Haja remédio para dormir

Publicado em coluna Brasília-DF

O voto do decano Celso de Mello e o do relator Edson Fachin na 2ª Turma pela rejeição dos pedidos preliminares da defesa de Nelson Meurer (PP-PR) serviram de antídoto às esperanças de absolvição. E mais: quem está na fila para ser julgado no STF comentava ontem que vai mesmo ser candidato. Afinal, no Supremo, os casos ainda demoram. E, na primeira instância, tudo corre bem mais rápido.

Para completar, com tantos deputados denunciados, ninguém tem hoje prazo para julgamento daqueles denunciados no Conselho de Ética. Todos, inclusive Lúcio Vieira Lima, irmão do ex-ministro Geddel, jogam com o tempo e apostam na reeleição.

Tem caroço nesse angu
Quem investigou as notícias de que o ex-diretor da Dersa Paulo Preto não aguentaria a prisão encontrou indícios de que fazem parte de um esquema de chantagem que teria como alvo os políticos. Algo como um trabalho da máfia.

E o Meirelles, hein?
Pronto. O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles aproveita o embalo da alta do dólar para ver se consegue levar a população a pensar melhor antes de optar pelos extremos da política na hora de escolher o candidato a presidente da República. Ao comentar as pesquisas, diz com todas as letras que o mercado vê com desconfiança Marina Silva, Ciro Gomes e Jair Bolsonaro.

Alckmin entre
a cruz e a espada
Se Geraldo Alckmin quiser melhorar sua performance em São Paulo, terá que ter “aquela conversa”, “olho no olho”, com João Dória (PSDB) e o governador Márcio França, ambos pré-candidatos ao governo estadual. Dória está cuidando da própria campanha e nem “tchum” para Alckmin. França está tratando de se tornar conhecido com ações do próprio governo e não discursos que recordem o padrinho.

Se foi para desfazer…
… por que é que fez? A relação com o DEM deu uma estremecida depois da última entrevista do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Há alguns dias, houve um pré-acordo entre eles. Dias depois, vem a entrevista em que o demista diz que chegou a hora de terminar o casamento com os tucanos.

Deu ruim/ Muitos políticos ficaram com um pé atrás nessa história de crowdfunding, a tal vaquinha das campanhas eleitorais, que pode ser feita via empresas cadastradas no TSE. É que essas empresas, no papel de operadoras, levam um percentual. Sabe como é, no Congresso, quando se fala em percentual, o bicho pega.

Filho sem pai I/ Quando uma ação dá errado, todo mundo faz cara de paisagem, do tipo “não tenho nada com isso”. Pois foi bem assim com a polêmica em torno do slogan para marcar os dois anos do governo Michel Temer — “O Brasil voltou, 20 anos em 2”. Virou um jogo de empurra sobre a paternidade da ideia.

Filho sem pai II/ Nos bastidores da solenidade, autoridades criticavam Elsinho Mouco, como o autor da frase. Outros políticos, entretanto, colocaram a frase “O Brasil voltou” (sem o complemento que gerou a confusão) ao publicitário Nizan Guanaes, que nem em Brasília estava. Nizan está no Caribe, onde comemorou seu aniversário de 60 anos ao lado da família. Sobrou mesmo para Elsinho.

Faltou coisa/ Michel Temer falou por mais de uma hora na solenidade em que fez um balanço de sua gestão. Ao final, o ex-ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra (foto), alertou: “O Michel não mencionou o aumento da capacidade do poder de compra do Bolsa Família, que foi o maior da história nesse período”.

Eleição começa a influenciar economia, diz Meirelles

Publicado em Política

Pré-candidato à presidência da República pelo MDB, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles diz que, “sem dúvida”, a eleição começa a influenciar um pouco a economia, dada as propostas feitas pelos pré-candidatos dos
dois extremos. Em seguida, deu nomes aos ué causam insegurança nessa seara. “Marina (Silva, da Rede) diz que vai acabar com o teto (de gastos). Ciro (Gomes) quer acabar com a (reforma) trabalhista. Tudo gera insegurança. Bolsonaro, o problema é o histórico de votações dele no Congresso. O mercado é cético. Não quer mudança radical”, afirma o pré – candidato, que participou há pouco da solenidade para marcar os dois anos do Governo Temer, no Planalto. Meirelles, entretanto, considerou “ normal” a alta do dólar, reflexo do que vem ocorrendo nos Estados Unidos.

As palavras de Meirelles a respeito das propostas dos adversários fazem parte da estratégia e do slogan que ele pretende adotar na campanha, algo do tipo, “deu probl ma? Chama o Meirelles que
Ele resolve”. Afinal, assim fizeram Lula e Temer.

