Um só homem

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com Circe Cunha e MAMFIL

 

Na história da humanidade, existem incontáveis exemplos de multidões que foram precipitadas no abismo por seguirem lideranças que acreditavam estar conduzindo-as rumo ao paraíso na Terra. Muitos, mesmo durante os instantes da queda fatal, ainda criam estar indo ao encontro de um destino de glória.

A faculdade de dominar vontades individuais é a característica que melhor define as lideranças, retirando o livre arbítrio do sujeito e submetendo-o ao seu desejo. É a coletivização das vontades posta a serviço de apenas uma pessoa. Isso é exatamente o que parece ter ocorrido com a maioria daqueles que hoje estão presos ou na iminência de vir a sê-lo apenas por acreditar nas lorotas dos dirigentes do Partido dos Trabalhadores.

Descartando os que integraram a manada cega por vontade própria, em busca de facilidades que reconheciam, desde sempre, como ilegais, a grande maioria embarcou na viagem por crer estar implantando em todo o continente um regime semelhante ao existente em lugares como Cuba ou Venezuela. O Foro de São Paulo foi, assim, espécie de toque do berrante, reunindo a boiada atrás dos vaqueiros do socialismo do século 21.

Para os empresários e políticos que embarcaram na jornada insana e foram capturados pela Justiça, a terra tão prometida se reduz hoje a uma cela sem janelas e sem banheiro. Na realidade, estão onde merecem estar desde o primeiro passo. Mas ainda assim chega a ser surpreendente o número de pessoas que tiveram a própria vida e a das famílias destroçadas por seguirem as ordens de Lula e de seu partido. Sozinha, essa liderança de poucas luzes e de pouca ilustração foi capaz de destruir muitos, inclusive pessoas dotadas de cérebro privilegiado, levando-os à ruína completa.

De quebra, apenas um homem foi capaz de provocar um estrago monumental na décima maior economia do planeta, reduzindo um país continental àquilo que ele é hoje: motivo de vergonha diante do mundo. A revolução pretendida por esse personagem, se é que havia alguma no horizonte, agora se vê, se reduziu a um monte de escombros, resultado do desmonte do Estado.

De positivo dessa revolução às avessas ficaram os cacos de uma velha República que não tem mais remendo e não pode mais ser apenas refeita. A destruição de velhas lideranças, reduzidas a pó, talvez seja o que melhor conseguiu o lulopetismo ao final da última década. Ao atrair para o banquete pantagruélico o que o Brasil tinha de pior em termos de lideranças política e empresarial, sem querer Lula facilitou o trabalho da polícia que cercou a festança e pôde prender vários ratos numa só batida. A casa caiu com todos dentro, inclusive com o dono da folia. Tirados de cena, não farão falta alguma.

 

A frase que foi pronunciada

“O primeiro sinal de que a corrupção tomou conta da sociedade é a ideia de que os fins justificam os meios.”

Georges Bernanos, escritor francês

 

Cabeças brancas

Quem desenhou as placas de idosos pintadas nos estacionamentos não tem a menor noção de como se sente uma pessoa de 65 anos de idade. Bengala e óculos não as representam.

 

Insegurança

É preciso acontecer um sequestro para que os hospitais reforcem a segurança. No Hospital Brasília, por exemplo, a entrada na emergência é completamente livre. O papel da alta não é conferido. Se o vigilante julgar que a aparência de quem entra e sai corresponde a uma pessoa honesta, não cobra documento algum.

 

Enfim

Bombeiros têm um dos melhores complexos esportivos do mundo. A prova física do concurso organizado pelo Idecan dessa vez foi impecável. Grupos separados, tudo dentro do tempo, com a comunicação aos inscritos sem falhas.

 

Poder do povo

Quando gritaram, na Praça dos Três Poderes, que dois ex-presidentes da Câmara já estavam na cadeia e xingaram os parlamentares, uma senhora de meia-idade retrucou dizendo que, se havia alguma coisa que eles não roubaram, era o lugar que ocuparam no Congresso. A chave para entrar lá foi o voto. O povo tem mais poder do que imagina.

 

História de Brasília

A opinião do padre Calazans sobre a Prefeitura de Brasília é esta: o prefeito a ser nomeado deve servir a Brasília, não servir-se de Brasília. (Publicado em 16.9.1961)

De volta ao passado

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Parece ser o enredo atual adotado pelos Estados Unidos, desde que os eleitores resolveram guindar ao cargo de presidente dessa grande nação o dublê do reality show The Apprentice e milionário polêmico, Donald Trump. Do ponto de vista dos nacionais que o elegeram, Trump está fazendo a coisa certa e de acordo com sua plataforma eleitoral. Do ponto de vista do restante do planeta, que tinha nos EUA uma referência para a garantia das liberdades individuais, aquele país está vivendo a maior crise de identidade de todos os tempos.

Obviamente, nesses assuntos internos prevalecem sempre a soberania e a independência do país mais rico do mundo, e não devemos nos imiscuir. Mas, quando essa guinada à direita conservadora acaba afetando diretamente nosso país e continente, é preciso tecer algumas considerações à guisa apenas de busca de entendimento sobre as repercussões dessa nova orientação do grande irmão do Norte.

Com a chegada de Trump ao poder, os EUA começaram a ensaiar um fechamento de suas fronteiras para o mundo, contrariando o próprio princípio de sua formação histórica, destacado na tábua que a Estátua da Liberdade segura numa das mãos em que se lê: “Dai-me os seus fatigados, os seus pobres, As suas massas encurraladas ansiosas por respirar liberdade O miserável refugo das suas costas apinhadas. Mandai-me os sem abrigo, os arremessados pelas tempestades, Pois eu ergo o meu farol junto ao portal dourado”. Para aquelas levas de imigrantes que ajudaram a construir a América. Este é, sem dúvida, um tempo triste.

Na sequência dos atentados terroristas ocorridos em todo o mundo, o governo do presidente Trump resolveu endurecer na concessão de vistos de entrada naquele país, inclusive, com relação aos brasileiros. Novos e extensos questionários serão feitos aos candidatos ao visto de entrada nos EUA. Agora, fará parte do novo sistema burocrático vasculhar informações disponíveis nas redes sociais nos últimos cinco anos, além de informações pessoais de até 15 anos atrás.

