Autor: Denise Rothenburg
A deputada Tereza Cristina (DEM-MS) está a um passo de ser indicada vice na chapa de Geraldo Alckmin. Ela preside a Frente Parlamentar da Agricultura (FPA)e reforça a campanha de Alckmin num setor em que Jair Bolsonaro vem crescendo. Ela foi sondada ainda no caminho entre o hotel Windsor, no Setor Hoteleiro Norte, e a casa do senador Ciro Nogueira, o anfitrião da reunião de hoje dos cinco partidos do blocão.
Faltava àquela altura vencer as resistências do PP de Ciro Nogueira. Na noite de quarta-feira, Ciro deu uma entrevista em seu estado ecitou três mulheres de seu partido para a vaga, a senadora Ana Amélia (RS), a vice-governadora do Piauí, Margarete Coelho, a mulher do ministro Alexandre Baldy, Luana.
Das três, Ana Amélia é a que teria mais condições de ser aceita por todos os cinco partidos. Se não for Amélia, o nome é o de Tereza mesmo, a deputada do DEM.
Numa reunião dos partidos de Centrão que quase vara a madrugada de hoje, o empresário Josué Gomes avisou ao grupo que “infelizmente” não tem condições de aceitar a vaga de candidato a vice-presidente da República na chapa de Geraldo Alckmin. Sem ele, o Centrão fará na manhã de hoje o anúncio do apoio a Alckmin sem apresentar o nome para compor a chapa. É que, sem Josué, não há consenso entre os partidos até o momento. Por isso, tão logo termine a reunião no hotel Windsor, marcada para as 10h, os partidos voltam a se reunir para conversar sobre o assunto, mas não esta previsto o anúncio do nome ainda hoje.
O Centrão agora está entre duas vertentes: Uma é tentar dar ao partido um viés mais à esquerda, indicando o nome do ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo. Aldo já foi do PCdoB, passou uma brevíssima temporada no PSB e, por ironia do destino, saiu de lá porque não tinha a certeza de que seria indicado candidato a presidente da Republica. Se tivesse ficado por lá, hoje seria o nome para concorrer como cabeça de chapa. Naquela época, em meados de abril, o PSB ainda tinha esperanças de fazer de Joaquim Barbosa seu candidato.
Além de Aldo Rebelo, o Centrão avalia também a hipótese de colocar um nome do Nordeste. o problema é que o PRB, por exemplo, não tem tanta “afinidade” com o EM para aceitar um nome indicado pelo partido de Rodrigo Maia. Nessa reunião de hoje, eles deem afunilar a escolha e tentar resolver diferenças. Alckmin, por sua vez, ja disse que não tem pressa em escolher o candidato a vice. Para ele, vale mais o anúncio hoje do apoio dos partidos. Feito isso, os tucanos acreditam que, até a próxima semana, tudo se resolve no quesito candidato a vice-presidente.
Josué estava com problemas em aceitar a vice por duas razões, conhecidas desde o momento em que seu nome foi indicado. A primeira delas é familiar. Há uma convivência boa e fraterna entre a família dele, em especial, a mãe, d. Mariza, de 83 anos, e a família do ex-presidente Lula, de que o pai do empresário foi parceiro de chapa por oito anos. Além disso, politicamente, houve primeiro o convite do PT para que Josué integrasse a chapa. E o PR, no fundo, só não seguirá com Lula porque tem a certeza que o ex-presidente não será candidato e, sem Lula, o PR não deseja aliança com os petistas. Agora, sem Josué, o partido espera, ao menos conseguir influenciar na escolha do vice de Alckmin. É o que será debatido depois do anúncio de apoio ao tucano.
