É preciso olhar com respeito para o trabalho do técnico Odair Hellmann

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Abraços numa noite marcada por gols de jogadores da base ao profissional da CBF: Luis Miguel Ferreira/athletico.com.br

Em tempos de críticas fortes — e necessárias — aos técnicos nacionais, é preciso olhar com carinho para o treinador do Athletico-PR. Odair Hellmann evolui na profissão. Só não vê quem tem má vontade ou preconceito. Aos 49 anos, o catarinense de Salete faz um belo trabalho no Furacão desde o vice-campeonato na Série B do ano passado.

Odair Hellmann era um dos auxiliares de Rogério Micale na conquista inédita da medalha de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio-2016. Dois anos depois, levou o Internacional ao terceiro lugar no Campeonato Brasileiro. Classificou o time colorado para a Libertadores e quase ganhou a Copa do Brasil em 2019. Perdeu a final justamente para o Athletico-PR.

Em 2020, Odair Hellman confrontou o badalado Flamengo de Jorge Jesus. Ganhou a Taça Rio em meio à pandemia e forçou a decisão do Estadual contra o vencedor da Guanabara. O Fluminense perdeu o título em três jogos duríssimos contra o arquirrival.

Uma das virtudes de Odair Hellman é a paciência com jovens das divisões de base. O passado ajuda a entendê-los. Quando era jogador, ele participou da conquista do título do Internacional na Copa São Paulo de Futebol Júnior. Ele também tem raízes nas categorias de formação. Foi auxiliar no Internacional e na Seleção Brasileira. No Santos, por exemplo, lançou os atacantes David Washington e Marcos Leonardo.

O triunfo por 2 x 0 contra o Vitória na noite desta segunda-feira na partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil tem assinatura professoral de Hellmann. Os autores dos gols são crias do Centro de Treinamento do Caju. Dudu Kogitzki e João Cruz decretaram o resultado na Arena da Baixada.

Curiosamente, João Cruz foi substituído por Dudu no duelo desta segunda-feira. Um detalhe: Dudu foi camisa 10 da Seleção nas categorias Sub-15, Sub-17 e Sub-20. Fiquem atentos a ele na caça de Carlo Ancelotti por meias.

O Athletico-PR só aparece atrás do Palmeiras e do Flamengo na classificação do Brasileirão. Está com a vaga encaminhada para as quartas de final na Copa do Brasil. Foi eliminado do Campeonato Paranaense nas semifinais. Nem o rival Coritiba decidiu o título neste ano.

Estamos na metade da temporada. Sim, o Athletico-PR pode desandar até dezembro ou encerrar o Brasileirão e a Copa do Brasil em alta. Odair Helman é um oásis no deserto de ideias do futebol nacional. O Furacão não arranca suspiros, porém compete e consegue o mais difícil: se impõe contra diferentes adversários.

O Vitória eliminou simplesmente o Flamengo. Foi valente no Maracanã e mais ainda em Salvador. O resultado não resolve a série, mas ajuda a explicar por que o Furacão aparece no retrovisor dos líderes da primeira divisão Flamengo e Palmeiras no Campeonato Brasileiro.

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Marcos Paulo Lima

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Tags: Athletico-PR Campeonato Brasileiro categorias de base Copa do Brasil Fluminense Futebol brasileiro Internacional Odair Hellmann técnicos brasileiros Vitória

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