Teleducação ou tele-educação?

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Tele- veio da Gré cia. Quer dizer de longe. Telefone, por exemplo, significa voz de longe. Televisão, imagem de longe. Telegrama, mensagem transmitida de longe. Na era de compras a distância, a dissílaba aparece em montões de palavras. É o caso de telepizza, teletáxi, telepão, telepastel, telefarmácia. E por aí vai. Como escrever os vocábulos formados com ser tão fértil? Na regra de ouro do […]

Ivete deu à luz gêmeas ou a gêmeas?

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O nascimento das menininhas de Ivete Sangalo comprova o dito popular. Baiano não nasce. Estreia. Maria e Helena ganharam manchetes de norte a sul do Brasil.  Filhas de celebridade, vieram ao mundo em pleno carnaval. Repórteres que deram a notícia fizeram a festa, mas se esqueceram do português. Emocionados, tropeçaram na expressão dar à luz. Aqui e ali, diziam “dar a luz a gêmeas”. Bobearam. […]

Carnavalesco e mourisco: formação

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De carnaval, nasce carnavalesco. De gigante, gigantesco. De Dante, dantesco. De Quixote, quixotesco. Reparou? O sufixo -esco forma adjetivos de substantivos. E dá um recado. Quer dizer semelhança, referência. Carnavalesco refere-se a carnaval. Quixotesco assemelha-se a D. Quixote, o cavaleiro da triste figura. Dantesco, a Dante. E por aí vai. Às vezes, o -esco muda de aparência. Vira -isco. Mas mantém o significado. É o […]

Majestade se grafa com j

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Nos dias de folia, o cetro e a coroa mudam de mãos. O gordo e alegre Rei Momo comanda os festejos carnavalescos. Como rei, tem majestade. E faz uma exigência. Majestade e todos os filhotes dela derivados escrevem-se com j. É o caso de majestoso e majestático. Acredite: manda quem pode. Obedece quem tem juízo.  

Sambódromo: etimologia

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No Rio, era o maior rolo. Ninguém sabia onde as escolas iriam desfilar. Todos os anos a novela se repetia. Em 1994, o governador do estado tomou uma decisão. Chamou Oscar Niemeyer: ‘‘Vamos construir um local definitivo para as escolas se apresentarem’’. Dito e feito. Aí, pintou o problema. Que nome dar à novidade? Pensa daqui, palpita dali, Darcy Ribeiro pôs um ponto final no […]

Samba-enredo: história

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No começo não havia samba-enredo. Valia o samba mais cantado nos ensaios de quadra. Em 1932, o jornal Mundo Esportivo, dirigido por Mário Filho, irmão de Nelson Rodrigues, organizou o primeiro torneio de escolas de samba. A Mangueira venceu. No ano seguinte, O Globo assumiu a festa, e a Mangueira levantou o bicampeonato. Mas o destaque foi o samba da Unidos da Tijuca, coerente com […]

samba-canção e cia.: plural

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Há o samba da gema e variações pra dar e vender. Samba-canção, samba-choro, samba-enredo, samba-exaltação, samba-lenço, samba-roda são algumas. Todas têm um denominador comum. Aceitam dois plurais. Um: flexionam-se os dois termos (sambas-canções, sambas-choros, sambas-enredos, sambas-exaltações, sambas-lenços, sambas-rodas). O outro: só o primeiro ganha s. Aí, subentende-se a expressão ‘que servem de’: sambas-(que servem de) canção, sambas-(que servem de) choro, sambas-(que servem de) enredo, sambas-(que […]

Samba: origem

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É carnaval. Abram alas, que o samba quer passar. E passa. Na alegre Pindorama, começou com Donga. Pelo telefone abriu o caminho. Cartola, Pixinguinha, Monsueto de Menezes, Noel Rosa, Clementina de Jesus seguiram-no. Hoje existe uma certeza: ‘‘Quem não gosta de samba / Bom sujeito não é / É ruim da cabeça / Ou doente do pé’’. E uma dúvida. Onde a palavra nasceu? Há […]