PT e PSL juntos na PEC para repasse de recursos a estados e municípios

PT PSL PEC acordo crédito suplementar
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Presidente da Comissão de Constituição e Justiça, o deputado Felipe Francischini (PSL-PR) pretende acelerar a votação da proposta de emenda constitucional (PEC) que estabelece o repasse direto de recursos federais aos estados e municípios. Hoje, a Caixa Econômica Federal fica com 11% dos valores a título de taxa de administração. A PEC que serviu de base para o texto foi apresentada pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, quando era senadora. E relatada por Marta Suplicy, que foi prefeita de São Paulo e senadora pelo PT, antes de se filiar ao MDB.

Em tempo: Bolsonaro decidiu vetar a bagagem grátis nos voos domésticos, alegando se tratar de uma proposta do PT. Agora, seu partido, o PSL, dá velocidade a um projeto petista.

A matriz “Swot” de Bolsonaro I

O Governo Bolsonaro trabalhará a partir de agora dentro dos quatro pontos que fazem sucesso no mundo dos negócios: força, fraqueza, oportunidades e ameaças (em inglês, strenghts, weaknesses, opportunities and threats, daí a sigla Swot). A força são os votos que ele obteve em outubro passado (58 milhões) e sua comunicação direta muito eficiente. Por isso, o discurso que o elegeu, de mudar a relação política, não será abandonado.

A matriz “Swot” de Bolsonaro II

A fraqueza, a relação com a mídia tradicional, já está sendo trabalhada. As oportunidades são as reformas em pauta no Congresso e o uso do conhecimento técnico de parte dos ministros. As ameaças, dificuldades econômicas e manobras para apeá-lo do poder (sim, muita gente acha que elas existem) também fazem parte dos cuidados diários.

Só vai assim

Os deputados e senadores da Comissão Mista de Orçamento avisaram ao governo que o crédito suplementar de R$ 248 bilhões — que já foi reduzido a R$ 92 bilhões — só passa se todos os líderes fecharem um acordo. Ou seja, caberá ao governo pegar ou esperar a votação de todos os vetos.

Prazo

Se o governo preferir seguir a fila e apreciar todos os vetos antes do crédito suplementar, terá que esperar pelo menos um mês para limpar a pauta e, finalmente, votar o crédito. Como não tem tempo para isso, terá que aceitar o texto que vier da Comissão Mista de Orçamento.

CURTIDAS

Quem tem amigos…/ … tem tudo. Com seus recursos bloqueados, o ex-presidente Michel Temer tem recorrido a amigos para pagar as contas.

Os capitães estão na moda…/ Até na Data Nacional de Israel, o embaixador Yossi Shelley, que não perde os momentos de descontração, brincou com o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Heleno: “com todo o respeito, general, mas, o Netanyahu também é capitão!”

… Mas nem tanto/ A entrevista exclusiva do presidente Jair Bolsonaro ao jornal La Nación provocou reação imediata dos adversários. Os hermanos chamaram uma manifestação em 6 de junho, na Plaza de Mayo, em Buenos Aires, com o lema: “Argentina rechaza Bolsonaro”. Abaixo da chamada, vem “Tu odio no es bienvenido acá”.

Enquanto isso, no Brasil…/ A semana será de sessões no Congresso e negociação da reforma previdenciária. Com 277 emendas, o quadro é de dificuldades para fechar um consenso capaz de gerar R$ 1 trilhão. Há quem diga que, se a economia do governo ficar em R$ 800 bilhões, Paulo Guedes pode providenciar um Château Petrus para comemorar.

Líderes partidários querem liberar crédito suplementar em suaves prestações

crédito suplementar
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A tendência dos líderes partidários é de reduzir para R$ 92 bilhões o crédito suplementar de R$ 248 bilhões pedidos pelo governo para fechar as contas deste ano. O valor é o mais baixo do cardápio oferecido pelo relator, deputado Hildo Rocha (MDB-MA). Assim, dizem alguns líderes, o Poder Executivo será obrigado a pedir novo crédito em setembro, caso a arrecadação continue modesta.

A ideia é não deixar o governo deitar em berço esplêndido. Sem todos os recursos pedidos para este ano — um mínimo de R$ 146 bilhões dos R$ 248 bilhões solicitados no crédito suplementar —, o Executivo continuará dependente dos parlamentares no segundo semestre, quando a reforma da Previdência estará praticamente definida.

