Autor: Kelly Venâncio
Você já chegou em casa e encontrou o pé da mesa roído, um sapato destruído ou o gato miando sem parar? Esses comportamentos, muitas vezes vistos como “arte” ou desobediência, costumam ser um sinal claro de estresse, ansiedade e tédio.
Com a rotina agitada das cidades e espaços cada vez menores, cães e gatos passam grande parte do dia sem estímulos mentais. A boa notícia é que não é preciso gastar fortunas no pet shop para mudar essa realidade. O enriquecimento ambiental para pets é uma técnica simples que transforma o ambiente da sua casa e melhora drasticamente o bem-estar do seu amigo.
Segundo médicos-veterinários e especialistas em comportamento animal, o enriquecimento ambiental não é futilidade, mas uma necessidade básica para evitar o estresse crônico em cães e gatos de apartamento.
O que é enriquecimento ambiental para pets?
O enriquecimento ambiental consiste em adaptar o espaço em que o animal vive para instigar seus comportamentos naturais, como caçar, farejar, explorar, lamber e roer.
Quando um cão ou gato não gasta energia mental, ele desenvolve comportamentos destrutivos ou quadros de ansiedade de separação. Estimular o cérebro do pet por 15 minutos pode cansá-lo e relaxá-lo mais do que uma caminhada longa.
Dia Mundial de Combate à Raiva: caso no DF reacende alerta 25 anos depois
Confirmação da doença no Lago Norte reforça que a vacinação anual de cães e gatos continua essencial, mesmo com o Brasil próximo de eliminar a transmissão da doença por cães
A poucos dias do Dia Mundial de Combate à Raiva, celebrado em 28 de setembro, um caso confirmado da doença no Lago Norte, no Distrito Federal, quebrou um período de 25 anos sem registros na região e acendeu um alerta entre autoridades de saúde. Após a identificação, a Vigilância Ambiental realizou um bloqueio vacinal na área para conter o avanço do vírus.
A data, instituída para lembrar a importância da prevenção contra uma das doenças mais letais que existem, chega em 2026 com um exemplo prático de por que a vigilância não pode parar: mesmo em regiões consideradas livres da raiva canina havia mais de duas décadas, o vírus segue circulando, e pode reaparecer.
Brasil está livre da raiva? O que os números mostram
O Brasil registrou uma queda expressiva no número de casos de raiva canina, passando de 635 em 2002 para 13 em 2025. Até junho de 2026, porém, já haviam sido contabilizados seis novos casos no país. Atualmente, com a raiva canina urbana praticamente sob controle no país, o governo brasileiro negocia com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) a certificação de eliminação da doença transmitida por cães.
Mesmo com números baixos, o risco não é zero. O vírus continua circulando em animais silvestres, como morcegos e primatas não humanos, que hoje são os principais transmissores da doença para humanos no país.
(mais…)Como o tambaqui entrou na lista de espécies ameaçadas de extinção?
Entenda o processo científico e os critérios usados por órgãos ambientais para classificar uma espécie como ameaçada, como aconteceu com o tambaqui
A recente inclusão do tambaqui, um dos peixes mais populares do Brasil, na lista nacional de espécies ameaçadas de extinção gerou dúvidas e preocupação. A decisão, no entanto, não é aleatória. Ela resulta de um rigoroso processo de avaliação científica conduzido por órgãos ambientais, como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O caminho até uma espécie ser classificada como ameaçada começa com a coleta de dados. Pesquisadores monitoram o tamanho da população, a redução de seu habitat natural e as principais ameaças enfrentadas, como a pesca excessiva, a poluição e a construção de barragens que alteram o curso dos rios. Essas informações são compiladas e analisadas ao longo de anos. O objetivo é construir um panorama claro sobre a saúde da população da espécie. Quando os dados indicam um risco real e contínuo, uma avaliação formal é iniciada para determinar o grau de ameaça.
