Cruzeiro vence batalha jurídica contra Riascos

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O Cruzeiro venceu a queda de braço com o atacante Riascos na Justiça. Para deixar o clube mineiro, o jogador colombiano vai ter que desembolsar R$ 2.262,000,00. Os advogados do time celeste alegaram que, nos últimos 18 meses, o jogador recebeu mais de R$ 5 milhões em salários e teria condição de fazer o pagamento. O resultado saiu hoje, às 18h10, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), decisão do ministro Ives Gandra. O blog teve acesso ao texto da decisão (ver abaixo).

“Agora, se ele quiser sair do clube, vai ter que depositar essa caução”, afirmou ao blog o advogado Matheus Corrêa da Veiga”. Um dos clubes interessados em Riascos é o Vasco.

Na última sexta-feira, as partes estiveram reunidas por mais de três horas em uma reunião de conciliação com o presidente do TST, ministro Ives Gandra, mas não houve acordo.

*Com informações de Antonio Temóteo

CONFIRA A DECISÃO DE HOJE NO TST

ENTENDA O CASO

Em julho de 2016 Riascos foi afastado depois de declaração polêmica após partida contra o Fluminense. Em agosto, Riascos – que tem contrato com o clube até 2018, ajuizou uma ação para requerer rescisão com o Cruzeiro alegando que que “estava sendo impedido de prosseguir com o exercício de suas atividades profissionais”. Porém, o juízo da 27ª Vara do Trabalho de BH denegou a tutela.

O jogador colombiano então impetrou um mandado de segurança contra este ato do juiz, e uma liminar do TRT-MG determinou que o clube desse ao jogador um atestado liberatório, com a condição de que o clube interessado em contratar Riascos fizesse um depósito, a titulo de caução, no valor de R$ 3,2 milhões. Diante disso, em setembro, o jogador interpôs um habeas corpus para pedir liberação para poder vincular-se a qualquer equipe sem a necessidade do depósito caução.

O Regional acolheu parcialmente o pedido do colombiano e autorizou o atleta a jogar apenas no Brasil, sem a necessidade do pagamento. Em outubro, Riascos novamente recorreu ao TRT-MG para conseguir liberação de trabalhar em equipes estrangeiras. Segundo o colombiano, ele precisava garantir sua subsistência até a próxima audiência, marcada para maio de 2017.

Segundo seus representantes, ele não conseguiria atuar mais no Brasil devido ao fechamento da janela de transferências, mas teria uma oportunidade de atuar no futebol dos Emirados Árabes, onde a janela fechava em 25/12/2016. Junto deste pedido, Riascos apresentou um habeas corpus no TST. O colombiano perdeu a guerra em definitivo com a decisão desta segunda-feira.

Marcos Paulo Lima

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