Fluminense 1 x 2 Rivadavia: como perder a autoestima em uma semana

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A derrota de virada do Fluminense para o Independiente Rivadavia da Argentina por 2 x 1 nesta quarta-feira, no Maracanã, é o diagnóstico de um time que perdeu a autoestima em uma semana devido a um combo de fatores dentro e fora das quatro linhas.

A aceitação do adiamento do clássico contra o Flamengo de sábado para domingo causou turbulência administrativa nas Laranjeiras. Ficou um sentimento de indignação e até mesmo de apequenamento do clube diante do rival depois do aval do presidente Mattheus Montenegro. A torcida não engoliu o fato de o clube se “curvar” ao capricho do adversário.

O Flamengo quebrou a invencibilidade do Fluminense como mandante na era Luis Zubeldia e isso também abalou a autoestima tricolor. A derrota por 2 x 1 veio na esteira do que havia acontecido dias antes nas negociações entre os dois times e a CBF pela alteração na data.

Dentro das quatro linhas, a perda de Lucho Acosta no início do clássico foi um duro golpe para Zubeldia e a torcida. O meia é disparado o melhor homem do meio de campo do Fluminense na temporada. Pior do que perdê-lo no clássico foi saber que ele não estaria disponível três dias depois no duelo com o Independiente Rivadavia.

Some-se a isso os curtos-circuitos na defesa do Fluminense. A começar pelo goleiro Fábio. As falhas em dois jogos consecutivos deixam sinal de alerta. Primeiro, no gol de Pedro. Depois, nas saídas atabalhoadas do gol prejudicais à tranquilidade da defesa tricolor.

Se fosse somente Fábio estaria fácil de resolver com a troca dele por Vitor Eudes. A questão é o efeito dominó. O par de zagueiros Ignácio e Freytes estava na bola no primeiro gol do Rivadavia. Ambos falham. No segundo, há uma trapalhada coletiva iniciada pelo goleiro Fábio ao sair mal do gol, agravada pelas lambanças de Canobbio, Samuel Xavier e de Matheus Martinelli. O volante ainda tenta evitar a cena tragicômica, mas não consegue.

A autoestima do Fluminense baixou. O nível do futebol e de concentração também. Do ponto de vista da torcida, é fácil responsabilizar a troca do dia do Fla-Flu pela crise, mas vale fazer uma linha do tempo. O time não vence há quatro jogos. A série começa antes mesmo na mudança, nos empates com o Coritiba no Couto Pereira e o La Guaira na Venezuela. As derrotas para o Flamengo e o Independiente Rivadavia são apenas agravantes na fase ruim.

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Marcos Paulo Lima

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Marcos Paulo Lima
Tags: Crise no Fluminense Drible de Corpo Fábio Fla-Flu Fluminense Independiente Rivadavia Lucho Acosta Luis Zubeldía Maracanã Mattheus Montenegro

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