Aprovados no CNU pressionam por convocação para a Funai antes do fim do prazo

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Por Raphaela Peixoto*

Apoiados por entidades sindicais e parlamentares, os candidatos defendem o aproveitamento de 100% do cadastro de reserva

Candidatos aprovados no Concurso Nacional Unificado (CNU) para a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) intensificaram a mobilização para garantir a convocação de todo o cadastro de reserva. Organizados por meio do fórum “Convoca Já”, os aprovados alertam que o prazo de validade do concurso expira no próximo dia 7 de março e, até o momento, não há confirmação oficial sobre a renovação do certame por mais um ano.

Apoiados por entidades sindicais e parlamentares, os candidatos defendem o aproveitamento de 100% do cadastro de reserva. Segundo Guta Barros, integrante da comissão de aprovados, a Funai necessita de “maior sensibilidade” do governo federal diante da atuação do órgão em crises humanitárias e na proteção territorial. . Os aprovados também destacam a importância do reforço no quadro de servidores para atuação em áreas de conflito na Amazônia e no sul da Bahia.

Para Guta, a demora nas nomeações compromete a proposta original do CNU de promover inclusão e diversidade no serviço público. “É uma luta que vai beneficiar todo o contexto social, garantindo que comunidades vulneráveis, como os povos Yanomami, recebam assistência adequada em áreas críticas como saúde e proteção territorial”, afirmou.

A urgência por reforço no quadro também já foi reconhecida pela própria presidência da Funai. Em novembro de 2025, a presidente do órgão, Joenia Wapichana, alertou que, embora o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) tenha autorizado 502 vagas iniciais e um adicional de 170, o número é insuficiente para suprir a demanda. “Nossos servidores estão quase se aposentando, quase todos”, afirmou à época, ressaltando que o reforço é fundamental para viabilizar o trabalho de campo e a demarcação física de terras indígenas.

Ao blog,  Funai informou que solicitouI, em março de 2025, formalmente ao MGI o provimento de 25% adicional de vagas. “O pedido foi reiterado em julho de 2025, demandando, desta vez, o provimento adicional de 100% (no total, 502 vagas) além das inicialmente autorizadas”, diz a instituição. A Funai também afirmou que , no momento, “esforça-se para seguir os trâmites de ingresso dos candidatos nomeados em 2º chamada e provimento adicional”. A nota ainda ressalta que a responsabilidade para chamadas seguintes  do Concurso Público Nacional Unificado é de responsabilidade do MGI.

O ministéio também foi questionado sobre a previsão de novas convocações ainda este ano e sobre a possibilidade de prorrogação do concurso. Todavia, até a publicação desta matéria, não houve resposta. O espaço permanece aberto para manifestação dos órgãos, e a matéria será atualizada em caso de resposta.

Integra da nota da Funai

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) informa que já foi solicitado formalmente ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), em março do ano passado, o provimento de 25% adicional de vagas. O pedido foi reiterado em julho de 2025, demandando, desta vez, o provimento adicional de 100% (no total, 502 vagas) além das inicialmente autorizadas.

Ambos os expedientes serão reiterados pela Funai, que, no momento, esforça-se para seguir os trâmites de ingresso dos candidatos nomeados em 2º chamada e provimento adicional.
Quanto às chamadas seguintes, a Funai não possui ingerência sobre os atos do Concurso Público Nacional Unificado em si, tais atos estão sob responsabilidade do MGI.

Preparação para o CNU: instituto oferta aulas gratuitas em Brasília

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Período de inscrição estará aberto até sexta-feira (29/8). O início das aulas está previsto para o dia 1º de setembro

Um curso, realizado pelo Instituto Reciclando o Futuro, oferta aulas gratuitas para inscritos na segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU). O certame oferta 3.652 vagas em 32 órgãos e entidades da administração pública federal. O período de inscrição para as aulas estará aberto até sexta-feira (29/8).

