Quase todas à base de frutos do mar são as sugestões dos chefs da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança da Região Centro-Oeste, que elaboraram este ano receitas deliciosas para permanecer na memória gustativa, enquanto os pratos de cerâmica acompanham o cliente no final da refeição, como um mimo que encanta colecionadores.
A começar pela criação do chef Francisco Ansiliero, considerado mestre de toda uma geração de cozinheiros, que desenvolveu um prato de bacalhau do qual é especialista, de forma rústica com partes finas do lombo do peixe com legumes. Sai por R$ 235 e só é servido no Dom Francisco da 402 Sul.
Também bacalhau está presente na proposta que vem de Goiânia. Trata-se do Porto Cave, cem por cento português, instalado há mais de duas décadas no Setor Marista, de propriedade de José Pedro e da chef Edvânia Nogueira, que preparou uma receita típica do Minho. O bacalhau à Minhota é feito ainda com batatas assadas e molho de espinafre e sai por R$ 198.
Única carne presente na noite de apresentação das receitas da Boa Lembrança, que teve lugar no restaurante Dom Francisco da Asbac, foi o Filetto Siciliano do Villa Tevere. O chef Elias Pachêco optou por um tornedor de filé-mignon ao molho da própria carne, servido sobre arancini recheado com muçarela e manjericão, finalizado com ninho de alho-poró. Sai por R$ 149,80.
Escabeche a Juan
Também faz parte do clube da boa lembrança desde 2013 um ícone de Pirenópolis, o Montserrat Gastronomia localizado às margens do Rio das Almas, comandado por Juan Pratginestós, catalão de Barcelona e autodidata, que mescla influências mediterrâneas com produtos regionais de Goiás. É dele o prato de robalo grelhado ao molho romesco, por R$ 185.
Juan também foi a inspiração para o colega chef Gil Guimarães, da Casa Baco, o mais novo estabelecimento a integrar a Associação da Boa Lembrança que, desenvolveu um prato em homenagem ao colega. “A pescada à Juan de Barcelona tem muita técnica, mas também afeto”, afirma Gil. O peixe é assado no forno pra ficar dourado. O molho começa num refogado de cebola, alho, pimentão e tomate, vinho branco e caldo de peixe à base de rondashi, enquanto os camarões entram só no final para manter a textura e o frescor”, explica o chef, que acrescenta por cima salsa, castanha de caju e raspas de limão para dar crocância e acides ao prato, que custa R$ 149.
Criação de artistas
Já o premiado chef Marcelo Petrarca elaborou o prato Riso Maremonti, no qual “o arroz ganha profundidade com o caldo de camarão e vinho branco, enquanto os camarões frescos entram no ponto certo”, descreve o autor. Na finalização, o chef acrescenta mascarpone (feito na casa) e presunto de Parma, numa saborosa combinação que equilibra cremosidade e intensidade. Já o suvenir é mais que um mimo: traz o desenho feito pelo artista Welder Rodrigues do grupo teatral Melhores do Mundo. É o terceiro prato da Boa Lembrança do Bloco C criado pelo artista. Sai por R$ 229.
Faz parte ainda da Associação da Boa Lembrança, Região Centro-Oeste, cujo coordenador este ano é Juan Pratginestós, o restaurante Mahalo, de Cuiabá. Teve início 30 anos atrás com o bufê fundado pela chef autodidata Leila Mahlouf, que se especializou na cozinha libanesa. A filha Ariani Mahlouf, que aos 15 anos já ajudava a mãe, foi a Paris cursar a escola de culinária Le Cordon Bleu antes de assumir as caçarolas do Mahalo e torná-lo uma referência no estado. O prato de 2026 é um pintado preparado ao melado de cana e gengibre, arroz negro, conserva de cebola roxa, cheiro-verde, pimentas e ervilha torta com molho de cajá-manga e telha de couve. O prato de cerâmica traz um lindo desenho do artista cuiabano Gervane de Paula.
Além desses, ainda fazem parte da associação na região o japa Koji e o contemporâneo Universal Diner, que servirá carrê grelhado finalizado com melado de romã e escoltado por risoto de gorgonzola, comforme adiantado na coluna. Sai por R$ 249.
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