Conexão entre Brasil e Estados Unidos

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Mais do que ensinar um idioma, a Casa Thomas Jefferson ajudou a construir pontes entre culturas em uma capital que ainda dava seus primeiros passos. Fundada em 1963, apenas três anos após a inauguração de Brasília, ela nasceu para atender às demandas de uma cidade em formação, marcada pela chegada de diplomatas, servidores públicos e profissionais de diferentes partes do Brasil e do mundo. Ao longo de mais de seis décadas, buscou se tornar referência em educação, intercâmbio cultural e fortalecimento das relações entre Brasil e Estados Unidos.

“Seguimos fiéis a esse propósito, formando cidadãos preparados para atuar em um mundo cada vez mais globalizado”, indica Lucia Santos, diretora-executiva da Casa Thomas Jefferson. Para ela, a instituição é muito mais do que uma escola de inglês. “Construímos pontes entre pessoas, culturas e oportunidades”, acrescenta.

Dessa forma, a marca evoluiu para um ecossistema educacional que reúne ensino de idiomas, educação bilíngue, formação de professores, inovação pedagógica, tecnologia, programas culturais e projetos de impacto social. A missão, segundo Lucia, continua sendo transformar vidas por meio da educação e preparar os alunos para os desafios de um mundo em constante transformação.

Na prática, ser considerado um Centro Binacional reconhecido pela Missão Diplomática dos Estados Unidos está atrelado ao fato de que a Casa Thomas Jefferson é considerada autônoma e que, por meio da educação, da cultura e do intercâmbio de conhecimento, contribui para fortalecer a compreensão mútua e as conexões entre o Brasil e os Estados Unidos.

“Isso se traduz em uma atuação ampla, que combina ensino de excelência com iniciativas de diplomacia pública, programas culturais, ações de inovação e tecnologia, projetos Maker e STEAM e o EducationUSA. É uma responsabilidade que reforça nosso compromisso com a formação de cidadãos preparados para dialogar com diferentes culturas e atuar em um mundo cada vez mais conectado”, informa Lucia.

O Thomas Maker, mencionado pela diretora-executiva, promove a cultura maker e a aprendizagem prática em um dos primeiros makerspaces educacionais bilíngues da América Latina. Já a abordagem STEAM integra ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática em projetos interdisciplinares; enquanto o EducationUSA, centro oficial de orientação do Departamento de Estado dos Estados Unidos, oferece suporte gratuito a estudantes brasileiros interessados em cursar o ensino superior em universidades norte-americanas.

De olho no futuro

Para a diretora executiva, os desafios do ensino de idiomas vão muito além da aprendizagem de vocabulário e gramática. Em um mundo marcado pela comunicação instantânea e pela inteligência artificial, formar alunos fluentes significa desenvolver competências, como pensamento crítico, colaboração, criatividade e capacidade de atuar em diferentes contextos culturais.

Outro pauta de atenção para Lucia envolve a formação e a retenção de professores qualificados, considerados essenciais para garantir a qualidade do ensino. Ao mesmo tempo, a instituição busca acompanhar as rápidas transformações tecnológicas sem abrir mão do papel fundamental da interação humana e da mediação pedagógica no processo de aprendizagem.

“Além disso, precisamos acompanhar a velocidade das transformações tecnológicas sem perder de vista a importância da interação humana, da qualidade pedagógica e do papel insubstituível do professor no processo de aprendizagem”, indica.

Ciente desses cenários, Lucia reforça que, para os próximos passos da marca, a prioridade é ampliar o impacto da Casa Thomas Jefferson na educação brasileira, mantendo o compromisso com a excelência e a inovação. “Acreditamos que a educação continuará sendo a principal ferramenta para aproximar culturas, ampliar oportunidades e preparar pessoas para um mundo em constante transformação. É esse compromisso que seguirá nos guiando”, defende a diretora-executiva.

Três perguntas para Lucia Santos, diretora-executiva da Casa Thomas Jefferson 

Quem foram os fundadores e qual era a missão original?

A Casa Thomas Jefferson nasceu de uma iniciativa conjunta da Embaixada dos Estados Unidos e de educadores brasileiros e norte-americanos que acreditavam na educação como ferramenta de aproximação entre culturas. O projeto foi estruturado pelo linguista A. J. Hald Madsen, tendo Dorothy Pond como primeira diretora e Norma Corrêa Meyer Sant’Anna como primeira professora. Desde sua fundação, a missão era clara: promover o entendimento entre o Brasil e os Estados Unidos por meio da educação, da cultura e do ensino de excelência.

Há alguma curiosidade sobre a instituição que poucas pessoas sabem?

Pouca gente sabe que o nome “Casa” nunca foi apenas uma escolha simbólica. Desde sua fundação, a instituição foi concebida como um espaço aberto à comunidade, unindo educação, cultura e convivência. Outra curiosidade é que a preocupação com a inovação e a formação de professores começou antes mesmo da primeira aula. Em 1963, o próprio Correio Braziliense destacou o treinamento dos primeiros docentes, preparados para utilizar recursos considerados pioneiros à época, como materiais audiovisuais, biblioteca e o futuro laboratório de línguas. Esse espírito inovador permanece presente até hoje e se reflete em iniciativas como o Thomas Maker, o primeiro espaço maker bilíngue da América Latina.

Quais responsabilidades diferenciam um Centro Binacional de uma escola tradicional de idiomas?

Enquanto uma escola tradicional tem como foco principal o ensino da língua, um Centro Binacional tem compromisso institucional com a educação, a cultura e a diplomacia pública. Além de formar alunos proficientes em inglês, promovemos intercâmbio cultural, programas educacionais, ações sociais, eventos artísticos e iniciativas que fortalecem o relacionamento entre o Brasil e os Estados Unidos. Nosso papel é contribuir para o desenvolvimento da sociedade por meio da educação.