Corte de Wesley expõe a falência do Brasil na produção de laterais

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New Jersey — O corte de Wesley devido a uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda neste domingo de folga da Seleção expõe a imensa dificuldade do Brasil na formação de uma nova safra de laterais. Carlo Ancelotti olhou para a lista de 55 nomes e não achou um substituto à altura do jogador de 22 anos da Roma para preencher o vácuo na posição. Caminhamos quatro anos para descobri que só temos ele ao substituí-lo pelo volante Éderson.

Houve testes no ciclo como mostrou a série do Correio Braziliense sobre posição por posição. Yan Couto, Vanderson, Arthur, Paulo Henrique, Vitinho, Emerson Royal, Arthur e Dodô. Cardápio comum em uma Seleção formadora historicamente de jogadores fora de série na posição. Djalma Santos, Carlos Alberto Torres, Nelinho, Leandro, Jorginho, Cafu, Maicon e Daniel Alves formaram uma dinastia da camisa 2 verde-amarela.

Os dois times mais ricos do país ajudam a descrever a carência. O titular da lateral direita do Flamengo é o uruguaio Guillermo Varela, sucessor de Wesley. O dono da posição no Palmeiras nasceu na Argentina e foi convocado pelo técnico Lionel Scaloni: Agustin Giay. O dono da posição no São Paulo é Cédric Soares. Mateo Ponte manda no setor no Botafogo.

O Brasil inicia a Copa sem ostentar o que sempre foi invejado pelos concorrentes: laterais fora de série. Quem os tem, agora, são outros candidatos ao título. Primeiro adversário do Brasil na Copa no sábado, às 19h, no MetLife Stadium, Marrocos conta com Hakimi.

Portugal desembarca no Mundial com Nuno Mendes. A Alemanha desfruta do versátil Kimmich. Os Estados Unidos chegam com Sergiño Dest. A Holanda ataca com Denzel Dumfries. A Inglaterra chamou Reece James e deixou Alexander-Arnold fora da lista.

Sem Wesley, Carlo Ancelotti terá de se virar com Danilo, presente nas última duas edições da Copa do Mundo, e com o improviso de Roger Ibañez na posição. Em último caso, como escrevi recentemente em um post publicado no blog, pode recorrer ao volante Fabinho.

Wesley é uma perda irreparável para a Seleção Brasileira e um forte recado às divisões de base dos clubes brasileiros: é preciso olhar com carinho para a base. Falamos sobre a crise na lateral direita, mas ela também existe na esquerda. Não temos mais Júnior, Branco, Leonardo, Roberto Carlos, Marcelo. A fábrica parou e o Brasil pede socorro no setor que sempre serviu de atalho no campo para a conquista de cinco títulos mundiais.

Leia ctambém:

Quantos gols mais Endrick terá de fazer para ser o “9” do Brasil na Copa?

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Marcos Paulo Lima

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Marcos Paulo Lima
Tags: Base do futebol brasileiro Bastidores da Seleção Cafu Carlo Ancelotti Carlos Alberto Torres Coluna de Esportes Copa do Mundo 2026 Crise de laterais Djalma Santos Jorginho lateral direita Leandro MetLife Stadium Nelinho Seleção Brasileira Wesley

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