Fundador da Oracle chama Amazon para a briga no mundo virtual

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San Francisco, CA __ No que é conhecido como praticamente a abertura oficial da Oracle Open World em San Francisco, a palestra do co-fundador da empresa, Larry Ellison, abriu guerra contra a Amazon Web Services (AWS). Ao fazer o anúncio de seus novos produtos __ a segunda geração de OCI _ Oracle Cloud Infrastructure __ em vários slides ele comparou seus serviços com os do concorrente. Em especial, quando mencionava todas as suas plataformas de nuvem (que rodam e armazenam todos os serviços de aplicativos). Na Amazon, você é responsável pela configuração”, diz Ellison, ao alertar que, se houver perdas de dados, a empresa não será responsável. “A Oracle Generation 2 é responsável por essa configuração e prevenção de perdas”, diz Ellison.

Numa estratégia de marketing que tem tudo para dar certo, ele anunciou a nuvem e o sistema autônomo database “grátis” para desenvolvedores, estudantes e, ainda, para a Oracle Academia, onde os professores são orientados para levar o conhecimento à sala de aula e empresas (desde que nó seja em larga escala, caso de startups, por exemplo). O “always free”, que marcou o fim da uma hora de palestra de Larry Ellison, é vista como uma forma de atrair as pessoas-chaves do mercado. Afinal, se o desenvolvedor do aplicativo roda muito bem na plataforma Oracle, por que o usuário que pagará pelo serviço arriscará outra? É por aí que Ellison fará dinheiro, conforme análise de especialistas do setor.

Ellison garante que seus produtos têm muito mais segurança de dados do que os do concorrente. Citou ainda a Capital One, a holding de bancos atacada por um hacker que roubou dados de milhões de pessoas. Ellison não relacionou o hacker à AWS em sua palestra e nem precisava. Aquela plateia de mais de duas mil pessoas no auditório não perde um capítulo da novela da tecnologia e está cansada de saber que o hacker preso em agosto era trabalhador formal da Amazon. A oracle Open World termina na quinta-feira. Até lá, ao que tudo indica, novos capítulos dessa guerra virão.

Tensão sobe após ataque de drones e Estados Unidos elevam alerta de defesa

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e presidente do Irã
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Os mariners americanos entraram em Defcon 3 esta noite, por causa dos ataques dos drones à empresa Aramco na Arábia Saudita. O Defense Condition (Defcon) 3 é uma espécie de “fique de prontidão, porque podemos entrar em guerra”. Pode ser comparado ao sinal amarelo. Só que, nesse caso, são os Mariners e a Força aérea, que têm que se mobilizar e se prepararem para serem acionada em 15 minutos, se a situação não melhorar.

Em 11 de setembro de 2001, por exemplo, os Estados Unidos entraram em Defcon 3. O US Abraham Lincoln, o mega porta-aviões, está em alerta vermelho. A mobilização ocorre porque os Estados Unidos desconfiam do Irã, embora as autoridades iranianas tenham se apressado em negar qualquer participação no ataque.

Paralelamente à tensão gerada pelos ataques, o preço do petróleo dispara por toda a Ásia, onde os mercados já estão abertos. Em Dubai há pouco, a alta era de 10,58% e subindo. Esse assunto promete dominar o cenário mundial hoje.

Atualização : Bolsas europeias abriram em queda e petróleo em alta. Especialistas consideram que é o maior salto desde 1988.

CPI da Vaza Jato: oposição consegue assinaturas suficientes e protocola pedido

Sergio Moro
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A oposição ultrapassou a barreira das 171 assinaturas e protocolou o pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a conduta do ex-juiz Sérgio Moro e dos procuradores que integram a força-tarefa da Lava-Jato, no contexto dos diálogos revelados pelo site The Intercept.

Passada a fase de conferência das assinaturas, caberá ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pedir aos partidos que indiquem os membros da CPI e, posteriormente, promover a sua instalação.

O grupo de congressistas mais simpático ao hoje ministro da Justiça, Sergio Moro, vai tentar protelar ao máximo a instalação e tentar garantir que seja feita, ao mesmo tempo, uma outra CPI, esta para investigar a forma como os diálogos publicados pelo The Intercept foram obtidos.

São as duas faces de um assunto que promete gerar mais tensão no Parlamento, com um grupo defendendo e outro procurando desgastar a imagem do ex-juiz.

Especialistas em gestão reclamam de ingerências políticas no Cade

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As nomeações políticas para o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) provocaram reação imediata na direção da Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (Anesp). Em nota divulgada há pouco, a associação pede “blindagem do Cade contra ingerências politicas”. Menciona ainda que, em abril deste ano, o Cade ingressou no comitê de concorrência da OCDE e deixam no ar que esse ingresso pode ficar comprometido.”A OCDE condicionou esse ingresso à observação de diversas recomendações, entre elas a de que houvesse mais transparência no processo de escolha dos cargos de Conselheiro e Superintendente do órgão. Para tanto, as vagas deveriam ser divulgadas e ser aberto prazo para apresentação de candidaturas”. Reclama ainda que as recentes indicações encaminhadas ao Senado não não seguem os padrões de transparência.

