Crematórios especializados, cerimônias personalizadas e até enterros em cemitérios pet são opções para tutores que perdem seus companheiros.
Por 16 anos, o surfista costa-riquenho Diego Jiménez dividiu com Thai uma rotina marcada pelo mar e pelas ondas. Quando o cachorro morreu, em agosto de 2024, ele encontrou uma maneira simbólica de se despedir: levou o corpo do animal, conhecido nas redes sociais como o “cão surfista”, para o mar em uma prancha de surfe, em uma última aventura juntos.
A cena emocionou a internet e chamou atenção para uma questão que muitos tutores enfrentam: como se despedir de um animal de estimação depois de anos de convivência e afeto?
A perda de um pet pode desencadear um processo de luto tão doloroso quanto outras perdas familiares. Para algumas pessoas, realizar um ritual de despedida ajuda a lidar com a ausência e a preservar as lembranças de uma relação que fez parte da rotina por muitos anos.
Hoje, existem diferentes alternativas para quem deseja proporcionar uma despedida respeitosa ao animal, desde a cremação até cerimônias personalizadas e sepultamentos em espaços destinados exclusivamente a pets.
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Cremação de pets
A cremação é uma das alternativas disponíveis para famílias que desejam realizar uma despedida e, em alguns casos, manter as cinzas do animal como lembrança.
Existem, principalmente, duas modalidades. Na cremação coletiva, o animal é cremado junto com outros pets e as cinzas não são devolvidas individualmente ao tutor. Já na cremação individual, o procedimento é realizado separadamente, permitindo que as cinzas sejam entregues à família em uma urna.
A urna pode ser mantida em casa ou as cinzas podem ser destinadas a um local escolhido pela família, sempre de acordo com as regras e orientações do serviço contratado.
Os valores variam conforme a cidade, o porte do animal, o tipo de cremação e os serviços incluídos. Por isso, antes de contratar, é importante verificar o que está contemplado no preço e se a empresa oferece documentação ou identificação do animal durante o processo.
No Distrito Federal, por exemplo, os serviços funerários para animais podem representar custos diferentes de acordo com a modalidade escolhida. O alto custo para sepultar pets no Distrito Federal já foi tema de reportagem do Correio.
Cemitérios para animais
Outra possibilidade é o sepultamento em cemitérios destinados exclusivamente a animais. Esses espaços podem oferecer jazigos, lápides e áreas para visitação, permitindo que a família tenha um local específico para lembrar do pet.
Dependendo do estabelecimento, também podem ser oferecidos serviços complementares, como preparação do corpo, velório e cerimônias de despedida. Antes de escolher essa alternativa, é importante verificar as condições do serviço, os custos de manutenção do espaço e as regras do estabelecimento.
Uma despedida mais pessoal
Nem toda homenagem precisa envolver um serviço funerário. Para algumas famílias, pequenos rituais têm um significado especial e ajudam a transformar a despedida em uma celebração da vida do animal.
Plantar uma árvore em memória do pet, reunir fotografias em um álbum, guardar uma lembrança, produzir uma joia com as cinzas ou fazer uma doação para uma organização de proteção animal em seu nome são algumas possibilidades.
O mais importante é encontrar uma forma de despedida que faça sentido para a família e respeite a relação construída com o animal.

É permitido enterrar o pet em casa?
Antes de optar pelo enterro em um quintal ou terreno particular, é importante consultar a legislação do município. As regras podem variar e, em algumas localidades, a prática é proibida ou desaconselhada por questões sanitárias e ambientais.
O descarte inadequado do corpo pode representar riscos de contaminação do solo e da água. Por isso, diante da morte de um animal, o ideal é buscar orientação de um médico veterinário ou de um serviço especializado para conhecer as alternativas disponíveis na região.
Independentemente da escolha, a despedida pode ser uma maneira de reconhecer a importância que aquele animal teve na vida da família. Para quem conviveu por anos com um cão, gato ou outro companheiro, encontrar uma forma de dizer adeus também pode fazer parte do processo de lidar com a saudade.

