O truque de Black coloca ilusionista resolvendo casos criminais ao lado do FBI

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Seriado estreia nesta terça-feira no Brasil. Próximo Capítulo assistiu ao primeiro episódio. Leia crítica sobre O truque de Black

O gênero de série investigativa está entre os preferidos do público dos Estados Unidos. Pelo menos é isso que fica claro a cada semestre, quando a televisão norte-americana recheia a programação com produções do estilo. E, para tentar dar uma ar de novidade ao filão, os canais buscam novidades.

Esse é o caso de O truque de Black, que estreia nesta terça-feira (5/6), às 22h30, na Warner. A série acompanha a história de Cameron Black (Jack Cutmore-Scott), um famoso ilusionista de Las Vegas que se oferece para trabalhar para o FBI depois que o irmão gêmeo, Jonathan Black, é acusado de assassinato e seus truques são desmascarados.

Sem criatividade para bolar novos espetáculos e se sentindo culpado pela prisão do irmão, Cameron vai usar os conhecimentos de ilusionista para auxiliar o FBI a resolver crimes que começam a acontecer em Nova York, um ano após o encarceramento de Jonathan, com uso de técnicas de mágica e ilusão.

Crédito: Warner/Divulgação

Para isso, ele se torna uma espécie de conselheiro dos agentes Kay Daniels (Ilfenesh Hadera) e Mike Alvarez (Amaury Nolasco) — um grande fã do trabalho do ilusionista –, e contará ainda com a auxílio da equipe que trabalhava com ele nos números: Gunter Gustafsen (Vinnie Jones), Jordan Kwon (Justin Chon) e Dina Vlark (Lenora Crichlow).

Crítica de O truque de Black

Apesar de ter uma origem diferente da maioria das séries investigativas da televisão, a premissa de O truque de Black não é de toda original. The mentalist já fez isso e Carter, nova produção do serviço on-demand Crackle (leia nossa crítica aqui), também. Todas essas três séries seguem o mesmo modelo: incluem um conselheiro “aleatório” com soluções pouco ortodoxas para resolver casos crimineis e, claro, elas funcionam.

E isso não chega a ser um problema, até porque acho que esse pode ser um modelo de subgênero do filão investigativo. E em O truque de Black — assim como nos demais — isso funciona. Primeiramente porque Cameron Black é um protagonista carismático e, por ter um ego imenso, o personagem entrega momentos absurdos regados de humor — o que se mostra outra característica desse tipo de série: a união entre o ar cômico e o suspense, com reviravoltas desse tipo de produção.

O episódio de estreia de O truque de Black serve para introduzir o ar da primeira temporada. O espectador é ambientado na história dos irmãos Black e também na estranha acusação de assassinato. Como aconteceu em The mentalist, os casos da semana têm, de certa forma, uma relação com a busca do responsável por Jonathan ter sido incriminado.

Cameron e agente Kay Daniels. Crédito: Warner/Divulgação

A história e a premissa da série são interessantes. Também é bacana, apesar de óbvia, a relação entre Cameron e Kay. Como acontece nesse tipo de produção, a única preocupação é: por quanto tempo o seriado consegue se manter sem ficar repetitivo? Mas isso é um questionamento para temporadas futuras. Até lá, a primeira temporada, que terá 11 episódios, pode ser uma boa pedida para quem gosta desse tipo de gênero.

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