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Eduardo Gomes chega para ajudar Bolsonaro a superar crise no PSL
Coluna Brasília-DF
Com trânsito em todos os partidos, o novo líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), chega para ajudar o presidente a superar a crise no PSL arregimentando apoios em outras agremiações. Esse trabalho será lento e gradual e começa a partir da semana que vem, tão logo o Senado aprove a reforma da Previdência. A ideia é aproveitar este final de ano para buscar apoios, organizar a votação da reforma tributária, que tramita simultaneamente na Câmara e no Senado.
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Ainda hoje, Eduardo Gomes se reúne com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para conversar sobre o que será possível votar ainda este ano. A avaliação geral é de que, diante do tumulto na seara política, é melhor fechar o ano com a reforma previdenciária e esperar 2020 para tratar de outros temas. Inclusive, mudanças na regra de ouro e a reforma administrativa, que desembarcam no Congresso na próxima semana. A regra de ouro em vigor não permite endividamentos para cobrir despesas correntes (salários e aposentadorias, por exemplo).
Ajudinha I
Eduardo Gomes desembarca na liderança do governo junto com 19 novos projetos de suplementação orçamentária, que aterrissaram no Congresso por esses dias, num total de quase R$ 40 bilhões. O maior deles, de R$ 34 bilhões, tem o próprio líder como relator. Refere-se ao pagamento do governo à Petrobras, como parte da revisão da cessão onerosa.
Ajudinha II
Nesses projetos de suplementação, estão ainda várias emendas de deputados e senadores ao Orçamento da União, em especial, as áreas de saúde e transportes com recursos para o Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit), onde se concentram emendas de bancada.
Caldo de galinha e água benta…/ Ao pedir desculpas ontem pelo post sobre a prisão em segunda instância publicado no perfil do presidente Jair Bolsonaro no Twitter, o vereador Carlos Bolsonaro confessa que escreve nas redes sociais do chefe da Nação. Os mais fiéis aliados já cansaram de avisar que o melhor é deixar o presidente cuidar de seu próprio Twitter.
Frase / “Não subestime a nossa capacidade de criar problemas para nós mesmos”
Do ex-ministro da Justiça e ex-deputado José Eduardo Cardozo, referindo-se ao PT ainda nos tempos do governo Dilma Rousseff. O PSL de hoje tem muita semelhança com o PT de ontem.
Por falar em PT…/ O partido concentra hoje toda a sua aposta no julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a prisão em segunda instância. Não por acaso, eram os petistas a maioria dos manifestantes em frente ao STF na tarde de ontem.
Toffoli a la Marco Maciel/ Às da política, o ex-vice-presidente Marco Maciel sacava a seguinte frase quando havia uma crise ou algo complicado a resolver: “Não vamos fulanizar”. É essa máxima que o STF seguirá nesse período em que trata da prisão em segunda instância.
Por falar em passado…/ Nunca antes na história desse país se ouviu em alto e bom som o líder do partido do presidente da República chamando o chefe da Nação de “vagabundo” como fez o delegado Waldir (PSL-GO). Algo está fora da ordem.
Coluna Brasília-DF
O líder do PSL, delegado Waldir (GO), mais uma vez se juntou ao PSol, PT e PDT. Desta vez, a confusão levou o presidente da comissão especial que analisa da aposentadoria dos militares, José Priante (MDB-PA), a suspender tudo até segunda ordem.
O resultado foi o líder do governo, Vitor Hugo (PSL-GO), afastado da comissão, correr ao telefone e fazer apelos a cada deputado, de forma a tentar criar um clima favorável à votação na próxima semana. Se o ambiente político não melhorar, não vota tão cedo. “O ritmo da votação hoje depende desse entendimento”, diz Priante.
Bombeiros de olho
Os parlamentares consideram ponto pacífico a inclusão de bombeiros e policiais militares na reforma da aposentadoria das Forças Armadas, mas há o risco de ressurgir a tese de que essas categorias devem ser discutidas em cada estado. Se ocorrer, compromete a aprovação da proposta. José Priante garante que esse ponto está pacificado, mas há quem considere que todo o cuidado é pouco.
Enquanto isso, no Planalto…
Ao chegar da visita ao general Villas Boas, o presidente Jair Bolsonaro foi direto para a reunião de deputados do PSL, no Planalto, onde eles foram consultar sobre a necessidade de tirar Delegado Waldir da liderança. Conforme antecipou ontem a coluna ontem, é o primeiro movimento.
