Crédito: Canindé/Divulgação
Um ano depois de inaugurada no aniversário da cidade, em 2024, a Vinícola Brasília já colhe os louros da vitória. Dois rótulos – tinto Syrah Quatro Altitudes, safra 2022 (R$ 189), e o branco Viognier Canindé, safra 2024 (R$ 179) – vinificados nos tanques da casa do vinho candango, erguida no PAD-DF, se tornaram campeões na Grande Prova Vinhos do Brasil, considerado o maior e o mais respeitado concurso às cegas de vinhos disponíveis no mercado nacional.
Os autores da importante façanha são donos, respectivamente, das marcas Ercoara e Casa Vítor. Ambas empresas agrícolas integram o clube dos 10 sócios, que transformaram o solo do cerrado em deslumbrantes vinhedos, antes de construírem a vinícola às margens da BR-251, que liga Brasília a Unaí, distante 55 quilômetros da rodoviária central. Foi lá que o enólogo gaúcho Marcos Vian elaborou os vinhos.
Canindé obteve medalha de ouro e se tornou campeão por vencer em sua categoria. “Só pudemos colher no terceiro ano da plantação, porque nas duas primeiras safras a videira de Viognier não deu nada”, relata Rodrigo Sucena, sócio proprietário da Ercoara. “Só depois de uma nova poda feita de acordo com técnica francesa que o vinhedo passou a produzir”, informa o viticultor, que também é sommelier.
Já Quatro Altitudes obteve 93 pontos na avaliação às cegas que lhe concedeu duplo ouro por ter sido o melhor entre 45 Syrahs participantes. Para Carlos Vitor, o premio é “o reconhecimento de um trabalho feito com muito cuidado, dedicação e amor pela terra e mostra que é possível produzir vinhos de excelência no nosso Cerrado, além de um incentivo para acreditar no potencial de nosso terroir e no sonho de colocar os vinhos de Brasília no mapa da vitivinicultura nacional”.
Vitrine
O objetivo do certame é avaliar qualquer vinho que ainda esteja comercialmente disponível para a venda. Participaram 1007 amostras de todo o país e “embora o Rio Grande do Sul mantenha a hegemonia, tivemos vinhos premiados em 10 estados brasileiros”, explica Marcelo Copello, presidente do júri e sócio do Grupo Baco, que realiza a prova às cegas. Este ano o concurso foi realizado no fim de março, no hotel Vila Galé, no Rio de Janeiro.
Para Copello, trata-se de “uma excelente vitrine para o vinho brasileiro e, ao mesmo tempo, um grande termômetro de sua qualidade, com um panorama que inclui vinhos de Norte a Sul do país, avaliados e classificados às cegas por especialistas”, afirmou.
A premiação da Grande Prova será realizada na Wine South America (WSA) 2025, maior feira de negócios do setor vitivinícola da América Latina, que ocorre em Bento Gonçalves (RS) entre 6 a 8 de maio. Lá estarão presentes Rodrigo Sucena e Herbert Correia Araujo, da Ercoara e Carlos Vitor, fundador da Casa Vitor, com a mulher Marina Malheiros e os três sobrinhos que tocam a empresa: Renata Vitor La Terra, Danilo La Terra e Gabriel Malheiros.
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