Categoria: Política
Chico Rodrigues pede fechamento da fronteira com a Venezuela e a Guiana
O senador Chico Rodrigues (DEM-RR) entregou à Secretaria de Governo da Presidência (Segov) documento em que o governador de Roraima, Antonio Denarium, pede ao Presidente da República, Jair Bolsonaro, o fechamento da fronteira brasileira com a Guiana e com a Venezuela, em razão da pandemia de coronavírus.
De acordo com Chico Rodrigues, é preciso que se tome uma decisão por parte do Governo Federal, com urgência, para evitar o alastramento do vírus, a exemplo da Venezuela, que fechou sua fronteira com a Colômbia depois dos 24 casos confirmados de coronavírus, e da Guiana, que fechou o comércio em Lethem, fronteira com Roraima, para conter a expansão do vírus. “Acredito que, se providências não forem tomadas pelo Governo Federal, vai chegar o momento em que o governo precisará usar a lei marcial, a exemplo do que foi feito na China, onde, com essa ação, conseguiu reduzir em 80% o contágio do coronavírus”, disse o senador.
Chico Rodrigues ainda lembrou a primeira morte de vítima do coronavírus na Guiana e recordou da extensa e vulnerável fronteira brasileira em Roraima. Ainda, segundo ele, é preciso que se crie uma solução para a crise humanitária dos refugiados venezuelanos que vivem em Roraima que, com a Covid-19, tende a se agravar. O Planalto ainda não deu uma resposta ao senador.
Senadores fazem testes de coronavírus. O de Davi Alcolumbre deu negativo
O Senado passa o fim de semana em estado de alerta. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, recebeu neste sábado o resultado de seu exame de coronavírus e deu negativo. O líder do governo, Eduardo Gomes (MDB-TO), ainda aguarda. Ontem, o presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Nelsinho Trad, recebeu o resultado positivo. Ele acompanhou o presidente Jair Bolsonaro na viagem aos Estados Unidos. Não apresenta sintomas, mas ficará de quarentena com a família pelos 14 dias de incubação. Caso outros senadores tenham resultado semelhante, a sessão de terça-feira, que deverá analisar a destinação de R$ 5 bilhões para tratamento da Covid-19, há quem diga que será difícil manter a sessão. O senador Jorginho Melo, que também fez parte da comitiva de Bolsonaro teve o resultado negativo.
Os parlamentares dos mais variados partidos estão apreensivos, porque sabem que as votações são cruciais para ajudar a acalmar os mercados. Porém, numa Casa onde há 513 deputados, 81 senadores e um batalhão de servidores praticamente confinados no ar condicionado, o risco de contaminação é considerado alto. A ideia de decidir o que fazer apenas na segunda-feira, deverá ser antecipada para amanhã. Quando o assunto é saúde, dizem alguns senadores, uma diferença de 24 horas pode ser crucial para evitar problemas.
Atualização: Em nota divulgada nesta manhã, Davi Alcolumbre manteve a sessão. Veja a íntegra da nota abaixo
A assessoria de imprensa da Presidência do Senado informa que o teste para o Covid-19 do presidente Davi Alcolumbre resultou negativo. Mesmo não apresentando sintomas da doença, Davi Alcolumbre realizou o exame após ter contato com algumas pessoas suspeitas de estarem com o vírus.
Por enquanto as atividades legislativas continuam com sessão conjunta do Congresso Nacional convocada para a próxima terça-feira (17), às 11h. Medidas de enfrentamento ao novo coronavírus estão sendo tomadas para preservar a saúde de parlamentares e servidores da Casa.
Importantes matérias constam na pauta de votação do Senado e da Câmara e precisam ser analisadas e votadas. Entretanto, o cenário está em constante acompanhamento e avaliação pela Presidência da Casa.
Assessoria de imprensa da Presidência do Senado
A fala do presidente Jair Bolsonaro há pouco em cadeia nacional de rádio e tevê foi vista como um chamamento para que seus apoiadores se mantenham em alerta, mas os movimentos “espontâneos” marcados para o 15 de março precisam ser “repensados”. “O momento é de união, serenidade e bom senso”, disse o presidente.
Embora tenha deixado os manifestantes livre para tomarem suas próprias decisões a respeito, a orientação do presidente deve ser seguida e já tem muitos engajados nesses atos interessados em substituir a rua pelo movimento virtual, um “tuitaço” e um “panelaço” no domingo. Isso não quer dizer, entretanto, que as pessoas vão desistir de algum movimento mais contundente nas ruas para breve. A intenção é apenas adiar para uma data em que o risco de contaminação seja menor. Porém, a decisão final só será tomada amanhã.