Últimos acordes
Está tudo praticamente acertado para que o Senado conclua a reforma da Previdência na semana que vem. A partir daí, o governo não terá mais refresco: ou monta uma base ampla ou não conseguirá fazer valer a sua vontade.
Adeus pauta ideológica
Ninguém aposta um vintém sequer nas pautas ideológicas do governo, como novos projetos sobre armamentos, e até mesmo o pacote anti-crime do ministro Sérgio Moro. O que dá para tocar são as reformas econômicas e o Orçamento de 2020.
PT na lida/ Os deputados do PT comentam reservadamente que se Lula não conseguir a liberdade até o final do ano, não terá outro jeito senão aceitar o regime semi-aberto.
Por enquanto não teve pizza, mas…/ Nos embates políticos da CPI do BNDES, a deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF) tem reiterado que não aceitará “pizza”. Porém, não perdeu a gentileza com os colegas. Já passava da hora do almoço quando ela encomendou salgados para dar aquela enganada na fome e não suspender os trabalhos. Todos os deputados foram agraciados com coxinhas, quibes e
pães de queijo.
Leitura obrigatória I/ O Exército reeditou o livro de Gilberto Freyre, Nação e Exército, de 1949, com um prefácio do chefe do Centro de Comunicação Social do Exército, general de Divisão Richard
Fernandez Nunes.
Leitura obrigatória II/ Freyre faz uma reflexão das relações civis-militares, num texto que, 70 anos depois, não perdeu a atualidade. Na contracapa, a mensagem: “A verdade, porém, é que o país onde o Exército seja a única, ou quase a única, força organizada, necessita de urgente organização ou reorganização do conjunto de suas atividades sociais e de cultura para ser verdadeiramente Nação. (…) Nação desorganizada não é Nação; é apenas paisagem”.
A disputa da semana no PSL: afastar o deputado Delegado Waldir
Coluna Brasília-DF
Os aliados do presidente Jair Bolsonaro percorrem o plenário em conversas com outros deputados, no sentido de formar maioria para afastar o deputado Delegado Waldir (GO) do cargo de líder do partido na Câmara. A avaliação do grupo é a de que ele passou dos limites ao obstruir a votação da medida provisória da reforma administrativa e, de quebra, ainda tirou o líder do governo, deputado Major Vitor Hugo (GO), da comissão especial que analisa a aposentadoria dos militares.
A ordem é tentar obter o controle da legenda na Câmara. E, se possível, até mesmo conquistar o comando do partido de Luciano Bivar, no embalo da operação da Polícia Federal de ontem, que teve o presidente do PSL como alvo. Se não for possível, aí sim aproveitam a “visita” da PF a Bivar para deixar a legenda. Mas nada é para já. A data-limite estabelecida pela Justiça para que Bivar apresente as contas partidárias dos últimos cinco anos é a próxima segunda-feira, quando Bolsonaro já estará em viagem à Ásia. Até lá, a guerra continua.
Preparem o espírito
Quem conhece a cabeça dos juízes da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal aposta que a tendência é a condenação de Geddel Vieira Lima e de seu irmão Lúcio, por lavagem de dinheiro e associação criminosa, por causa dos R$ 51 milhões encontrados no apartamento em Salvador.
Empacou de vez
Senadores estão cada vez mais resistentes a aprovar o nome de Eduardo Bolsonaro para embaixador do Brasil em Washington. Essa visão começa a contaminar também a perspectiva de trocar o nome de Eduardo pelo do atual chanceler, Ernesto Araújo. Nos bastidores, afirmam que esse preço vai subir tanto quanto o do petróleo.
R$ 500 verde a amarelo
O que levantou o governo do presidente Jair Bolsonaro na pesquisa da XP Investimentos, divulgada ontem, foram as ações na economia, mais precisamente a liberação de R$ 500 das contas do FGTS.
Pinta de candidato
A entrevista do ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB) ao programa CB.Poder, segunda-feira, foi lida pelos adversários como um ensaio de quem deseja concorrer ao GDF. A preços de hoje, a centro-direita irá dividida. Há quem diga que, se o PT for inteligente, deve trabalhar o apoio ao socialista.
Comparações/ Quem pergunta ao senador major Olímpio como está o PSL, ele responde de bate-pronto: “Uma maravilha. Melhor que isso, só pão com b…”.