Também poderão ser pedidas informações sobre os números de passaportes anteriores, endereços de e-mail e números de telefones, além de endereços e históricos de empregos e de viagens anteriores. Caso as autoridades considerem insuficientes as informações, poderão ser requisitados dados adicionais. De acordo com as novas orientações, as informações são necessárias para a segurança interna do país, sendo também da responsabilidade de cada servidor americano verificar as informações dos solicitantes e, em caso de qualquer dúvida, negar prontamente o visto de entrada.

Ao endurecimento nas fronteiras, segue-se também o endurecimento com relação aos compromissos assumidos no Acordo de Paris, que trata das mudanças climáticas. Como maior poluidor do planeta, ao lado da China, caberia aos EUA um compromisso maior com o planeta. Dessa forma, cumprindo promessas de campanhas, o governo Trump anunciou a retirada dos EUA do Acordo de Paris, por considerá-lo desvantajoso para a economia norte-americana. Dessa forma, o tratado internacional, que previa até 2030 uma limitação no aumento de 1,5ºC da temperatura do planeta, ficará completamente prejudicado.

Para todos aqueles que têm sentido na pele as  alterações desastrosas do clima em todo mundo, essa é, sem dúvida, uma volta ao passado que não mais existe e uma aposta em um futuro de privações, que, com certeza, virá, caso o efeito estufa torne o planeta impróprio à presença humana. Com Trump no poder, o próprio povo americano e o restante da humanidade têm uma certeza: não há possibilidade mínima de os EUA fazerem a coisa certa.

 

A frase que foi pronunciada

“Não existe Plano B porque não existe Planeta B”

Ban Ki-Moon, na Organização das Nações Unidas

 

A história se repete

No portal notibras.com.br, há uma enquete com a seguinte pergunta: “Se houver eleição indireta, quem seria, na sua opinião, o melhor candidato? Um militar, um jurista, um empresário ou um político? Total de votos: 733, dos quais 505 foram para o militar. A sequência continuou. Um jurista, com 115 votos; um empresário, 60; e um político, 53, ou 7% das intenções.

 

Caro demais

Tinha muita gente horrorizada de ter que pagar R$ 40 para ver uma exposição de arte. Muitos questionam se esculturas de Lego seriam obras de arte. São. A exposição é espetacular. Mas continua sendo estranho pagar essa fortuna para cada um da família poder apreciar o trabalho.

 

Aeroporto

“Escolher dinheiro em vez de poder é um erro que quase todos cometem.” O cartaz se refere ao famoso seriado House of Cards, do Netflix. A faixa estava no aeroporto com a intenção de cutucar os políticos. Poucos se importaram.

 

História de Brasília

Relógio de ponto no Planalto. A decisão é do sr. João Braz, que está pondo muita ordem no Palácio. A portaria, também, melhorou, e muito. Pessoal atencioso e bem-educado, dá todas as informações.(Publicado em 20/8/1961)

Pesadelo político

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Vivemos em meio a tal ponto caótico e surreal que não seria surpresa se algum dia desses, ao acordar bem cedo, cada um dos eleitores fossem surpreendidos com a chegada da Polícia Federal à sua porta, munida de mandato de prisão . A acusação que pesaria em desfavor dos cidadãos seria a de crime de formação de quadrilha.

No caso, ter organizado junto à políticos malfeitores, grupos organizados para a prática continuada de crimes de toda a ordem contra o Estado. Dessa forma eleitores e políticos vitoriosos formariam a mesma trupe, reunido com o objetivo de saquear o erário. Em outras palavras o eleitor apontado como coparticipe, estaria sendo responsabilizado por ter escolhido e apontado, como eleito, políticos de sua confiança para a pratica de delitos.

Neste caso , uma imensa multidão, formada por milhões de eleitores, entraria no radar da justiça. Na falta de espaço nas penitenciárias para tanta gente condenada cumprir pena em regime fechado e de tornozeleiras individuais , em número suficiente , a solução para o impasse, voltaria a recair sobre o Congresso que votaria, em regime de urgência, uma lei de anistia ampla, beneficiando a todos e principalmente o Estado , que economizaria uma fortuna em gastos com as prisões em massa.

Resolvido, momentaneamente o dilema, novas eleições seriam marcadas. Mas , para que a situação de conluio entre eleitores e políticos não voltasse a se repetir, cada eleitor, na cabine de votação, assinaria um termo de compromisso, se responsabilizando pela indicação feita nas urnas. Caso seu escolhido e vitorioso candidato viesse a praticar algum crime durante o mandato, o eleitor, como fiador do nome, sofreria as mesmas penalidades imputadas ao político. Novamente a situação iria se repetir.

Multidões de eleitores processados juntamente com seus candidatos abarrotariam os tribunais. Para impedir, de vez , que situação tão impregnada de realismo fantástico, voltasse a ocorrer, a solução viria nesta ordem: impedir que eleitores votassem em qualquer candidato; impedir que políticos se candidatassem; impedir eleições gerais e por fim , por termo definitivo a democracia, esta sim reconhecida, ao final do longo processo, como a grande responsável pela desestabilização contínua do Estado e pelas agruras sofridas pela sociedade.

Superado o antigo modelo, a sociedade encontraria, finalmente um tipo tão profundo de paz , que acreditaria estar vivendo no paraíso eterno. Até o dia em que um estraga prazeres perceber e tentar gritar: estamos todos mortos.

 

A frase que foi pronunciada:

“Existem homens de bem, homens que se dão bem e homens que são flagrados com os bens”.

Lawrence Peter, educador canadense

 

Congresso

Durante o Congresso da União Nacional dos Estudantes delegados são estudantes eleitos de forma direta para representar as suas universidades durante o evento. Além de participar de todas as atividades, eles têm direito a voto na plenária final. A eleição na UnB para a escolha da chapa que participará desse encontro gerou protestos.

 

Chapa

Libertas não é da esquerda. Não recebe subsídio de partidos políticos. Uma publicação na página estarreceu a concorrência. Veio a público um áudio, na quarta-feira onde um coordenador do DCE da atual gestão fazia a proposta de cortar caminho burlando as atas e assinaturas.

