Garantir a saúde e a segurança em ambientes críticos é mais do que uma atividade operacional: é uma missão que exige preparo, inovação e compromisso permanente com a vida. Há quase duas décadas, essa é a essência da atuação do Grupo Med+, empresa nascida em Brasília e que expandiu a sua atuação para todo o Brasil. A marca também chegou a Portugal e, como próximo passo em solo internacional, busca desembarcar na Espanha.
A ideia do Med+ nasceu a partir da própria trajetória do presidente do grupo, Victor Reis. Antes de construir o negócio, ele passou por indústrias e operações complexas que possuíam uma falha clara: muitas empresas tratavam segurança, medicina ocupacional e emergência como obrigação contratual, e não como parte estratégica da operação.
“O mercado precisava de empresas capazes de unir técnica, presença operacional e senso de urgência. Não bastava entregar um serviço no papel. Era preciso estar preparado para salvar vidas, reduzir riscos, responder rápido e cuidar de pessoas em ambientes onde qualquer minuto pode mudar o desfecho de uma ocorrência”, conta.
Considerada uma das maiores empresas de urgências e emergências de aeroportos e estradas da América Latina, o Med+ possui faturamento superior a R$ 1,8 bilhão. Esse resultado foi gerado a partir de uma expansão da marca que, segundo o empresário, aconteceu com muita disciplina operacional. Primeiro, foi estruturada a base em medicina e segurança do trabalho. Depois, Victor avançou para serviços de urgência, emergência, remoção e resposta em ambientes de alta complexidade, como aeroportos, rodovias e portos.
“O crescimento não veio de uma única virada, mas de uma sucessão de contratos, aprendizados e entregas consistentes. Cada nova operação exigia padronização, treinamento, controle e presença próxima do cliente. Foi assim que conseguimos sair de uma atuação regional e construir uma operação distribuída pelo país. Agora, avançamos na internacionalização e também em áreas que ainda não ocupávamos, como serviços de inspeção aeroportuária por raio X”, informa.
Ele recorda que, inicialmente, o Grupo Med+ era apoiado na força empreendedora e na resiliência, para uma companhia multinacional, com milhares de colaboradores e atuação em setores essenciais da economia. Ao longo dos anos, a empresa amadureceu em processos, tecnologia, governança e cultura. Mas a essência, segundo Victor, continua a mesma: servir pessoas e salvar vidas. Hoje, o grande salto está na implementação de inteligência artificial em todos os setores da companhia.
Atualmente, o Med+ atua principalmente em aeroportos, rodovias, portos, medicina e segurança do trabalho, além de operações que demandam serviços médicos de urgência e emergência. Embora todos esses segmentos exijam elevado nível de preparo, alguns apresentam um grau de criticidade ainda maior.
“Aeroportos, por exemplo, combinam grande fluxo de pessoas, normas rígidas, risco operacional e necessidade de resposta imediata. Rodovias também exigem muita agilidade, porque uma ocorrência pode envolver vítimas, tráfego, tempo de deslocamento e integração com outros órgãos. São operações em que a qualidade técnica precisa caminhar junto com velocidade e coordenação”, explica.
Emergency Response
O termo Emergency Response [gerenciamento de emergências] significa, na prática, estar pronto antes de uma emergência acontecer. Isso envolve o treinamento de equipes, clareza nos protocolos, adequação nos equipamentos e capacidade de resposta rápida em ambientes onde o tempo é decisivo. “O trabalho é antecipar cenários, preparar equipes e responder com precisão quando uma ocorrência acontece. Só conseguimos essa excelência em função do uso intensivo de tecnologia. Essa visão está mudando o nosso jogo”, informa Victor.
Com mais de oito mil colaboradores e com uma operação que alcança mais de 56 milhões de pessoas, o presidente do Med+ enxerga a história do grupo com resiliência, fé, trabalho e pessoas. “A empresa nasceu de muitos recomeços e cresceu porque sempre teve um propósito claro: cuidar e salvar vidas. O que nos trouxe até aqui foi a capacidade de continuar mesmo quando o cenário era difícil”, conta.
Três perguntas para Victor Reis, presidente do Grupo Med+:
O que diferencia o Grupo Med+?
O que diferencia o Grupo Med+ é a combinação entre pessoas, tecnologia e processos. Desde o início, entendemos que uma grande empresa não se constrói sozinha. Ela depende de gente preparada, cultura forte, padrão operacional rigoroso e, principalmente, investimento intensivo em tecnologia. Também nos diferencia a capacidade de atuar em ambientes críticos, com escala nacional, sem perder o cuidado com a execução. Nosso trabalho não é apenas cumprir um contrato. É assumir responsabilidade por vidas, por operações sensíveis e por clientes que precisam confiar que estaremos prontos quando houver uma emergência.
Em 2024, a empresa cresceu 150%. Quais fatores explicam esse resultado?
Esse crescimento é resultado de uma combinação de fatores. O primeiro é a confiança construída com os clientes ao longo dos anos. O segundo é a capacidade de atuar em operações complexas, com padrão e velocidade. O terceiro é o amadurecimento da própria empresa, que investiu em pessoas, processos e estrutura para conseguir crescer sem perder qualidade. Também existe um movimento de mercado. Empresas e concessionárias passaram a olhar com mais atenção para gestão de risco, segurança operacional e resposta à emergência.
Quais são os próximos passos do Grupo Med+?
Os próximos passos são consolidar a liderança no setor aeroportuário e ampliar nossa presença em outros segmentos que também exigem alto padrão de resposta, como rodovias, portos, grandes operações privadas e medicina ocupacional. Também queremos continuar investindo em tecnologia, treinamento e processos. O objetivo é fazer do Grupo Med+ uma referência não apenas no Brasil, mas também em mercados internacionais, sempre preservando a nossa essência: pessoas, preparo e propósito.