Por falar em PSL…/ O senador Flávio Bolsonaro aos poucos vai se soltando. Ontem, foi à tribuna do Senado falar sobre o projeto de cessão onerosa dos recursos do pré-sal e agradecer aos colegas pelo tratamento dado ao Rio de Janeiro na distribuição dos valores. Aproveitou para fazer os comerciais do presidente Jair Bolsonaro: “Ele é generoso, não quer o poder pelo poder”, disse, aplaudido por alguns.
O pacificador/ Hélio Lopes, também conhecido por Hélio Bolsonaro, tomou a frente das conversas para tentar pacificar o partido. Ontem, puxou Felipe Franceschini num canto do plenário para um longo bate-papo. Há quem diga que está realmente aprendendo a fazer política.
Livro & eleições/ O consultor político Osmar Bria lança hoje, às 16h, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, o livro A fórmula do voto – Vença a eleição com Inteligência Emocional. Especialista em programação neurolinguística, Bria revela em sua obra estratégias emocionais para treinar pré-candidatos a mandatos eletivos, algo que já deu o que falar na eleição passada. Vale a leitura.
Caso Lula seja solto, PT percorrerá o país para dizer ele é inocente
Coluna Brasília-DF
No caso de o Supremo Tribunal Federal (STF) entender que a prisão só deve ocorrer depois de esgotados todos os recursos, o que pode resultar na libertação do ex-presidente Lula, o PT percorrerá o país dizendo que seu maior líder é inocente, ainda que ele tenha outros processos e os recursos a respeito da condenação estejam pendentes nas instâncias superiores.
Afinal, Lula tem dito que só sai se for inocente e se a tese da prisão em segunda instância for derrubada, a ideia dos petistas é aproveitar esse final de 2019 para amplificar a narrativa da inocência e, assim, preparar terreno para as eleições municipais.
Em tempo: O PSL, tão perdido em suas brigas internas, não se preparou para o julgamento desta quinta-feira, da prisão em segunda instância. É Carlos Bolsonaro versus senador Major Olímpio, Jair Bolsonaro versus Luciano Bivar, e dos deputados entre si.
O lado B da soltura
A hipótese de o STF derrubar a tese da prisão em segunda instância e Lula ficar livre não é considerada ruim pelos aliados do presidente Jair Bolsonaro. É que, assim, avaliam, será mais fácil manter a polarização PT versus Bolsonaro, deixando os demais personagens em segundo plano.
Problema real I
“Os sinais de retomada da atividade econômica ainda são dúbios”, diz a Instituição Fiscal Independente (Ifi) no relatório de acompanhamento das contas públicas que acaba de sair do forno. A indústria, ainda sob os efeitos da crise, e a situação do mercado de trabalho segue desfavorável para a criação de empregos formais em razão das incertezas que cercam o cenário econômico e da contenção de custos pelas empresas.
Problema real II
Os investimentos públicos caíram à metade se comparados com 2014. Para completar, as despesas obrigatórias continuam crescendo. Todo o esforço de corte tem sido nas discricionárias (investimentos e custeio da máquina pública). Ou seja, o ajuste fiscal, diz o relatório, é de “baixa qualidade”. E se continuar assim, a confiança externa não vem.
Vai sobrar…/ Para quem não acompanhou o fim de semana: Carlos Bolsonaro chamou o senador Major Olímpio de “bobo da corte” e ouviu como resposta “moleque” e que o presidente deveria “providenciar uma internação psiquiátrica” para 02. Essa briga só atrapalha o deputado Eduardo Bolsonaro.
… para 03/ Embora Major Olímpio diga que votará a favor da indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixador do Brasil em Washington, a situação faz crescer a imagem de que os filhos mais atrapalham do que ajudam o pai. A foto de 03 com a camiseta zombando dos movimentos LBGT no fim de semana também não ajuda.
Terceiro milagre/ Há quem diga que a decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, de colocar a prisão em segunda instância na sessão desta quinta-feira, foi tomada numa conversa com o ex-presidente José Sarney em Roma, onde participaram da cerimônia que transformou irmã Dulce em Santa Dulce dos Pobres.
Fernanda Montenegro, 90 anos/ A atriz será homenageada nesta quarta-feira, 16, data de seu aniversário, com uma sessão especial na Câmara dos Deputados.
Bolsonaro não gostou de sermão de arcebispo contra a direita
Coluna Brasília-DF
O governo levou um susto com o sermão de Dom Orlando Brandes na missa matinal, na qual o arcebispo de Aparecida disse: “temos um dragão do tradicionalismo” e se referiu à direita como “violenta” e “injusta”. E terminou essa parte da homilia dizendo: “Estamos fuzilando o Papa, o Sínodo, o Concílio do Vaticano II. Parece que não queremos vida”. Bolsonaro não gostou.