 

Na mesma

Na gravação o interlocutor questionou a prática, dizendo que era incorreto. O coordenador retrucou garantindo que bastava fazer um acordo com as outras chapas que tudo estaria certo. Uma notinha de esclarecimento que segue a receita de outras tantas foi publicada como resposta depois dos protestos. A página da chapa 1, Libertas tirou tudo do portal porque foi ameaçada. Como não há subsídio para pagar advogados ficou de mãos atadas para ir à luta.

 

Futuro

A experiência dessa votação na UnB é o retrato da política nacional. Perdeu-se a noção de ética. Rejeita-se a honestidade. Anos de corrupção no país impregnaram a cultura política. Pode até ser que a economia nacional seja recuperada mas sem um estadista na liderança o futuro voltará ao passado. O melhor para um país são líderes que governem com sabedoria e não com esperteza, que conduzam o país sem limitações partidárias.

 

História de Brasília

Algumas pessoas, entretanto, continuavam na mesma aflição, à espera de seus familiares que ocupavam o mesmo aparelho. As primeiras notícias já diziam que não havia vítimas, mas a espera demorada dos passageiros, a falta de transporte do local do acidente para a estação, provocou sérios dissabores a diversas pessoas. (Publicado em 28/09/1961)

 Morto-vivo

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Quem teve a oportunidade de assistir ao filme “Um convidado bem trapalhão” (The party) com Peter Sellers , uma produção de 1968, viu, logo na primeira tomada , a cena hilária em que o ator, caracterizado de soldado indiano, é encarregado de tocar o clarim assim que as tropas inimigas, emboscadas num vale, estivessem ao alcance da artilharia de seu exército. Descoberto pelas tropas inimigas, Sellers é alvejado por alguns disparos e tomba. Para prolongar seu pequeno papel no filme, continua tocando seu clarim, enquanto é atingido por outros disparos. A cada novo tiro, um toque mais curto. Para o desespero do diretor do filme, que não está entendendo e aprovando aquela cena improvisada, Sellers prossegue na sua missão de tocar seu instrumento até cair finalmente morto, depois de uma saraivada de balas, não , sem antes, se erguer e dar o sopro final.

Guardadas as devidas proporções e humor, esse parece ser o papel desempenhado pelo ainda homem forte do Partido dos Trabalhadores, José Dirceu. Mesmo depois de condenado, preso e posteriormente solto no episódio do mensalão e novamente preso, condenado e solto por conta dos escândalos do Petrolão , Dirceu prossegue ,de sua prisão domiciliar onde aguarda decisão de 2ª instância, a dar as cartas, por debaixo dos panos, nas decisões de seu partido.

Durante o 6º Congresso Nacional do PT, aqui na capital, José Dirceu, mesmo ausente, mas com foto estampada em enorme cartaz colorido, foi saudado pelo presidente do partido como o “companheiro perseguido e injustiçado”, “vítima de mecanismos de exceção , como a Lava Jato, que a pretexto de combater a corrupção, colocam nossos companheiros na prisão”.

O enredo de saudar integrantes do partido com pendências com a Justiça, transformando-os em heróis, já virou marca registrada desse partido, que praticamente não tem mais a quem louvar. Diante dessa sobrevida de José Dirceu, que insiste em tocar seu clarim, enquanto é alvejado pela artilharia de Curitiba com mais condenações, esse antigo guerrilheiro e que teve seu momento áureo na mesma época em que o referido filme entrava em cartaz, encontrou tempo para publicar um artigo de sua autoria na Folha de São Paulo em 01/06/2017.

Na opinião de Dirceu, se é que ainda há quem a leve em consideração, o “Brasil esta em transe”, por isso é chegada a hora de uma “catarse, uma revolução política, econômica, social e cultural” e , por isso, não deve haver acordos com quem puxou a faca e cometeu crime de alta traição à democracia.

Para Dirceu o atual governo pretende reduzir o país “à uma linha auxiliar do império”. Em sua avaliação os “falsos santarrões que incensam a Operação Lava Jato”, buscam destruir o “legado petista e a herança trabalhista”, “assaltam a renda do trabalho” e “ampliam a recessão”.

Como documento escrito é importante para a avaliação de futuros historiadores, que terão, em mãos, a opinião pessoal de um dos cabeças desse partido que perdeu definitivamente o rumo. Como roteiro de filme humor, é sem graça.

 

A frase que não foi pronunciada:

“ Aprovadas todas as reformas em favor da verdadeira democracia! #sóquenão”

Em linguagem jovem resumindo o trabalho do Congresso

 

Profissional

Nem todos sabem que no Aeroporto Internacional de Brasília, no piso do Desembarque existe um posto 24h com médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e motorista socorrista. Houve uma emergência com uma passageira da empresa Copa que pediu alimento sem glúten e foi contaminada. O Dr. Rossi deu um atendimento exemplar.

 

Hospital da Criança

Por falar em médico, o deputado Wasny de Roure quer saber a razão de o Hospital da Criança de Brasília ter 120 pediatras contratados enquanto Gama e Santa Maria estão sem essa especialidade para atender a criançada. Descobrir um santo para cobrir outro não é o melhor caminho.

 

Release

Na segunda feira, às 19 horas, a palestra “A Fácil Arte do Sucesso” acontecerá na Administração Regional da Candangolândia., Ruy Telles, da Universidade do Envelhecer (Uniser) é o convidado. De acordo com o administrador regional da Candangolândia, Roosevelt Vilela, a palestra é importante para motivar a comunidade a enfrentar os medos na luta emocional para tornar possível a realização dos sonhos. “Ter alguém que nos coloca na rota dos nossos sonhos é muito motivador e desafiante”, afirma. A entrada é franca.

 

Reclamações

Várias faixas de pedestres da cidade estão apagadas. Com o final das chuvas o momento para a pintura é propício.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Algumas pessoas, entretanto, continuavam na mesma aflição, à espera de seus familiares que ocupavam o mesmo aparelho. As primeiras notícias já diziam que não havia vítimas, mas a espera demorada dos passageiros, a falta de transporte do local do acidente para a estação, provocou sérios dissabores a diversas pessoas.