“Acordo, que acordo?”

Quem teve a curiosidade de perguntar aos integrantes do DEM se está fechado o acordo para que o líder do PP, Arthur Lyra, seja o sucessor de Rodrigo Maia na Presidência da Câmara no futuro próximo, a resposta se resumia a dois pontos. 1) É cedo para tratar do assunto. 2) Não há essa hipótese.

Diferença marcante I

Grande parte dos discursos na convenção do DEM lembrou uma diferença importante entre a sigla e os partidos do Centrão. Nos governos Lula e Dilma, o DEM esteve na oposição e
ficou menor. PP, PR (hoje PL), PTB e PSD foram parceiros
dos petistas.

Diferença marcante II

O DEM não vai apoiar o governo Bolsonaro como um todo e, sim, a agenda de reformas e os ministros do partido. Esse é o ponto de equilíbrio. Quanto à volta de Bolsonaro para o Democratas, cogitada pelo ministro Onyx Lorenzoni, a maioria considera que o futuro a Deus pertence.

Mexeu com ele…

…Mexeu com todos. Apesar das diferenças, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, passou a contar com o apoio de seu partido. A partir de agora, quem quiser balançá-lo no cargo não terá o aval do Democratas.

O corpo fala/ Enquanto o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, discursava cobrando uma posição mais firme de apoio do DEM à gestão Bolsonaro, Rodrigo Maia cruzava os braços, um sinal de que não estava aberto para aquela conversa, e mexia o pescoço. Ao fim, não aplaudiu.

Ele respira/ Quando foi citado na convenção do DEM, Alberto Fraga foi o mais aplaudido pela plateia, lotada de cabos eleitorais do ex-deputado. Em política, dizem as vozes da experiência, até o fundo do poço tem mola.

Enquanto isso, no PSDB…/ Na convenção de hoje, o PSDB pretende consolidar a liderança do governador de São Paulo, João Doria, uma das apostas para o futuro.

Que sirva de exemplo I/ O DEM, antigo PFL, fez questão de relembrar aqueles que fizeram e fazem sua história: Antonio Carlos Magalhães, Luiz Eduardo Magalhães, Marco Maciel, Jorge Bornhausen, José Agripino, Heráclito Fortes, José Carlos Aleluia. Feliz de um partido que não se esquece daqueles que já foram e daqueles que, mesmo sem mandato, têm muito a contribuir.

Que sirva de exemplo II/ A Multiplan, dona de 18 shoppings no país, incluindo o ParkShopping, entrega hoje 50 motocicletas para a Polícia Militar do Rio de Janeiro, justamente no momento em que o estado está impedido de fazer compras básicas por falta de dinheiro no caixa. A doação faz parte da filosofia colaborativa da empresa, que não recebe contrapartidas fiscais ou tributárias. A iniciativa é inspirada na cultura de empresas norte-americanas e europeias que investem em benfeitorias para a sociedade e seu entorno.

Só após analisar vetos presidenciais, Câmara votará crédito para salvar o orçamento

Vetos presidenciais
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Se esta semana parlamentar foi marcada pela pressa em votar as medidas provisórias, a próxima será tomada pela mesma correria a fim de analisar os vetos presidenciais. São 211, distribuídos em 23 leis, das quais 19 (que somam 195 vetos), têm prioridade de votação. Só depois de cumprida essa maratona, é que o plenário do Congresso estará liberado para votar o crédito de R$ 248 bilhões, fundamental para evitar que o governo se veja obrigado a cortar mais despesas ou, então “pedalar”, como fez Dilma. Se as dificuldades estão mesmo no ponto em que revela o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, é uma situação tão urgente quanto a da MP que reestruturou o governo.

MPs: o próximo embate

Nem reforma da Previdência, nem tributária. O que promete levar a um confronto forte entre o governo e os partidos na Câmara são as medidas provisórias. Numa reunião fechada ontem à noite, deputados do Centrão — sempre ele — levantaram a hipótese de aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para acabar com esse instituto. Foram dissuadidos, mas a intriga está lançada.

Por enquanto, apenas um aviso

Os exercícios políticos, porém, não são para já. A ordem entre os deputados é deixar um leque de possibilidades aberto para que, caso Bolsonaro volte a atuar no “modo confronto”, eles tenham uma artilharia de defesa pronta. É nesse signo da desconfiança que termina a semana do pacto entre Poderes, em que o presidente Jair Bolsonaro estendeu a mão às negociações políticas republicanas.