Eis a íntegra:

A Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (ANESP) manifesta, por meio desta, sua preocupação com a futura composição do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

O CADE foi construído ao longo dos últimos anos por dezenas de membros da carreira de EPPGG, que o ergueram e obtiveram para ele reconhecimento internacional, tendo sido premiado como melhor agência de defesa da concorrência das Américas nos anos de 2010, 2014, 2016 e 2018, além de diversos outros prêmios de excelência. O auge desse reconhecimento ocorreu em abril deste ano, com a entrada do CADE no comitê de concorrência da OCDE.

Contudo, a OCDE condicionou esse ingresso à observação de diversas recomendações, entre elas a de que houvesse mais transparência no processo de escolha dos cargos de Conselheiro e Superintendente do órgão. Para tanto, as vagas deveriam ser divulgadas e ser aberto prazo para apresentação de candidaturas.

Infelizmente, as recentes indicações encaminhadas ao Senado não seguem esses padrões de transparência. Ademais, a retirada das indicações técnicas e com experiência em defesa da concorrência, que já estavam postas, causa perplexidade e denota uma ingerência indevida sobre um órgão técnico de Estado. Esses fatores dificultarão de sobremaneira a inserção e a consolidação do CADE no comitê de concorrência da OCDE.

A ANESP defende convictamente a meritocracia no preenchimento dos cargos públicos, inclusive no CADE, sem ingerência política que possa desvirtuar sua trajetória de reconhecimentos internacionais. Uma eventual politização do CADE pode ainda comprometer a colaboração que o órgão vem dando às operações de combate à corrupção, que possuem amplo apoio na sociedade.

O CADE e demais órgãos do sistema de Defesa da Concorrência brasileiro possuem inúmeros quadros técnicos altamente qualificados, com mestrado e doutorado no Brasil e no exterior, anos de experiência no assunto e, principalmente, com isenção política para conduzir de modo eficiente e imparcial as políticas públicas concorrenciais, uma vez que foram selecionados por concurso público, de forma impessoal e republicana. Porém, nenhum membro desse corpo técnico foi considerado e sequer ouvido no atual processo de indicação de dirigentes.

Diante do exposto, pugnamos pela manutenção da blindagem do CADE contra ingerência política, para que ele seja gerido tão somente por critérios técnicos e meritocráticos, que certamente trarão melhores resultados e maiores ganhos pra a sociedade.

ANESP – Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental

Diplomacia brasileira em xeque

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A crise real

Experientes embaixadores alertam que os parlamentos de todos os países vão precisar ratificar o acordo entre o Mercosul e a União Europeia e, se o Brasil não agir rápido para resolver o problema na Amazônia, pelo menos parte do que foi conquistado pode desmoronar. Nos bastidores da nossa diplomacia, há quem assegure que, até o momento, o único país da União Europeia que está, de fato, ajudando o Brasil de corpo e alma nesse acordo é a Espanha. Os demais têm seus desconfortos.

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A coluna ontem cantou a bola: a celeuma em torno das queimadas da Amazônia e a demora do governo em responder com ações em vez de declarações culpando ONGs, fazendeiros e quem mais chegasse preocuparam o agronegócio brasileiro e deram fôlego àqueles que assinaram o acordo da União Europeia e do Mercosul a contragosto. Fazer passar esse acordo nos parlamentos europeus será o grande desafio no jogo internacional.

Maia se coloca bem na foto

Quem conversou com o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes para garantir recursos recuperados pela Lava-Jato para ações de combate aos incêndios na Amazônia foi o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. As conversações caminham para a destinação de
R$ 1 bilhão já na próxima semana.

Perdeu pontos

Senadores avaliam que, se o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) quiser ser embaixador, deve ter mais cuidado com o que diz ou tuíta. Talvez por inexperiência, retuitou um vídeo de um internauta que chamava o presidente da França, Emmanuel Macron, de “idiota”, com um enunciado da sua lavra: “Recado para o @EmmanuelMacron”. Até parlamentares que pretendem votar nele para embaixador ficaram constrangidos.

Mas pode recuperar

Os mais tarimbados avisam: diplomacia não se faz com bravatas nem provocações. E sim com sangue frio, inteligência, conhecimento e equilíbrio. É por aí que será feita a sabatina. Certamente, alguém vai perguntar por que ele retuitou o vídeo colocando mais lenha na fogueira em vez de atuar como bombeiro, esclarecendo as ações do Brasil na área ambiental.

