Favas contadas: eleição e história curiosa

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Sabia? A expressão favas contadas tem tudo a ver com eleições. Foi há muuuuuuuito tempo. No Império, o voto eram favas. As brancas dizim sim. As pretas, não. Na apuração, separavam-se as cores. Venciam as que tinham o maior número. Sem choro nem vela. Com o tempo, a duplinha abandonou as urnas, bateu asas e voou. Ganhou a boca do povo e novos empregos. Mas […]

Novembro Azul: malandragens da cor

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Menina se veste de rosa. Menino, de azul. A discriminação imperava nos tempos da vovó. Como não há bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe, os anos passaram, os costumes mudaram e as cores se libertaram do sexo. Garotas e garotos deitam e rolam em azuis, rosas, roxos, vermelhos, brancos e pretos. Mas a tradição se impôs em dois momentos. O outubro […]

Duas mil vacinas. Dois milhões de vacinas: por que feminino e masculino?

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Mil é numeral. A concordância se faz com o substantivo que o acompanha: Duas mil vacinas. Dois mil registros. Cento e duas mil mortes. Cento e dois mil registros. Espera-se a presença de duas mil crianças. Espera-se a presença de dois mil garotos. Milhão é substantivo masculino (o milhão, um milhão). A concordância se faz com ele: um milhão de vacinas, dois milhões de vacinas, […]

Aderir: conjugação

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Outubro se foi. Com ele, o rosa se despiu de prédios e monumentos. A cor símbolo do feminino cedeu o trono ao azul, marca do masculino. A mudança tem explicação. Mulheres e homens precisam conjugar o verbo prevenir em vez de remediar. Detectar o câncer de mama ou de próstata com antecipação é receita certa de cura. Se deixar o mal avançar, a história muda […]

Estupro culposo? Conta outra

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Mário Quintana disse que a mentira é a verdade que se esqueceu de acontecer. Pensando nisso, o juiz Rudson Marcos, ao julgar o empresário André de Camargo Aranha, que estuprou Mariana Ferrer, criou a tal história do “estupro culposo”. Baseou-se na classificação de crime. O culposo ocorre quando não há a intenção de matar. Uma criança, brincando na sacada do 3º andar, deixa o vaso […]

Estupro: pronúncia, etimologia e curiosidade

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O estupro de Mariana Ferrer virou manchete. Frequentou os noticiários de Europa, França e Bahia. Mas aqui ganhou ingrediente adicional. Trata-se da pronúncia. Muitos trocam letras de lugar. Dizem “estrupo”. O r, contrariado, bate pé e exige o lugar que o dicionário lhe dá — a última sílaba. “Os últimos serão os primeiros”, afirma convicto o estupro. Origem Estupro deriva do latim stuprum. Ao longo […]