Em 5 anos anos de era Pékerman, Brasil enfrentou a Colômbia com quatro técnicos diferentes

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O argentino José Néstor Pékerman Krimen assumiu a seleção da Colômbia em 4 de janeiro de 2012. Lá se vão cinco anos e oito meses no cargo. Neste período, o segundo técnico mais estável da América do Sul, atrás apenas de Oscar Washington Tabárez, do Uruguai, Pékerman viu o Brasil enfrentá-lo com quatro treinadores diferentes: Mano Menezes, Luiz Felipe Scolari, Dunga e Tite, seu adversário nesta terça-feira, às 17h30, em Barranquilla, pela 16ª rodada das Eliminatórias para a Copa de 2018.

Enquanto a Colômbia tem a mesma ideia de trabalho há quase seis anos, o Brasil espera que a varinha de condão de Tite faça milagre em dois anos de trabalho em 2018, na Copa da Rússia. Pode acontecer, como foi com Felipão, pentacampeão em 2002 com um ano de trabalho. No entanto, não é regra. A Seleção nada mais é do que um reflexo do entra e sai de treinadores no Campeonato Brasileiro.

Como técnico da Colômbia, José Pékerman enfrentou o Brasil pela primeira vez em um amistoso nos Estados Unidos, em 14 de novembro de 2012. O comandante do Brasil era Mano Menezes. O jogo disputado em East Rutherford, New Jersey, terminou empatado por 1 x 1. Naquele dia, a Seleção foi escalada assim: Diego Alves; Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Leandro Castán; Paulinho e Ramires; Oscar, Kaká e Thiago Neves; Neymar. Atuando como falso 9, Neymar fez o gol do Brasil e Cuadrado balançou a rede para a Colômbia.

Menos de dois anos depois, José Pékerman enfrentou o Brasil nas quartas de final da Copa do Mundo de 2014. O técnico era outro. Luiz Felipe Scolari havia substituído Mano Menezes. Um gol de Thiago Silva e outro de David Luiz garantiram a vitória na Arena Castelão, em Fortaleza. Repare que o time era outro completamente diferente daquele de 2012: Julio César; Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Fernandinho e Paulinho; Hulk, Oscar e Neymar; Fred.

Luiz Felipe Scolari caiu depois do 10 x 1 — 7 x 1 para a Alemanha e 3 x 0 para a Holanda. Dunga voltou e José Pékerman continuava lá, como técnico da Colômbia. O Brasil venceu o amistoso por 1 x 0, em Miami, e a Seleção novamente tinha cara nova: Jefferson; Maicon, Miranda, David Luiz e Filipe Luís; Luiz Gustavo e Ramires; Oscar, Willian e Neymar; Diego Tardelli. Mais uma vez, Neymar foi decisivo ao fazer o gol da vitória verde-amarela contra a Colômbia.

Dunga também comandou o Brasil na derrota por 1 x 0 para a Colômbia na fase de grupos da Copa América de 2015, no Chile. A Seleção perdeu no Estádio Monumental, do Colo-Colo, usando uma outra formação diferente — Jefferson; Daniel Alves, Thiago Silva, Miranda e Filipe Luís; Fernandinho, Fred e Elias; Willian, Roberto Firmino e Neymar.

Treze meses depois, José Pékerman enfrentava não mais o Brasil de Dunga, mas o de Tite, em Manaus. Incapaz de decifrar o novo trabalho, perdeu por 2 x 1 para mais um time camaleão. O Brasil venceu com: Alisson; Daniel Alves, Miranda, Marquinhos e Marcelo; Casemiro; Paulinho, Paulinho, Willian, Renato Augusto e Neymar; Gabriel Jesus.

Houve ainda um amistoso em benefício às vítimas do acidente da Chapecoense, em janeiro deste ano, quando Tite usou apenas jogadores em atividade no Brasil e venceu por 1 x 0 no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. Impressionante constatar que, apesar do entra e sai de treinador — quatro em cinco anos de era José Pékerman — a Seleção perdeu apenas uma vez para bons times da Colômbia.

Nem sempre justo, o futebol também premia a desorganização.

Marcos Paulo Lima

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