Ursinho Pooh gigante na L4 Sul incomoda presidente chinês

ursinho pooh e presidente chinês
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Quem viu um Ursinho Pooh gigante inflado na L4 Sul (Avenida das Nações), no gramado próximo à churrascaria Steak Bull, achou que se tratava de alguma promoção infantil. Que nada. Era um protesto nos moldes daqueles que ocorrem em Hong Kong, onde o presidente chinês Xi Jinping sempre é comparado ao simpático ursinho. Manifestantes seguem Jinping por todo o mundo levando o ursinho a tiracolo.

Deu ruim/ O presidente Xi Jinping detesta a comparação. Seus diplomatas telefonaram para todas as autoridades pedindo apoio para que o ursinho fosse retirado do caminho do presidente, que pegou rotas alternativas em vários momentos para não cruzar com o boneco gigante. Segundo empresários e autoridades, ele cancelou, inclusive, o almoço na churrascaria, por causa dos manifestantes. Depois da reclamação das autoridades chinesas, a Agefis foi até lá, obrigou os manifestantes a esvaziarem o imenso Pooh e apreendeu o boneco.

Toffoli tem informações capazes de deixar preocupados empresários e políticos

Toffoli
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A notícia de que o Supremo Tribunal Federal pediu que a Unidade de Inteligência Financeira informe os relatórios produzidos pelo antigo Coaf nos últimos três anos foi uma “bomba” na política. Há quem diga que, ao querer saber quem estava sendo objeto de análise por ali, com produção de relatórios com ou sem tipificação de crimes (algo que só pode ser feito pela Justiça), o presidente do STF, Dias Toffoli, terá em mãos informações capazes de deixar preocupados empresários, políticos e quem mais chegar. E informação é poder.

Da parte do governo, entretanto, não se ouviu qualquer reclamação desde que o pedido de informações veio a público, na Folha de S.Paulo. Afinal, está prestes a ser julgada pelo plenário a suspensão das investigações que tentam colocar o senador Flávio Bolsonaro no olho do furacão do caso envolvendo a movimentação atípica do ex-funcionário de seu gabinete Fabrício Queiroz e a suspeita de cobrança de parte dos salários dos servidores dos tempos em que Flávio era deputado estadual.

CPI, que CPI?

O fato de Toffoli ter tanta informação em mãos fez crescer o movimento pela CPI da Lava-Toga. Só tem um probleminha: há muita gente que, nas internas, torce para essa investigação não sair. A maioria não quer briga com o Supremo Tribunal Federal.

Ensaios eleitorais

Ainda falta um ano e dois meses para a eleição do sucessor de Davi Alcolumbre na Presidência do Senado, mas os partidos já estão se movimentando. No MDB, o nome que começa a ganhar corpo é o do líder, Eduardo Braga (AM).

E ela?

O grupo Muda Senado olha com simpatia para o nome da atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Simone Tebet. Mas, parte dessa turma já avisou que, se ela quiser comandar a Casa, será mais fácil se deixar o MDB. As portas do Podemos estão escancaradas para recebê-la.

DF bem na fita/ Quem circulou com desenvoltura na agenda do New Development Bank durante esses dias de Brics foi o secretário de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, Ruy Coutinho. Como uma das poucas autoridades locais presentes ao evento, ele teve uma boa conversa com o presidente do NDB, Kundapur Vaman Kamath.

E com boas perspectivas/ A conversa girou em torno de crédito a empresas que pretendam investir em Brasília. A propósito, a diretora-geral do NDB no Brasil, Claudia Prates, foi colega de Coutinho no BNDES. Ou seja, porta aberta para receber o Distrito Federal no NDB.

Brics dividido, mas Bolsonaro ganhou um “vaza, Macron” do Bloco

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A ausência de qualquer menção à crise da América do Sul na declaração conjunta dos BRICS é um sinal de que o grupo não está tão coeso quanto procurou parecer na tradicional foto dos presidentes dos países do bloco. Nem a Venezuela, que teve a embaixada invadida no primeiro dia das reuniões em Brasília, entrou em cena. Isso porque, dos cinco países que formam os Brics _ Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul __, Juan Guaidó só tem o apoio do governo brasileiro. Os demais não estenderam tapete vermelho ao oposicionista venezuelano.