Desgaste precoce

Senadores independentes que votaram em Davi Alcolumbre para presidente do Senado começam a ficar decepcionados. Jorge Kajuru PSB-GO) saiu do plenário na noite de terça-feira com um brado: “Volta, Renan!”. Omar Aziz (PSD-AM) foi outro que reclamou, já se dirigindo ao elevador: “Ele fez o que tem feito, subserviência ao governo”.

Em cima do lance

O fato de o senador Fernando Collor ter ido para o exterior fazer um curso foi visto por seus colegas como um sinal de que ele sabia o que estava por vir. Pelo menos, está a salvo de passar pelo constrangimento de a Polícia Federal bater à porta dele.

Nome ao boi

Todas as vezes que alguém tenta incluir o DEM no tal “Centrão pejorativo”, os deputados do partido logo contam uma história que remonta ao tempo em que Eduardo Cunha, então presidente da Câmara, vetou o nome de Rodrigo Maia para líder do governo. Para completar, ainda lançou um nome do PSD contra o democrata.

Desse, escapou

Os petistas respiraram aliviados ao saber que Antonio Palocci ficou calado na CPI do BNDES. Embora o partido esteja na muda, uma frase do ex-ministro de Lula e de Dilma sempre coloca a legenda na berlinda novamente.

Coincidência divina/ No dia em que o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Walmor, vai ao Planalto se encontrar com o presidente Jair Bolsonaro, o site do petista Luiz Inácio Lula da Silva divulga uma carta em que o papa Francisco pede ao ex-presidente preso que, diante das duras provas, não desanime e siga confiando em Deus.

Por falar em Lula…/ O parlamentares notaram que os manifestantes pró-Bolsonaro do último domingo não levaram muitos “pixulecos”, aqueles bonecos infláveis com Lula vestido de presidiário. Há uma avaliação geral de que esqueceram os petistas e focam em outros alvos.
Meu brother?/ O abraço e a cara de felicidade do ministro Onyx Lorenzoni (foto) para com Rodrigo Maia ontem de manhã na Câmara passou a impressão de que está tudo bem entre eles. Quem conhece os dois avisa: foi só impressão.

Perca o amigo/ … Mas não a piada. Deputados e senadores apaixonados por música faziam piada com a carta de Jair Bolsonaro ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, lembrando a música Mensagem, que a turma com menos de 60 conhece na voz de Maria Bethânia. “Quando o carteiro chegou… (…) vendo o envelope bonito/o seu sobrescrito eu reconheci/ a mesma caligrafia que me disse um dia ‘estou farto de ti”.

Decisão sobre Coaf mostra que Bolsonaro precisará recorrer aos senadores

Bolsonaro
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Os apelos do presidente Jair Bolsonaro para que os senadores do PSL não repetissem o comportamento dos deputados que lutaram para manter o Controle de Atividades Financeiras (Coaf) nas mãos de Sérgio Moro mostraram que, quando o assunto é “de vida ou morte”, Bolsonaro conseguirá enquadrar os seus quatro votos no Senado. Na Câmara, entretanto, a influência do presidente é considerada menor, uma vez que os deputados fizeram questão de quebrar o acordo feito pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para que a votação da medida de reestruturação do governo fosse rápida.

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O cenário preocupa. É que se Bolsonaro não conseguir segurar os seus na Câmara, não será o Centrão, criticado nas ruas pelos apoiadores do presidente, que irá alegremente ajudar o governo quando surgir uma nova votação de vida ou morte na Casa. Mais uma vez, caberá ao presidente recorrer aos senadores. Para tristeza de Major Olímpio, que ontem se viu obrigado, pela primeira vez neste mandato, a trocar o desejo das ruas pela realidade.

01 na encolha

Ninguém viu uma manifestação do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) em defesa da medida provisória que fixou a estrutura do governo de seu pai. Há quem diga que há o receio de ele abrir a boca e alguém vir com um “Cadê o Queiroz?”

Bolsonaro segurou o mercado

Muitos ficaram intrigados sobre o porquê de as bolsas terem fechado em alta ontem, depois das preocupações do mercado com as críticas dos manifestantes de domingo ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia — o fiador das reformas. O humor positivo foi atribuído ao gesto do presidente Jair Bolsonaro: “O grande trigger (motivo que desencadeou o movimento) foi o café entre os presidentes dos três Poderes”, diz Rafael Furlanetti, diretor da XP Investimentos.