Tortura na Esplanada

Publicado em coluna Brasília-DF

Relatos de tortura em plena Esplanada dos Ministérios constam em depoimentos colhidos pela Comissão Memória Verdade do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, em 2013. Alexandre Ribondi, jornalista e diretor de teatro, e outros contaram que a garagem do Ministério do Exército era usada como sala de torturas, e ainda havia outro local no Ministério da Marinha. “Eu ouvia o sino”, disse ele à comissão, referindo-se ao sino que até hoje está na frente do Ministério da Marinha. Armando Rollemberg, que, em 1973, era da revista Veja, contou à comissão que ficou preso por mais de sete horas na garagem do Ministério do Exército, onde ouviu gritos de pessoas submetidas a sessões de tortura.

“Os relatos que colhemos apontaram dois centros de tortura na Esplanada, um no Ministério do Exército, outro na Marinha, corroborando o que está sendo colocado agora, nesses documentos revelados pela CIA. Com locais de tortura em plena Esplanada dos Ministérios está cada vez mais claro que a tortura não era um desvio de conduta de um grupo de oficiais e, sim, uma situação institucional”, conta Chico Santana, que participou da comissão.

Em 1973, o presidente era Emílio Garrastazu Médici. Ernesto Geisel assumiu no ano seguinte. O relatório da comissão do sindicato foi entregue ao governo e ao Senado, em 2014. Porém, segundo Chico Santana, nada foi feito.

Ação limitada
As conversas dos governistas correm hoje dividindo a política em dois campos: o que é possível controlar e aquele que está ao deus-dará. No campo do controle, o governo coloca a possibilidade de manter a base aliada como ainda dentro do terreno das coisas factíveis. Mas não por muito tempo.

“Que Deus nos ajude”
Quanto à crise política, leia-se Supremo Tribunal Federal e Ministério Público, não há nada a fazer, a não ser tentar minimizar os danos eleitorais para o MDB. Até a eleição, o jeito será administrar o dia a dia com muita reza forte.

Gato por lebre?
O governo está animado com as promessas de investimentos dos italianos da Enel, que ofereceram R$ 32,00 por ação da Eletropaulo, 8,8% acima do que foi apresentado pela Neoenergia, controlada pela espanhola Iberdrola. O embate entre italianos e espanhóis já chegou às cortes europeias. Nos bastidores, os espanhóis acusam os italianos de não terem regras de compliance eficientes e de atuarem como tubarões por onde passam.

É geral/ O presidente Michel Temer completa dois anos de governo patinando na popularidade e sem entender por que nada de bom gruda na sua imagem. Seus fiéis escudeiros, porém, não colocam a responsabilidade nos ombros do comandante do Planalto. Consideram que o problema é que o cidadão rejeita a política, e o presidente da República, por ser o mais exposto, termina pagando a maior parte da conta.

Vai ser vapt-vupt/ O PT tem como estratégia apresentar Lula no papel de candidato nos primeiros dias do programa eleitoral. Só tem um probleminha: conforme a coluna já noticiou há alguns meses, negado o registro, o acórdão sairá imediatamente. Logo, se brincar, Lula aparecerá apenas no primeiro programa de tevê na posição de candidato. E isso na melhor das hipóteses.

Por falar em PT…/ Até aqui, nada do que o partido planejou para Lula se cumpriu. Primeiro, os petistas apostaram que Lula não seria preso. Foi. Depois, que ficaria pouco tempo na cadeia. Está há mais de um mês. Resta a aposta da candidatura. Cada dia mais remota.

Joaquim II/ Joaquim Barbosa faz escola nessa história de se lançar pré-candidato a presidente, aparecer bem nas pesquisas e… desistir. No Rio de Janeiro, há quem diga que o senador Romário (foto) vai para o mesmo caminho. As contas em frangalhos não animam o baixinho a concorrer ao governo estadual. O que ele queria mesmo era poder ser candidato a mais oito anos de senador. Só se renunciar ao mandato.

Primeira união no centro

Publicado em coluna Brasília-DF

Empresários paulistas contam aos quatro ventos que, antes do dia dos namorados e de Santo Antônio, o santo casamenteiro, será anunciada a união eleitoral entre os pré-candidatos Flávio Rocha, do PRB, e o senador Álvaro Dias, do Podemos. O movimento de Rocha no papel de vice numa chapa encabeçada por Álvaro Dias representará a consolidação de um bloco de centro no tabuleiro da sucessão presidencial e forçará os demais pré-candidatos a acelerarem conversas.

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Nesse ritmo, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), hoje o mais bem posicionado entre os pré-candidatos de centro, corre o risco de isolamento, da mesma forma que o PT se isola à esquerda ao insistir na candidatura de Lula. Alckmin não é uma opção para o MDB, tampouco está conseguindo levar o DEM e os demais partidos para a sua campanha.