  Estádio humilha nome de Mané Garrincha

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De Garrincha, a alegria do povo e o anjo das pernas tortas, as novas gerações nada conhecem. Considerado, ao lado de Pelé , como o maior jogador de futebol de todos os tempos , Garrincha é , ainda hoje unanimidade na avaliação de muita gente que entende do assunto, aqui e em boa parte do mundo. Graças à seu talento natural no domínio da bola, Garrincha elevou esse esporte à categoria de arte. Com uma série de dribles desconcertantes e que acabavam por humilhar seus adversários , Garrincha foi o maior ponta direita que o Botafogo e a Seleção Brasileira já tiveram.

Para os apreciadores do ludopédio, quando Garrincha entrava em campo , todos os outros jogos do campeonato daquele ano, perdiam a importância. Esse tempo de alegria e improvisação ficou para trás, perdido na memória. A modernidade transformou os clubes em empresas altamente lucrativas e hoje o futebol é um negócio milionário de tal monta, que os cartolas acabam sendo muito mais importantes do que os próprios jogadores, comprados e vendidos à peso de ouro. No futebol moderno, tudo é absolutamente um negócio, pouco importando elementos como arte e alegria.

Com a vinda da Copa do Mundo de Futebol para o Brasil, em situações ainda muito nebulosas, ficou demonstrado na prática e em campo (7×1) que a antiga alegria do povo era apenas coisa do passado. Não foi preciso a derrota vergonhosa da Seleção , para o povão desconfiar que todo aquele campeonato , em que as autoridades da FIFA ameaçavam chutar o traseiro do governo brasileiro, era apenas um pano de cena que escondiam mil maracutaias, aqui e na Suíça, sede da FIFA.

Banidos do futebol pela justiça daquele pais, os dirigentes da FIFA ainda aguardam os desdobramentos das investigações e as expectativas são de que as punições sejam ainda mais severas. No Brasil ficaram, além das armações habituais da cartolagem, os imensos elefantes brancos na forma de estádios de futebol, gerando prejuízos dia , após dia e dividas milionárias, debitadas, obviamente, na conta dos pobres contribuintes. Brasília, por sua importância como capital do país e por sua desimportância como sede de clubes de futebol, construiu o quarto estádio mais caro do mundo para receber algumas partidas de futebol dos jogos da Copa do Mundo.

Cumprida esta fase curtíssima, eis que as autoridades finalmente “descobrem” que o novo e pomposo estádio, erguido à um preço exorbitante ,não tem serventia para nada, além de enfeiar a região. Tentaram de tudo para viabilizar financeiramente o monstrengo, transformando-o em arena multi uso, mas ainda assim o paquiderme não moveu de lugar.

Com a prisão agora dos principais personagens envolvidos neste tremendo conto do vigário, a polícia e o Ministério Público fizeram um favor a população do Distrito Federal , retirando, pelo menos por enquanto, os nomes desses políticos das próximas as disputas eleitorais na capital.   Falta ainda o devido ressarcimento aos cofres públicos e um pedido de desculpas, pos mortem , ao grande Mané Garrincha, cujo nome foi parar num estádio que está muito longe de ser a alegria do povo.

 

A frase que  foi pronunciada:

“Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade.

Confúcio

 

Segurança

Aumenta a incidência de objetos furtados dentro de automóveis. No Centro Olímpico da UnB não há policiamento e o cidadão é só mais um número nas estatísticas.

 

Informativo

Por falar nisso, nas baias de atendimento e nos portões das delegacias da cidade o Sindpol informa à população que a polícia está sucateada e cita o governador Rollemberg. Ao final pergunta: a quem interessa uma polícia sucateada?

 

Lazer

 

Sucesso o cais ao final da asa norte. Famílias se divertem por ali em ambiente de paz. O piscinão do Lago Norte merece um aporte similar. O local é ponto de encontro aos finais de semana com vários atrativos para a criançada.

 

Beleza

Até o dia 9 desse mês, no 1o subsolo do Venâncio 2000 a exposição”Yanomami – Olhares ocultos” do repórter fotográfico André Rodrigo Pacheco estará aberta a visitação.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Vinte minutos depois do acidente, o governador Leonel Brizola chegava à estação de passageiros, e tudo voltou a ser alegria, novamente no aeroporto. (Publicado em 28/09/1961)

 

 

Um advogado de defesa na Justiça

 

São, no mínimo, preocupantes as primeiras declarações dada pelo novo Ministro da Justiça, Torquato Jardim , com relação aos últimos acontecimentos precipitados pela delação dos executivos da JBS. Pelo que foi dito e pelo que fica subentendido, o temor de que o novo ministro teria um protagonismo para além de suas funções republicanas, podem ser pescadas aqui e ali em suas últimas entrevistas a vários órgãos de imprensa.

Mesmo antes de ser empossado Torquato Jardim já havia deixado entender nas entrelinhas que sua missão imediata na pasta seria além das atribuições relativas à nova função, a defesa do presidente Temer. Mesmo sua chegada ao Ministério da Justiça foi feita de tal modo atabalhoada e as pressas que não deu tempo nem para avisar ao antigo ocupante da cadeira.

Essa nomeação, feita num fim de semana, deixou claro, para muitos, que se tratava de uma substituição de emergência, feita sob a necessidade do momento delicado e ante a iminência do afastamento do próprio Temer. Não poderia ser diferente. Amigo do presidente por décadas, a nova missão que tem pela frente vai obrigar este jurista experimentado, a caminhar no limbo , entre as observações legais do seu mister oficial e suas convicções pessoais acerca do velho amigo.

Usando de uma sinceridade enviesada de ironia, Torquato afirmou, mesmo sem conhecer pormenorizadamente o processo, que ainda não há motivos suficientes para investigar o presidente, mesmo sabendo que Supremo Tribunal Federal , através do ministro , Edson Fachin, e o Ministério Pùblico, já deram início ao processo . Para ele há muita especulação e uma espetacularização do episódio envolvendo a gravação do presidente pelo executivo da JBS. Para o novo titular da pasta , “faz parte de cultura parlamentar, ser acessível a qualquer hora e em qualquer lugar”. Mesmo com relação a cassação da chapa Dilma/Temer, Torquato já considerou como “recomendável” que haja um pedido de vista do processo. O temor que ele possa controlar a Polícia Federal, fez com que a Federação Nacional dos Policiais Federais emitisse nota criticando essa situação.