Critérios para definir o risco
A classificação segue critérios técnicos internacionais, adaptados à realidade brasileira. Para um peixe como o tambaqui entrar na lista, ele precisa se enquadrar em uma ou mais das seguintes condições principais:
- Redução populacional: a avaliação oficial identificou uma redução estimada entre 30% e 40% das populações naturais do tambaqui ao longo de três gerações.
- Distribuição geográfica restrita: a espécie vive em uma área pequena e fragmentada, tornando-a mais vulnerável a eventos localizados que possam destruir seu habitat.
- População pequena e em declínio: o número total de indivíduos adultos é baixo e continua diminuindo, ou a maioria se concentra em uma única subpopulação.
Com base na gravidade desses fatores, a espécie é classificada em uma das três categorias de ameaça: vulnerável (VU), em perigo (EN) ou criticamente em perigo (CR). O tambaqui foi classificado como vulnerável.
Uma vez na lista oficial, a espécie passa a ser protegida por lei. Isso pode levar à criação de novas regras para sua captura, como a proibição da pesca em determinadas épocas ou locais e a restrição do comércio. O objetivo principal é desenvolver um plano de conservação para reverter o declínio populacional e garantir a sobrevivência da espécie na natureza. Vale ressaltar que as restrições se aplicam à pesca de indivíduos selvagens e não afetam a comercialização de peixes de aquicultura licenciada.
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Como denunciar a pesca ilegal?
A população também desempenha um papel fundamental na proteção das espécies ameaçadas. Ao identificar a pesca, o transporte ou a venda irregular de peixes protegidos capture-os fora da aquicultura licenciada, é possível denunciar diretamente aos órgãos ambientais:
Linha Verde do Ibama: 0800 061 8080 (ligação gratuita) ou pelo site oficial do instituto.
Batalhões de Polícia Militar Ambiental: contato direto pelas secretarias estaduais de meio ambiente.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
Meg, de ‘Quem Ama Cuida’, mostra como pets podem transformar o ambiente de trabalho
A pet-atriz que interpreta Maria Antonieta na trama da TV Globo abre espaço para entender os possíveis efeitos da presença de animais no bem-estar e na dinâmica profissional.
A presença de animais em ambientes de trabalho ganhou um exemplo curioso nos bastidores da televisão brasileira. Na novela “Quem Ama Cuida”, da TV Globo, a cachorrinha Meg interpreta Maria Antonieta, a companheira de Pilar, personagem vivida por Isabel Teixeira. Fora das telas, Meg é uma cadela da raça maltês e chama atenção do público pela aparência e pela participação na trama. Na história, ela acompanha a personagem de Isabel Teixeira e acabou se tornando uma das figuras de quatro patas mais reconhecidas da novela.
O caso vai além da ficção. A presença de um animal em um ambiente profissional levanta uma questão cada vez mais estudada: a convivência com pets durante a rotina de trabalho pode contribuir para o bem-estar das pessoas? Pesquisas sobre o tema apontam possíveis efeitos positivos, principalmente na percepção de estresse e nas interações sociais. Mas os resultados não significam que qualquer animal ou qualquer ambiente de trabalho se beneficie automaticamente da presença de um pet. O contexto, o perfil das pessoas e, principalmente, o bem-estar do próprio animal precisam ser considerados.
Um pet no elenco: o caso de Meg
Meg não está nos estúdios apenas como acompanhante de uma atriz. Ela interpreta Maria Antonieta, a cachorrinha de Pilar Brandão na novela “Quem Ama Cuida”. A personagem de quatro patas ganhou espaço na trama ao lado de Isabel Teixeira e se tornou parte da rotina de gravações. Fora das câmeras, Meg é conhecida pelo próprio nome e já despertou a curiosidade do público por suas características físicas e pela participação na novela.
