Chefs de ouro

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Eleito há menos de dois meses o número um do planeta, o chef italiano Massimo Bottura vem ao Brasil para cozinhar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 9 de agosto. Bottura comanda a Osteria Francescana, em Modena, apontada como o melhor restaurante do mundo pela revista inglesa Restaurant. A preocupação do premiado cozinheiro, no entanto, não se limita aos clientes que vão à casa degustar cardápio de dez etapas por 180 euros (aproximadamente R$ 790) — é também com os que não podem pagar.

Dono de uma profunda consciência social, Bottura aceitou convite do David Hertz para repetir aqui experiência que os dois tiveram na Itália, ano passado, durante a Expo Milano, quando cozinharam com sobras de ingredientes que iriam para o lixo dos restaurantes do evento. Os comensais foram pessoas debaixa renda reunidasno Reffetorio Ambrosiano.

Folhas e cascas

Massimo Bottura Créditos: Rafa Rivas/AFP
David Hertz Crédito: Ana Nascimento/MDS.

“Projetos como esse vão além de dar o que comer e, sim, como ouvi do próprio Massimo: fazer do invisível, visível”, contou à coluna David Herz, igualmente chef de cozinha e empreendedor social. Há oito anos, Gastromotiva, a empresa fundada por ele, vem transformando a realidade social de centenas de jovens pobres, aos quais ensina a arte de aproveitar ingredientes em boa comida — sem desperdiçar sequer as folhas e cascas dos alimentos.

Instalado na Lapa (número 108 da Rua Lapa), em terreno cedido pela prefeitura por dez anos, o Reffetorio Rio Gastromotiva (que recebe os últimos retoques) vai funcionar durante os Jogos Olímpicos até o dia 18 de setembro e nele cozinharão as maiores estrelas da gastronomia mundial, como o francês Alain Ducasse, o catalão Joan Roca, o ítalo-argentino Mauro Colagrecco e os peruanos Virgilio Martinez e Renzo Garibaldi, quem vem sempre a São Paulo.

Patrocínio

Eles vão se juntar aos brasileiros Alex Atala, Alberto Landgraf, Manu Buffara, Thomas Troisgros e Leo Paixão. Na mesa, pratos preparados com sobras de frutas, legumes e verduras feias ou amassadas que iriam parar no lixo. “Com esses produtos, os chefs vão cozinhar e oferecer refeições com dignidade para pessoas vulneráveis”, explica David Hertz.

Serão parceiros estratégicos da Gastromotiva nesse empreendimento os caterings Sapore e Behind. O projeto conta com o patrocínio de diversas empresas como Coca Cola, Fundação Cargill, Fundação Carrefour, San Pellegrino, Pastificio Di Martino, Pastificion Felicetti e Placo Saint-Gobain.

Liana Sabo

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