Um general por Alckmin

O PSDB bateu o martelo e confirmou que seu candidato ao governo do Ceará será mesmo o general Guilherme Teophilo, ex-comandante logístico do Exército. Assim, os tucanos esperam tirar um naco dos votos de Jair Bolsonaro, do PSL, e até de Ciro Gomes, um paulista mais cearense do que muitos nascidos no estado.

Tema da hora

Do alto de quem tem pós-graduação em tecnologia da informação e experiência em logística, o general está focado na elaboração de um plano de segurança para o estado, onde a violência é tão grave quanto no Rio de Janeiro. A escolha de Teophilo indica que esse assunto, pelo menos, no Ceará, será prioridade na campanha

“O jogo dele é para se cacifar e ser candidato a presidente da Câmara no ano que vem”

Do deputado Arnaldo Faria de Sá (PP-SP), no programa Frente a Frente, da Rede Vida, referindo-se francamente ao que acha da candidatura do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, à Presidência da República.

É, mas não é

Sesc e Senac do Rio de Janeiro vivem uma situação para lá de inusitada, à espera da Justiça. É que, desde a prisão do ex-presidente da Fecomércio, Orlando Diniz, um interventor indicado pela Confederação Nacional do Comércio continua dando as cartas por lá, comandando um orçamento milionário. Porém, pela lei, o novo presidente da Fecomércio, Antônio Florêncio Queiroz, deveria assumir automaticamente a presidência do Sesc/Senac. Mas, para isso acontecer, é preciso que o STJ encaminhe a sua decisão para o TJRJ. O julgamento ocorreu há quase dois meses no STJ e, até agora, o relator não assinou o documento necessário para pôr um fim a essa novela.

“Vá votando, que eu já chego”/ Deputados comentavam nesses dias que vão passar a última semana de maio e a primeira de junho na organização dos palanques regionais antes das festas juninas, que são o primeiro teste de popularidade dos políticos, especialmente, os nordestinos. Significa quórum baixo para votações em Brasília antes mesmo do são-joão.

Por falar em quórum…/ A turma do governo já fez as projeções. Este ano, é votar o que falta do cadastro positivo, os projetos de lei complementar ao Orçamento deste ano, inclusive os recursos da intervenção no Rio, a reoneração da folha de pagamento. O resto é pré-campanha nas festas juninas, Copa do Mundo da Rússia e, depois, convenções e campanha.

A culpa é dele/ Em suas conversas mais reservadas, os governistas tentam debitar na conta de Rodrigo Maia (foto) as dificuldades para aprovar a reoneração, por exemplo. Consideram que, se o governo não conseguir demonstrar um mínimo controle sobre a base e votar as propostas pendentes, a tendência é a recuperação da economia, que anda lenta, empacar de vez.

Siga o dinheiro/ A força-tarefa da Receita Federal que investigará 800 agentes públicos deixou muita gente em Brasília de cabelo em pé, disposta a deixar seus Land Rovers e Porches nas garagens.

Enquanto isso, em São Paulo…/ Com Paulo Preto, ex-diretor do Dersa, solto, tem muita gente no PSDB que vai passar o Dia das Mães mais tranquilo.

O jogo do tempo

Publicado em coluna Brasília-DF

Se a convenção para escolha do candidato a presidente da República pelo MDB fosse hoje, o partido derrotaria tanto o presidente Michel Temer quanto o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles. Essa foi a conclusão do jantar da noite dessa quarta-feira na casa do presidente do Senado, Eunício Oliveira. Ali, concluiu-se que a maioria dos senadores prefere “cuidar da vida” e não ser obrigada a carregar nem Temer, nem Meirelles, ainda que o ministro seja, como o leitor da coluna já sabe há meses, o “3 em 1” do partido: Financia a própria campanha, defende o legado do governo e é visto como aquele que pode ser abandonado pelos correligionários sem causar grandes traumas.

Enquanto na casa particular de Eunício,e não na residência oficial do Senado, senadores contavam os votos de convencionais que hoje não aprovariam uma candidatura própria do MDB, Temer se preparava para declarar aos quatro ventos no dia seguinte que “não descarta nada” diante do confuso quadro eleitoral. Temer quer ganhar tempo para tentar levar os peemedebistas a aceitarem o “3 em 1”. Quem viveu nos anos 80 sabe que, “3 em 1” era aquele aparelho de som antigo, que tocava os bolachões, fita cassete e rádio. Temer ainda deseja ver um nome para chamar de seu defendendo seu governo. E o MDB não tem nada mais novo para desfilar.