A situação chama atenção justamente porque um set de gravação reúne algumas características que podem tornar a rotina desafiadora para um animal: equipamentos, movimentação constante de pessoas, iluminação, sons e longos períodos de espera. Por isso, quando um pet participa de uma produção audiovisual, a organização do ambiente e o acompanhamento responsável são fundamentais.
(mais…)Como a tecnologia ajuda a encontrar animais de estimação perdidos
De microchips a grupos em redes sociais e aplicativos de localização, conheça as ferramentas que aumentam as chances de um reencontro entre tutores e pets
A história da cadela Pulguéria, que viralizou ao “defender” um ator que interpretava Jesus durante uma encenação da Paixão de Cristo, no Rio Grande do Sul, teve um final feliz. Desaparecida desde as enchentes de 2024, os antigos tutores reconheceram Pulguéria depois que imagens da apresentação circularam nas redes sociais. A repercussão do caso ajudou a família a reencontrar a cadela dois anos depois e mostra como a tecnologia pode ser uma aliada na busca por animais perdidos.
O caso mostra como a tecnologia e a mobilização digital podem se tornar aliadas importantes na busca por animais perdidos. Hoje, microchips, cadastros digitais, rastreadores GPS, redes sociais e aplicativos especializados oferecem diferentes formas de identificação, localização e divulgação de um desaparecimento. Cada ferramenta tem uma função específica e quando usadas em conjunto, elas podem aumentar as chances de o animal ser identificado e voltar para casa.
(mais…)Por que cachorros se tornam companheiros inseparáveis de seus tutores
Veterinários e especialistas em comportamento animal explicam o vínculo entre humanos e cães e mostram o que a ciência revela sobre essa conexão.
Mais de um ano depois de desaparecer durante a enchente que atingiu Canoas, no Rio Grande do Sul, o cachorro Tigre finalmente reencontrou o tutor, Jorge Yuri. O momento, registrado em vídeo e compartilhado nas redes sociais, foi marcado pelo reconhecimento imediato do animal. Durante as buscas, Jorge passou mais de um ano procurando pelo cão em abrigos da região. O reencontro, além de emocionante, chamou atenção para a força do vínculo construído entre humanos e cães.
Essa relação vai muito além da convivência dentro de casa. Ao longo de milhares de anos de domesticação, os cães desenvolveram habilidades sociais que os tornam especialmente sensíveis aos sinais e comportamentos humanos. A ciência também começa a explicar como mecanismos hormonais, processos de aprendizagem e experiências compartilhadas ajudam a construir essa ligação.
O papel da ocitocina no vínculo entre cães e humanos
O contato entre humanos e cães, especialmente em interações que envolvem proximidade e olhar, está associado a mecanismos hormonais relacionados ao vínculo social. Um dos principais envolvidos é a ocitocina, conhecida popularmente como “hormônio do amor”. Um estudo publicado na revista Science mostrou que o olhar dos cães pode aumentar os níveis de ocitocina nos tutores e que esse processo também está associado ao aumento do hormônio nos próprios animais. Os pesquisadores identificaram um ciclo de interação no qual o olhar contribui para fortalecer comportamentos de afiliação entre as duas espécies.
Isso não significa que qualquer carinho ou olhar produza automaticamente o mesmo efeito. O vínculo é resultado de uma combinação de fatores e das experiências vividas ao longo da convivência. Interações positivas, rotina, cuidado e proximidade podem contribuir para a construção e manutenção dessa relação.
(mais…)Como denunciar o tráfico de animais silvestres de forma segura e anônima
Conheça os canais oficiais do Ibama e das polícias ambientais para denunciar casos de tráfico e manutenção ilegal de animais silvestres.
O tráfico de animais silvestres é uma realidade preocupante no Brasil. Muitos cidadãos se deparam com situações suspeitas, como a venda ilegal de animais em feiras ou a manutenção de aves em cativeiro, mas não sabem como agir. A denúncia é uma ferramenta importante para combater esse crime e pode ser feita de forma segura, inclusive sem identificação em determinados canais.
