Foto: Gianmaria Cecchetti - Castellani SPA/Divulgação
O Senado brasileiro aprovou nesta quarta-feira (4) o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, última etapa de análise no Congresso Nacional para a ratificação do tratado no país. Considerado um dos mais ambiciosos pactos comerciais das últimas décadas, o acordo tem potencial para criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 780 milhões de pessoas e ampliando as relações econômicas entre os dois blocos.
Assinado em 17 de janeiro no Paraguai, o tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação que abrangem mais de 90% do comércio total entre Mercosul e União Europeia. Negociado ao longo de mais de 25 anos, o acordo estabelece regras comuns para o comércio de produtos industriais e agrícolas, além de dispositivos sobre investimentos e padrões regulatórios. A expectativa é que o tratado reduza barreiras comerciais, estimule novos investimentos e fortaleça a cooperação entre empresas europeias e sul-americanas.
Entre os setores que acompanham com atenção os desdobramentos do acordo está o mercado de vinhos, que vem registrando crescimento consistente no Brasil. Segundo dados do Ministério da Agricultura, a Itália passou de US$ 38,5 milhões em volume de exportação de vinhos para o Brasil, em 2023, para US$ 49,4 milhões em 2025, à frente da Espanha e em patamar próximo ao da França.
Para o embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, a aprovação representa um avanço relevante para a integração econômica entre os dois blocos. “O acordo UE-Mercosul representa um marco estratégico para o fortalecimento das relações econômicas entre nossas regiões. Esse elo de confiança mútua criará novas oportunidades para empresas italianas e brasileiras”, afirmou.
O setor vitivinícola europeu também comemorou a aprovação do tratado pelo Senado. Piergiorgio Castellani, CEO e proprietário da tradicional vinícola Castellani, na Toscana, diz que o Brasil tem se consolidado como um mercado promissor para produtores italianos. “O Brasil é um mercado em plena evolução. O acordo cria condições mais favoráveis para ampliarmos o intercâmbio e fortalecer a presença dos vinhos europeus”, disse.
No Brasil, importadores avaliam que o tratado pode ampliar o acesso do consumidor a rótulos internacionais. “O consumidor brasileiro está cada vez mais interessado em descobrir novos vinhos e regiões produtoras. Com a redução de barreiras comerciais, o acordo cria um ambiente ideal para ampliarmos o acesso a vinhos italianos de qualidade”, afirmou Cláudio Adolfo, representante da importadora Italy’s Wine São Paulo.
Para Graziano Messana, presidente da Câmara de Comércio Italiana de São Paulo e da Eurocâmaras, o tratado representa mais do que um avanço comercial. “O acordo UE-Mercosul representa não apenas um avanço comercial, mas um elo de confiança mútua entre os blocos. Acreditamos que essa parceria abrirá novas oportunidades para as empresas italianas e brasileiras, consolidando um futuro de crescimento sustentável”, afirmou.
Além do setor vitivinícola, o acordo prevê impactos positivos em áreas como infraestrutura, tecnologia, indústria e agronegócio. Especialistas apontam que a aproximação entre Mercosul e União Europeia pode ampliar a competitividade do Brasil no comércio internacional e fortalecer as relações comerciais com parceiros estratégicos do continente europeu.
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