Bolsonaro e a Igreja
A ida do presidente Jair Bolsonaro à Basílica de Aparecida foi vista por setores do governo e da própria Igreja como uma forma de tentar amortecer o mal-estar entre ele e parte da Igreja Católica. É o primeiro presidente a passar o dia da Padroeira em Aparecida, mas isso ainda não acabou com o desconforto.
Nem adianta reclamar com o Papa
O governo também está incomodado com o fato de o Papa Francisco ter uma reunião com os governadores de estados da Amazônia, 28 deste mês, no dia seguinte ao encerramento do sínodo. O motivo não é a reunião em si, mas o fato de a Rede Eclesial Pan-Amazônica organizar o encontro sem sequer um convite ao governo federal. Soou, para alguns na área governamental, como uma provocação, algo que está longe do papel da Igreja.
Partidos querem limitar janela de troca de legenda antes das eleições
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Os partidos e seus principais caciques preparam uma reforma política para fechar todas as portas de troca de legenda, deixando aberta apenas uma janela para que a mudança seja feita no período de 30 dias que antecedem a marca de um ano antes da eleição. A ordem é acabar com essa história de permitir que a criação de um partido, ou mesmo a fusão de agremiações, possa servir de pretexto para que os deputados pulem de legenda.
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A proposta, em gestação nos jantares de Brasília, faz sentido. Vem como uma luva para evitar que os puxadores de votos, caso de Bolsonaro, possam organizar um partido na undécima hora da sucessão presidencial e levar com ele uma penca de deputados. Diante do saco de gatos que virou o PSL, há muitos no centro da política com receio de movimentos mais ousados, com novas agremiações.
O prazo de um ano das eleições também não é à toa. Assim, todos conhecerão com antecedência a força de cada um. Sozinho, o governo não conseguirá barrar a proposta. E, até aqui, não há quem a conteste entre seus potenciais aliados. Portanto, caberá ao presidente aceitar a regra do jogo eleitoral que for definida pelos congressistas, a cada dia mais distantes do governo.
Espelhados
A guerra interna do PSL deixa o partido de Jair Bolsonaro tão confuso quanto era o PT nos tempos em que a legenda de Lula se refestelava nos salões de Brasília. Lá atrás, vários deixaram o PT quando Lula empreendeu a reforma da Previdência e também houve muita gente descontente no escândalo do mensalão. Agora, no PSL, com denúncias de laranjas e por aí vai, não está muito diferente.
Curtidas
BFF/ O líder do MDB, Eduardo Braga (AM), e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) estão num momento “best friend forever”. Invariavelmente, conversam no plenário e, dia desses, chegaram juntos ao Senado. Em política, isso não é coincidência.
Foco no Rio/ O MDB do Rio de Janeiro virou terra arrasada desde que seus principais caciques foram para a cadeia — Sérgio Cabral, Eduardo Cunha e Jorge Picciani. Por isso, tem muita gente de olho nessa amizade entre o líder emedebista e o 01.
Missão quase impossível/ O ex-senador Chiquinho Escórcio (MDB) telefonou para Alberto Fraga dia desses e foi direto: “Você agora não é mais coronel da PM”. Antes que Fraga pudesse perguntar por que, o rápido Chiquinho saiu-se com esta: “Você agora é bombeiro!” É Fraga quem tem ajudado a acalmar os ânimos do presidente quando a crise aperta entre Bolsonaro e o Congresso.
Festa em Curitiba em suspense/ Calma, pessoal! Nada a ver com Lula e, sim, com a turma que está no complexo Médico Penal. Lá, sempre tem uma confraternização de fim de ano para os detentos, mediante autorização do juiz corregedor dos presídios ou da Vara de Execução Penal. A deste ano ainda está sob risco. Até agora, a autorização não chegou ao Conselho da Comunidade de Curitiba, que é quem organiza o evento.
Coluna Brasília-DF
Enquanto se alardeia a não indicação do Brasil para ingresso na OCDE por parte dos Estados Unidos como uma grande derrota política do governo Jair Bolsonaro, embaixadores tarimbados e experientes nessas negociações e acordos internacionais suspiraram aliviados.