Quais são os canais oficiais do Ibama para denúncias?
Um dos principais canais federais para denúncias ambientais é a Ouvidoria do Ibama, que recebe manifestações pela plataforma Fala.BR e pela Linha Verde pelo telefone 0800 061 8080, com ligação gratuita. A identificação do cidadão é facultativa nos canais de atendimento.
Quando acionar a Polícia Ambiental?
A Polícia Militar Ambiental atua nos estados e os canais de denúncia podem variar conforme a unidade da Federação. Em alguns estados, o atendimento de emergência pelo 190 pode ser utilizado para comunicar ocorrências em andamento. Por isso, em situações de flagrante ou risco imediato, procure o serviço de emergência ou o canal oficial da Polícia Militar Ambiental do seu estado.

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Quando uma denúncia de tráfico de animais é urgente?
Situações de flagrante, venda ilegal em andamento, transporte irregular ou condições que representem risco imediato aos animais devem ser comunicadas o quanto antes às autoridades competentes. Em casos de emergência, o cidadão deve procurar o canal oficial de atendimento da polícia de seu estado.
Como tornar sua denúncia mais eficaz
Para que a fiscalização seja bem-sucedida, é fundamental fornecer o máximo de detalhes possível. Quanto mais precisa for a informação, maior a chance de a operação ter sucesso. Ao fazer o registro, tente incluir os seguintes dados:
- Localização exata: endereço completo com rua, número, bairro, cidade e um ponto de referência que facilite a chegada dos fiscais.
- Descrição do fato: explique o que está acontecendo (venda, cativeiro, maus-tratos), as espécies envolvidas e a quantidade de animais, se souber.
- Informações sobre o suspeito: descreva características físicas, nome ou apelido, e placas de veículos utilizados na ação criminosa.
- Frequência da atividade: informe se o crime é constante ou se ocorre em dias e horários específicos.
- Registros visuais: se conseguir fazer fotos ou vídeos sem se colocar em risco, eles podem ajudar as autoridades a identificar e verificar a ocorrência.
Por trás de cada animal retirado ilegalmente da natureza existe uma história de sofrimento e, muitas vezes, uma cadeia de exploração que precisa ser interrompida. Ao denunciar uma situação suspeita, o cidadão ajuda a dar às autoridades informações que podem fazer a diferença no resgate dos animais e na proteção da fauna. Se decidir denunciar, faça isso pelos canais oficiais e sempre preserve a própria segurança.
Serviço | Ibama – Linha Verde
📞 0800 061 8080
🕐 Segunda a sexta, das 7h às 19h
🌐 Fala.BR
Despedida de pets: formas de homenagear animais de estimação que morrem
Crematórios especializados, cerimônias personalizadas e até enterros em cemitérios pet são opções para tutores que perdem seus companheiros.
Por 16 anos, o surfista costa-riquenho Diego Jiménez dividiu com Thai uma rotina marcada pelo mar e pelas ondas. Quando o cachorro morreu, em agosto de 2024, ele encontrou uma maneira simbólica de se despedir: levou o corpo do animal, conhecido nas redes sociais como o “cão surfista”, para o mar em uma prancha de surfe, em uma última aventura juntos.
A cena emocionou a internet e chamou atenção para uma questão que muitos tutores enfrentam: como se despedir de um animal de estimação depois de anos de convivência e afeto?
A perda de um pet pode desencadear um processo de luto tão doloroso quanto outras perdas familiares. Para algumas pessoas, realizar um ritual de despedida ajuda a lidar com a ausência e a preservar as lembranças de uma relação que fez parte da rotina por muitos anos.
Hoje, existem diferentes alternativas para quem deseja proporcionar uma despedida respeitosa ao animal, desde a cremação até cerimônias personalizadas e sepultamentos em espaços destinados exclusivamente a pets.









