O que o Vasco pode esperar de Damián Escudero?

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Damian Escudero era o camisa 11 da Argentina no Mundial Sub-20 de 2007, no Canadá. Sob o comando de Hugo Tocalli, a cria do Vélez Sarsfield fazia parte de um elenco que tinha o goleiro Sergio Romero, o volante Éver Banega, o meia Ángel Di María e o atacante Sergio Aguero. Em um elenco tão sortido de talentos, só entrou em campo uma vez na competição, na goleada por 6 x 0 sobre o Panamá na fase de grupos. Culpa também de uma contusão. Mesmo assim, foi campeão mundial. Ao contrário dos companheiros, não se firmou na seleção principal. Chegou a ser pré-convocado por Sergio Batista para os Jogos de Pequim-2008. No fim, não participou da conquista do bi olímpico.

Enquanto Romero, Banega, Di María e Aguero se consolidavam em times do futebol europeu e levavam a Argentina ao vice na Copa de 2014 aqui no Brasil, Escudero perambulava pelo mundo da bola. Brilhou pelo Vélez Sarsfield na Libertadores de 2007 e na Copa Sul-Americana de 2008 e abriu as portas do Velho Continente.

Acertou com o Villarreal, da Espanha, mas logo foi emprestado ao Valladolid. Não se firmou no time comandado por José Luis Mendillibar. Muito menos vingou no Villarreal, sob as ordens de Ernesto Valverde, e viu as portas se fecharem para ele na Europa. Não conseguiu espaço em um time que tinha como principais organizadores do meio de campo o francês Roberto Pirés e o espanhol Santi Cazorla.

Repatriado ao futebol argentino pelo Boca Juniors, não decolou com os técnicos Julio César Falcioni, Roberto Pompei e Claudio Borghi. No Grêmio, trabalhou com Julinho Camargo, Celso Roth e Renato Gaúcho em 2011. Do tricolor gaúcho foi para o Atlético-MG. Foi campeão estadual em 2012 sentadinho no banco de um meio de campo que tinha Pierre, Serginho, Danilinho e Guilherme.

VITÓRIA-BA – CAMPEÃO BAIANO EM 2013

Escudero no time de Caio Júnior: armado ao lado de Renato Cajá

Coadjuvante no Galo, Escudero foi protagonista no Vitória, campeão baiano de 2013. Vítima do acidente aéreo da Chapecoense, o técnico Caio Júnior soube usar o argentino em sua melhor função, como meia aberto pela esquerda. Aqui, talvez, pode estar a dica para Cristóvão Borges montar o Vasco extraindo o máximo do reforço. Escudero dividia a criação com Renato Cajá. Atrás dos dois atuavam os volantes Michel e Cáceres. À frente da dupla, Maxi Biancucchi e Dinei. Com essa formação, o Vitória humilhou o Bahia por 7 x 3 na goleada sobre o Bahia no duelo de ida e administrou empate por 1 x 1 na volta. Portanto, não é impossível imaginar Nenê e Escudero juntos na armação do Vasco em 2017. Na melhor fase na passagem por três clubes do futebol brasileiro, Escudero fez 11 gols e deu 6 assistências em 27 jogos com a camisa do Vitória.

PUEBLA-MÉX – CAMPEONATO MEXICANO

Uma opção para Cristóvão Borges: Escudero na direita no 4-2-3-1

O meia argentino trocou o Vitória pelo Puebla, do México. No último clube, foi o Escudero que o Vasco deve esperar: o homem do último passe, não artilheiro. Deu cinco passes para gol, balançou a rede três vezes e foi o quinto colocado no ranking de assistências do Campeonato Mexicano. Pode não ser o presente dos sonhos da torcida do Vasco, mas Escudero deve ser muito útil a Cristóvão Borges, desde que o jogador se comprometa a reencontrar a boa fase dos tempos de Vitória, e Cristóvão Borges olhe para o que fez Caio Júnior no time baiano e encontre a posição do jogador no meio de campo cruz-maltino. Só não aposte em vida longa no clube. Escudero é um andarilho.

POSSÍVEL VASCO COM ESCUDERO EM 2017

Sistema tático 4-4-2 é um alternativa, com dois armadores

Marcos Paulo Lima

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