pedido a retirada dos jornalistas do Plenário, mas vários parlamentares e jornalistas terminaram agredidos. Há muito tempo isso não ocorria na Casa.
A internet não perdoa/ Assim que começaram a circular as imagens da confusão na Câmara, os internautas fizeram circular posts com a imagem de Motta com dizeres do tipo “traidor” — e por aí vai.
Onde mora o perigo/ A preços de hoje — e se não ajustar sua atitude —, Motta terá dificuldades de se reeleger presidente da Casa. Está difícil manter o “morde-assopra” que ele tem feito com governo e oposição. Mas essa história começará a ser construída quando o futuro presidente da República estiver eleito.
Com STF exposto, governo tenta salvar Messias de “bala perdida”
Coluna Brasília-DF publicada na quinta-feira, 4 de dezembro de 2025, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

A decisão monocrática do ministro decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que torna os pedidos de impeachment de ministros da Suprema Corte como prerrogativa da Procuradoria-Geral da República, foi considerada por muitos senadores como o terceiro ato de um embate entre os Poderes, reaquecido desde que o presidente Lula insistiu na nomeação de Jorge Messias para o STF. A avaliação de muitos políticos é a de que “embolou geral” e, nesse emaranhado de desconfianças, entreveros e notas duras por parte do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, vem por aí nova legislação para “enquadrar” o Supremo, algo que estava represado, e, de quebra, tornará mais difícil o caminho de Messias.
» » » » »
Tire-me dessa/ O esforço do governo daqui para frente será no sentido de tentar tirar Messias desse fogo cruzado. A atitude do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, de se colocar contrário à decisão de Gilmar Mendes, foi lida entre os senadores como um gesto a fim de tentar tirar o Poder Executivo desse embate entre STF e o Senado. O problema é que não se vê, no horizonte, clima para a recomposição das relações. Para completar, o próprio Messias, advogado geral da União, pediu que Gilmar reconsidere sua decisão sobre o impeachment. É para Messias sair dessa história como o grande salvador do Senado.
Foi precaução
Quem conversou no reservado com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) recentemente acredita que a decisão de Gilmar veio sob encomenda para obrigar o Senado a regulamentar o impeachment antes das eleições. É que, há meses, os ministros do STF têm a seguinte preocupação: se a direita radical tiver maioria no Senado, pouco a pouco os 81 pedidos de impeachment contra ministros do STF vão sair da gaveta.
Candidatura queimada
Ainda que o presidente Lula não consiga os votos para aprovar o seu indicado para o Supremo Tribunal Federal, ele não indicará o senador Rodrigo Pacheco. Seria ceder demais ao Senado. Se não for Messias, será outro lulista de carteirinha.
O côro do agro
No 5º Brasília Summit Lide Correio Braziliense, sobre segurança jurídica no agro, a ex-ministra da Agricultura Katia Abreu e outros foram firmes em defesa da queda de juros, com críticas à gestão de Gabriel Galípolo no Banco Central. Kátia chegou a dizer que se arrependeu de ter apoiado a independência do BC. “Esses juros nunca deveriam ter chegado a 15%. E por que não se pode cobrar o Banco Central? Podemos cobrar, sim. Lá não é a Santa Sé, nem a Bíblia, que não pode ser mudada” , afirmou, com aplausos efusivos da plateia de empresários.
Dois olhares
O fato de o ministro Dias Toffoli, do STF, ter puxado para si as investigações envolvendo Daniel Vorcaro, dono do banco Master acusado de fraudes financeiras, deixou a Faria Lima sentindo cheiro de que há alguém a ser protegido. Toffoli, porém, considera que, se for para dirigir as investigações contra quem tem prerrogativa de função, é caso para tramitar no STF.
Veto certo
O Congresso pretende colocar na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 a obrigação de liberar, pelo menos, 65% das emendas. Quem conhece como esse sistema funciona garante que é um dispositivo a ser vetado pelo presidente Lula.
CURTIDAS
Quem ganha/ Com a prisão do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), Rodrigo Bacellar (União), o cenário eleitoral fluminense volta à estaca zero à direita do prefeito Eduardo Paes (PSD). Já tem gente apostando na vitória de Paes por WO.
Positividade/ No 5º Brasília Summit Lide Correio Braziliense, muitos ressaltaram que os fóruns do Lide mundo afora têm ajudado a falar bem do Brasil a representantes dos mais diversos setores. O head do Lide Agro, Francisco Matturo, apresentou os dados levados aos fóruns de Roma e Paris, no mês passado: “Em 20 anos, começamos a produzir cada dia mais na segunda safra, eles (os europeus) ficaram boquiabertos com isso” , disse Matturo. O ex-ministro da Agricultura Antonio Cabrera, no mesmo evento, contou um fato que deixa o mundo boquiaberto: “Fui a um plantio de soja no Rio Grande do Sul e, no dia seguinte, segui para Boa Vista (RR), onde participei de uma colheita de soja. Em que país do mundo isso é possível?” .
Fauna diversa…/ Na apresentação do estudo da FGV sobre a riqueza gerada pelas empresas nacionais, encomendado pela Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), chamou atenção o convívio harmônico de representantes do alto escalão do mundo empresarial com quase 40 autoridades políticas de diversos estados e partidos. Na Casa Parlamento, do think-thank Esfera, local do evento, circularam políticos do PT ao PL, em sintonia com o empresariado.
…e diálogo necessário/ Um empresário paulista de respeitado calibre presente à cerimônia destacou que essa interação precisa ser “normalizada” e é fundamental para que a pauta da prosperidade avance no país. “Num passado próximo, empresários preferiam manter distância, mas isso não faz mais sentido. É aqui em Brasília que as principais decisões são tomadas. Precisamos participar mais ativamente da formulação das políticas públicas de que precisamos” , reiterou, pedindo para ficar no anonimato.











