Gustavo Henrique comemora o segundo gol do Timão. Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Costumamos dizer que um bom time começa por um grande goleiro. No caso do Corinthians, exige-se também um senhor zagueiro. Marcelo Djian. Gamarra. Fábio Luciano. Gil. Gustavo Henrique é o candidato da vez a ídolo da Fiel.
Como está jogando bola o beque grandalhão de 1,96m. Símbolo de uma defesa intacta no início do trabalho do técnico Fernando Diniz. O Corinthians não foi vazado contra Platense, Palmeiras e Independiente Santa Fe sob nova direção. Duas partidas na Copa Libertadores da América e uma na Série A do Campeonato Brasileiro.
Gustavo Henrique é o destino predileto das jogadas ensaiadas do Corinthians nas cobranças de faltas e escanteios. Assim foi construída a vitória. No primeiro lance, o meia Rodrigo Garro bate um corner, o zagueiro escora sozinho, livre de marcação, em um comportamento até ingênuo do time colombiano, e o volante Raniele abre o placar.
Na trama do segundo gol, Rodrigo Garro cobra uma falta em diagonal da direita para a esquerda. Gustavo Henrique dá uma aula de movimentação ao partir em direção à bola e concluir o lance com um voleio desajeitado para decretar o triunfo alvinegro.
Gustavo Henrique não é somente um gigante dentro da área. Ele entrega bem mais do que referência nas ações ofensivas. Ele chuta a gol. Teve aproveitamento de 86% nos passes certos, ou seja, tem saída de bola. Oferece qualidade também na bola longa.
Lidera em interceptações e cortes por jogo. Melhor: forma bela dupla com Gabriel Paulista. Resta saber se ele e os demais parceiros da retaguarda conseguirão entregar o que deseja Fernando Diniz na saída de bola quando ele tiver tempo para treinar e desenvolver os mecanismos de jogo. A começar pela dificuldade de Hugo Souza com os pés. Por enquanto, o Corinthians pode se orgulhar de ter um senhor xerife na defesa.
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