A produtora de vinho Adriana Carvalho é a dona da Vinícola Calliandra Crédito: Liana Sabo/CB/D.A Press
Os rótulos têm origem nas uvas cultivadas na Fazenda Santa Rosa, em Goiás. Nos fins de semana a propriedade está aberta à visitação do público
Apenas um pneu velho caiado de branco à beira da BR 070 no KM 55, rumo a Cocalzinho, indica (para quem sabe) a entrada da estrada de terra, distante sete quilômetros do asfalto, até a Fazenda Santa Rosa, onde nasceram as parreiras que dão origem ao primeiro vinho de Goiás, o Intrépido, considerado “uma aberração de tão bom” pelo sommelier Manoel Beato, um dos mais renomados especialistas brasileiros.
Fruto do esforço, dedicação e até teimosia do médico goiano Marcelo de Souza em produzir a bebida de quatro mil anos no cerrado, a primeira colheita das uvas Sirah, Barbera, Sangiovese e Tempranillo se deu em 2008 e dois anos depois eram lançados os primeiros rótulos da Vinícola Pirineus.
Treze anos mais tarde, os vinhedos atingem 5 hectares, alguns a 930m do solo, o que caracteriza vinhos de altitude além da dupla poda, como é chamada a tecnologia que muda o ciclo natural da planta e permite que venha a produzir duas vezes por ano.
Experiência rural
Proprietária da Fazenda Santa Rosa, herança do pai, Adriana Carvalho, ex-mulher de Marcelo, cultiva ali suas próprias videiras que já renderam quatro rótulos produzidos pela Vinícola Calliandra, fundada por ela. “O nome remete a uma flor singular delicada e resistente de raízes profundas, considerada a fênix do cerrado, cujo processo se assemelha ao meu, que depois de uma separação teve início nova etapa de vida”, explica a vitoriosa Adriana.
Nos fins de semana a propriedade está aberta à visitação, que começa por um delicioso cafezinho com biscoitos artesanais servidos em ambiente rústico e aconchegante. A própria dona gosta de acompanhar os visitantes mostrando-lhes as vinhas e contando a origem de cada casta e o que produz com elas. Na volta tem início degustação dos vinhos e saboroso almoço de duas entradas. Uma de salada verde com tomate confit da horta e a outra de queijos da região com pastas de baru e pequi, além de burrata.
Inspirado na culinária italiana vem à mesa prato quente de massa com toque goiano dado por Nubia, braço direito da Adriana, que junto com o marido são caseiros há 16 anos. A sobremesa é doce típico de fazenda. Depois do almoço, você pode descansar numa das coloridas redes do ventilado espaço. Calliandra Experiência Rural é o nome do programa que integra a rota dos Pirineus e sai por R$ 215 por pessoa.
Lojinha
Os rótulos são Espumante Sur Lie (continua com as leveduras dentro da garrafa) por R$ 105; Calliandra Ciclos, blend 2018 de Syrah, Barbera e Tempranillo por R$ 85; Calliandra Momentos Tempranillo 2020 por R$ 115 e o último lançamento Odisseia, um varietal de Barbera 2019 com a qual foram feitas 800 garrafas por R$ 165 cada. No local, são vendidos também os vinhos da Vinícola Pirineus e outros rótulos nacionais, além de sucos de uva, mel, queijos e geleias de produtores. Reservas: (62) 99944-3314.
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