IA e as eleições

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Coluna Brasília-DF publicada na sexta-feira, 25 de setembro de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

Crédito: Caio Gomez

Um estudo inédito pedido e financiado pela OpenAI, conduzido pelo professor de direito eleitoral e direito digital da Mackenzie e juiz substituto do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Diogo Rais, analisou como as plataformas de Inteligência Artificial estão se comportando com as restrições do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que entraram em vigor no dia 16 de agosto. Rais estudou o Chat GPT, Gemini, Claude e Grok com contas gratuitas e criadas somente para esta análise em 9 de setembro. Quando os usuários pediam ranqueamento de candidatos, o que é proibido pela Justiça Eleitoral, a IA respondia com pesquisas eleitorais registradas no TSE.

Passou na prova

Rais explica que “o Gemini, por exemplo, não ranqueou, só apresentou a pesquisa. Isso não é ilícito. Nesse caso, as IA cumprem o papel de informação. Então, além de não violar a regra, de uma certa maneira colabora com informação para o usuário”, observa. O levantamento registra também que não houve nenhum tipo de favorecimento à pesquisa A ou B, que as plataformas sugeriram os levantamentos mais recentes e nacionais.