O curso, batizado de “Capacita Distrito Federal”, contará com turmas presenciais e on-line (EAD), com início previsto para o dia 1º de setembro. Entre os professores confirmados está: Orlando Júnior (direito constitucional), Rebecca Guimarães (diversidades), José Wesley (políticas públicas), Gilber Botelho (português), Paulo Lacerda (administração), Tony Viana (ética) e Rosa Figueirôa (matemática), entre outros.

“Todo o Brasil está em busca dessas vagas, mas sabemos que nem todos têm a mesma oportunidade para estudar. Montamos esse preparatório pensando em pessoas, como mães solos, cidadãos desempregados, mulheres vítimas de violência familiar, jovens em busca do primeiro emprego e demais pessoas em situação de vulnerabilidade social. Porém, quem quiser, pode e deve se inscrever”, afirma Renata d’Aguiar, fundadora do instituto.

Neste ano, o CNU homologou 761.528 inscrições, das quais 60% são de mulheres. O Distrito Federal tem a segunda maior adesão entre as unidades federativas, com 102,9 mil inscrições confirmadas, atrás apenas do Rio de Janeiro. Entre os nove blocos temáticos, o Bloco 9 – Regulação (nível intermediário) tem o maior quantitativo de inscritos.

As provas objetiva e discursiva do concurso serão aplicadas em duas etapas, nos dias 5 de outubro e 7 de dezembro, respectivamente. Os aprovados devem ser convocados para cargos com salários iniciais que variam entre R$ 4 mil e R$ 16 mil.

CNU: qual a melhor estratégia para a reta final dos estudos?

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Freepik/Divulgação

Menos de uma semana separa os mais de dois milhões de candidatos inscritos para o Concurso Nacional Unificado das provas previstas para o próximo domingo (18/8). Na reta final, os candidatos fazem aquela clássica pergunta: — estudar mais, revisar conteúdos, alternar os estudos para o CNU com outros concursos ou simplemente cuidar da saúde mental para fazer uma boa prova?

Sim, concurseiros, essa é a pergunta de um milhão de dólares. Contudo, como o Correio não é uma banca de apostas, vamos ao que realmente funciona: a informação!

A reportagem ouviu especialistas na área de concursos públicos para perguntar qual estratégia adotar neste momento.

Um deles, o professor Eduardo Cambuy, da área de concursos do Gran Cursos, já descartou a ideia de alternar estudos para concursos. “Muitos candidatos tentam conciliar os conteúdos do CNU com os do certame do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas esqueça essa ideia. Ela é uma péssima estratégia!”.

Segundo Cambuy, a tentativa de conciliar os estudos é a receita perfeita para que o candidato entre em uma imensa confusão. “Foque em estudar os assuntos de um concurso, depois você vai para os conteúdo do outro”, recomendou.

Revise, revise e revise!

Outra dúvida entre os candidatos a uma boa colocação no certame do Nacional Unificado trata-se do dilema entre estudar novos conteúdos ou revisar assuntos já estudados. Para Cambuy, a ideia é revisar. “Você (candidato) não aprenderá novos assuntos em poucos dias (menos de uma semana), porém você pode usar essa reta final para lembrar de temas já analisados”, orientou.

“É possível fazer a revisão por meio de apostilas e simulados do concurso”, disse. O professor Eduardo Cambuy, no entanto, foi contrário à hipótese de ignorar quaisquer ações relacionadas ao CNU. “Entre não fazer nada e revisar conteúdos já estudos, revise, revise!”, finalizou.

CNU: edital de abertura será por bloco temático, afirma secretário

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A seleção ofertará 6.590 vagas, divididas em blocos temáticos e agrupadas de acordo com as semelhanças em torno de atribuições e outras características comuns dos cargos

Por Raphaela Peixoto* e Yasmin Rajab — O secretário de Gestão de Pessoas,  José Celso Cardoso Jr. , afirmou, nesta quarta-feira (11/10), que o concurso nacional unificado terá um edital para cada bloco temático do certame. A informação foi repassada em entrevista ao podcast PodConcurseiro. De acordo com o MGI, a previsão é que os editais sejam publicados em 20 de dezembro.

