Categoria: comportamento
(da Revista do Correio)
Adotar pets deficientes exige muito carinho. Quem dá uma chance a eles não se arrepende: é uma lição diária de vida.

Se adotar é um ato de amor, levar para casa um animal com algum tipo de deficiência é algo que transcende o sentimento. Foi justamente o encanto pelos bichos especiais que motivou a fotógrafa australiana Alex Cearns a criar o Perfect imperfection (“Perfeição imperfeita”, em português), ensaio que ilustra esta reportagem. Cachorros com três patas, gatos que nasceram sem os olhos e animais com prótese, segundo a diretora-criativa do Houndstooth Studio, são exemplos que podem ensinar muito sobre a vida. “A maioria dos animais com ‘aflições’ não se afoga nelas. Eles se adaptam ao próprio corpo sem reclamações e sobrevivem com determinação”, justifica. “A tenacidade deles, em superar as adversidades, nunca deixa de me impressionar. Com eles, aprendi muito sobre sempre ver o lado positivo, em qualquer situação, e nunca a desistir.”
A maioria dos mais de 900 animais fotografados foram resgatados em organizações não governamentais australianas. Durante a sessão de fotos, Alex Cearns conta que descobriu que os tutores de animais deficientes também precisam ser especiais. “Os animais me apresentaram pessoas boas, amorosas, que entendem e valorizam as necessidades dos bichos, independente de qualquer diferença física”, explica. A mensagem principal, segundo ela, é que, os animais deficientes têm a mesma capacidade de amar de um pet “normal”. “Há algo de especial em adotar um animal com alguma diferença física e vê-lo florescer no ambiente doméstico certo. Qualquer coisa pode ser superada com amor e compreensão”, garante.
Porém, só amor não é suficiente. Assumir essa responsabilidade exige preparos financeiro e emocional, além de adaptações na rotina. Fernanda Graneiro, 34 anos, cuida da cadela Paçoca desde maio. A arquiteta, que já tinha seis cachorros não deficientes, teve que mudar seus horários para dar a Paçoca toda a atenção que ela precisa. Há cerca de três anos, a cadela foi atropelada, sofreu uma lesão na coluna e ficou paraplégica. Hoje, usa fralda e precisa ser monitorada constantemente, já que o acidente a deixou sem controle das necessidades fisiológicas. “Volta e meia, eu e meu marido chegamos em casa, a fralda escapou e está tudo sujo”, descreve. “Antes, era tudo mais dinâmico, era mais fácil sair de casa. Hoje, precisamos de uma programação. Ficamos, no máximo, seis horas seguidas fora”, explica.
A fralda da cadela precisa ser trocada várias vezes ao dia. Quando viajam, Fernanda e o marido contratam uma “babá” para cuidar dos pets. Como não consegue mexer as patas traseiras, Paçoca não pode se arriscar em terrenos de pedra ou asfalto, regra que aprendeu rapidamente. “Ensinamos a ela que só pode andar na cerâmica e ela obedece”, conta Fernanda, orgulhosa. “Tirando a deficiência, é uma cachorra normal, esperta e alegre. É um exemplo para todo mundo. Você olha para e pensa: ‘ela está superando, não reclama e, principalmente, não tem pena de si mesma. É um aprendizado para a vida inteira.”
De acordo com o veterinário Humberto Martins, a rotina é a primeira coisa que precisa ser adaptada assim que um animal com deficiência chega em casa. A mudança, claro, vai depender da especificidade de cada bicho. Se o animal tem dificuldade de locomoção, por exemplo, uma boa solução para facilitar o acesso a determinados locais da casa pode ser instalar rampas ou escadas perto do sofá. “Para animais cegos, o ideal é evitar mudar a disposição dos móveis, porque eles acabam se acostumando com aquela rotina”, completa.
Afastar objetos que possam machucar o bicho ou que correm o risco de serem derrubados também ajuda a garantir a segurança dos pets, explica o veterinário. Avaliar se há disposição de tempo e condições psicológicas para isso é fator importantíssimo para se levar em consideração. “Não pode ser só o impulso de fazer uma boa ação”, alerta.