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Em tempo: No MDB hoje está mais fácil aprovar uma candidatura de Meirelles do que uma união ao PSDB de Geraldo Alckmin. Se tem algo que une os vários grupos do partido é a dificuldade de apoiar os tucanos.

Recado ao PT
A foto que Manuela D’Ávila (PCdoB) publicou em seu facebook, ao lado de Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (PSol), foi lida por petistas como um aviso educado ao partido de Lula: O tempo para ficar esperando Lula enquanto candidato está se esgotando. Ou seja, é chegada a hora do ex-presidente e da comandante do PT, Gleisi Hoffmann, fazerem uma revisão nessa insistência.

Ajuda aí, Eunício!
Michel Temer pediu ao presidente do Senado, Eunício Oliveira, que, se possível, não demore muito a votar os projetos de lei orçamentários que permitirão o funcionamento da estrutura da intervenção no Rio de Janeiro. Até hoje, os remanejamentos de recursos estão pendentes. Assim, fica difícil funcionar a contento.

Por falar em intervenção…
Com a polícia próxima de chegar aos assassinos da vereadora Marielle Franco e seu motorista, a ordem é aproveitar o embalo para aprovar logo os recursos e a estrutura necessária para dar continuidade ao trabalho da intervenção. Só tem um probleminha: O governo terá que colocar deputados e senadores em plenário. A oposição insistirá na obstrução.

CURTIDAS

Paes na paz I/ O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (FOTO) telefonou para a coluna ontem de manhã para dizer que jamais disse “que estava resolvido” o caso em análise no Tribunal Superior Eleitoral. “Tenho otimismo, porque tenho o bom direito do meu lado”, disse Paes.

Paes na paz II/ Coincidência ou não, bastou a coluna publicar a nota a respeito das dificuldades para que ontem mesmo saísse uma decisão liminar do ministro do Superior Tribunal Eleitoral (TSE) Jorge Mussi liberando Paes da inelegibilidade, junto com o deputado Pedro Paulo. Paes e Pedro Paulo foram condenados no TRE por uma votação apertada, com voto de desempate do presidente, Carlos Eduardo da Fonseca Passos. A condenação se deu porque o último plano estratégico da cidade que ele divulgou foi considerado pelo desembargador plano de governo de Pedro Paulo, na campanha de 2016, pago com recursos da prefeitura. A tendência é absolvição.

Paes sem sossego/ No mesmo dia, o Ministério Público do Rio ajuizou uma ação civil pública por cancelamento de empenhos de despesas no tempo em que Eduardo Paes era prefeito. Mais um abacaxi para o ex-prefeito descascar em pleno ano eleitoral. E justo agora, nesse período em que, como consultor de uma empresa chinesa, Paes não consegue parar no Brasil. “Eu trabalho para pagar as minhas contas, como todo mundo deve fazer”, diz ele.

Despedidas/ O velório do advogado José Gerardo Grossi, ontem, no Campo da Esperança, foi um dos poucos a reunir representantes de todos os partidos e, de quebra, quatro ex-comandantes da Procuradoria Geral da República – Sepúlveda Pertence, Aristides Junqueira, Antonio Fernando de Souza e Roberto Gurgel. À família, a coluna presta, mais uma vez, suas condolências.

Bateu o medo do foro

Publicado em coluna Brasília-DF

A descida de processos de deputados e senadores para a primeira instância provoca pânico em alguns. Por exemplo, a remessa do processo sobre o deputado Pedro Paulo (DEM-RJ) e o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes para a primeira instância judicial no Rio de Janeiro faz tremer os alicerces da pré-campanha demista ao governo estadual. É que, nas mãos de Marcelo Bretas,
há quem diga que é condenação na certa.
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Não é apenas aí que reside o perigo. As declarações do ex-prefeito sobre o processo também provocaram constrangimentos dia desses numa roda de ministros do Tribunal Superior Eleitoral. Chegou aos ouvidos dos ministros que Paes tem dito frases do tipo, “fica tranquilo que, no TSE, esse assunto está resolvido”. Quem conhece os ministros garante que não existe isso de “resolvido”, expressão que, em Brasília, costuma ter interpretações nada republicanas. Da mesma forma que Fernando Segóvia se precipitou ao mencionar que o inquérito contra Michel Temer no caso dos portos seria arquivado em breve,
Paes pode ter cometido um erro crasso falando do TSE.

E Lula ficará preso
Com os quatro votos da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal contra o recurso da defesa do ex-presidente Lula para que ele responda em liberdade, começaram a ser formadas as listas para visitar o ex-presidente na prisão. Na fila, o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Ainda faltam votar Ricardo Lewandoswski e Celso de Mello, mas o resultado não mudará. Portanto, Lula montará os palanques petistas nos estados dentro da sala que ocupa na sede da PF em Curitiba. O resultado final da votação será divulgado oficialmente hoje.