A mais estranha das declarações para um ministro da justiça foi dada à um repórter que lhe perguntou sobre a questão da origem as centenas de milhões de reais que andaram irrigando os caixas da campanha eleitorais: “Se a doação eleitoral entrou legalmente, não interessa a origem” afirmou Torquato para quem o problema de de caixa 1 ou caixa 10 é irrelevante, desde que contabilizado. Em outras palavras o que o novo ministro entende é que uma vez declarado junto ao Tribunal Superior Eleitoral qualquer recurso, doação ou gasto de campanha é imediatamente legalizado não importando se a origem do dinheiro é fruto de crime. Uma declaração desta equivale a dizer que o TSE tem lavado todo e qualquer recurso, mesmo com todo o estardalhaço e seguidos alertas feito por toda a mídia do país.

Trata-se aqui de um personagem polêmico que ainda vai dar muito o que falar e que por sua posição arriscada, pode empurrar , ainda mais, o presidente Temer, para a beira do abismo. Pretender ser mais realista que a própria realidade, fixando seu escritório de advocacia no posto avançado do Ministério da Justiça é tudo o que os brasileiros não precisam nem agora , nem nunca.

Com Dilma ocorreu a mesma coisa . Instalou o dublê de advogado, José Eduardo Cardoso no Ministério da Justiça e enquanto o Brasil era incendiado pelo processo de impeachment, todas as atividades da pasta ficaram paralisadas enquanto se concentravam esforços de toda a ordem para a defesa da presidente moribunda . Deu no que deu.

 

Chega logo Copa do Mundo!

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Depois das delações bombásticas da dupla caipira, Joesley e Wesley, a mesma que parece ter comprado , à preço de banana, boa parte da república, nada menos do que duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) entraram em fase de gestação . No Congresso Nacional já foi lido, inclusive, o requerimento para a criação de uma Comissão mista, para apurar as relações suspeitíssimas, envolvendo as empresas JBS e o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).

Pelas possíveis consequências que advirão para muitos dessas devassas, entende-se porque, até agora, não houve indicação, por parte das principais lideranças, dos nomes para formar a CPI. Seja qual for o encaminhamento dado pelos parlamentares à esse caso, o fato é que os desdobramentos dessas investigações são imprevisíveis e terão que vir, necessariamente à reboque do que a polícia e Ministério Público já tem conhecimento.

O problema com Comissões dessa natureza é que os reais objetivos dos políticos nestas investigações não estão claros. Para aqueles que acompanham de perto esse assunto, a formação de uma CPMI agora,  de forma tardia, esconderia , no seu âmago, uma estratégia para tumultuar o processo , enquanto se buscaria uma fresta legal por onde muitos envolvidos tentariam escapar. O que parece pesar nas delações da dupla da JBS é que pelas gravações ´colhidas nos depoimentos fica patente e debochadamente claro que todas as doações eram, na verdade, propinas .

Sem credibilidade e vivendo seu pior momento junto a população , os congressistas vão ter que se desdobrar muito para mostrar serviço nestas apurações e andar a passos largos, já que em 2018, ano de eleições, ninguém quer ficar chamuscado na foto de candidato.

 

A frase que foi pronunciada:

“ O maior erro dos “espertos” e achar que podem fazer todos de otários.”

Jô Soares

 

Fato gerador

Fizeram as contas. Se toda a corrupção for extirpada da sociedade brasileira, os prejuízos causados nos últimos anos estarão pagos em 2060.

 

 

Mal na fita

 

Samba, futebol e corrupção. As façanhas do Brasil tomam as manchetes nada elogiosas pelo mundo. Por curiosidade vejam as manchetes nos jornais alemães:  Die Welt – Barão da carne mergulha Brasil no caos na Alemanha,

Wirtschaftswoche – O grande prato de carnes

Frankfurter Allgemeine Zeitung–Temer mobiliza militares contra manifestantes.

Der Tagesspiegel – Brasília queima .

 

Caos

 

Arthur Maia, deputado federal pela Bahia já avisou que com a situação política do jeito que está sendo levada fica impossível organizar a votação da reforma da Previdência, da qual é relator.

 

Pecado

 

Falta mobilização mais efetiva das entidades pró-vida nas manifestações contra a descriminalização do aborto. A 10a edição da “Marcha pela Vida” e o “Grande Ato contra o Aborto” não contou com a presença de muitos por divulgação ineficiente.Com a Internet à disposição, isso é um pecado capital!

 

Como começou

 

Só para lembrar, o primeiro aborto aprovado por lei aconteceu em 1973 no famoso caso Joe contra Wade, nos Estados Unidos. Jane Roe era o pseudônimo de Norma McCorvey que faleceu em fevereiro desse ano. Norma declarava em todas as entrevistas que cada vez que a imprensa a levava ao passado ela era obrigada a encarar o maior erro de sua vida. Sua declaração diante da Suprema Corte foi falsa.

 

É alguém

 

Norma McCorvey queria apenas se livrar do filho de um homem que ela não amava. Por isso mentiu sobre um estupro que nunca houve. Hoje, para convencer qualquer Corte basta instalar um datashow no plenário e mostrar as imagens dentro do ventre materno durante o procedimento do aborto. O feto reage, tenta se proteger, tem o batimento cardíaco acelerado. É um assassinato previsto  no art. 121 do Código Penal.

 

Release

 

Desemprego alcança 14 milhões de pessoas.

 

 

Agenda

 

No Brasil 21 é possível ter uma alimentação saudável e saborosa. Em parceria com a clínica Ravenna, o restaurante Norton elaborou um menu sob a coordenação da chef Myriam Carvalho e Isadora Fadul, a nutricionista. Proteínas, saladas, caldos e sobremesas caprichadas. Vale conhecer. Para os combos há desconto.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O Hospital Distrital, ao receber a notícia, enviou, imediatamente, uma equipe de médicos e enfermeiros, e um pequeno hospital ambulante foi transportado para o local. (Publicado em 28/09/1961)

O príncipe e o mendigo

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No clássico de 1881 “O príncipe e o mendigo” , Mark Twain elabora uma estória , perfeitamente factível, da troca de um príncipe , por um mendigo, baseada apenas na incrível semelhança física que havia entre estes personagens. Para tanto , bastou que ambos trocassem de vestes para que a trama se desenrolasse, enganando todo mundo, inclusive o próprio rei Henrique VIII.