“Não adianta só ter amor, senão o animal é devolvido.” Daniela Nardelli fala por experiência própria: integrante da ONG Projeto Adoção São Francisco, a administradora cuida, atualmente, de sete animais especiais. Como se pode imaginar, a vez de ganhar um lar demora mais para bichinhos deficientes. “A maioria das pessoas não quer ter trabalho. Todo mundo se penaliza, mas ninguém quer”, desabafa Daniela. Quanto mais complicada a situação deles, menos interessados aparecem. Se o problema é exclusivamente de locomoção, há mais chances de a adoção acontecer. Se a complicação envolve a falta de controle de urina e fezes, porém, encontrar alguém que queira se comprometer torna-se tarefa quase impossível. “Temos alguns que precisam, inclusive, de estímulos e massagens tanto para evacuar, quanto para urinar.” É o caso do Faísca, um cão sem raça definida, resgatado pela ONG. Após levar um tiro na medula e ficar paraplégico, o cão urina “andando”, o que o torna praticamente inelegível por um tutor que more em apartamento, por exemplo.
Questões estruturais também entram na lista de requisitos a serem observados antes de se adotar um animal deficiente. Pisos de cimento ou pedra, por exemplo, não são indicados para bichos que se locomovem arrastando membros superiores ou inferiores, já que, pela falta de sensibilidade, os animais poderiam se esfolar e se machucar sem perceber. Outro ponto frequentemente esquecido (especialmente quando a adoção é feito no impulso) é o fato de que o animal vai envelhecer e as dificuldades aumentarão ainda mais. “A pessoa precisa estar preparada, porque a velhice é outro trabalho”, reforça Daniela.
Cirlene Ornellas, pedagoga e também protetora de animais, diz que cães e gatos com deficiência chegam a amargar uma espera de anos até que algum tutor demonstre interesse. Ao todo, Cirlene ajuda mais de 100 animais, divididos entre sua própria casa, na de amigos e de parentes, além de hotéis para bichos. Entre eles, estão a paraplégica Valentina; a Lulu, que teve o pé decepado, e dois machos com paralisia na coluna. Cada um exige um grau de atenção diferente. Valentina, por exemplo, não come nada gorduroso: sua ração é diet e os petiscos são agrados proibidos. “Ela tem diarreia constantemente e, como usa fralda, é muito difícil para ela não se sentir incomodada.”
Além de amor aos animais, ter boa condição financeira é algo determinante para saber se há possibilidade de adotar um bicho especial. A mesma Valentina, por exemplo, exige, por dia, a troca de sete a nove fraldas. A cadela precisa, também, dormir em um colchão específico com tapete higiênico para evitar acidentes noturnos. Isso tudo sem contar as idas constantes ao veterinário, em que a consulta não sai por menos de R$ 200; além dos gastos com alimentação. Lenços umedecidos, probióticos, levedo de cerveja e até água de coco também entram na soma. “Ela tem imunidade baixa, então, tem dias em que ela amanhece com febre, pode pegar gripe, pneumonia. A pessoa tem que estar prevenida para gastar.” No fim das contas, contudo, nada disso importa quando o animal está feliz. Segundo Cirlene, cuidar de um bicho especial é uma missão de vida: “Acima de tudo, que tenha amor”.
Há 100 anos um cãozinho morria de tristeza por sua tutora no cemitério de São José dos Campos (SP)
Por Julio Ottoboni (em colaboração para a ANDA)
A história do cachorro Akita, Hachikō, que emociona o mundo desde 1925 também encontra paralelos em várias outras partes do planeta e aqui no Brasil. Este ano teve uma marca especial no cemitério central e o mais antigo de São José dos Campos (SP). Há 100 anos exatos uma jovem morreria de tuberculose e seu cãozinho ficou sobre a sepultura até também morrer, de tristeza e saudades.
O fato foi tão marcante na época, que passou gerações e permanece ainda hoje como uma das principais histórias do lugar. A derradeira demonstração de amor e fidelidade que tem sobrevivido ao tempo e, inclusive, ao abandono e esquecimento.
O jazigo simples, com a estátua de um cachorro sobre ele, ficou abandonado durante décadas. Ali se guarda uma bela e comovente história de amor e fidelidade, envolvendo uma jovem doente, seu cão, o esquecimento dos familiares e uma senhora que há quatro décadas cuida do túmulo.
A sepultura tem em sua arquitetura a estátua de um cachorro, localizada logo a frente, sobre a laje onde se vê o nome de Oscarina Cruz Guimarães, nascida em 16/08/1893 e falecida em 13/08/1915, a poucos dias de completar 22 anos de idade, provavelmente tuberculosa em algum dos sanatórios da cidade ou mesmo em sua casa, devido a uma crise respiratória.