O presidente Jair Bolsonaro, entretanto, conseguiu parte do que queria. Pelo menos, em relação à Amazônia. Sem citar a Amazônia, o documento fala em desenvolvimento sustentável, com respeito à soberania e à legislação nacional. É um recado claro ao presidente da França, Emmanuel Macron, que chegou propor a internacionalização da Amazônia. Nesse sentido, a carta de Brasília foi um nem vem que não tem, um vez que o documento é claro: “A cooperação internacional nesse campo deve respeitar a soberania nacional e os regulamentos e disposições legais e institucionais nacionais, bem com práticas e procedimentos”. Na gíria popular em voga entre os jovens seria algo do tipo, “vaza, Macron”.

O ponto alto desses dois dias foi mesmo a perspectiva comercial, a aproximação com a China, considerada parceria estratégica para um Brasil que não está conseguindo muita coisa com os Estados Unidos, ainda mais agora com Donald Trump dedicado a salvar a própria pele dentro do processo de impeachment. Quanto às cobranças de ampliação do poder dos países que buscam maior protagonismo na ONU, o documento praticamente repete o que Brasil, Índia e África do Sul pedem há tempos e os países com mais protagonismo na ONU nunca dão: Reforma das Nações Unidas pra reforçar o multilateralismo, inclusive no Conselho de Segurança. Algo que o Brics incluiu em seu documento de 2005. Lá se vão 14 anos e, a contar pela disposição real de quem manda na ONU, ano que vem tem dá para fazer festa de 15 anos para esse pedido.

Bolsonaro quer transparência em novo partido

Aliança pelo Brasil
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O presidente Jair Bolsonaro pediu aos advogados que criem mecanismos de compliance e transparência para o seu partido desde o primeiro dia, 21 de novembro, data da fundação. A ordem é colocar todos os gastos no site, inclusive, aqueles da primeira convenção que teve o salão alugado por R$ 5 mil. Nas primeiras 26 horas, o Instagram do Aliança registrou 130 mil seguidores. A ordem, agora, entre os aliancistas de Bolsonaro é alertar para um site falso que tenta se passar pelo do presidente e já atraiu 75 mil pessoas.

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O partido terá, ainda, um aplicativo para smartphones e tablets, para obter as 500 mil assinaturas de apoio, um dos requisitos para o registro no Tribunal Superior Eleitoral. Afinal, a lei estabelece a necessidade do aval desse contingente de eleitores, mas não especifica que as listas de assinaturas devem ser apresentadas em papel. Se hoje já existe assinatura eletrônica em processos judiciais, por que não para formação de partido político?, comentam advogados eleitorais.

Olho neles

O fato de o presidente dizer que pode ter Sérgio Moro como futuro candidato a vice na sua chapa deixou muita gente desconfiada. Se brincar, o atual comandante em chefe das Forças Armadas desiste da empreitada da reeleição e põe o ministro no seu lugar, com Paulo Guedes de vice.

Guinada bilateral

A aproximação do governo brasileiro com a China de Xi Jinping é uma demonstração de que o presidente Jair Bolsonaro não vai ficar esperando pela boa vontade dos Estados Unidos de Donald Trump. Afinal, dizem alguns bolsonaristas, depois de mantido o veto à exportação de carne brasileira para os estadunidenses, o Brasil deve ampliar suas apostas no mercado chinês.

Melhor assim

No governo brasileiro, há quem diga que a ausência de convites a líderes de outros países para participação em encontros bilaterais dos Brics não foi feita por causa da instabilidade na vizinhança. Além da Bolívia e do Chile, há problemas no Equador, no Peru, alguma tensão na Colômbia, a Argentina está em fase de transição e, para completar, ainda tem a Venezuela, o “vexame” da invasão da embaixada venezuelana em Brasília.

A suspeita da oposição

O “detox” do vereador Carlos Bolsonaro das redes sociais foi lido como uma tentativa de sair de cena para evitar que posts sejam averiguados. A desconfiança de muitos é de que havia ali algo que hoje 02 não quer que seja revisto sob nova ótica.

A certeza dos apoiadores

Os bolsonaristas, entretanto, acreditam que, com a saída de Carlos Bolsonaro das redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro ligou o modo paz e amor. A estratégia é deixar Lula com a imagem de quem aposta no confronto.

Curtidas

O que os une/ O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (foto), circulava entre os parlamentares, no jantar promovido pela Frente Parlamentar dos Brics, comentando com todos que o “Rio está ótimo. Só a Globo que acha que o Rio não vai bem”, dizia. Petistas e bolsonaristas faziam menções com a cabeça, concordando.