…Nem tanto. A reunião que selou o apoio do partido de ACM Neto ao candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, foi unânime, “ressalvadas eventuais divisões locais, onde não for possível alinhar os dois partidos”. Em Mato Grosso, o DEM está com o MDB; na Paraíba, com o PSB, do governador Ricardo Coutinho, e por aí vai. A ordem é segurar, pelo menos, os maiores estados. Há acordo, por exemplo, em São Paulo, Bahia, Pernambuco e caminham nesse sentido em Minas Gerais. Se fechar metade do país, estará de bom tamanho.
Apressou e comeu cru
A política é uma ciência de quem tem paciência. Se Aldo Rebelo estivesse esperado decantar as conversas entre Joaquim Barbosa e o PSB, estaria hoje aclamado como o nome dos socialistas a presidente da República. Agora, no Solidariedade, virou plano B para vice na chapa de Geraldo Alckmin. Aldo é visto nos partidos do blocão de centro como aquele que mais agrega.
Vices na geladeira
Ciro Gomes suspendeu todas as negociações de candidato a vice. Enquanto o PSB não lhe der uma definição, ele não abre o leque para outros nomes.
Prioridade
Sem definição sobre quem apoiar na sucessão presidencial, o PSB vai analisar vários nomes para ver se emplaca uma candidatura própria. O da senadora Lídice da Mata (BA), entretanto, foi descartado esta semana porque a eleição dela para deputada federal é considerada pule de 10. E ainda pode puxar mais um.
E o Palocci, hein?
O PT está com o candidato preso e ainda terá mais dor de cabeça. É que já estão em análise os documentos e HDs que Antonio Palocci apresentou e, ao longo da campanha, novamente, virão à tona notícias de pagamentos a Lula em dinheiro vivo.
Por falar em Lula…
Tudo o que Ciro Gomes deseja ao dizer que atuará para tirar Lula da cadeia é a militância petista fazendo campanha para o PDT na sucessão presidencial, da mesma forma que os pedetistas já fizeram tantas vezes para Lula. Embora o coordenador de programa de governo do PT, Fernando Haddad, admita a aliança, a senadora Gleisi Hoffmann, comandante do partido, continua defendendo candidatura própria, se Lula não conseguir o registro.
Arruda e seu carma/ O ex-governador José Roberto Arruda tem frequentado semanalmente a Comunhão Espírita de Brasília. Quieto e discreto, senta-se ao fundo, recebe o passe e assiste a palestras. Sabe como é, depois de duas quedas, só os espíritos salvam.
Não enrola, Josué/ Na reunião dos caciques do blocão de centro ontem à noite, alguns consideraram uma desculpa meio “Trem das onze”, a história de dona Mariza Gomes, viúva do ex-vice-presidente José Alencar, dizer que não quer o filho Josué Gomes na política.
Tem para todos/ Em entrevista ao vivo ao programa CB.Poder, da TV Brasília, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão (foto), contou que tem conversado com pré-candidatos a presidente da República sobre os projetos em curso na área. Ele tem, inclusive, um documento pronto para apresentar aos interessados. “Qualquer um que nos procurar terá acesso, sem problemas.”
Saída organizada/ Para a transição ao novo governo, o ministro Sérgio Sá Leitão avisa que, seja quem for eleito, receberá um “manual” sobre os programas do Ministério, seus ingredientes e como fazer para que tudo funcione. Melhor assim.
Terminou há pouco a reunião do Democratas que deu sinal verde para que o presidente do partido, ACM Neto, comunique oficialmente o apoio da legenda a Geraldo Alckmin, candidato do PSDB a presidente da República. Neto saiu da reunião do partido para uma conversa a sós com Alckmin. O comandante do DEM foi inclusive liberado para compor a coordenação da campanha. O encontro do blocão dos partidos de Centro __ DEM, PP, PR, PRB e SD _ com o candidato do PSDB está marcado para hoje, as 10h, no hotel Windsor, na área central de Brasília. Não está previsto, no entanto, o anúncio do nome do candidato a vice na chapa. Hoje à noite, os partidos de centro terão um novo encontro. O PR exige que o empresário Josué Gomes responda logo se aceita ou não compor a chapa de Geraldo Alckmin ao Planalto.