A trajetória da moça e seu cachorro está se perdendo com o passar dos anos. Mas sabe-se que Oscarina era pianista e quando tocava, seu companheiro ficava deitado no chão da sala e nos momentos de repouso forçado por conta da doença, ele se abrigava sob a cama. Os dois eram vistos com frequência caminhando juntos pela cidade, naquela época muito pequena e tímida.
Com o passar dos anos, o túmulo deixou de ser visitado e foi adotado por Dulce Carmem da Silva, moradora do bairro Santana, que passou a cuidar do local e a se inteirar da história da jovem e de seu cão. E manter viva a história da moça e seu amigo fiel.
A família de Oscarina seria originária de Vitória (ES). Viveram no Vale do Paraíba na esperança da recuperação da jovem, quando ela morreu partiram para sempre. Hoje não há indicação de familiar ou pessoa responsável pelo jazigo 5089. Dulce, então, passou a cuidar do local no começo dos anos 80.
A sepultura estava abandonada, mas chamava atenção pelo fato de ter a figura do cachorrinho em mármore branco, sentado, como se esperasse e ao mesmo tempo guardasse o lugar. O que intrigava os mais atentos que visitavam o cemitério.
E assim Dulce tomou conhecimento de maiores detalhes da trajetória de ambos por meio de informações de moradores antigos da cidade. Eram poucas as informações, mas o suficiente para identificar ali uma grande amizade, carregada por tons dramáticos e singelos.
“Essa moça teria se tratado na cidade na época sanatorial e tinha um cachorro que sempre a acompanhava. Quando ela faleceu, o cachorro não quis sair de seu túmulo, aonde também veio a falecer . A mãe dela teria, então, mando fazer a estátua do cachorro em cima do jazigo”, conta Dulce, que se tornou a zeladora voluntária do túmulo. O cãozinho está também sepultado no local, logo abaixo de sua estátua, numa caixa especial feita para abriga-lo e assim permanecer perto de sua tutora.
Nestas quatro décadas, ela nunca teria visto qualquer familiar visitando o jazigo da jovem. Uma triste contraposição ao sentimento do cachorrinho, hoje também esquecido na memória da cidade, pois sequer sabem como sua tutora o chamava.
Foi pelo amor aos animais que Dulce passou a se interessar pela arquitetura do túmulo e pela história que a cercava. Essa empregada doméstica, hoje aposentada, estava muito triste com o envenenamento de seu cachorro, que agonizava em sua casa. Ela entrou no cemitério na busca por aplacar sua dor, quando encontrou o túmulo com a estátua.
Ao se deparar com o abandono do túmulo, simbolicamente diferenciado pela presença da escultura, sentiu que se seu companheiro viesse a falecer passaria a tratar do ‘outro’ cachorrinho, o que havia falecido ali, no cemitério, sobre o túmulo de sua protetora.
“Quando vi o túmulo com a estátua do cachorro, que estava feio e sujo, resolvi cuidar do lugar. Isso foi na década de 80 e continuo até hoje”, relembra emocionada.
O Correio Braziliense lançou no dia 3 de novembro o Concurso Cultural “Meu Pet é Show”, com o objetivo de valorizar a criatividade e o sentimento de amor pelos animais de estimação.
A ação visa também estreitar as relações do jornal com a população de Brasília de forma positiva, visto que a cidade se mostra cada vez mais amiga dos animais.
Em 2014, a ação foi realizada pela primeira vez e o Correio recebeu cerca de 2.000 fotos. Em 2015, foi criado um Concurso Cultural e espera-se que número de imagens do ano passado seja ultrapassado.
Poderão participar do Concurso Cultural todos os moradores do Distrito Federal com idade a partir de 16 anos ou menores por meio de representante legal.
A participação é gratuita e, para se inscrever, basta fazer o upload de uma foto com breve descrição do pet no site do Concurso, preencher o cadastro adequadamente e conferir o regulamento.
Das fotos participantes, o Correio vai eleger as 3 (três) melhores que receberão uma premiação especial. Os três participantes contemplados neste Concurso Cultural terão suas fotos expostas na Exposição Fotográfica a ser montada no evento Brasília Pet Show 2015, que acontece nos dias 21 e 22 de novembro no Estádio Mané Garrincha. Além disso, receberão como prêmio:
1º lugar
• 1 (uma) máquina de café Nespresso U Creme Puro 220V.
