Anjuli Tostes PSol
Anjuli Tostes PSol Crédito: Facebook/Reprodução Anjuli Tostes PSol

“Os super-ricos precisam pagar a sua parte”, diz pré-candidata do PSol ao GDF

Publicado em CB.Poder

ENTREVISTA
Anjuli Tostes, auditora da Controladoria-geral da União (CGU) e pré-candidata do PSol ao Governo do Distrito Federal

 
Por que você quer ser governadora do DF?
Sou pré-candidata e quero ser governadora porque a política precisa ser mudada por dentro. O contribuinte tem um ônus muito alto de pagamento de impostos sem que os serviços públicos sejam prestados como deveriam. Queremos melhorar a qualidade desses serviços com um governo fora da lógica dos acertos e esquemas, moralmente justo, ético e que combata de forma veemente a desigualdade social. Que tire o poder das mãos de poucos para dividi-lo com muitos. Também quero demonstrar que é possível governar sem privilégios.

 

Que privilégios?
Se eu for eleita, vou abrir mão da residência oficial, carro e motorista oficiais e propor que não haja mais veículos à disposição de autoridades. Também vou devolver o salário de governadora e receber o meu de auditora. E vou continuar morando em São Sebastião. Essas medidas serão tomadas não só pela economia, mas para reduzir o fosso entre o povo e os representantes.

 

Com 31 anos, você acha que terá experiência suficiente para administrar o DF?
A idade não representa inexperiência. Temos experiência de gestão na iniciativa privada e tenho trabalhado com políticas públicas, transparência e combate à corrupção. Passei em primeiro lugar no concurso de auditora, sou especialista em gestão pública, formada em direito, relações internacionais, dou aula de direito e economia. Estudei em escolas públicas e entrei, por concurso, no Colégio Militar.

 

Acha que o PSol tem estrutura para eleger um governador no DF?
Acredito na força das ideias. Acredito que quando o povo enxerga uma oportunidade legítima que simboliza o desejo por mudança, é possível.

 

Qual é a sua avaliação sobre os governos de Dilma Rousseff e de Lula?
Acredito que os governos do Lula e da Dilma promoveram uma inclusão social grande, importante, do ponto de vista da renda, mas não foram feitas as reformas profundas e estruturais que o país precisa. Como aqui no DF, em que a classe média e os mais pobres pagam os tributos, enquanto os super-ricos têm isenções fiscais, renúncia de receita e perdão das dívidas. Os super-ricos precisam pagar a sua parte. Queremos mais.

 

O que não funciona no governo Rollemberg?
É um governo em que há uma dificuldade para o empreendedor inovar, os processos são muito burocráticos. Governa para os super-ricos. Por exemplo, quando faz algum ajuste orçamentário, a corda arrebenta para o mais fraco. Houve aumento de tarifas de ônibus sem melhorias. Falta também transparência. Um governo precisa ser como uma casa de vidro em que o povo pode ver o que acontece lá dentro.

23 thoughts on ““Os super-ricos precisam pagar a sua parte”, diz pré-candidata do PSol ao GDF

  1. Só disse clichê e frases feitas. Fora socialistas e comunistas. O Brasil jamais será arrombado por vocês! O PSOL é um partido pirocas!

  2. Já colocaram o enrrolaumbeque e ele conseguiu atrasar salários, paralisar a cidade e investir mal nosso dinheiro, agora será que alguém tem coragem de votar em mais um esquerdistas maluco e sem o mínimo senso do que é uma administração pública?

  3. É só assumir que a conversa muda e ai como o nove dedos ela fala “foi apenas promessas de campanha” e mais uma vez o pobre paga a conta.

  4. Independentemente das ideologias, direita e esquerda não se diferenciam muito em nosso país pois os exemplos do presente e passado mostram a quem realmente servem. Odebrechts e JBSs que o digam.
    Temos 11 representantes no Congresso Nacional e sabem quantos votaram contra a população nas “reformas” trabalhista e previdenciária? Além é claro das vergonhosas votações a favor do Temer e Aécio em determinadas comissões? Pesquisemos e veremos quais políticos e partidos não merecerão votos em 2018. Teria muito o que dizer, mas enquanto tivermos Celinas, Agacieis, Roriz, Cristovans, Filipellis, Fragas e Bessas da vida, estamos Enrolembergs.

  5. Admirável a capacidade e competência da Auditora, o self está perfeito. Bonita demais. Mas vemos nas intenções da candidata as mesmas ideias que nos levam a ter governos distantes de soluções adequadas para uma população cada vez mais crescente.

  6. Socialistas ( comunistas) quebraram esse Brasil, a esquerda está no poder desde 1985 e uma filhinha de papai do partido vermelho acha que sabe tudo, povo só de teoria, na prática acaba com o povo, a utopia do socialismo existe enquanto houver riqueza para bancar, vide a Venezuela…

      1. Preconceito quem tem é quem segue essa ideologia assassina que matou mais de 20 milhões só na antiga URSS, fora os milhões de Mao, os milhares de Cuba e neste século ainda mata na Coréia do Norte e na Venezuela, o pior, mata de fome o próprio povo, deveria ter vergonha quem se alia a esta doutrina cruel e prega de democrata e probo.

  7. Ótima entrevista, parabéns Anjuli. O DF estava sem opção, você poderá vim a ser a grande novidade que a população do DF está precisando.

  8. Muito boas as propostas e a trajetória da Anjuli! Já tive a oportunidade de trabalhar em projetos com ela em São Sebastião. É uma pessoa de imensa seriedade e competência. Possui muita sensibilidade e visão aguda dos problemas sociais do DF e do entorno. Com certeza terá meu apoio e meu voto! Quanto ao nível dos comentários aqui, só mostra que Anjuli está no caminho certo!

  9. Nela eu voto! Ideas coerentes, tem histórico de atuações em prol dos direitos da população trabalhadora e experiência para realizar um ótimo governo! Parabéns!

  10. Interessante a moça, patricinha entediada que quer ser governadora por que aqui os governos de esquerda foram ótimos né?? SQN
    “Também vou devolver o salário de governadora e receber o meu de auditora.”
    Salário de governador do Distrito Federal: R$ 18.759,64
    Salário da mocinha na CGU: 19.345,75 (FONTE:Portal da Transparência)
    Ata…

  11. Interessante esse papo de “vou continuar a morar em São Sebastião”. Até um tempo atrás ela morava na Asa Norte, na SQN 210…. De todo modo, morar num bairro ou em outro não deveria fazer nenhuma diferença a ponto de se mencionar. Oh.. Esqueci. Ela tem de parecer ser do povo e não “dazelite”.

    1. E no seu mundo encantado o rico dono do banco do mercado e da padaria vai agar em silencio ou vai repassar esse valor para o povo cobrando mais caro pelas mercadorias?
      Ah, ja sei vão congelar os preços? Estoque papel higiênico em casa e boa sorte.

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