Enquanto o Brasil discute técnicos estrangeiros, Copa da Rússia já tem quatro gringos classificados

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Em tempos de debate sobre técnicos estrangeiros no Brasil, com direito a pressão da categoria na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), as Eliminatórias para a Copa de 2018 mostram que a polêmica está ultrapassada. Das seis seleções confirmadas no Mundial de 2018, quatro são comandadas por gringos — Bélgica, México, Japão e o Irã. As exceções: Rússia e Brasil. A tendência é que a quantidade aumente até esta terça-feira (5/9). Na Copa de 2014, 16 dos 32 treinadores eram gringos, cinco a mais do que o registrado na África do Sul. Em 2010, eram 11 forasteiros.

Primeira seleção asiática classificada para a Copa, o Irã faz sucesso sob a batuta do português Carlos Queiroz. Ele garantiu o país nos mundiais de 2014 e repetiu a dose em 2018. Ele também carimbou os passaportes da África do Sul (2002) e de Portugal (2010).

O Japão continua na onda dos técnicos estrangeiros. Foi buscar um treinador bósnio para assumir a missão de leva-la para a Copa. Vahid Halilhodzic conseguiu. Lembra dele? O cara classificou a Costa do Marfim para a Copa de 2010. No entanto, foi demitido quatro meses antes do Mundial da África do Sul devido ao insucesso na Copa Africana de Nações. Nas Eliminatórias para a Copa de 2014, brilhou liderando a Argélia. Passou da fase de grupos e deu um trabalhão para a Alemanha nas oitavas de final. Três anos depois, a missão está cumprida: confirmou a presença do Japão em 2018.

O México tirou o colombiano Juan Carlos Osorio do São Paulo. Apesar de ter sofrido goleada histórica diante do Chile na Copa América Centenário de 2016, da eliminação nas semifinais da Copa das Confederações e da desconfiança dos torcedores, o treinador garantiu o país na Copa com três rodadas de antecipação. É o primeiro país da Concacaf confirmado no Mundial.

A encantadora geração belga foi comandada na Copa de 2014 por um dos ídolos nacionais — Marc Wilmots. A queda nas quartas de final diante da Argentina e o fracasso na Euro-2016 fizeram a federação mudar o comando. O técnico espanhol Roberto Martínez protocolou neste domingo a presença de Courtois, Hazard, De Bruyne, Fellaini, Lukaku… na Rússia.

Por falar na dona da casa, a Rússia preferiu caminho inverso. Gastou um dinheirão com técnicos estrangeiros como o italiano Fabio Capello e os holandeses Guus Hiddink e Dick Advocaat, mas voltou a olhar para o mercado interno. Stanislav Cherchesov comandou a seleção na Copa das Confederações e deve liderar também na Copa do Mundo.

Após a saída de Luiz Felipe Scolari em 2014 e de Dunga em 2016, houve pressão pela contratação de Pep Guardiola e em menor intensidade sugestões por José Mourinho. A CBF resistiu e o Brasil segue valorizando o mercado nacional, com Tite.

Marcos Paulo Lima

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