Baixou a voz? Abaixou a voz?

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A duplinha é sinônima. Mas tem empregos especializados. Quer ver? Baixar tem exclusividade: quando o verbo for intransitivo: a temperatura baixou, o nível da água baixa na seca, o preço da carne baixará no sentido de expedir: o presidente baixa decreto, o secretário baixou portarias, o ministro baixa instruções na expressão “baixar programas na internet”. No mais, com objeto direto, um ou outro verbo têm […]

Bolsonaro surpreende: pobre e paupérrimo

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No pacote de Guedes, figuravam cortes em benefícios destinados aos mais necessitados. Bolsonaro não concordou. E, sabido, criou uma frase de efeito pra ganhar uns pontinhos nas pesquisas de opinião: “Não podemos tirar do pobre pra dar ao paupérrimo”. A fala ganhou espaço em jornais, rádios e tevês. A razão: Sua Excelência fugiu da mesmice. Usou paupérrimos em vez de muito pobres. O significado é […]

Operação Fato Real? É pleonasmo

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A Polícia Federal deflagrou mais uma operação. Na mira, o tráfico internacional de drogas. Que nome dar para a caçada? Procura daqui, palpita dali, eureca! Chamou-a de Fato Real. Baita pleonasmo. Todo fato fato é real assim como todo país é do mundo e todo elo é de ligação. Por isso, quando alguém duvida de algo, dizemos para convencê-lo de que estamos certos “é fato”. […]

Preso e prendido: quando usar?

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A polícia conjuga o verbo prender. Ele tem dois particípios. Um: preso. O outro: prendido. Quando usar um ou outro? Depende do auxiliar: 1. Com ser e estar, preso pede passagem: Flordelis não foi presa. Sete filhos da deputada estão presos. 2. Com ter e haver, é a vez do prendido: A polícia tem prendido secretários de Saúde envolvidos em corrupção. A polícia havia prendido […]

O filho de Flordelis matou o pai. Ele é…

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Quem mata uma pessoa comete homicídio. É homicida. Quem mata a mãe comete matricídio. É matricida. Quem mata o pai comete patricídio. É patricida. Curiosidade Os gregos chamam a deusa guerreira de Atena. Os romanos, de Minerva. O nome latino criou expressão pra lá de popular. Em disputas, quando há empate na votação, o presidente desempata. É o voto de Minerva. A história da honraria […]

Flor-de-lis com hífen. Por quê?

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Flordelis sem hífen. Flor-de-lis com o tracinho. Por quê? Em ambos os casos, impera a regra do jogo do bicho. Vale o que está escrito. Na certidão de nascimento da pastora deputada, aparece Flordelis. Na da planta, flor-de-lis. Outros seres do reino vegetal formados por três ou mais palavras ligadas por preposição, conjunção ou pronome também pedem o tracinho: flor-de-lótus, copo-de-leite, bem-me-quer, cana-de-açúcar, pimenta-do-reino, castanha-do-pará, […]

Flordelis é pastora deputada ou deputada pastora?

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Parece jogo de palavras. Mas não é. Questão semelhante quebrou a cabeça dos brasileiros no século 19. Em Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis escreveu: “Não sou um autor defunto, mas um defunto autor”. Ao afirmar “não sou um autor defunto”, Machado se disse diferente dos demais escritores. Alencar, Clarice & cia. escreveram em vida. São autores defuntos. Brás Cubas fez a mágica. […]