A informação de que o secretário de Comunicação do Planalto, Fábio Wajngarten, está infectado com o novo coronavírus deixou toda a política apreensiva. É que na comitiva aos Estados Unidos estavam o filho do presidente, deputado Eduardo Bolsonaro, que circulou pelo Congresso durante toda a semana, e ainda o senador Nelsinho Trad, presidente da Comissão de Relações Exteriores. Estão todos para lá de preocupados não só no Planalto, como no Parlamento. O Planalto, dizem os deputados, precisa, em nome da transparência, esclarecer quando Fábio começou a sentir os primeiros sintomas. É que, se o período de incubação é de 7 a 14 dias, é preciso saber se ele não viajou aos Estados Unidos já contaminado e quem da comitiva __ além do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo e do general Heleno __ já fez o teste e os respectivos resultados. São perguntas que ainda estão sem resposta.
Reunião de emergência discute saúde de Bolsonaro. Resultado sai amanhã
O presidente Jair Bolsonaro já fez o teste para o coronavírus e o resultado será conhecido nesta sexta-feira. O presidente e toda a comitiva serão submetidos ao teste depois que o secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, teve o resultado positivo. Fábio já está de quarentena em sua casa, em São Paulo. Há inclusive uma reunião de emergência no Alvorada para discutir a saúde do presidente. Os médicos garantem que o presidente está recuperado das cirurgias que foi obrigado a fazer desde o atentado, em setembro de 2018. Porém, antes de viajar aos Estados Unidos, o próprio Bolsonaro declarou que teria que se submeter a uma nova intervenção cirúrgica.
O filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro, que acompanhou o pai na viagem aos Estados Unidos, também fará o teste. Embora ele não apresente qualquer sintoma de que possa estar infectado, a medida é uma precaução, uma vez que Eduardo passou a semana circulando pela Câmara dos Deputados, onde cumprimentou colegas, participou de reuniões e votações. As visitações públicas ao congresso estão suspensas até segunda ordem, antes mesmo de qualquer confirmação do caso de Wajngarten.
Casa Branca pede informação sobre Wajngarten, que está com coronavírus e esteve com Trump
Uma conta no Instagram com o nome fabiowajngarten traz um post publicado há cinco dias, com uma foto em que o secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten aparece ao lado do presidente Donald Trump, com o vice-presidente Mike Pence e o apresentador Alvaro Garnero. Com o teste positivo para coronavírus, a Casa Branca agora quer saber tudo a respeito do estado de saúde do secretário. De acordo com o Planalto, o resultado da contraprova confirmou a doença no secretário.
Trump afirmou não estar preocupado. “Eu realmente ouvi algo sobre esse assunto. Nós jantamos na Flórida, in Mar-a-Lago, com toda a comitiva. Eu não lembro se o assessor de imprensa estava lá. Se ele esteve lá, ele esteve lá. Mas nós não fizemos nada fora do comum”, disse o presidente americano. “Deixem eu esclarecer: eu não estou preocupado”.
Representantes brasileiros de duas importadoras de tecidos finos foram avisados hoje de manhã que as vendas estão suspensas até segunda ordem. Com a alta do dólar, só pedidos já encaminhados serão atendidos. Uma terceira empresa comunicou aos seus representantes que a nova tabela de preços será enviada em breve. O motivo foi o dólar bater os R$ 5,00 na manhã de hoje. Se a situação não for normalizada, em breve os preços dos artigos de vestuário serão reajustados nas fábricas que importam tecidos e, consequentemente, para o consumidor final. São reflexos de uma crise provocada pelo pânico dos mercados em relação ao coronavírus que não tem data para acabar, nem tampouco para permitir avaliações mais precisas.
No caso do Brasil, a crise é mais grave porque o país não tem uma situação fiscal que permita construir hospitais específicos para atender a população que for infectada, tal e qual foi feito na China em tempo recorde. Desde a semana passada, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, tem feito uma série de alertas sobre a explosão de casos e adotado todas as medidas para tentar acelerar a preparação do sistema de saúde. Daí, a necessidade inclusive de suspensão das aulas, medida preventiva importante adotada ontem pelo governador Ibaneis Rocha, a fim de ganhar temo para tentar preparar o sistema. Na China, por exemplo, o feriado chegou a ser prolongado para que as pessoas ficassem em casa. Mandetta reforçou inclusive o alerta que se espalhou num áudio do dr. Fábio Jatene, do Incor de São Paulo, sobre a necessidade de cuidados com pessoas de idade, de preparação de UTIs para os pacientes graves nos serviços de saúde. Agora, é se agarrar no serviço para que não se repita aqui a situação da Itália e de outros países da Europa.
A secretária nacional de Justiça, Maria Hilda Marsiaj Pinto, vai deixar o governo. Num grupo de amigos do WhatsApp, ela explicou que deu sua contribuição ao país e vai “viver a vida”. Marsiaj casou no ano passado com um espanhol. Marsiaj Pinto atuou na Força-tarefa da Lava-Jato, foi subprocuradora geral da República.