Letrinhas miúdas
Esses embaixadores classificam os códigos da OCDE como algemas para as negociações comerciais. Há quem diga inclusive que, se o Senado ler esses códigos, perceberá que não é ruim para o Brasil ficar fora desse clube.
X da questão
A enxurrada de investimentos no Brasil, algo que a atual equipe econômica atribuía como o principal objetivo do ingresso na OCDE, pode vir com a eliminação de excessos regulatórios, melhoria do ambiente de negócios, em especial na área de petróleo e gás, e segurança jurídica. Ou seja, fazer o dever de casa. Assim, mais tarde, se o Brasil estiver com seu dever de casa feito e com todos os códigos da OCDE decorados, poderá analisar com mais calma se vale a pena.
Não foi por falta de aviso
Em março, o representante de Comércio do governo americano, Robert Lighthizer, conversou com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre exigências para o Brasil ingressar na OCDE: “Ele me disse: ‘Vocês têm de entender que, para entrar na OCDE, tem de sair do grupo dos favorecidos na OMC. Não tem troca’. Ele fez essa exigência. Eu fiz o meu pedido: ‘Me ajuda a entrar na primeira divisão’. E ele respondeu: ‘Me ajuda a limpar a segunda divisão’”, contou Guedes à coluna, quando da visita a Washington.
Coluna Brasília-DF
Deputados do PSL se preparam para ingressar na Justiça Eleitoral exigindo um pente-fino nas contas do partido nos últimos cinco anos. Em conversas reservadas, alguns dizem que o dinheiro público recebido pela legenda não é de seu presidente e, sim, do eleitor. Se essa ação for levada a cabo nos próximos dias, estará declarada uma guerra sem data para terminar.
O presidente Jair Bolsonaro está na linha do quem não deve não teme. A amigos, esses parlamentares têm dito que eles e o presidente foram eleitos sem precisar de Fundo Partidário ou mesmo do Fundo Eleitoral. O que eles não querem perder é o apoio das redes sociais, que está em sintonia com a cobrança de mais transparência e regras de compliance.
Nem milagre junta/ Presidente do DEM, o prefeito de Salvador, ACM Neto, será cobrado na próxima semana para que dê uma posição oficial sobre essas conversas de filiação de Luciano Huck ao partido. Conforme antecipou a coluna ontem, a cobrança virá dos evangélicos.
Nem milagre junta II/ “Se isso for confirmado, teremos muitas dificuldades em permanecer, por causa da marca global do Huck. Para nós, evangélicos, é muito ruim. Estariam nos convidando a se retirar”, diz o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ).
Só milagre une/ Os deputados baianos Nelson Pellegrino (PT) e Elmar Nascimento (DEM) viajaram no mesmo voo da FAB para a cerimônia de canonização de irmã Dulce neste domingo, no Vaticano.
Que tristeza/ A chegada da mancha de óleo a Arembepe (BA), onde está localizada uma das estações do projeto Tamar, deixou os ambientalistas de cabelo em pé. A área é a que concentra maior desova de tartarugas marinhas. E estamos justamente nesse período.
Coluna Brasília-DF
A hipótese da filiação de Luciano Huck ao Democratas fará encolher o partido comandado por ACM Neto. A ala mais conservadora, formada por deputados evangélicos, já fez chegar aos interessados que, com Huck, não dá. Esses deputados classificam Huck como “Globo demais” para receber o apoio desse grupo. Logo, o DEM terá que escolher: Huck ou os deputados evangélicos.
… E o PSL já rachou
No encontro de 16 deputados do PSL com o presidente Jair Bolsonaro e advogados eleitorais ontem, tirou-se como última forma a de que ele permanece no partido. Na nota em apoio ao presidente, assinada por 20 deputados, o “X” da questão está na cobrança de transparência por parte dos dirigentes pesselistas, leia-se Luciano Bivar. É por aí que se darão as próximas batalhas dentro do partido (ainda) de Jair Bolsonaro.
Próximos passos
A ideia do grupo mais ligado ao presidente é seguir com ele para o partido que ele escolher, caso a crise não seja contornada. Antes de chegar a essa fase, entretanto, trabalharão para tentar agregar pelo menos 30 dos 52 integrantes da bancada em defesa do presidente e sua permanência no PSL.
O ativo de Bivar
O presidente do PSL, Luciano Bivar, tem um grande trunfo para tentar manter os deputados ao seu lado: controle do milionário fundo que financiará as campanhas de 2020 e 2022. Ninguém quer sair e deixar a fortuna de R$ 700 milhões para trás.