Nos tempos atuais, houve relatos parecidos , com os serviços secretos de países da antiga Cortina de Ferro, utilizando sósias de altos dirigentes para missões de risco, provando que aspectos circunstanciais ,como a aparência física, podem definir a posição e o futuro não apenas de pessoas, mas de nações inteiras. Quanto a isso, os antigos costumavam dizer que o mundo gira como uma roda gigante justamente para alternar indefinidamente as posições de cada um neste planeta, colocando no alto hoje, quem esteve, por baixo, ontem e vice-versa.

Apogeu e ruína, compõem lados opostos da mesma moeda, a moeda da vida. Nossa história recente, está repleta de casos envolvendo personalidades políticas que experimentaram a glória e a desonra e, em nenhum desses momentos, foram capazes de avaliar e aprender quão fútil e transitório é cada uma dessas fases. Num país em que a injustiça e a desigualdade são sentidas pela população desde 1500, não surpreende que nossa elite política ainda permaneça alheia e indiferente a realidade em volta, sobretudo quanto as flagrantes diferenças com que são tratados pelo Estado, os membros do governo e o restante dos brasileiros.

O caso, revelado agora, do ex-ministro Guido Mantega, que mantinha na Suíça uma conta secreta com U$ 600 mil, prova que , ao chefe geral da pantagruélica Receita Federal tudo é permitido, inclusive possuir conta milionária no exterior, sem declarar a justiça tributária. Caído em desgraça, por conta das múltiplas delações, Mantega começa a experimentar o outro lado da moeda, embora, como todos na mesma situação, não tenha aprendido nada e nem esquecido nada.

Na leva dos cinco milhões de refugiados que tiveram que abandonar a Síria as pressas, deixando tudo para trás, estava o artista plástico Abdalla Al Omari. De posse das únicas armas que domina,  Omari começou a pintar a série “Vulnerabilidade” , retratando líderes mundiais como refugiados comuns, vivenciando as mesmas situações de agruras experimentadas pelos migrantes forçados. Na série aparecem em filas gigantescas os presidentes Bashar Al Assad, Nicolas Sarkozy, Donald Trump, Obama, Kim Jong Un e outros, vestindo trajes comuns, sujos e com a expressão desesperadas de quem não tem para onde ir nem para onde voltar . “Queria imaginar como todos estes líderes poderosos se veriam calçando nossos sapatos” afirmou o artista, para quem esse trabalho foi uma reação pessoal e uma doce vingança, feita com arte.

No Brasil nossa série Vulnerabilidade é retratada ao vivo através da presença de ilustres políticos colocados a frente do Juiz Moro. Nestas imagens reais, nossas elites políticas mais e mais se parecem com aquilo que sempre foram: meliantes comuns postos no banco dos réus, não por motivos ideológicos e nobres, mas por razões descritas no Código Penal, Código Civil, Constituição, Código Tributário, Lei de Execução Penal, Lei de Improbidade Administrativa e outras tantas leis que preveem a conduta ilícita. Nossos príncipes ,são  na realidade, mendigos comuns, alçados ao poder , por obra e desgraça  de um povo que com o seu voto ainda não teve acesso

 

A frase que foi pronunciada:

“ A nação é conduzida pela ignorância da nação.

Uma nação sem consciência protesta contra si própria.”

Gilberto Angelo Begiato

 

Decepção

Auris populi não é auris Dei. Assim começou o protesto de um leitor que pede para não ser identificado. Ele comenta o show do Fagner no Ulysses Guimarães. Ruído e barulho entrecortados por música foi uma sequência de assassinatos. As músicas de Belchior foram literalmente executadas, atesta o leitor. O mais interessante de tudo foi a felicidade da plateia. “100% compreensível, continua, considerando que vivemos em um país assolado pela incultura e pelo som automotiva. Lamentável, ver um criador imolar sua obra tão delicada e sensível por um punhado de dinheiros e de aplausos.

Conhecimento

A ministra Cármen Lúcia deixará marca importante no Conselho Nacional de Justiça. Apaziguará o processo Judicial Eletrônico com a integração dos sistemas dos tribunais. A tramitação dos processos comporá um sistema único e similar que conversará com o sistema antigo sem a necessidade de substituição.

Humanizar

Quem acha que o governo gasta muito com remédios de alto custo deveria ler a carta de Shara Nunes Sampaio, Procuradora da Associação Brasileira de Assistência à Fibrose Sística. Mãe de portador da doença que é crônica, Dra. Shara colocou os pingos nos is respondendo a um editorial que criticava a judicialização do acesso a saúde. Ao autor ela aconselhou que deveria se limitar a criticar a roubalheira dos políticos, porque essa é a raiz da falta de verbas para o sistema de saúde do país. Diz ainda fechando com o coração inconformado:

“      Eu entendo! Os doentes não podem pagar por uma matéria que os defenda em um grande jornal do país! Aliás eles não conseguem sequer pagar o tratamento!” encerrou a missiva.

 

História de Brasília

Não houve, entretanto, necessidade de sua intervenção, a não ser em alguns casos em que o nervosismo do povo provocava acidentes como desmaios. (Publicado em 28/09/1961)

Segue o jogo

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Colocados em posições antípodas, políticos citados em delações e membros do Ministério Público, Polícia Federal seguem diante do tabuleiro de xadrez, movimentando suas peças. A cada deslocação de uma peça, de um lado, corresponde a mobilidade de outra, oposta. A estratégia é anular o jogo do oponente, tornando nulas as investidas de cada um. Nesta disputa, em o que está em tela é o interesse soberano do cidadão, não há espaço para vacilos.

Advogados dos mais renomados e caros escritórios do país e que , em tempo algum anteriormente, lucraram tanto, espreitam , com lentes potentes, as investidas dos homens da lei.