Muita calma nesta hora
O PSDB não está tão confortável em conversar com o MDB de Michel Temer e tem um discurso na ponta da língua para os potenciais aliados de centro que buscam outros caminhos. Na reunião de ontem, num hotel em Brasília, os tucanos comentaram sobre o fato de, na eleição de 2014, pelo menos, 15% dos eleitores terem escolhido seu candidato no dia do pleito.

Deixe tudo para depois
Diante do quadro nebuloso, os tucanos tentam vender a ideia de que ainda tem muito jogo pela frente para que os partidos fiquem tão ansiosos. A ideia é deixar claro que, se Geraldo Alckmin não melhorar sua performance até julho, sempre haverá o “sprint”.

Conta outra
Os partidos, entretanto, estão ansiosos. Como foi dito nesta coluna há alguns dias, aliados de Rodrigo Maia ensaiam conversas com Ciro Gomes da mesma forma que o antigo PFL buscou o PSDB de Fernando Henrique Cardoso em 1994. Já tem muita gente dizendo que a hora de agregar alguma coisa é agora, uma vez que, numa campanha curta, ficará difícil tirar de quem estiver mais à frente.

Comício no cafezinho/ Os deputados assistiam calmamente a Juventus X Milan na tevê quando, de repente, entra o deputado Fábio Ramalho (MDB-MG) vice-presidente da Câmara, falando em tom de palanque: “Olha, este projeto do cadastro positivo vai dar R$ 70 bilhões para três empresas quem vai pagar o cadastro somos nós, contribuintes. Tem que votar contra”.

Salvo pelo elevador/ Na hora em que Fábio Ramalho fala, o deputado Índio da Costa (PSD-RJ) se levanta e, no mesmo tom, reage: “Não é assim. Os cartórios não querem o projeto e estão fazendo lobby aqui dentro”. Eis que Fabinho completa: “Você está é defendendo os bancos, porque é ligado a eles”. Quando a discussão ia esquentar, eis que o elevador chega e Fabinho entra, encerrando a discussão.

Vai um suco de maracujá, deputado?/ Quem acompanhou a reunião da comissão especial que debateu a lei dos agrotóxicos ficou impressionado com o destempero do deputado Alessandro Molon (PSB-RJ). Aos berros, ele expulsou um produtor rural da sala. O ruralista tinha dado uma risadinha no momento em que Molon falava contra o projeto.

Olho no digital/ Geraldo Alckmin (foto) decidiu apostar no marketing digital. A principal estratégia do tucano é se preparar para combater as fake news, além de divulgar as propostas na internet. Ontem o tucano apresentou oficialmente a equipe. O responsável pela área digital é o professor de marketing Marcelo Vitorino, que trabalhou para Crivella, em 2016, no Rio, e José Serra, em 2010, na campanha ao Planalto. O responsável pela TV é Lula Guimarães, que fez a campanha de João Doria para à prefeitura de São Paulo em 2016.

Não pedalou, mas…

Publicado em coluna Brasília-DF

…É bom o governo não comemorar demais o fato de o Tribunal de Contas da União ter liberado na semana passada o dinheiro do Fistel para pagamento de dívida. É que, ao contrário do que esperava o Poder Executivo, o Tribunal não escreveu textualmente que a “regra de ouro” estava cumprida. Disse apenas que “não era atribuição do TCU indicar como o governo federal deve alocar recursos do Fistel transferidos para o Tesouro Nacional, pois nem o legislador o fez”. A leitura geral, entretanto, foi a de que os recursos foram liberados para cumprimento da “regra de ouro”, aquela que proíbe o governo de se endividar para pagamento de despesas correntes.

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Alguns ministros do TCU consideram que está dada a senha para que, no ano que vem, a ministra-relatora das contas deste ano, Ana Arraes, possa dar, ao menos, um puxão de orelhas e, se quiser, rejeitá-las. Afinal, se hoje está se usando os recursos do Fistel para cumprimento da regra de ouro, é porque não se fez o ajuste fiscal prometido, que incluía a reforma previdenciária. Até aqui, afirmam, não dá para dizer que o governo “pedalou” como fez o de Dilma Rousseff. Mas, há quem diga que Temer, no ritmo que vai, sem conseguir conter os gastos públicos, terminará subindo na bicicleta.

Com Raquel, sem refresco
Deputados denunciados na semana passada, como Arthur Lyra (PP-AL), podem até reclamar das acusações oferecidas pela procuradora-geral, Raquel Dodge. Porém, a ordem na Procuradoria, pelo menos, por enquanto, é fazer o seu trabalho e deixar que o Supremo Tribunal Federal decida o que fazer com o processo. Simples assim. Aliás, tem muito deputado feliz da vida por achar que saiu das mãos de Raquel e da sede do Ministério Público Federal. Mas, pelo visto, a alegria vai durar pouco.