“Se Dilma tivesse uma oposição como essa, estaria no poder até hoje”

Da senadora Kátia Abreu (PDT-TO), referindo-se à ajuda que os oposicionistas deram ao governo ao aprovar a MP 870 sem retoques em relação ao projeto aprovado na Câmara

Hora dos recados

O DEM aproveitará a convenção nacional, amanhã, para tentar se descolar um pouco do tal Centrão, que inclui o PP, o PL (antigo PR), o PRB, o PTB e outras legendas de centro.

CURTIDAS

Renan, o discreto/ Ex-presidente do Senado, o senador Renan Calheiros só chegou para a sessão no fim da tarde, depois da reunião de líderes. Desde que Davi Alcolumbre assumiu, ele não tem participado das discussões mais acaloradas da Casa.

Moro contra Moro/ O ministro da Justiça, Sérgio Moro (foto), precisou ligar para o senador Major Olímpio (PSL-SP), a fim de dizer a ele que o momento era de pensar no país e não no Coaf sob o guarda-chuva da Justiça. Paulo Guedes fez a mesma coisa.

Tributária na roda/ Relator do crédito suplementar de R$ 248 bilhões, o deputado Hildo Rocha lança hoje o livro O Sistema Tributário que Queremos, às 14h30, no hall de café do salão verde da Câmara dos Deputados.

Ficamos assim/ Resumo da ópera política em Brasília: a votação da MP 870 no Senado mostrou que está tudo bem entre Executivo e Legislativo até a próxima crise. “Nem o presidente Bolsonaro imaginava que teria todos esses votos”, ironizou o senador Esperidião Amin.

Só papos

“O governador Ibaneis Rocha assina decreto que determina retirada de armas das mãos de policiais militares, civis e bombeiros que sejam indiciados na Lei Maria da Penha. A medida tem total apoio da SSP-DF, e é mais uma medida do Governo do DF de combate ao feminicídio”

Secretário de Segurança Pública, Anderson Torres

“Ibaneis está surfando em uma onda que não é dele. A PMDF e o CBMDF, há tempo, já recolhem o armamento do militar envolvido em qualquer crime violento, incluindo, é claro, violência doméstica”

Coronel da reserva Cláudio Ribas, ex-chefe da Casa Militar

Elogio de Bolsonaro às manifestações irrita congressistas

Congressistas Bolsonaro
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Número de manifestantes à parte, o que mais irritou os congressistas foi a fala do presidente Jair Bolsonaro elogiando as manifestações de domingo que, claramente, se mostraram contra o Congresso e o STF. Parlamentares dos mais variados partidos diziam em conversas reservadas que o presidente, apesar das ressalvas no discurso público, dá todos os sinais de que trabalha para jogar a população contra o Parlamento. E, verdade seja dita, o Congresso até aqui não se colocou contra as reformas. Ao contrário, estuda o projeto e cumpre os prazos. Os líderes estão tão desconfiados de que Bolsonaro quer mesmo é briga que nem a fala do presidente, propondo um pacto entre os Poderes, tirou essa impressão de inclinação ao confronto.

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É nesse clima que chega a hora da verdade para a Medida Provisória 870 (da reestruturação administrativa) — o primeiro teste pós-manifestações — e as negociações em torno da reforma da Previdência.

Cheiro de impasse I

Se o presidente Jair Bolsonaro quer distância dos “conchavos”, assim será. Caso o Senado mude o texto da MP 870 aprovado na Câmara , a Casa seguirá a resolução número 1 à risca. A Resolução fixa um prazo de três dias para análise da modificação feita pelo Senado Federal: o último dia será na sexta-feira.

Cheiro de impasse II

Se as ruas decretaram que nem o Centrão nem Rodrigo Maia prestam, o governo, maior interessado, que procure arregimentar os votos para aprovar a MP 870 numa sexta-feira, ligando e organizando uma maioria. Aliados do presidente, entretanto, dizem que a votação é obrigação do Congresso. E quem faltar que arque com as consequências.