Trio internacional/ Entre os parlamentares, três se destacam nos eventos do Brics: os presidentes das Comissões de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad; da Câmara, Eduardo Bolsonaro; e da Frente Parlamentar do Brics, Fausto Pinato.

Fundo musical/ O presidente Jair Bolsonaro foi recebido no Brics com a música Like a Prayer, de Madonna, que provocou muita polêmica há 30 anos, quando foi lançada. No clip da música, Madonna beija um santo negro e aparece dançando entre cruzes flamejantes.

Por falar em Lula…/ O petista está dedicado a fazer política desde o dia em que saiu da carceragem da Polícia Federal. Hoje, estará em Salvador para um encontro do PT.

Deputados e senadores recebem “Jumbão” para aprovar PEC Paralela

jumbão pec paralela
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Enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), abria a sessão solene para promulgar a reforma da Previdência, a Comissão Mista de Orçamento recebia R$ 15 bilhões em projetos de crédito suplementar, com uma grande parte destinada a emendas de deputados e senadores para estados e municípios.

Há recursos para saneamento, desenvolvimento regional, estradas e uma penca de projetos que farão a alegria das bases eleitorais nessa reta final de 2019. Cada um desses projetos, que trazem recursos para vários ministérios, é carinhosamente apelidado na Casa de “Jumbão”, numa comparação ao Boeing 747.

Os “Jumbões” que aterrissaram no Congresso, avisam alguns líderes, serão suficientes para aprovar a proposta de emenda constitucional que completa a reforma previdenciária, a PEC Paralela, com votação prevista para a próxima terça-feira.

Jogada de risco I

O maior teste político de Jair Bolsonaro será a formação do novo partido. Se conseguir consolidar a nova legenda e recuperar a economia, terá um poder de atração inclusive sobre os hoje potenciais aliados do governo.

Jogada de risco II

A ideia de fusão entre o PSL de Luciano Bivar e o DEM arrisca levar vários integrantes do DEM a saírem do partido. Intramuros, há quem diga que não é possível aceitar esse casamento. Especialmente, aqueles mais próximos ao presidente Jair Bolsonaro.

Longe da solução

Os partidos de centro jogam em várias frentes para tentar aprovar a prisão em segunda instância. Domingos Sávio (PSDB-MG), conforme adiantou a coluna na semana passada, joga com a aprovação de uma mudança no Código de Processo Penal, enquanto Ricardo Barros (PP-PR) aposta num decreto legislativo para transformar o Congresso eleito em 2022 em Constituinte, nos moldes do que foi feito na década de 80.

Tapete vermelho, apesar de tudo

Fundado no governo Lula, o grupo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics) está longe de ser a turma preferida do presidente Jair Bolsonaro. Especialmente, depois que o russo Vladimir Putin apoiou Evo Morales, o ex-presidente da Bolívia exilado no México. Porém, o presidente promete ser o melhor dos anfitriões e deixar as rusgas de lado.

Aliança no DF/ O nome que desponta como um dos fundadores do novo partido de Jair Bolsonaro no Distrito Federal é o do advogado Luiz Felipe Belmonte, suplente do senador Izalci Lucas (PSDB-DF) e marido da deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF). Ela deve ficar onde está. Bia Kicis segue para a nova legenda.

Desdenhou/ O deputado Delegado Waldir (PSL-GO) passou a tarde dizendo aos colegas no plenário que “Bolsonaro está vendendo terreno na Lua com essa história de novo partido. Leva-se muito tempo para montar uma legenda”.

Botou fé?/ Os bolsonaristas, entretanto, têm certeza de que o prestígio do presidente e as perspectivas de melhora na economia são suficientes para construir a nova agremiação sem problemas.

“CarnaBrics”/ É assim que as excelências se referem ao fechamento da Esplanada hoje por causa da reunião de cúpula do grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. “Sextou” em plena terça-feira, com direito a cinco dias de folga para as repartições públicas dos Poderes da República, incluindo o fim de semana.

Governo tenta entrar em tema mais sensível aos discursos da esquerda

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Ao restringir a contratação do pacote do emprego aos mais jovens — entre 18 e 29 anos —, o governo tenta entrar na roda daquela parcela que hoje é mais sensível aos discursos da esquerda. E, de quebra, aposta na camada da população que precisa de qualificação profissional para alçar voos mais altos no futuro.