• 1 (um) vale-compras para utilização no evento Brasília Pet Show 2015.
2ª lugar
• 1 (um) espumador de leite Nespresso Aeroccino 3 220V.
• 1 (um) vale-compras para utilização no evento Brasília Pet Show 2015.
3º lugar
• 2 (dois) pares de xícaras Nespresso.
• 1 (um) vale-compras para utilização no evento Brasília Pet Show 2015.
A comissão julgadora será formada por profissionais do jornal Correio Braziliense.
Além das fotos vencedoras, outras poderão ser selecionadas para compor a exposição fotográfica do Correio no evento Brasília Pet Show deste ano.
Serviço:
Período de envio de fotos: 03 a 15 de novembro (exclusivamente pelo hotsite).
Limitada a 1 foto por pessoa.
Participação gratuita.
Divulgação do resultado: 18 de novembro no hotsite do Concurso
Mais informações no hotsite: www.correiobraziliense.com.br/meupeteshow
Certificado de Autorização CAIXA n° 90104.002919/15-02.
Grupo realiza Campanha em Favor dos Animais com distribuição de DVDS
(Da ANDA)
Um grupo está realizando uma campanha a nível nacional sobre conscientização dos direitos animais e veganismo.
A campanha é realizada através da distribuição gratuita do documentário “Paz e Amor aos Animais” em todo o país. O documentário será entregue no formato DVD e tem como objetivo conscientizar a população sobre os horrores que os animais sofrem para satisfazer os prazeres humanos.
Para ajudar a difundir essa campanha basta criar um plano de ação e uma estratégia de atuação para a entrega e distribuição dos DVDs e enviar para o e-mail contato@servegano.com.br. Você pode receber, sem custos, uma caixa com 50 ou 100 exemplares do documentário. Colabore. Informe para transformar
(por Por Gláucia Chaves, da Revista do Correio)
Na música História de uma gata, Chico Buarque anunciava um fato que os tutores de gatos não demoram a descobrir: os bichanos nascem livres. Como seres libertos que são, gostam de explorar a área em que vivem. Por isso, quem convive com os felinos já não se espanta de encontrá-los em qualquer lugar da casa, menos na cama. Gavetas, caixas, prateleiras e os locais menos óbvios possíveis são os cantos preferidos deles. “Eles procuram esses locais porque se sentem confortáveis e protegidos”, explica Daniela Maciel, especialista em medicina felina e veterinária do Mundo dos Gatos. Além da chance de ter um espaço sossegado para uma soneca, gatos são alheios ao ditado popular que garante que eles morrem pela curiosidade. Ao contrário, esses animais gostam de desbravar e uma caixa velha, por exemplo, significa uma novidade que precisa ser cheirada, explorada e, claro, aproveitada ao máximo.
O comportamento, segundo Daniela Maciel, é um dos resquícios do histórico caçador dos felinos. Para sobreviver no mato, os gatos selvagens precisavam de todos os recursos possíveis para permanecerem ocultos e, ao mesmo tempo, manter a visão panorâmica de sua presa e do ambiente hostil em que viviam. “Quando estão no alto, eles tanto estão livres dos ‘perigos’ que poderiam haver no chão, quanto podem analisar melhor o ambiente e suas ‘presas’”, reforça a veterinária. É claro que os séculos de domesticação e o ambiente aconchegante de casa fizeram com que os bichanos pudessem se dar ao luxo de relaxar, mas velhos hábitos são difíceis de abandonar
Elaine Gomes, veterinária da Casa do Gato, explica que a herança genética dos felinos os divide em dois grupos principais. Um gosta de esconderijos baixos, como arbustos. Os outros são predadores e preferem a vista “de cima”, motivo pelo qual são chamados de “árvores”. Naturalmente, reproduzir o habitat selvagem dentro de casa ou de um apartamento é inviável. Mas há alternativas extremamente úteis para mimetizar o ambiente desafiador de que gatos precisam. Prateleiras, por exemplo, são, ou deveriam ser, as melhores amigas de tutores dos felinos. “Elas aumentam a atividade deles e a área de observação e exploração”, completa a veterinária
Mas não adianta sair pendurando prateleiras, nichos ou estantes sem tomar as devidas precauções. “É interessante que eles tenham condições de subir e de descer sem correr nenhum risco”, frisa a veterinária. Revestir as prateleiras com material antiderrapante, como emborrachados, é uma das formas de evitar que o gato se desequilibre, caia e se machuque. “Alguns tutores usam até tapete de yoga”, sugere Elaine Gomes. Caso as expedições dos bichinhos incomode, uma má notícia: até existe adestramento para gato, mas, além de os felinos não serem tão receptíveis quanto os cachorros, não há como reprimir completamente um comportamento tão natural para o bicho. “O ideal é dificultar a subida dele. É importante que o gato tenha prazer em voltar. Então, toda vez que ele fizer o comportamento que o tutor deseja, deve ser recompensado com petiscos e reforço positivo”, aconselha Elaine.
