ENTREVISTA
Anjuli Tostes, auditora da Controladoria-geral da União (CGU) e pré-candidata do PSol ao Governo do Distrito Federal
Por que você quer ser governadora do DF?
Sou pré-candidata e quero ser governadora porque a política precisa ser mudada por dentro. O contribuinte tem um ônus muito alto de pagamento de impostos sem que os serviços públicos sejam prestados como deveriam. Queremos melhorar a qualidade desses serviços com um governo fora da lógica dos acertos e esquemas, moralmente justo, ético e que combata de forma veemente a desigualdade social. Que tire o poder das mãos de poucos para dividi-lo com muitos. Também quero demonstrar que é possível governar sem privilégios.
Que privilégios?
Se eu for eleita, vou abrir mão da residência oficial, carro e motorista oficiais e propor que não haja mais veículos à disposição de autoridades. Também vou devolver o salário de governadora e receber o meu de auditora. E vou continuar morando em São Sebastião. Essas medidas serão tomadas não só pela economia, mas para reduzir o fosso entre o povo e os representantes.
Com 31 anos, você acha que terá experiência suficiente para administrar o DF?
A idade não representa inexperiência. Temos experiência de gestão na iniciativa privada e tenho trabalhado com políticas públicas, transparência e combate à corrupção. Passei em primeiro lugar no concurso de auditora, sou especialista em gestão pública, formada em direito, relações internacionais, dou aula de direito e economia. Estudei em escolas públicas e entrei, por concurso, no Colégio Militar.
Acha que o PSol tem estrutura para eleger um governador no DF?
Acredito na força das ideias. Acredito que quando o povo enxerga uma oportunidade legítima que simboliza o desejo por mudança, é possível.
Qual é a sua avaliação sobre os governos de Dilma Rousseff e de Lula?
Acredito que os governos do Lula e da Dilma promoveram uma inclusão social grande, importante, do ponto de vista da renda, mas não foram feitas as reformas profundas e estruturais que o país precisa. Como aqui no DF, em que a classe média e os mais pobres pagam os tributos, enquanto os super-ricos têm isenções fiscais, renúncia de receita e perdão das dívidas. Os super-ricos precisam pagar a sua parte. Queremos mais.
O que não funciona no governo Rollemberg?
É um governo em que há uma dificuldade para o empreendedor inovar, os processos são muito burocráticos. Governa para os super-ricos. Por exemplo, quando faz algum ajuste orçamentário, a corda arrebenta para o mais fraco. Houve aumento de tarifas de ônibus sem melhorias. Falta também transparência. Um governo precisa ser como uma casa de vidro em que o povo pode ver o que acontece lá dentro.


23 thoughts on ““Os super-ricos precisam pagar a sua parte”, diz pré-candidata do PSol ao GDF”
Só disse clichê e frases feitas. Fora socialistas e comunistas. O Brasil jamais será arrombado por vocês! O PSOL é um partido pirocas!
Se ele se comprometer a privatizar o BRB, a Caesb e as demais empresas públicas do DF, terá meu voto.
Ela é socialista, se puder vai é estatizar mais, nunca privatizar.
Já colocaram o enrrolaumbeque e ele conseguiu atrasar salários, paralisar a cidade e investir mal nosso dinheiro, agora será que alguém tem coragem de votar em mais um esquerdistas maluco e sem o mínimo senso do que é uma administração pública?
É só assumir que a conversa muda e ai como o nove dedos ela fala “foi apenas promessas de campanha” e mais uma vez o pobre paga a conta.
Independentemente das ideologias, direita e esquerda não se diferenciam muito em nosso país pois os exemplos do presente e passado mostram a quem realmente servem. Odebrechts e JBSs que o digam.
Temos 11 representantes no Congresso Nacional e sabem quantos votaram contra a população nas “reformas” trabalhista e previdenciária? Além é claro das vergonhosas votações a favor do Temer e Aécio em determinadas comissões? Pesquisemos e veremos quais políticos e partidos não merecerão votos em 2018. Teria muito o que dizer, mas enquanto tivermos Celinas, Agacieis, Roriz, Cristovans, Filipellis, Fragas e Bessas da vida, estamos Enrolembergs.
Admirável a capacidade e competência da Auditora, o self está perfeito. Bonita demais. Mas vemos nas intenções da candidata as mesmas ideias que nos levam a ter governos distantes de soluções adequadas para uma população cada vez mais crescente.
#invejaMata
Que tal um “oftalmologista-ideológico” para a moça???
Esse blog está cada dia mais caricato! Me divirto!
Socialistas ( comunistas) quebraram esse Brasil, a esquerda está no poder desde 1985 e uma filhinha de papai do partido vermelho acha que sabe tudo, povo só de teoria, na prática acaba com o povo, a utopia do socialismo existe enquanto houver riqueza para bancar, vide a Venezuela…
Falou bobagem, livre-se do preconseito, reestude história, seja feliz e seja participante de uma vida melhor.
Preconceito quem tem é quem segue essa ideologia assassina que matou mais de 20 milhões só na antiga URSS, fora os milhões de Mao, os milhares de Cuba e neste século ainda mata na Coréia do Norte e na Venezuela, o pior, mata de fome o próprio povo, deveria ter vergonha quem se alia a esta doutrina cruel e prega de democrata e probo.
Reestude historia ate teu professor te convencer que todo o mundo esta errado e ele e meia duzia de ditadores estão certos.
Ótima entrevista, parabéns Anjuli. O DF estava sem opção, você poderá vim a ser a grande novidade que a população do DF está precisando.
Muito boas as propostas e a trajetória da Anjuli! Já tive a oportunidade de trabalhar em projetos com ela em São Sebastião. É uma pessoa de imensa seriedade e competência. Possui muita sensibilidade e visão aguda dos problemas sociais do DF e do entorno. Com certeza terá meu apoio e meu voto! Quanto ao nível dos comentários aqui, só mostra que Anjuli está no caminho certo!
Militar pela extrema esquerda que mata de fome pessoas pelo mundo é uma ‘trajetória”? PRa onde, pra morte?
#TôJunto!
Nela eu voto! Ideas coerentes, tem histórico de atuações em prol dos direitos da população trabalhadora e experiência para realizar um ótimo governo! Parabéns!
De boas intenções o inferno ta cheio…
Interessante a moça, patricinha entediada que quer ser governadora por que aqui os governos de esquerda foram ótimos né?? SQN
“Também vou devolver o salário de governadora e receber o meu de auditora.”
Salário de governador do Distrito Federal: R$ 18.759,64
Salário da mocinha na CGU: 19.345,75 (FONTE:Portal da Transparência)
Ata…
Interessante esse papo de “vou continuar a morar em São Sebastião”. Até um tempo atrás ela morava na Asa Norte, na SQN 210…. De todo modo, morar num bairro ou em outro não deveria fazer nenhuma diferença a ponto de se mencionar. Oh.. Esqueci. Ela tem de parecer ser do povo e não “dazelite”.
Tamo junto! A crise é dos ricos, o pobre é que se ferra e no poder só tem playboy! Bora mudar isso!
E no seu mundo encantado o rico dono do banco do mercado e da padaria vai agar em silencio ou vai repassar esse valor para o povo cobrando mais caro pelas mercadorias?
Ah, ja sei vão congelar os preços? Estoque papel higiênico em casa e boa sorte.