Assim, qualificados e trabalhando, os jovens, avaliam os governistas, deixarão de ser “massa de manobra” dos partidos. Afinal, Lula, em suas primeiras falas ao sair da cadeia, destacou o alto desemprego no país. E tem razão quando fala nesse tema. Se a medida gerar novos postos de trabalho, o discurso de Lula cairá no vazio.

Tempo contado

Ao anunciar, hoje, sua saída do PSL para um novo partido, o presidente Jair Bolsonaro terá de correr, a fim de que sua nova legenda possa participar das eleições municipais no ano que vem. O PSD de Gilberto Kassab foi fundado em março de 2011, ou seja, com uma folga maior para coletar as 500 mil assinaturas e conseguir o registro em tempo de concorrer às eleições. Os especialistas garantem que o tempo para que o partido seja criado e dispute as próximas eleições é mais do que suficiente.

Pau que dá em Chico…

… Dá em Francisco, reza o dito popular. Bastou o presidente Jair Bolsonaro mencionar, em entrevista a O Antagonista, que a Lei de Segurança Nacional está aí para ser usada, numa referência a Lula, para que muita gente no parlamento fosse averiguar se bolsonaristas podem ser enquadrados na LSN pelas ameaças ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.

Calma, Lula

O ex-presidente foi aconselhado a medir cada palavra de seu discurso, de forma a não dar margem a que seja enquadrado ou cogitado a enquadramento na Lei de Segurança Nacional. Afinal, Lula está solto, mas ainda tem uma série de processos a responder e, para completar, uma parcela expressiva da população o considera culpado.

Desconforto no clã

A contar pelo tuíte de Eduardo Bolsonaro, ontem, o governador de São Paulo, João Doria, começou a incomodar a família. O deputado desqualifica todos aqueles que estavam com o seu pai e que agora partiram para a oposição, inclusive o general Santos Cruz e Paulo Marinho, cuja casa serviu de QG da campanha bolsonarista.

Menos, Eduardo, menos

As críticas a Doria por parte do filho do presidente preocupam alguns congressistas aliados ao governo, porque Bolsonaro vai precisar dos tucanos para aprovar as reformas que sugere ao Congresso. O senador José Serra (PSDB-SP) já criticou o pacote de medidas do ajuste fiscal. Até aqui, o PSDB tem sido fiel às reformas. Mas, se o governo continuar provocando os adversários tão cedo, faltarão votos.

Disputa das casas I/ Oito senadores do movimento Muda Senado — Álvaro Dias, Oriovisto, Kajuru, Reguffe, Leila Barros, Eduardo Girão, Styvenson Valentim e Lassier Martins — fizeram uma reunião, ontem, irados por causa do cancelamento da sessão em que defenderiam a aprovação de uma emenda constitucional para fazer valer a prisão em segunda instância.

Disputa das casas II/ Todos querem o protagonismo nesse tema, que tem apoio popular. Na Câmara, logo no início da noite, com a discussão na Comissão de Constituição e Justiça, o tema conseguiu o impossível: reunir os bolsonaristas raiz com os bivaristas.

A porta da rua…/ É a serventia da casa. A contar pelas mensagens que circulam no grupo dos bivaristas dentro do PSL, não haverá luto no partido pela saída de Jair Bolsonaro da legenda.

Informação preciosa/ O economista Paulo Nogueira Batista Jr. lança, hoje, no Carpe Diem, da 104 Sul, às 19h, o livro O Brasil não cabe no quintal de ninguém, em que conta os bastidores das negociações que acompanhou e participou tanto nos Brics quanto no FMI. Está previsto, ainda, debate entre o autor e o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa, com mediação do jornalista Luiz Carlos Azedo.

Huck, Doria e Witzel oferecem vaga de vice para Maia

Rodrigo Maia
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Num período de 10 dias, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, foi procurado pelo apresentador Luciano Huck; pelo governador de São Paulo, João Doria, e pelo do Rio, Wilson Witzel, lhe oferecendo a vice. Sinal de que o demista aparece bem na fita das pesquisas e é visto como um aliado confiável.

Por falar em Huck…

O fato de Lula chegar a São Paulo no jatinho dele não foi mera coincidência, ainda que o PT tenha alugado o avião. Segundo amigos do empresário, Huck sabia. O apresentador tem feito gestos para todos os lados. E se considera capaz de unir o que há de melhor na esquerda e na direita.