Gatos são exploradores por natureza e precisam de estímulos. Saiba como não os deixar entediados:
* Bole atrativos: o enriquecimento ambiental é extremamente importante para os gatos. Prateleiras e arranhadores altos e verticais; brinquedos; caixas e o que mais o bichano se interessar estão valendo.
* Gatos são mais difíceis de treinar do que cães, mas adestrá-los pode amenizar o problema e evitar que eles vão parar na mesa do jantar, por exemplo. Contudo, comportamentos como subir e arranhar os móveis são normais e naturais dos felinos, logo, não é recomendável reprimir.
* Dificulte o acesso do bichano a locais proibidos e coloque alguns obstáculos pelo caminho.
* Sempre que o gato iniciar o comportamento indesejado, distraia-o com petiscos, brincadeiras, carinhos ou qualquer coisa que mude o foco dele, desde que seja um reforço positivo. Jogar água ou assustá-lo de qualquer forma não fará com que ele te obedeça. Ao contrário, pode traumatizá-lo ou até fazer com que tenha medo de você.
Fontes: Daniela Maciel, veterinária do Mundo dos Gatos e Elaine Gomes, veterinária da Casa do Gato
Um bom domingo e uma ótima semana!
Bono Blue
Suspensa a proibição da entrada de animais domésticos na Ermida Dom Bosco
(Por Ailim Cabral, do Correio Braziliense)
A proibição da entrada de animais domésticos na Ermida Dom Bosco foi suspensa por determinação proferida ontem. Por meio de liminar, concedida pelo juiz da vara de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e Fundiário, Carlos Frederico Maroja de Medeiros, a decisão foi revertida temporariamente e os frequentadores do parque podem voltar a levar os amigos de quatro patas para aproveitar o espaço público.
O advogado e frequentador do parque, Pedro Corrêa Pertence, costumava levar o cachorro para passeios na Ermida e após diversas tentativas de diálogo com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), órgão responsável pela manutenção do parque e pela proibição, tomou a decisão de entrar na justiça com uma ação popular. “Ajuizei essa ação em nome de alguns cidadãos frequentadores do espaço. Ficamos inconformados com o autoritarismo, falta de diálogo. Fizemos abaixo-assinado, manifestação, mandamos e-mails para a ouvidoria e fomos ignorados”, reclama.
Para Pedro, não há justificativa para a proibição. “Acontecem diversos eventos lá, como encontros de ciclistas, food trucks, entre outros. Qual é o dano que o cachorro vai causar diferente desses eventos?”, questiona.
O advogado esclarece ainda que, de acordo com a decisão judicial, o Ibram está sujeito a uma multa de R$ 10 mil por cada cidadão que for constrangido tentando acessar o parque com animais domésticos. Ainda cabe recurso da decisão.
por Camila Costa, do Correio Braziliense
O ditado popular “está calor pra cachorro” nunca foi tão apropriado quanto nos últimos dias. Brasília tem alcançado temperaturas recordes e não são apenas as pessoas que sofrem. Os cães também penam com o clima. Algumas raças, inclusive, precisam de cuidados extras para sobreviver a essa época do ano, como as dos buldogues inglês e francês. Por serem braquicefálicos, ou seja, terem aquela carinha com aparência de amassada, eles têm obstruções respiratórias superiores. O problema se agrava com as altas temperaturas e essas raças são as principais candidatas a sofrerem “ataques de calor”, que podem ser fatais para o animal. Veterinários recomendam sombra e água fresca a esses e aos demais animais domésticos.