“O texto só será mantido na forma aprovada pela Câmara se o presidente pedir publicamente”

Do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), disposto a votar para devolver o Coaf ao Ministério da Justiça, onde está hoje o ex-juiz Sérgio Moro

Onde vai “pegar”

O governo monitora dia e noite os dados da economia e a ameaça de recessão técnica, visto hoje como o maior problema. Já existe o diagnóstico de que esse risco só será debelado se houver um diálogo mais harmônico entre os Poderes para levar adiante as reformas. O problema é que, com o Congresso e o STF achincalhados em manifestações pró-governo, a conversa fica cada vez mais difícil.

O desabafo da ministra/ Ao abrir a semana de orgânicos do Ministério da Agricultura, a ministra Tereza Cristina botou a boca no trombone contra aqueles que criticam a qualidade dos produtos brasileiros por causa dos agrotóxicos utilizados. “Considero um desserviço ao país, uma ação lesa-pátria, a campanha massiva de desinformação que alguns brasileiros de renome, inclusive com função pública, têm feito na internet contra a qualidade dos nossos alimentos. Nossos
concorrentes agradecem!”

O desabafo da ministra II/ Ao dizer que “a pior praga é a desinformação”, ela citou os biodefensivos, controle biológico de pragas, cada vez mais pesquisados e usados no Brasil. “Nem nós, nem o Ibama nem a Anvisa envenenamos o prato de ninguém.(…)
É uma irresponsabilidade total, ao se tratar de um assunto tão técnico, dizer que no Brasil se aplica pesticida porque se quer, aos montes, sem critério nenhum”, afirmou. “Eu fico realmente impressionada ao ver que, por mera disputa político-ideológica, se chegue a esse nível de mentira”.

Enquanto isso, no Planalto…/ A amigos, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Santos Cruz, considera a comunicação o maior desafio.

Tendência do Senado é devolver Coaf a Moro (e arriscar perder toda a 870)

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O primeiro teste do governo Jair Bolsonaro pós manifestações será no Senado, com a votação amanhã da Medida Provisória 870, modificada pela Câmara dos Deputados. E, a contar pelos  cálculos de bastidores, a tendência do Senado é mesmo devolver o Conselho de Controle das Atividades Financeiras (coaf) ao guarda-chuva da Justiça, hoje sob os cuidados do ministro Sérgio Moro. Só tem um problema: A MP vale só até 2 de junho. E, feita a mudança pelos senadores, o texto tem que voltar à Câmara. Dada a guerra em plenário e o clima ruim entre o Congresso e o governo pós-manifestação, o risco de não votar a MP esta semana na Câmara é altíssimo, e, se isso acontecer, a MP perde a validade e a Esplanada volta ao formato do governo Michel Temer.  “O texto só será mantido na forma da Câmara se o presidente vier a público pedir que se aprove do jeito que está, para que não haja o risco de a medida caducar”, disse o senador Izalci Lucas (PSDB-DF), que hoje vota a favor do Coaf na Justiça.

Então, o governo e os senadores estão com um dilema:  Ou seguem o pedido das ruas, e defende o Coaf com Moro, ou garantem o desenho da Esplanada feito pela equipe do presidente Jair Bolsonaro. A Câmara, até aqui, não disse se garante uma nova votação. Se for para cumprir os prazos de publicação do texto e leitura em plenário, não haverá tempo. E, depois das críticas a que foram submetidos nas ruas ontem, os congressistas prometem se agarrar cada vez mais ao texto constitucional e ao regimento, ou seja: Respeitar os prazos e não aos “conchavos” criticados nas ruas, acordos que costumam apressar as coisas no Congresso, geralmente, em favor do governo. Logo, uma manifestação que era para ajudar o presidente, está a um passo de atrapalhar. Vejamos os próximos capítulos.

Para não ter sombra na Presidência, Bolsonaro começa a largar Moro

Moro e Bolsonaro
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Os mais atentos observadores da política acreditam que, além da manifestação desse domingo (26/5), as diferenças entre o presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Justiça, Sérgio Moro, serão um dos movimentos políticos que merecem ser observados. O ministro tenta arregimentar votos e apoiadores para ficar com o Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) sob a sua administração direta. O presidente, por sua vez, diante do curto prazo para aprovar a Medida Provisória 870, deixou claro, nos últimos dias, que o importante é aprovar a estrutura de governo incluída na MP, ainda que, para isso, o Coaf fique com a área econômica. Até aqui, dizem alguns, há todos os sinais de que Bolsonaro começa a largar Moro. O PSL, não.