Os partidos querem logo uma resposta para que possam tratar abertamente de outros nomes. São cogitados Aldo Rebelo, do Solidariedade; Mendonça Filho, do DEM, e a senadora Ana Amélia Lemos, do PP. Entretanto, ninguém moverá uma peça, enquanto o nome de Josué estiver na roda. É que não dá para apresentar um nome e a pessoa terminar no papel de preterida, na hipótese de Josué decidir aceitar a missão. A reunião de hoje dos caciques do Centrão promete ser longa e avaliar todas as hipóteses, além do quadro das alianças estaduais.
Se o PT tinha alguma esperança de que o presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, iria soltar Lula, agora não tem mais. Toffoli enviou o pedido de habeas corpus ao relator da Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin. O pedido foi feito por um advogado que não integra a equipe encarregada da defesa do ex-presidente. “O caso não se enquadra na previsão do art. 13, inciso VIII, do Regimento Interno deste Supremo Tribunal (aquele que trata das questões urgentes a serem decididas pelo presidente da Suprema Corte), em especial ante a possibilidade de incidência do entendimento da Corte segundo o qual é inadmissível o habeas corpus que se volta contra decisão monocrática do relator da causa no Superior Tribunal de Justiça não submetida ao crivo do colegiado por intermédio do agravo interno, por falta de exaurimento da instância antecedente”, justificou o ministro.
Conforme anteciparam a coluna Brasília-DF e o blog há algumas semanas, Toffoli não tomará qualquer decisão nesse período de recesso que possa a ser revista pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia. A ministra está no exercício da Presidência da República. Cármen Lúcia reassume o comando do STF no Sábado, quando o presidente Michel Temer volta da reunião dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em Johannesburg.
Gabriela Vinhal
Na noite de terça-feira (24/7), o presidente do PSB, Carlos Siqueira, decidiu remarcar a reunião do Diretório Nacional que ocorreria na próxima segunda (30/7), em Brasília, para o final da semana que vem.
Para ganhar tempo antes de bater o martelo quanto às alianças, Siqueira e caciques da sigla decidiram adiar o encontro para uma data mais próxima da convenção partidária da legenda, em 5 de agosto. A ideia é dar um pouco mais de tempo para as negociações.
Tendências
O PSB está rachado, ainda sem conseguir chegar a um consenso sobre as coligações nacionais. Forte, a bancada de Pernambuco quer apoiar o PT, enquanto outros dirigentes querem marchar ao lado de Ciro Gomes (PDT), como o Rio de Janeiro, Espírito Santo e o próprio Distrito Federal, com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
A neutralidade é o terceiro caminho possível para a sigla. Diretórios que, para evitar o mal estar entre os colegas, preferem deixar os estados livres para fazer as próprias coalizões. A exemplo de São Paulo, com o governador Márcio França (PSB-SP), que prefere que os diretórios sigam com as próprias pernas.
Neste ano, França não escondia as aproximações com o pré-candidato Geraldo Alckmin (PSDB). Ele argumentava em favor do tucano, mas por ser uma decisão impopular na legenda, prefere que o partido fique neutro.
Quem sabe contar votos dentro do MDB indica que o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles tem hoje, pelo menos, 70% do partido favorável à candidatura dele a presidente da República. A ala do contra, citada ontem na reunião da cúpula partidária em Brasília, se resume a Alagoas e parte do Paraná. Até mesmo o senador Eduardo Braga, do Amazonas, ex-ministro da presidente Dilma Rousseff, decidiu optar pela candidatura de Meirelles. Reza a lenda que há muito tempo o MDB não tem uma convenção tão tranquila quanto promete a de 2 de agosto.