A seleção ofertará 6.590 vagas, divididas em blocos temáticos e agrupadas de acordo com as semelhanças em torno de atribuições e outras características comuns dos cargos. Ao todo serão oito blocos, sendo eles:

  • administração e finanças;
  • setores econômicos, infraestrutura e regulação;
  • agricultura, meio ambiente e desenvolvimento agrário;
  • educação, ciência, tecnologia e inovação;
  • políticas sociais, justiça e saúde;
  • trabalho e previdência;
  • dados, tecnologia e informação pública; e
  • nível intermediário.

A ideia da pasta é deixar o certame nos moldes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que é aplicado simultaneamente em todo o país. O exame será dividido em duas partes: a primeira, com provas objetivas de matriz comum a todos os candidatos, e a segunda, de provas específicas e dissertativas por blocos temáticos. A realização dos exames está prevista para 25 de fevereiro de 2024 em 180 municípios.

Gestão fala sobre conteúdos que irão cair na prova

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informou quais os conteúdos que irão cair na prova unificada. Segundo o MGI, as provas objetivas de aplicação geral serão compostas por temas ligados à valorização do ethos público, da realidade brasileira e das relações entre estado, políticas públicas e desenvolvimento nacional, e disciplinas curriculares tradicionais em concursos públicos, que incluem, por exemplo, conhecimentos referentes às bases constitucionais do estado, à estrutura e funcionamento da administração pública, bem como aos fundamentos do direito administrativo.
Já os exames específicos e dissertativos serão compostos por temas circunscritos aos blocos temáticos pré-estabelecidos. A realização dos exames está prevista para 25 de fevereiro de 2024. Depois da primeira fase, poderão ser acrescentadas pontuações relativas à titulação acadêmica, experiência profissional, apresentação de memoriais, provas práticas, etc. O acréscimo é mediante critério dos órgãos ou por determinação legal de carreiras específicas.
* Estagiária sob supervisão de Roberto Fonseca

Concurso Nacional Unificado: Ministério do Trabalho vai aderir exame, diz ministro

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Ao todo serão ofertadas 900 vagas a carreira auditor-fiscal do trabalho

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, assegurou a participação da pasta no Concurso Nacional Unificado, proposto pelo governo federal para preencher vagas em diferentes órgãos por meio de um só exame. A informação foi repassada durante entrevista ao programa Bom dia, Ministro da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Marinho também propôs o aumento do percentual das cotas para negros, indígenas e pessoas com deficiência, além de cotas para pessoas transgêneros no exame, também conhecido como Enem dos concurseiros.

A seleção será aberta para a carreira auditor-fiscal do trabalho, que exige ensino superior em qualquer área de formação e salário de R$ 21 mil. Ao todo serão ofertadas 900 vagas.

Entenda o Concurso Nacional Unificado

Concurso Nacional Unificado prevê  a oferta de 7.826 vagas em diferentes órgãos do governo federal.  As oportunidades foram dividas em oito blocos temáticos, sendo eles:

  • administração e finanças;
  • setores econômicos, infraestrutura e regulação;
  • agricultura, meio ambiente e desenvolvimento agrário;
  • educação, ciência, tecnologia e inovação;
  • políticas sociais, justiça e saúde;
  • trabalho e previdência;
  • dados, tecnologia e informação pública; e
  • e nível intermediário.

A ideia da pasta é deixar o certame nos moldes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que é aplicado simultaneamente em todo o país. O exame será dividido em duas partes: a primeira, com provas objetivas de matriz comum a todos os candidatos, e a segunda, de provas específicas e dissertativas por blocos temáticos. A expectativa é que a prova será aplicada em 179 municípios brasileiros, em 24 de fevereiro. Saiba mais!

O novo certame possibilita que os candidatos concorram a várias vagas de uma mesma área de atuação.  A publicação do edital de abertura do concurso está prevista para até 20 de dezembro, segundo o MGI.

*Estagiária sob supervisão de Talita de Souza