O mercado de produtos para pets tem algumas opções, como tapetes gelados e sapatinhos para não queimar as patas no chão quente. Os tapetes, por exemplo, são uma ótima opção para os cachorros de apartamento ou para os que vivem em locais que não têm chão frio. Na internet, o tapetinho é vendido até por R$ 119. Mas nem sempre é preciso desembolsar muito. Tem gente usando a criatividade. Caso do advogado Thiago Regis Vasconcelos, 28 anos. Ele tem dois buldogues franceses: Tobias, 7 meses; e Nicole, 1 ano e 2 meses. Na casa dos três, as invenções para conter o avanço da temperatura não têm limites. Tobias gosta de ficar em frente ao umidificador e de tomar água de coco para se refrescar. “O mais comum é dar frutas congeladas. Também encho balões com água e congelo para pôr na vasilha de água. Eles adoram. Às vezes, na hora do banho, em vez de secar com secador, apenas passo a toalha para que fiquem um pouco úmidos”, conta Thiago.
Carinho
A grande preocupação quando se fala de bichos e calor é por conta da chance de hipertermia. Como os cães não transpiram, a respiração é a única forma de controle da temperatura do corpo. Em épocas como a de agora, em que o calor é grande, porém, o ar quente e úmido prejudica esse mecanismo. Assim, o cachorro fica ofegante na tentativa de intensificar a troca de calor. E, assim como os de focinho curto são mais prejudicados com isso, os obesos também são. Grande e mais idoso, Kiko, da raça boxer, está com 8 anos. A dona, Clara Cunha da Silva, 32, precisa ajudar o amigo a se manter fresco. Segundo ela, a primeira medida foi fechar a casinha. “Deixamos ele na varanda, apenas com alguns panos e almofadas, mas onde corre ar”, justifica.
Em raças com mais pelo é indicada a tosa. Em uma pet shop do Sudoeste, os serviços de tosa e banho aumentaram significantemente nos últimos dois meses. Clientes que só levavam uma vez à clínica, hoje, já levam duas vezes. “Foi justamente por conta desse calor todo. Muita gente opta por esse tipo de serviço porque ajuda bastante na hora de aliviar a quentura”, explica o funcionário da pet shop Caio Santos, 29.
Segundo o médico-veterinário Robespierre Ribeiro, todas as raças devem ser monitoradas e receber os cuidados devidos. Em geral, água à vontade, em abundância e evitar atividades intensas ao ar livre em horário de alta temperatura. “Já atendi cachorros que não resistiram em caminhar em um horário muito quente, ou seja, tem que evitar exposição direta. É preciso manter hidratado, com temperatura baixa; tosar é bastante indicado e, em casos extremos, molhar o animal mesmo”, detalha o médico.
Música sobre a amizade entre um homem e seu cão viraliza na internet
Sete dias e mais de 100 mil visualizações nas redes sociais. O trio curitibano Rap Acústico conquistou o público com a música “Brad”, canção que descreve a relação de amizade entre Luccas Soares, vocalista da banda, e o seu cão, um Golden Retriever brincalhão e companheiro, que acaba de completar 7 anos.
“O Brad apareceu em um momento muito difícil da minha vida. Eu morava no Rio de Janeiro e estava com princípio de depressão. A convivência com ele me trouxe novas perspectivas e uma felicidade indescritível. Hoje, ele é o meu grande companheiro. Tenho ele tatuado no braço e carregarei para sempre no coração. Foi neste contexto que me inspirei para gravar a música e o videoclipe”, conta Luccas Soares.
O videoclipe da canção, que foi publicado no Facebook da banda na última terça-feira (13), traz imagens reais da relação entre o cão e o seu dono, passando até mesmo pelo nascimento dos primeiros filhotes de Brad. O sucesso espontâneo da música e do vídeo surpreenderam a banda. “Esta grande repercussão se deve ao carinho que as pessoas sentem por seus animais. Elas se conectaram com a história, que foi contada com muito carinho. Nos últimos dias, após o lançamento da música, temos recebido centenas de história lindas de pessoas que têm um animal de estimação especial em suas vidas. Isso é muito gratificante”, comemora Luccas.
Sobre o Rap Acústico
O trio curitibano Rap Acústico, formado pelos músicos Luccas Soares (vocalista), J. Valiente (multi-instrumentista e vocalista) e DJ Fefo, ganhou destaque nacional trazendo releituras de canções populares, entre elas hits sertanejos, como a clássica “Evidências”, de Chitãozinho & Xororó. A música “Brad” é o 2º single original da banda e faz parte do single “Dois Lados do Mesmo Processo”.























