Por SAMANTA SALLUM
O Banco de Brasília convocou Assembleia Geral Extraordinária para 18 de março com o objetivo de aprovar o aumento de capital social. A proposta é emitir até 1,67 bilhão de ações ordinárias para arrecadar até R$ 8,86 bilhões. Atualmente, o capital social do BRB é de R$ 2,34 bilhões. Se conseguir arrecadar esse valor, passaria a R$ 11,2 bilhões. Nas projeções do banco, a captação mínima será de R$529 milhões com a operação.
Em documento oficial, o banco justifica a medida aos investidores. “De forma tempestiva e alinhada às melhores práticas de governança prudencial, propõe-se o presente aumento de capital como medida estruturante destinada a manter os índices em patamar adequado, com margem de conforto em relação aos requerimentos regulatórios, reforçando e mantendo a solidez patrimonial da instituição. A medida integra o plano de fortalecimento de capital e gestão prudencial submetido às instâncias competentes”.
A assembleia terá ainda que aprovar a emissão de novas ações para negociadas no mercado financeiro.
Edison Garcia declina indicação para conselho
Na assembleia de março, deveria ser homologada também a nomeação do presidente da CEB, Edison Garcia, à presidência do Conselho Administrativo do BRB. Segundo informações do banco, o executivo comunicou que declinou da indicação para o cargo por motivos pessoais. Ele tinha sido oficialmente indicado pelo GDF, que é o investidor controlador do BRB, para assumir a função.
Venda de subsidiárias com a Financeira BRB
A argumentação do presidente do BRB, Nelson de Souza, para convencer os distritais a aprovarem o projeto de socorro ao banco, elevou ainda mais o clima tenso sobre o futuro da instituição. E uma outra informação provocou alvoroço: a sinalização de que a Financeira BRB pode ser vendida para ajudar na recomposição de capital. Inclusive, especialistas na área apontaram que a informação não podia vazar antes de uma publicação oficial do BRB como Fato Relevante.
Crédito consignado
A controladora tem 1,6 milhão de clientes, e teve aumento de 316% em relação a 2024. O crescimento da Financeira foi favorecido pela expansão do crédito consignado. Atuação criticada pela oposição ao governador Ibaneis Rocha por provocar alto endividamento entre servidores públicos do DF e é alvo de ação protocolada pelo PC do B. Haveria servidores com 100% do salário comprometido.
Cobrança por resultado de auditoria
Nelson de Souza provocou um rebuliço entre os distritais ao elencar o colapso no banco, caso o projeto de lei não seja aprovado o quanto antes. A tensão entre os deputados aumentou ainda mais. E o mais cobrado do BRB é o resultado da auditoria que está sendo realizada para apurar o real tamanho do prejuízo causado pelas operações com o Banco Master. O prazo está se esgotando, e as informações são essenciais para a aprovação do balanço do BRB, que tem que ser feita em abril.
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