Perfil obrigatório
Aviso aos pré-candidatos a presidente da República: quem for eleito em outubro precisará de uma boa dose de paciência para reunião de líderes partidários. É que todas as análises nos levam a um cenário de pulverização partidária. Se as previsões se confirmarem, nenhuma legenda deverá ter mais de 60 deputados.

Eles terão a força
A consultoria Arko Advice soltou o seu estudo sobre cenários políticos, em que, além de prever a pulverização, projeta o MDB com todas as chances de continuar com o maior número de senadores, elegendo no mínimo 10 e, no máximo, 14. Em segundo ficaria o PSDB e, em terceiro, o PT. Somados àqueles que têm mais quatro anos de mandato, essa posição se mantém.

O que é bom para os Estados Unidos…
O governo terá dificuldades em conseguir privatizar a Eletrobras. É que muitos políticos, inclusive da base governista, se preparam para cobrar o fato de que, nos Estados Unidos, as hidrelétricas estão nas mãos dos militares, consideradas áreas estratégicas.

CURTIDAS

O drone Kassab/ Pré-candidato do PSDB ao governo de São Paulo, João Doria (foto) não anda lá muito feliz. Tudo por causa da dificuldade em ampliar alianças. Até o momento, ele tem apenas uma promessa do PSD de Gilberto Kassab. Como se sabe, o ministro das Comunicações avalia muito bem o quadro antes de aterrissar. Vai olhar as pesquisas internas e, se o terreno de Dória for pantanoso, vai buscar terra mais firme.

Por falar em pesquisa…/ Ninguém acredita que o quadro apresentado até agora é o que valerá em agosto, quando a campanha começa de fato. Porém, de todas essas etapas, os partidos já tiraram uma certeza: Bolsonaro não está fora do jogo.

Valores políticos 1/ Para marcar a 14ª Semana da Europa, a ONG Café com Política e a Embaixada da Holanda promovem amanhã, no café Daniel Briand, das 19h às 22h, o debate “Valores Políticos na Europa e no Brasil”, com base no livro Europa em Transição, do filósofo holandês Luuk van Middelaar.

Valores políticos 2/ À mesa estarão o professor Cláudio Ribeiro, mestre em história pela Universidade Federal de Goiás, e o cientista político Leonardo Barreto. E eu, que assino esta coluna, vou mediar o debate. Interessados em participar podem entrar em contato pelo Café com Política no Facebook, @contatocafepolitica. Pede-se a doação de um quilo de alimento (exceto sal) e impressão do convite. Vagas limitadas.

Duelo de cachorro grande

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O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, enviou à Casa Civil suas preferências para a Superintendência Nacional de Previdência Complementar, a Previc. O pedido da Fazenda mantém praticamente intacta a atual diretoria e vai provocar a ira do líder do governo, André Moura (PSC-SE). Com os demais partidos do Centrão, Moura pedia mudanças na autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda. Ele e Guardia já chegaram a ter discussões de bater mão na mesa. Agora, parece que Guardia riscou o chão e quer ver se o líder dos pesos-pesados do centrão cruza a linha.

Nem tudo desce
Vem por aí uma guerra de interpretações sobre o foro privilegiado entre políticos acusados de recebimento de propina, advogados e ministros do Supremo. Parte da turma enroscada na Lava-Jato considera que terminaram acusados por causa do “exercício da função”, como foi dito aqui ontem. Logo, ficariam no rol do foro privilegiado. A aposta geral é a de que as decisões serão “caso a caso”, ou seja, vai dar problema.

Nem todos querem
Em meio a tanta confusão sobre como ficarão os processos depois da prerrogativa de foro, tem gente torcendo para que as ações desçam para a primeira instância, a fim sair um pouco dos holofotes. O senador Aécio Neves (PSDB-MG), por exemplo, tem dito a muitos que, se seu processo relativo à JBS ficar no STF, terá que concorrer a um mandato de deputado federal a fim de ter uma tribuna onde possa expor a sua visão dos fatos.

O foco de maio
Os partidos dedicam o mês das noivas e das mães às alianças estaduais, o que aumentará a pressão sobre os pré-candidatos a presidente da República. Quem está mais sob fogo cruzado é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Por falar em estados…
O PT não tem muito do que reclamar da vida. Pelo menos, no Nordeste. Lá, dos nove estados, seus candidatos a governador largam bem em quatro, segundo levantamento da Arko Advice: Bahia, Ceará, Piauí e, ainda, Rio Grande do Norte.