Descolou geral
Enquanto o presidente Jair Bolsonaro e Bivar consomem energia criando e resolvendo problemas dentro do PSL, a Câmara e o Senado vão tocando a vida. Ontem, aprovaram a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o projeto de lei que remaneja recursos para atendimentos das emendas parlamentares. De quebra, ainda há uma nova proposta de emenda constitucional que põe a reforma sindical na roda.
Agora é que não sai nada
Com a aprovação do projeto que irá permitir o pagamento de emendas de deputados, muitos consideram cumprida a missão com o governo este ano. Ou seja, se o governo quiser aprovar a PEC paralela da reforma da Previdência, terá que debitar de uma nova conta. Este ano, porém, não sai mais nada.
Menos, presidente, menos/ A amizade que mantém, há anos, com o presidente Jair Bolsonaro transforma o ex-deputado Alberto Fraga num dos poucos que não esconde a sua visão real das coisas. Foi ele, por exemplo, que pediu ao presidente que dispense as conversinhas na porta do Alvorada.
E o Janot, hein?/ Enquanto ele autografava seu livro na Leitura do Pier 21, em Brasília, num outro ponto da cidade, um grupo se lembrava da música de Elizeth Cardoso, de 1953: “Ai, ai, Janot, sua intenção falhou/você prometeu chover/não choveu/que calor/que calor/que calor”. E segue o baile: “Desta sua intenção, ninguém pode duvidar/talvez mais tarde venha a melhorar/ só sei dizer que escureceu/ Mas não choveu, não choveu/ não choveu”.
Garoa/ Com o seu Nada menos que tudo, Janot não fez chover, nem gerou um best-seller. Em São Paulo, vendeu pouco no lançamento, menos de 30 livros. Ontem, em Brasília, as autoridades evitaram o evento, mas ele autografou 220 livros. Um número considerável. Porém, longe de parecer um dilúvio.
Em nome de irmã Dulce/ Mal saiu a notícia de que o vice-presidente Hamilton Mourão e as comitivas de parlamentares iriam no mesmo avião, a turma da oposição mandou perguntar como seria a viagem dos senadores. Tinha gente preocupada em seguir no mesmo voo que o vice-presidente. Tem coisas que nem a santidade de irmã Dulce é capaz de unir.
Coluna Brasília-DF
A consultoria Capital Político foi conferir o que os parlamentares pensam do governo Bolsonaro e de seus ministros. Descobriu uma melhora significativa em relação a abril. Naquele mês, a nota para a relação entre governo-Congresso, de 0 a 10, ficou em 3,6 no geral. Agora, subiu para 5,1. “Agora o governo tem um status que sugere que o Planalto tem capacidade de prever o resultado de suas iniciativas legislativas e canais razoavelmente abertos junto ao Parlamento”.
… e a Tributária sai
Dos 139 deputados ouvidos, 53% consideram que a reforma Tributária passa. A PEC 45, proposta apresentada pelo novo presidente do MDB, Baleia Rossi, com base no projeto do economista Bernard Appy, é vista como aquela com mais chances de aprovação por 47% dos entrevistados.
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Mandetta, o boa praça/ O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ficou em primeiro lugar, com 12% das citações como o ministro que tem a melhor relação com o Parlamento. O ministro da Economia, Paulo Guedes, e a da Agricultura, Tereza Cristina, empataram com 9% das citações cada um. O dos Transportes, Tarcísio Gomes de Freitas, ficou com 8%. Sérgio Moro (Justiça) e Marcos Pontes (MCT) ficaram com 5% cada um.
Nem tanto/ O governo, porém, precisa ficar atento no quesito da relação de seus ministros com o Congresso: 14% das excelências ouvidas consideraram que nenhum deles tem uma boa relação e 14% não souberam responder.
O precursor/ O ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, tem se dedicado a preparar os acordos que Bolsonaro assina em suas viagens internacionais. Para os Emirados Árabes e Catar, uma das próximas paradas do presidente, virão acertos na área de inteligência artificial.
O astronauta/ A carreira de Pontes ajuda a abrir portas. Por onde passa, há curiosidade sobre o seu período na Nasa. Nos Emirados, por exemplo, o seu cicerone disse que o príncipe herdeiro falava pouco, e a conversa, pedida pelo príncipe, seria curta. Mohammed bin Zayed Al Nahyan conversou com o ministro por 40 minutos e saiu entusiasmado em fechar acordo com o Brasil.