Essa é a terceira diferença entre Moro e Bolsonaro. A primeira foi a nomeação de Illana Slabó para o conselho de Segurança Pública, vetada pelo presidente. A segunda, o fato de o presidente deixar dito nas entrelinhas que Moro aceitou ser ministro diante do compromisso de ser indicado mais adiante para o Supremo Tribunal Federal (STF). Para muitos, Bolsonaro quer Moro forte, mas não fazendo sombra à Presidência da República.

Vem pra Caixa…

… em Cancún. A Caixa Seguradora premiou gestores com uma viagem ao Caribe mexicano de 23 a 29 de maio. Sinal de que, ali, não tem crise. Só dinheiro que deixa de circular dentro do Brasil.

Coincidências da vida

O destino do Coaf estará em discussão no Senado justamente agora, que o caso de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, ganha novos contornos. Muitos senadores prometem registrar todos os movimentos e expressões de 01 no Plenário da Casa.

Bons vizinhos?

Até aqui, o presidente Jair Bolsonaro e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, não tiveram aquela conversa para estabelecer a parceria numa política de boa vizinhança. Nesses cinco meses, os encontros foram protocolares, em solenidades oficiais. Em todos os governos anteriores, os comandantes do GDF e da União trataram de se aproximar logo na largada.

CURTIDAS

No popular/ Para que todos entendam, tem gente dividindo os bolsonaristas assim: Quem compareceu à manifestação é Bolsonaro Raiz. Quem não foi, é Bolsonaro Nutella.

Os incomodados/ O governador de São Paulo, João Doria, aproveita esse momento pré-convenção tucana convidando quem não estiver satisfeito a deixar o partido. Se forçar muito a barra, corre o risco de terminar com uma legenda bem menor, o que não vai ajudar seus planos.

Batman & Robin/ Aliados de Rodrigo Maia começaram a acompanhar o número de acessos das fotos e vídeos do presidente com seus visitantes. Até agora, quem mais “bombou” foi o ministro da Justiça, Sérgio Moro. Ganhou até do presidente Jair Bolsonaro.

Mais um partido/ Jocelin Azambuja já foi vereador na década de 1990 pelo PTB e agora peregrina pelo país atrás de apoio para a criação de outra sigla: o Partido da Educação Brasileira (PEB). Nos últimos dias, conversou com prefeitos e agora vai atrás de órgãos como CNTE e Andes, sempre com o discurso de que a educação deve estar acima de ideologias.

Ministério da Justiça e PSL ameaçam MP que tirou Coaf de Moro

Coaf
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Restabelecida a possibilidade de os auditores da Receita compartilharem informações com forças-tarefas como a da Lava-Jato, o único risco, agora, à Medida Provisória 870 vem do Ministério da Justiça e do PSL. Embora o presidente Jair Bolsonaro diga que tanto faz o Coaf ficar no Ministério da Economia ou da Justiça, o senador Major Olímpio (PSL-SP) está pronto para abrir guerra em favor do ministro Sérgio Moro no plenário do Senado. E, se conseguir mudar a MP, o texto voltará para a Câmara, onde uma nova votação na semana que vem não está garantida. “O Bolsonaro está resignado. Nós, não. Duas bandeiras elegeram o presidente: combate à corrupção e segurança pública. Tirar o Coaf de Moro é um desmantelamento de uma das bandeiras”, disse o senador.

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A posição de Major Olímpio gera constrangimentos inclusive no Ministério da Economia. E o que técnicos ligados ao ministro Paulo Guedes mencionam, em conversas reservadas, e alguns deputados falam em público é: “Se vão insistir no Coaf com Moro, então, estão dizendo que o Paulo Guedes é desonesto e não é confiável”, comenta o deputado Hildo Rocha (MDB-MA), que tem estado em contato com grande parte da equipe econômica por causa do pedido de crédito de R$ 248 bilhões, do qual ele é relator.

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Moral da história: Se a Medida cair, Bolsonaro terá que reclamar a quem lhe é leal. A oposição está no papel de querer criar confusão na hora de votar a MP. Governo, não, dizem senadores em conversas reservadas.

Mira ali

A diferença de apenas 18 votos na votação em que os deputados garantiram o Coaf na Economia levou o governo a mapear aqueles com quem pode tentar jogar para fazer uma lipo no Centrão. O PSD de Gilberto Kassab está no topo da lista.