Desafio eleitoral
A mesma Arko mostra que o índice de reeleição vem caindo. Em 2006, tiveram sucesso 79% dos governadores que buscaram um novo mandato. Em 2010, caiu para 73%. Em 2014, ficou em 68%. Para 2018, as chances de vitória para quem concorre a um novo mandato serão bem mais baixas. Fala-se em algo perto de 30%.

Muita calma nesta hora/ As últimas declarações de Rodrigo Maia sobre o ex-governador Geraldo Alckmin (foto)causaram um certo desconforto no próprio DEM. Há quem diga que Maia escolheu o alvo errado. Ele precisa é tirar voto de Jair Bolsonaro, que continua aparecendo muito bem nas pesquisas.

Educação midiática…/ O Instituto Palavra Aberta realiza nesta terça-feira, 08, a 12ª edição da Conferência Legislativa Sobre Liberdade de Expressão, no Congresso Nacional, com o tema Educação Midiática. Esse conteúdo já é adotado como política pública na Europa e nos Estados Unidos com o intuito de educar crianças, adolescentes e universitários para não produzir, não disseminar, e aprender a identificar e combater as fake news (notícias falsas).

… e personalidades/ Autoridades dos Três Poderes da República vão compor as mesas de debates. Entre elas, o ministro de Estado da Transparência, Wagner Rosário, o ministro-chefe da Secom da Presidência da República, Márcio de Freitas, os senadores Ana Amélia (PP-RS) e Cristovam Buarque (PPS-DF), e o deputado Mendonça Filho (DEM-PE). Cristovam e Mendonça são ex-ministros da Educação e extremamente dedicados ao tema.

Despedida/ O velório do ministro aposentado do Superior Tribunal do Trabalho (TST) Marcelo Pimentel será hoje, a partir das 10h, no hall de entrada do bloco B do TST. De acordo com a família, o corpo será cremado.

Suspense sobre o dinheiro

Publicado em coluna Brasília-DF

Atenção, partidos que desejam devolver o fundo eleitoral aos cofres públicos, caso do Agora e, segundo Jair Bolsonaro, do seu partido, o PSL: se brincarem, vão ampliar os recursos à disposição do adversário. É que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não decidiu o que fará com os recursos devolvidos. Há duas hipóteses. A primeira é aplicar nesse fundo a mesma regra que vale para o tempo de tevê — quando um partido não tem candidato a presidente da República, o tempo é redistribuído proporcionalmente entre os outros partidos com candidato. A outra hipótese é devolver aos cofres públicos, como é feito quando um partido não usa adequadamente os valores e é condenado a restituir os recursos. A tendência do TSE hoje é aplicar a mesma regra do tempo de tevê. Ou seja, se, no decorrer dos dias, esse entendimento não mudar, quem não quiser usar a sua quota vai ajudar o adversário.

Lava-Jato fica onde está
A turma que está com receio de ver o processo nas mãos do juiz Sérgio Moro ficou mais tranquila ao saber que os crimes cometidos em função do exercício do mandato ficarão no Supremo Tribunal Federal. Pelo menos, a maioria. É que muitos já eram deputados ou senadores e estão sob investigação, ou são réus, justamente por causa do toma lá dá cá no exercício da função. E, sabe como é: Moro costuma ser rápido em seus julgamentos, assim como o TRF-4. Lula que o diga. Já o STF…

Lava-Jato II
A operação “Câmbio, desligo” religou o sistema de alerta máximo da classe política. Parlamentares têm a plena certeza de que os doleiros não vão aguentar cadeia e contarão tudo o que sabem. Vem por aí, avaliam as excelências, pelo menos mais quatro anos de investigações. É a corrupção no país com cara de saco sem fundo.

E vem mais
No meio da turma de doleiros e operadores presos está inclusive o tal Júnior, que teria saído de Brasília e ido a Salvador entregar o dinheiro ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. A esperança da polícia é obter mais detalhes sobre a dinheirama encontrada em malas e caixas num apartamento, imagem que vai acompanhar o ex-deputado pelo resto da vida.

O que quer que eu diga?
Teve personagem preso ontem que já chegou à prisão disposto a falar. A Polícia é que ainda não está preparada para os depoimentos. Antes de ouvir a turma do dólar- cabo, a PF quer analisar papéis e conteúdo de HDs apreendidos na “Câmbio, desligo”.

Yes, he can
As principais embaixadas no Brasil têm procurado o ex-ministro Joaquim Barbosa para saber o que ele pensa a respeito das relações internacionais e da economia. Alguns embaixadores têm se referido ao ex-ministro como o Obama Tropical.