Enquanto isso, em Salvador…

Delegados da Polícia Federal divulgaram nota criticando eventuais interferências na corporação, mas sabem que, na prática, têm pouco a fazer para reagir a um avanço efetivo de Jair Bolsonaro. Se o presidente quiser trocar os chefes das superintendências regionais, fará sem qualquer reação da PF. Assim, ganha força entre os delegados a defesa do mandato do diretor-geral e a autonomia orçamentária da polícia. Mas tudo a partir da pressão legislativa. Eles consideram que é o único caminho.

Menos, presidente, menos/ Parlamentares diziam ontem à boca pequena que não dá para o presidente Jair Bolsonaro seguir o exemplo do presidente Donald Trump. Afinal, a economia brasileira não lhe permite essa atitude.

Por falar em Trump…/ O presidente Donald Trump se disse pronto a ajudar o Brasil no combate aos incêndios na Amazônia, mas o governo brasileiro espera mesmo é que ele ajude o presidente Jair Bolsonaro dentro do
G-7. O que for bom para os Estados Unidos, o presidente americano fará. No momento, está mais focado na guerra comercial com a China.

Mourão, o discreto/ Ao participar da sessão solene em homenagem ao Dia do Maçom, no Senado, o vice-presidente Hamilton Mourão (foto) não abriu a boca para falar da Amazônia. Quem esteve com ele garante que o período é de paz entre ele e o presidente Jair Bolsonaro. E, pelo menos até a paella que Mourão servirá hoje para o presidente no Jaburu, não tem briga.

Enquanto isso, na Câmara…/ O comandante do Exército, Edson Pujol, não saiu um milímetro do script, na sessão pelo Dia do Soldado. A ordem no governo é um discurso único. Já não era sem tempo.

Governador Ibaneis Rocha não comandará o MDB nacional

Ibaneis
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Em reunião que terminou há pouco, a Comissão Executiva Nacional do MDB rejeitou a mudança imediata no estatuto do partido. Assim, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, está automaticamente fora da disputa para o comando nacional do partido. Isso porque o atual estatuto não permite que governadores no exercício do cargo sejam escolhidos presidentes da legenda. A decisão de não alterar o estatuto agora tira também do páreo os governadores Renan Filho (AL) e Helder Barbalho (PA).

O atual presidente, Romero Jucá, tentou aprovar a mudança no estatuto hoje. Porém, os demais integrantes da Executiva Nacional rejeitaram colocar esse tema em pauta e fecharam o compromisso de que qualquer alteração nas normas internas do MDB deverão ser discutidas por quem for escolhido presidente na convenção prevista para 6 de outubro.

Sem os governadores no páreo, crescem as chances do atual líder da bancada na Câmara, Baleia Rossi, que tenta construir um consenso entre os deputados e angariar apoios entre os senadores. A reunião terminou com a frase do ex-senador Wellington Salgado (MG) ressaltando a capacidade de Jucá em não bater de frente com os demais integrantes da cúpula do partido: “Você, realmente, mostra que sabe ler o jogo”. Nos bastidores, significa que a Executiva Nacional não quis facilitar a vida para entregar a agremiação nas mãos do governador do Distrito Federal e Romero Jucá, que trabalhava por Ibaneis, preferiu não se queimar com os demais.

União condenada a indenizar ex-ministro de FHC em R$ 100 mil

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A sentença da juíza Ivani Silva da Luz, da 6ª Vara Federal do Distrito Federal, é direta: “No mérito, julgo procedente o pedido, na forma do artigo 487, inciso I, do Código de Processo Civil, pra condenar a União a pagar ao autor compensação por dano moral no valor de R$ 100 mil”. O autor em questão é o ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência Eduardo Jorge Caldas Pereira, que ocupou o cargo no governo Fernando Henrique Cardoso. A ação corria na Justiça há 17 anos e se referia a entrevistas e divulgação de documentos sigilosos por parte dos procuradores do Ministério Público Luiz Francisco e Guilherme Schelb, a respeito do ex-ministro. Na sentença, a juíza diz que “o autor (no caso, Eduardo Jorge) sofreu dano extrapatrimonial”. Porém, na página 27, ela relata: “Se os citados procuradores agiram ou não com dolo, fraude ou culpa, cuide-se de questão a ser examinada em eventual ação regressiva, ajuizada pela União, se for o caso, mas não no presente feito”. Ela afirma que a responsabilidade do Estado é objetiva. Em suma, se a União quiser repassar a conta pra os procuradores, deve entrar com uma nova ação.