Quanto mais demora, pior fica

Até agora, o governo não enviou oficialmente à Comissão Mista de Orçamento qual o valor real que precisará emitir de títulos para cobrir as despesas inscritas no crédito de R$ 248 bilhões. Enquanto a informação não vier, o relatório sobre o pedido não sai e, consequentemente, não tem votação. Até aqui, são 23 vetos para votar antes do projeto. Daqui a pouco, o governo vai achar que o prazo de tramitação da MP 870, que vence em 2 de junho, está uma maravilha.

Posso ajudar?

Do Planalto, o único que telefonou para o deputado Hildo Rocha (foto) a fim de perguntar o que estava faltando para o relatório do crédito de R$ 248 bilhões foi o ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Santos Cruz.

CURTIDAS

O chefe não dorme/ Auxiliares do presidente Jair Bolsonaro têm sido acordados algumas vezes por volta das 2h da matina com mensagens do chefe. É que ele, de vez em quando, acorda no meio da noite com uma ideia e, para não esquecer, manda logo para quem interessa.

Quando dorme, apaga/ Bolsonaro conta que dorme muito bem nos voos. Dia desses, chegou a dar um susto na equipe, ao tomar um remédio por engano. Nem viu a hora que o avião pousou.

Termômetro/ A presença de Jair Bolsonaro hoje em Pernambuco será o primeiro teste na região. Já tem gente interessada em fazer pesquisa de opinião depois, para saber se a população, no geral, gostou da visita e dos programas a serem anunciados.

Maia vai ter que engolir Vitor Hugo

Publicado em Governo Bolsonaro

Se depender da decisão do presidente Jair Bolsonaro __ e depende __ o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo, não deixará o cargo tão cedo. Ele é visto por Bolsonaro como um rapaz preparado e inteligente. “Não pretendo mudar nenhum líder”, disse o presidente. Ele contou ainda que a charge postada pelo líder na Câmara __aquela em que aparece a ex-presidente Dilma entrando no Congresso com um saco de dinheiro na cabeça __ continha a ressalva do tipo de relacionamento que deve ser mudado. “Ele (Vitor Hugo) é deputado também e não estava criticando ninguém”, disse o presidente.

Isso significa que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia,  terá que conviver com o líder do governo. O mesmo terá que fazer a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann, e o lider no Senado, Fernando Bezerra Coelho.  (veja nos posts abaixo outros temas importantes abordados no café do presidente com jornalistas).

 

 

 

 

 

Cobrança nas universidades: “Sou contra”, diz Bolsonaro

Publicado em Governo Bolsonaro

A proposta do ministro da Educação, Abraham Weintraub, de cobrar mensalidades de alunos de pós-graduação das universidades públicas, em princípio, não conta com o aval do presidente da Republica, Jair Bolsonaro. No café com os jornalistas mais cedo, o presidente foi direto: “Particularmente, sou contra. Quem tem dinheiro, vai estudar em outros países”, afirmou. Na graduação, diz Bolsonaro, se houver cobrança, haverá uma fuga. “Quem ganha, R$ 2 mi, R$ 3 mil, não poderá pagar. Mesmo quem ganha R$ 20 mil, porque, geralmente, paga um condomínio caro, plano de saúde”, diz o presidente.

A  cobrança de mensalidade nas universidades públicas para quem tem renda, inclusive graduação, foi defendida pelo governador da Bahia, Rui Costa (PT). O ministra Weintraub defende que haja cobrança apenas para cursos de pós-graduação. Bolsonaro, entretanto, não apoia essas propostas. Em relação aos recursos públicos, porém, ele prefere que osejam canalizados para o ensino básico. Ele comemorou o fato de o governo não ser mais obrigado a cortar mais recursos dessa área, graças a uma multa de R$ 2,5 bilhões da Petrobras, que o governo repassará à educação. Ele pretende ainda ver se consegue destinar parte desses recursos para a área de Ciência e Tecnologia, deixando a cargo do ministro Marcos Pontes decidir que programa deve ser contemplado. (veja no próximo post o destino do líder do governo, Major Vitor Hugo, e nos posts abaixo o que Bolsonaro pretende fazer em relação a bagagens nos vôos domésticos, CEF e Banco do Brasil, o que ele das manifestações e das mudanças no decreto das armas).