No Congresso prosseguem as tentativas sub reptícias de alterar a legislação de modo a estender o beneplácito da anistia aos políticos que venderam a alma aos empresários. Para a população que assiste a esse ballet ensaiado , interessa o final da partida, dentro das regras e sobretudo uma mudança radical no modo de comandar o Estado.

Interessante observar que aqueles personagens que até então todos apostavam e torciam por sua vitória, foram postos na vala comum dos amaldiçoados com o recebimento ilícito de dinheiro público.

Um caso que chama a atenção tanto como decepciona é com relação ao senador suspenso de suas atividades Aécio Neves. Considerado , até pouco tempo, uma aposta jovem e promissora para mudar o jeito manhoso da velha política, esse mineiro , filho e neto de políticos tradicionais e conhecidos, parece ter sucumbido aos encantos do vil metal. Nas gravações e confissões vindo à tona a cada instante, o que se esta revelando é a face desconhecida de um político, até experiente, mas que , por razões que só ele sabe ao certo, acabou envolvendo ,de forma escandalosa , seu futuro, seu passado e , de quebra, levando à prisão sua irmã dileta e seu primo de confiança, todos irremediavelmente riscados da agenda dos eleitores de Minas e do Brasil.

Ao lado de Aécio, tomba também Michel Temer. Esse por sua importância no comando da articulação para sanear as contas públicas, tem maiores contas a prestar à justiça e aos seus eleitores. Pelo o que se sabe, Temer esta pendurado no cargo de presidente do Brasil apenas por um fio de cabelo. No caso , pelo cabelo do deputado e homem de confiança, Rocha Loures, candidato a homem bomba da vez, caso sua situação se complique ainda mais.

De certa forma essas e outras decepções com homens públicos, acabam funcionando como lição prática de cidadania: não existem super heróis e salvadores da pátria capazes de resolver o problema do país apenas por voluntarismo próprio. Na realidade, neste jogo de xadrez, em que importantes personagens da nossa história política atual vão tombando lado a lado, fica, ao menos a certeza de que é preciso mudar os rumos do país, despir as velhas vestes e dar início à um tempo novo, no qual a política não seja mais confundida com mero caso policial.

 

A frase que não foi pronunciada:

“Ninguém ouse aconselhar os outros antes de seguir seus próprios conselhos.”

Sêneca, um dos mais célebres intelectuais do Império Romano

 

 

Documento

Trabalho de extremo valor para jornalistas e pesquisadores feito pelo funcionário do Senado Nerione Cardoso Júnior. Ele é da Coordenação de Arquivo e a partir de reuniões com a coordenadora do Arquivo, Carla Mendes, e a chefe do Arquivo Histórico, Rosa Vasconcelos, elaborou um guia on-line de referência com todas as CPIs ocorridas no Senado e as CPIs mistas.

 

Pesquisa

A diretora da Secretaria de Documentação do Senado, Dinamar Pereira Rocha, explicou que esse trabalho atende as diretrizes estratégicas do Senado para divulgação do acervo histórico da Casa. As CPIs disponíveis ao público externo aconteceram desde 1946.

 

Perigos

A Sífilis está voltando de maneira assustadora. Interessante é que na Escola do Varjão apenas as mulheres ficaram na palestra sobre o assunto. Os estudantes homens foram dispensados. Entre 2010 e 2015 houve um aumento de mais de 5.000% nos casos de sífilis no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. O obstetra Domingos Mantelli não poderia ser mais claro: “não se vê quem tem alguma doença sexualmente transmissível pelo rosto ou documento. Há casos em que o próprio portador não faz ideia que está contaminado. A doença fica incubada e é transmitida por relação sexual sem proteção”.

 

Bárbaros

Nosso leitor Roldão Simas aponta locais anti-urbanos com ocupações irregulares, como os quiosques no Setor Médico Local Sul ou as pichações na extinta CEME, Central de Medicamentos abandonada a mais de 50 anos.

 

Detalhes

Palestra do Prof. Robert Alexy em Brasília fez sucesso por onde andou. Chamou a atenção de alguns presentes o velho hábito de docente. O doutrinador da teoria dos direitos fundamentais não abriu mão de falar escrevendo no Flipchart. Mesmo que ninguém enxergasse.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

No pátio de manobras, as pessoas que esperavam o governador Leonel Brizola não acreditaram noutra versão senão a de sabotagem. (Publicado em 28/09/1961)

 

Ordem sem progresso

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Andamos em círculo. Fatores históricos explicam uma parte de nosso atraso com relação a outros países do continente, caso do Chile ou dos Estados Unidos. Com a instalação da República em 1889, o Brasil trocou a monarquia por outra forma de governo, apenas de modo oficioso.

A concentração de poderes nas mãos do chefe do Executivo permaneceu semelhante à que havia com a monarquia. Trocou-se um imperador por um presidente. O cetro foi substituído pela caneta. O aparato permaneceu o mesmo.

A população da época nem tomou conta da substituição de um pelo outro. O mandonismo e o patrimonialismo continuaram intocados. O homem cordial, que no período monárquico era identificado com mais facilidade pelo título de nobreza ou por consanguinidade, foi substituído e modernizado com o advento do nepotismo. A hereditariedade na transmissão do poder está intocada.

Não estranha que hoje muitos jovens políticos ostentem no sobrenome o brasão que os identifica com os seus antepassados ilustres. Os que, no presente, ocupam o poder, tratam, desde sempre, de aplainar os caminhos para os seus que virão em seguida.

Ao mantermos as estruturas do passado na montagem e composição do governo, adiamos, sine die, nosso encontro com o futuro. Assim a presença dos clãs políticos no controle do Estado se repete num ciclo monótono.

A manutenção dos atores e seu séquito no controle da máquina pública trouxe naturalmente a ideia da imprescindibilidade do Estado como meio de atingir o desenvolvimento e o paraíso. Ao Estado foi incorporado o papel de grande pai de todos, indutor do progresso.

 

A frase que foi pronunciada

“Com as mãos prontas para fazer o mal, o governante exige presentes, o juiz aceita suborno, os poderosos impõem o que querem. Todos tramam em conjunto.”

Miquéias 7:3

 

Ri ou chora?