Nos estados, entretanto, a conversa é bem diferente. Em Mato Grosso, por exemplo, o MDB fará parceria com o Democratas, que terá Mauro Mendes como candidato. O DEM no plano nacional apoia Geraldo Alckmin, que, em Mato Grosso, faz parceria com Pedro Taques, governador candidato à reeleição. Uma das vagas ao Senado na chapa de Taques é da ex-juíza Selma Arruda, do PSL, de Jair Bolsonaro. Nos estados, ao que tudo indica, está tudo junto e misturado, conforme a coluna já registrou.
Lealdade…
Se o ex-presidente Lula for candidato, Roseana Sarney vai apoiá-lo. Ela não se esquece de que, em 2006, quando estava ainda no PFL, Lula a apoiou. E se tem algo que os Sarney prezam são os gestos de apreço nos momentos difíceis.
…e neutralidade
O apoio de Roseana a Lula, entretanto, tem outros ingredientes. É que ninguém quer deixar Flávio Dino (PCdoB) desfilar sozinho na praça como o candidato com o apoio do petista mais popular no Nordeste.
Por falar em Lula…
As projeções petistas indicam que a candidatura de Lula e o discurso da perseguição política ao ex-presidente preso são ingredientes fundamentais para tentar evitar que a bancada de deputados federais do partido tenha o mesmo destino das prefeituras. Em 2016, o partido perdeu 60% dos seus prefeitos.
E o PSB, hein?
Os governadores do partido se reuniram ontem em Brasília e concluíram que haverá sequelas, se a convenção for para a disputa sobre o caminho a seguir na eleição presidencial. Mas ainda não há consenso, embora haja uma tendência pró-Ciro Gomes.
MDB e PT juntos/ É hoje a conversa do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (foto), com o presidente do MDB de Minas, deputado Saraiva Felipe. A depender da conversa, haverá parceria.
Releva aí/ Os candidatos a presidente da República tentam colocar a escolha dos vices em segundo plano. Mas não vai colar. Depois de dois impeachments em 24 anos, ninguém vai deixar esse assunto passar batido.
As razões de Josué/ O empresário Josué Gomes não quer magoar nem Lula nem a família do ex-presidente com quem seu pai convivia muito bem. Portanto, melhor os tucanos arrumarem outro.
Defesa & indústria/ Nem só de eleição vive o poder por esses dias. O ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, por exemplo, aproveitou o convite do Departamento de Defesa da Fiesp para apelar em prol da produção de equipamentos que atendam tanto a área de defesa quanto a de segurança. Ao seleto grupo de 50 empresários, ele afirmou que esse é um dos desafios do setor hoje.
A nota que o PR soltou há pouco para esclarecer que o empresário Josué Gomes não recusou a vaga de vice na chapa de Geraldo Alckmin foi considerada um sinal de que o partido ainda vai insistir nessa construção. Tanto é que, no PSDB, o candidato Geraldo Alckmin vai esperar mais um pouco antes de se voltar a outros nomes para candidato a vice na sua chapa. Diz o texto do PR: “A Executiva Nacional do PR esclarece que ainda não há registro de qualquer decisão do republicano Josué Gomes, convidado para ser o vice da chapa encabeçada por Geraldo Alckmin”.
Desde ontem à noite circula a notícia de que Josué Gomes teria recusado o convite, por causa da ligação da família com o ex-presidente Lula. O pai dele, José de Alencar, foi vice-presidente da República no governo Lula. Daí, a resistência do empresário em aceitar a vaga na chapa encabeçada pelo tucano. Josué tem ainda um convite do governador de Minas, Fernando Pimentel, para integrar a chapa, mas Josué adiou a conversa com Pimentel. A tendência é a de que termine fora da disputa eleitoral. Porém, qualquer anúncio oficial só virá depois que o PR e o grupo de Alckmin encontrarem um outro nome. E segue o baile.