Pelo jeitão de Gleisi…/ A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, chegou a se intrometer na entrevista que era concedida por Jaques Wagner, em Curitiba, depois da visita ao ex-presidente Lula. Os repórteres queriam saber se alguém tinha mencionado aliança com Ciro Gomes. Ela respondeu de forma ríspida que Ciro não é pauta do PT. Logo, se depender dela, não tem aliança nem hoje nem nunca.

Dino que se prepare/ O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), não terá vida fácil na campanha. É que a perspectiva, a preços de hoje, é de um segundo turno entre ele e a
ex-governadora Roseana Sarney (foto). E desta vez, na batalha final, Roseana tende a abarcar o apoio de todos os demais concorrentes.

Olho nele/ Jair Bolsonaro segue com seus 20% nos levantamentos de intenção de voto e posando para selfies em aeroportos pelo país. Foi assim, por exemplo, no voo da Avianca que saiu do Rio para Brasília na última quarta-feira, às 12h50.

Por falar em Bolsonaro…/ A corrida dos pré-candidatos à Agrishow, em Ribeirão Preto, e à ExpoZebu, em Uberaba, faz sentido. É que os jovens do setor começam a olhar Bolsonaro com bons olhos. E sabe como é: há um velho ditado, muito repetido no interior, “quem chega primeiro bebe água limpa”.

“Só nós? Cadê os outros?”

Publicado em coluna Brasília-DF

Senadores e deputados formaram praticamente um consenso sobre o foro privilegiado. Com o Supremo Tribunal Federal prestes a terminar com esse benefício aos parlamentares, a ordem entre os congressistas será estender aos demais cargos que hoje desfrutam desse tipo de foro. O próprio STF, entretanto, pretende tratar desse tema. Para muitos ministros, tornou-se inevitável acabar com o foro para todos os atos não-funcionais, seja de juízes, promotores, e quem mais chegar. O contribuinte agradece. Há quem diga que passou da hora de resolver o caso de juízes que, quando flagrados em atos ilícitos, são simplesmente aposentados.

Em tempo: para o Congresso acabar com o foro das demais categorias, precisaria primeiro terminar a intervenção federal no Rio de Janeiro. É que esse assunto é tratado numa proposta de emenda constitucional, que não pode ser votada em caso de intervenção nos estados.

Aécio bate o martelo
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) aguarda apenas a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o foro para comunicar em breve
seus planos eleitorais. Já decidiu, entretanto, que não concorrerá a um novo mandato de senador. Falta definir se buscará uma vaga na Câmara dos Deputados.

Batmania versus
Super-Homem
O Código de Processo Penal, em análise na Câmara, é um pote de guerras. Além das já detalhadas aqui, sobre prisão em segunda instância, o Ministério Público tenta, por exemplo, passar a comandar as investigações e, por tabela, mandar na Polícia Federal. A guerra está feia nos bastidores da comissão especial, que não consegue se reunir. Mais um tema em atraso na Casa, para se somar a tantos outros.

Álvaro e o tempo
Pré-candidato a presidente da República pelo Podemos, o senador Alvaro Dias passa o mês de maio dedicado a tentar uma aliança com o PRB, de Flávio Rocha, ou Democratas, de Rodrigo Maia. Tudo por causa do tempo de tevê. É que, se permanecer restrito ao Podemos, o senador ficará praticamente apagado quando a campanha começar no rádio e na tevê.

Risco calculado
Essas alianças que Álvaro Dias procura, entretanto, deixam o senador com um problema: a união a partidos da chamada “velha política”, algo que ele tem evitado. Mas é a única forma de ampliar o tempo de tevê e, com isso, o alcance da campanha.

Ela vai/ Danielle Dytz, a filha mais velha de Eduardo Cunha (foto), será mesmo candidata a deputada federal pelo MDB, e as apostas dos partidos são as de que ela tem tudo para ser eleita, uma vez que herdará a comunidade evangélica que apoiava o pai.

Se brincar…/ Se Danielle for eleita, talvez tenha tempo de inaugurar a foto do pai na galeria de ex-presidentes da Câmara. Até agora, os retratos de Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha, ambos presos, não foram colocados na parede onde estão lembrados Ulysses Guimarães, Nereu Ramos e outros tantos ilustres.

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa I/ Na Casa Thomas Jefferson da 606 Norte, a Missão Diplomática dos Estados Unidos promove o painel “Mantendo o poder sob controle: a mídia, a Justiça e o estado de direito”, com a participação da diretora de redação do Correio Braziliense, Ana Dubeux; do criador do site Boatos.org, Edgar Matsuki; do diretor da Faculdade de Comunicação da UnB, Fernando Paulino, e Gisele Rodrigues, que representará a Secretaria de Comunicação Social da Câmara dos Deputados.

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa II/ No período da tarde, o tema será objeto de debate no 10º Fórum Liberdade de Imprensa e Democracia, no auditório da OAB.