» Na delação foi dada a notícia de que a Odebrecht lançaria um canal para estabelecer uma “linha de ética”. A intenção seria receber informações sobre denúncias de atos ímprobos, violações das políticas internas ou mesmo às leis. Parece que a notícia é brincadeira porque quem prestava depoimento eram os diretores e senhores com o sobrenome da empresa.

 

Cuidado

» Alvos preferidso dos estelionatários, os idosos são vítimas de novos golpes com cartão de crédito. Nunca entregue seu cartão a ninguém. Nem no momento de pagar. Aguarde a máquina e coloque-o você mesmo. Atrás do cartão há o número de segurança que, com os seus dados, dão aos estelionatários a chance de fazer compras pela internet usando os seus dados.

 

Que clientes?

» É incompreensível a demora dos bancos e bandeiras de cartões para resolver o problema de clonagem ou uso indevido. Principalmente nos casos onde o estelionatário compra pela internet. Em algum lugar, o produto será entregue. A mesma coisa celular na cadeia exigindo resgate. Em alguma conta o dinheiro é depositado. Afinal, de que lado os bancos estão?

 

Aptidão física

» Grupo de concurseiros que fazem o TAF para os bombeiros se uniram pelo Facebook para trocar informações sobre as clínicas que prestam exatamente os exames pedidos no edital. Em muitas os atendentes mal preparados dizem que é a mesma coisa um exame e outro, o que certamente prejudicará os candidatos.

 

Que coisa!

» No dia 1º de junho, Maria Silvia assumia o BNDES aplaudida de pé, com total apoio da equipe econômica e de técnicos. Maria Silvia Bastos Marques pediu demissão na sexta-feira, alegando razões pessoais. Deixou a chave do cofre que conseguiu trancar a duras penas.

 

Passeio

» Fica até o dia 31 de julho o Pula Mania no Shopping Iguatemi. As melhores poses para fotos!  Aos sábados, domingos e feriados, o espaço também estará aberto ao público até as 22h.

 

História de Brasília

Os passageiros, refeitos do susto, acham que o pouso foi feito fora da pista ou com deficiência dos trens de aterrissagem. E alegam que o baque foi muito grande no pouso. Dizem, ainda, que o avião subiu alguns metros para se projetar novamente no solo. (Publicado em 28/9/1961)

Patrimonialismo estatal

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Os casos recentes de corrupção endêmica que vêm à tona tem como único pano de fundo a megaestrutura de um Estado, capturado, ao longo de toda nossa história pelas elites rurais e empresariais. Assim,  qualquer reforma, por mais criteriosa e técnica que se apresente, que não cuidar primeiro do gigantismo do Estado, está marcada com a sina do fracasso. É do tamanho do Estado que devemos cuidar.

O gigante deitado eternamente em berço esplêndido não é outro senão o Estado que erigimos e que ameaça tombar sobre nós. O caso das estatais explica bem a contradição: um Estado extremamente rico e uma população com os mais risíveis níveis de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

É o mesmo paradoxo que permite a existência de suntuosos palácios de mármores, como a sede dos Três Poderes, enquanto populações inteiras permanecem sem as mínimas condições de infraestrutura sanitária, sobrevivendo com as mesmas carências básicas de séculos passados.

Somente o gigantismo de um Estado injusto explica o fato de um presidente da República viajar a bordo de uma aeronave de última geração, um verdadeiro hotel seis estrelas, enquanto milhões de brasileiros são obrigados a se submeter a cada dia aos piores meios de transporte do planeta. A redução do Estado ao mínimo necessário às exigências da população é a primeira condição para se livrar do subdesenvolvimento e libertar a nação do labirinto em que se encontra.

 

A frase que foi pronunciada

“Não há despertar de consciências sem dor. As pessoas farão de tudo, chegando ao limite do absurdo para evitar enfrentar a sua própria alma. Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas, sim, por tornar consciente a escuridão.”

Carl Jung

 

Simples assim

» É bom que o Palácio do Planalto cobre dos prefeitos a contrapartida do que têm sido feito com as cifras extras que recebem. O primeiro passo para controlar os cofres é acompanhar o retorno do que foi investido. Vereadores e prefeitos, antes de marcar as passagens para Brasília, preparem o relatório das obras efetivamente feitas com o que foi recebido.

 

Câmara dos Deputados

» Por falar nisso, em 12 de junho prefeitos e vereadores em defesa dos municípios de Mato Grosso virão à capital para participar da comissão especial que analisa mudanças na Lei Kandir. Pela declaração do presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurilan Fraga, a situação está difícil: a arrecadação dos municípios encolheu mais de R$ 190 bilhões em 10 anos

 

Conveniências

» Tem gente se perguntando como é que o mesmo TSE, que fez vista grossa para a entrega de panfletos pelos Correios, vai condenar a chapa Dilma-Temer três anos depois. Os Correios não fizeram o registro obrigatório para a distribuição do material eleitoral do PT e, apesar da ilegalidade registrada pelo TCU, nada foi feito.

 

De graça

» Casa cheia em todas as apresentações da orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro às terças-feiras. Com entrada franca é um programa e tanto para quem gosta da boa música. Uma pena que a orquestra não possa tocar em casa. Até hoje, o teatro está fechado. Certamente, deteriorando.

 

Leitor

» Registramos o cumprimento recebido pelo pioneiro Carlos Romeiro. Acompanhando sempre os acontecimentos na capital, também defende a cidade com o ímpeto de quem a viu nascer. Nossos agradecimentos.

 

Só suspeitos

» Quem estuda na biblioteca da UnB já viu um rapaz que escolhe sempre sentar perto das meninas bonitas. Mesmo com mesas disponíveis, ele sempre está perto delas. Agora, fotos dele estão espalhadas pela universidade alertando garotos e garotas para terem cuidado. Um senhor estranho também fica na biblioteca fotografando as meninas. Uma pena vislumbrar a UnB cercada, mas sem eficiência no policiamento. O descaso com a segurança dos alunos continuará.

 

História de Brasília

A presteza do Corpo de Bombeiros foi absoluta, mas o equipamento mostrou que é ineficiente para incêndios de tal monta. Os pertences dos passageiros e partes do avião bem que poderiam ter sido salvos, mas o equipamento deficiente fez com que o fogo se alastrasse por todo o aparelho, provocando perda total do “Caravelle”. (Publicado em 28/9/1961)