Primeiros acordes e seus reflexos após Lula ser solto

Lula e Moro
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Tudo o que o PT falou ao longo da campanha e no Congresso nos últimos tempos, sem reflexo na sociedade, Lula repetiu nesse fim de semana do alto do palanque no ABC, num ensaio do que pretende espalhar pelo país: ligar os Bolsonaros aos milicianos do Rio de Janeiro e pedir explicações sobre o ex-assessor Fabrício Queiroz que continua sem esclarecer detalhadamente as transações financeiras. Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Justiça, Sergio Moro, citam o ex-presidente como presidiário, que está condenado em segunda instância. Ou seja, solto, mas não completamente livre.

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O primeiro resultado desse embate é a antecipação da guerra eleitoral entre esses personagens já em 2020, nas eleições municipais. O centro da política ainda tem esperanças de que o eleitor reconheça que é possível fazer uma aposta longe dos dois extremos. Só tem um probleminha: no momento, Lula e Bolsonaro têm mais voz junto ao eleitorado. Os demais ainda não deram o ar da graça nessa seara. O único que aparece com dois dígitos nas pesquisas é Luciano Huck. Não por acaso, Lula e Bolsonaro atacam as organizações Globo, onde o apresentador trabalha. É ele que veem hoje como o maior adversário.

Onde mora o perigo I

As mensagens do presidente Jair Bolsonaro pedindo aos seus seguidores que não caíssem em provocações têm relação direta com o receio de que algum mais afoito (para não dizer maluco mesmo) termine cometendo algum atentado contra Lula nessas andanças pelo país. Afinal, qualquer coisa que aconteça com o petista hoje será atribuída aos bolsonaristas.

Onde mora o perigo II

A reunião do presidente Jair Bolsonaro com os ministros e comandantes militares está diretamente relacionada à necessidade de acompanhar o que vem acontecendo no país depois da liberação de Lula. O momento é de tentar tranquilizar os bolsonaristas, mantendo a visão de que Lula é culpado e que, terminado o processo, voltará à cadeia.

CURTIDAS

Mistura aí!/ Na festa de sexta à noite em Curitiba, os petistas se referiam à volta de Lula e José Dirceu à cena política como a chance de “limpar” o nome do PT e de tentar colar na população a imagem de que as prisões foram políticas, tal e qual àquelas que ocorreram nos tempos da ditadura militar. Assim, esperam deixar para trás os processos que atribuem a ambos participação nos escândalos de desvio de recursos da Petrobras.

Separa aí/ Os movimentos de rua ontem a favor da prisão em segunda instância, que muitos consideraram pequenos comparados às grandes manifestações de 2013, foram apenas o começo, no sentido de pressionar a mudança da legislação, de forma a prender Lula novamente. Outros virão, bem como milhões de assinaturas a fim de pressionar o Congresso a fazer valer essa possibilidade no texto constitucional. A ideia é usar a mesma tática que resultou na Lei da Ficha Limpa.

O que interessa/ Da parte do governo, há a certeza de que, se a economia melhorar, Lula continuará discursando para os próprios petistas, sem empolgar a maioria da população que elegeu Jair Bolsonaro.

Boa notícia/ Não é só de pacotes amargos que é feito o governo. Para a Cop25, a reunião da ONU sobre Mudanças Climáticas, o Brasil apresentará um elenco de bons resultados na redução de emissões de carbono.

Lula solto, a hora da revanche

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As primeiras declarações de Lula indicam que o petista chegou disposto a chamar o presidente Jair Bolsonaro para a arena da política. Criticou o Ministério Público, a Justiça, o governo, disse que o Brasil piorou depois que ele foi preso. A sinalização é clara: O ex-presidente não vai ficar quieto em casa, esperando a banda passar cantando coisas de amo, nem tampouco o desfecho dos processos a que responde. Ou seja, nesse primeiro momento, o ex-presidente dá sinais de que vai atender á parcela petista que deseja lhe ver discursando quase que diariamente, a fim de empolgar os militantes.

Bolsonaro, por sua vez, preferiu se recolher nesse primeiro momento de Lula solto. Assim, tem condições de saber o que vem lá e se preparar para responder com mais calma. O presidente sabe que para chegar competitivo lá na frente a economia tem que dar certo. Afinal, ele está no poder e essa posição requer apresentação de resultados.

Os dois agora, Lula e Bolsonaro, ocupam a cena principal da politica. Aos demais personagens nesse momento, resta esperar essa soltura decantar para ver como é que fica.