Um nome cotado para o cargo é o do magistrado Vladimir Passos de Freitas, chefe da equipe de assuntos legislativos do Ministério da Justiça e professor do programa de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. É ainda desembargador aposentado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que presidiu entre 2003 e 2005.
Auditores fiscais do Ceará alegam descaso com a categoria e anunciam uma paralisação para os dias 10 e 11 de fevereiro. “As péssimas condições de alguns postos fiscais é apenas a ponta do iceberg”, diz Juracy Soares, da Federação Brasileira dos Auditores Fiscais (Febrafite). Os auditores reclamam que até o pacote Microsoft dos computadores foi desabilitado por falta de pagamento por parte do governo. Nessa temporada em que os contribuintes se preparam para acertar suas contas com o fisco, tudo o que o governo não precisa é de uma greve.
Há outros pleitos, como a renovação de microcomputadores sucateados, o que inviabiliza as ações fiscais. Muitos trabalham com seu próprio material e compram seus pacotes microsoft, por exemplo, para poder realizar o seu trabalho. “A inércia do governo pode acabar provocando perda de Receita”, diz ele. No município de Penaforte, por exemplo;o, o posto fiscal foi interditado por causa do risco de desabamento.
Ao dizer hoje cedo que a chance e recriação do Ministério da Segurança Pública é “zero” nesse momento, o presidente Jair Bolsonaro deixa claro que não quer ver o ministro da Justiça, Sérgio Moro, fora do governo. E ao completar que, em politica, as coisas mudam, acrescente que, no futuro, tudo pode ser diferente. Assim, aos poucos, Bolsonaro vai testando a capacidade de o ministro “engolir sapos”. Até aqui, Moro já engoliu vários constrangimentos.
O primeiro foi a ordem para revogar a nomeação e Ilona Szabó para o conselho de Politicas Criminais. Depois, o país ouviu o presidente dizer que, ao fecho a nomeação de Moro para a Justiça, havia acertado no pacote a ida do ministro para o Supremo Tribunal Federal, passando a ideia de que Moro no Poder Executivo era apenas um “pit stop” até que a vaga para o STF estivesse aberta (será aberta em novembro deste ano, com a aposentadoria do ministro Celso de Mello).
Moro não gostou desses dois primeiros “sapos”. Ele foi para o governo com a promessa de junção das duas pastas, Justiça e Segurança. Anunciou inclusive que sua missão era usar essas duas áreas para tentar sufocar o crime organizado no país. O presidente, por sua vez, que faria essa união, ao fechar a ida do ex-juiz para a sua equipe em novembro de 2018. Naquele dia, estávamos nós, jornalistas, na porta do condomínio do então presidente eleito, esperando a saída de Moro, que confirmou o convite.
O próprio Bolsonaro, em entrevista naquele dia às emissoras católicas, confirmou a união das pastas como uma das condições para que Moro aceitasse o cargo. Por isso, aliados do presidente ontem ficaram constrangidos quando o capitão declarou há dois dias que Moro foi para o governo sem que houvesse a promessa de junção das duas pastas. Essa promessa houve e foi revelada pelo próprio presidente à época.
Fraga na reserva
As pressões para recriação a pasta vão além dos secretário de Segurança Publica e Bolsonaro resiste. Aliás, auxiliares de Bolsonaro frisam que as imagens do encontro no Planalto com os secretários de Segurança Pública deixam claro algum desconforto do presidente ao dizer que estudaria a criação do ministério da Segurança. Em conversas reservadas, os assessores disseram inclusive que Bolsonaro deu uma declaração protocolar, para não deixar que os secretários saíssem dali com as mãos abanando. Porém, como cada declaração presidencial equivale a um tiro de canhão, o estrago estava feito.
O ex-deputado Alberto Fraga, que conversa com o presidente quase todos os dias, procurado por jornalistas, foi direto ao dizer que “Moro não foi o responsável pela redução dos homicídios no Brasil”. Fraga, que é policial, atribui os números ao trabalho conjunto de policiais militares, civis e bombeiros. Ele é considerado o nome mais próximo de Bolsonaro para assumir a Segurança Publica. E, justiça seja feita, Fraga também destacou que Bolsonaro não havia dito que iria recriar a pasta.
Hoje, o presidente deixou isso mais claro: Não vai recriar o Ministério. A população, por sua vez, já sabe, pelo menos, um dos limites de Moro, que ainda é o ministro mais popular do governo. Por enquanto, o presidente escolheu ficar com Moro e, consequentemente, um Ministério da Justiça mais encorpado. E, assim, termina mais um capítulo da guerra fria entre o presidente e seu ministro mais popular. Segue o baile.