O caso da ação se refere a reportagens publicadas no ano 2000, com ilações do nome do ministro ao ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, condenado no escândalo do TRT de São Paulo. A juíza considerou que os agentes públicos “se excederam no exercício de suas funções, por meio de atos incompatíveis com as funções do cargo ocupado por eles à época dos fatos”. Ela, na sentença, destacada ainda que “mesmo que o autor tivesse de fato cometido crimes e atos ilícitos a ele atribuídos, o que, de acordo com elementos dos autos, não ocorreu, não poderia ter havido a divulgação de informações sigilosas e nem a utilização da imprensa com a finalidade de se obter material para, posteriormente, abrir investigação com base nas publicações jornalísticas e de macular a honra e a imagem do requerente”.

João Dória participará de filiação de Frota no PSDB

João Doria
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O governador de São Paulo, João Dória, acaba de confirmar ao blog que irá pessoalmente participar da filiação de Alexandre Frota ao PSDB, hoje 17h30, na sede do partido em São Paulo. A presença do governador, sempre citado como uma as apostas para a Presidência da República em 2022, é mais um sinal de distanciamento entre a principal aposta tucana para o futuro e o presidente Jair Bolsonaro.

Frota foi expulso do PSL por causa das críticas ao governo. O presidente ficou irritado especialmente com o fato de o deputado ter se posicionado contra a indicação de Eduardo Bolsonaro para o cago de embaixador em Washington. A justificativa oficial, no entanto, foi a abstenção em relação à reforma da Previdência.

O ator tem tido uma atuação de destaque na Câmara, justamente por causa das críticas ao governo. Essa críticas ganharam visibilidade por se tratar de alguém que fez campanha ao lado do presidente, no ano passado. Frota foi inclusive citado por Bolsonaro como um possível ministro. A criação, aliás, foi motivo de reclamações de parte da bancada evangélica que tinha restrições ao fato de Frota ter sido ator pornô. A última referecia de Bolsonaro em relação ao deputado foi, “quem é Frota? Não conheço”.

Dória, por sua vez, tem agregado muita gente. Estão em seu governo vários ex-ministros de Michel Temer, inclusive o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que concorreu ao Planalto no ano passado. A filiação de Frota indica que, agora, o governador começará a pescar apoio entre os desencantados com o bolsonarismo. Essa disputa está só no aquecimento.

Efeito Dallagnol acelera projeto do abuso

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O projeto que prevê sanções contra procuradores e juízes em caso de abuso de autoridade ganhou urgência esta tarde na Câmara dos Deputados, conforme antecipou hoje a coluna Brasília-DF do Correio Braziliense. A pressa dos deputados em aprovar a proposta chega um dia depois de o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) reabrir as investigações envolvendo o procurador Deltan Dallagnol. A decisão do CNMP foi recebida na Câmara como uma tentativa de os conselheiros ganharem tempo para pensar melhor sobre o que fazer em relação a Dallagnol. A pressão sobre o procurador aumenta a cada dia. Porém, o CNMP prefere esperar para ver o que vem mais nos diálogos divulgados pelo site The Intercept. O receio é dar apenas uma advertência e surgir algo mais grave. Os conselheiros têm ainda outras razões para esperar um pouco mais. Cinco deles aguardam aprovação da recondução por parte do Senado e as excelências não estão nada satisfeitas com o que consideram abusos do MP.

Na Câmara, apenas o Cidadania e o Novo se colocaram contra a urgência para votação da proposta. O PSL, do presidente Jair Bolsonaro, e o Podemos liberaram as bancadas. Se houver tempo, os deputados querem votar ainda hoje. O problema era o tempo, porque, primeiramente, é preciso concluir a votação da medida provisória da Liberdade Econômica.

CNMP reabriu investigações contra Dallagnol para adiar decisão

Deltan Dallagnol
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Coluna Brasília-DF

A reabertura das investigações no Conselho Nacional do Ministério Público em relação ao procurador Deltan Dallagnol nada mais é do que um simples adiamento de qualquer decisão a respeito. Não por acaso, o CNMP vem sendo chamado, em conversas de advogados, como o Clubinho Nacional de Mamatas e Privilégios.

Motivos de sobra I

A impressão que ficou é de que, diante das pressões em igual intensidade para inocentar Dallagnol e para puni-lo, o CNMP preferiu ganhar tempo e esperar baixar a temperatura. Faz sentido. Resta saber se novas revelações de diálogos da Vaza-Jato não vão deixar o procurador ainda mais sob fogo cruzado.

Motivos de sobra II

Para completar, o fato de haver cinco procuradores aguardando recondução também não permite avançar o sinal. Se fossem para cima de Dallagnol, deixariam a impressão de que entregaram um colega para ganhar votos entre os senadores.

Deu motivo

O adiamento de decisão do CNMP em relação a Deltan Dallagnol é visto como um acelerador para a Câmara tentar votar ainda hoje o projeto que regulamenta o abuso de autoridade. Embora não seja tratado assim, é a leitura da política sobre a inclusão dessa proposta na pauta.