Aliados do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, tentaram fazer correr um manifesto de apoio entre os deputados que estariam dispostos a fazer campanha para o ex-capitão em seus estados. A ideia era apresentar algo desse tipo na convenção do partido para mostrar que ele tinha apoio. Não conseguiram juntar sequer um terço dos 110 que ele diz ter. Alguns pediram que isso ficasse para um segundo turno, caso o candidato esteja na final.
Em tempo: é bom os candidatos a presidente não esperarem muito pela ajuda dos deputados. Agora, estão todos voltados ao pragmatismo de cuidar da própria eleição. Depois, no segundo turno, só quem estiver com o governo estadual a perigo é que vai se mexer para fazer campanha.
Redução à frente
Se tem um espaço onde a bancada feminina passará aperto é no Senado. Das 13 senadoras que exercem o cargo, cinco têm mais quatro anos de mandato. Das oito restantes, duas não tentarão a reeleição: Gleisi Hoffmann, do PT, e Lídice de Mata, do PSB, que saiu da chapa do governador Rui Costa (PT).
DEM marca data…
Antes da convenção que selará o apoio a Geraldo Alckmin, o DEM reunirá a Comissão Executiva Nacional nesta quarta-feira, para o que a direção partidária está chamando de “nivelamento de informação”. A ordem é obter logo o aval das bancadas da Câmara e do Senado para evitar surpresas mais adiante.
…e lança empreendimento “na planta”
A mesma reunião deverá ainda sacramentar a saída de Rodrigo Maia da corrida presidencial. Afinal, ele entrou na disputa com uma festa no auditório Nereu Ramos, da Câmara, e não dá para sair à francesa. Alguns mais animados dizem que será a hora de aproveitar para dizer que Maia é o candidato do partido a presidente da Câmara no ano
que vem. Nesse caso, só tem um probleminha: Combinar com o eleitor do Rio de Janeiro, em outubro, e com os demais parlamentares em fevereiro do ano que vem.
Campanhas descoladas
A demora em organizar os palanques nacionais fará com que praticamente todos os partidos cheguem à campanha com seus apoiadores misturados nos estados, e não há mais tempo para buscar alianças simétricas e verticalizadas. Na Paraíba, por exemplo, o DEM estará com o PSB, do atual governador Ricardo Coutinho, que torcia por um apoio dos socialistas ao PT.
Toffoli, o discreto/ Estes dias de Dias Toffoli no comando do Supremo Tribunal Federal serão muito diferentes do plantão de Rogério Favreto no TRF-4. Conforme antecipou a coluna há mais de um mês, a tendência é ele não se expor com decisões polêmicas na interinidade.
Sai Gleisi, entra Dilma/ O PT não está achando muito ruim as dificuldades eleitorais das senadoras. É que o partido considera favas contadas a eleição de Dilma Rousseff em Minas Gerais.
Democracia cristã/ José Maria Eymael (foto), que era PDC e agora é DC, está de volta. No fim de semana, em Manaus, ele lançou a pré-candidatura a presidente ao lado de três políticos que já têm presidenciáveis. Eduardo Braga (MDB), Alfredo Nascimento (PR) e o governador Amazonino Mendes (PDT).
Nem tô/ Ali, Braga cuidará da própria campanha à reeleição, sem dar a menor atenção a Henrique Meirelles. Alfredo Nascimento, do PR, fará o mesmo em relação a Geraldo Alckmin.
O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, está com um problemão para resolver no MDB desde a manhã de hoje, quando uma operação da Policia Federal levou para a cadeia o ex-governdaor André Puccinelli e o filho. Eles são acusados de desvio de recursos nos tempos em que Puccinelli governava o estado. Puccinelli seria aclamado amanhã candidato a governador numa convenção do partido. A situação é semelhante a de Lula, que está preso e será candidato. Agora, caberá aos filiados e a Marun decidirem se o partido lança outro nome ou espera Puccinelli. É o MDB sul-matogrossense em dia de PT.


