GDF tem que cortar R$ 4 bilhões em gastos com medida de emergência

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Valdivino Oliveira, secretário de Economia do DF. Foto: Vinícius de Melo/Ascom/Seec

Preocupação é impedir que faltem recursos daqui alguns meses  para pagar a folha do funcionalismo público e serviços essenciais como saúde , limpeza pública.

Por SAMANTA SALLUM

As contas do Governo do Distrito Federal (GDF) para este ano apontam um saldo negativo: gastos de R$ 20 bilhões, com as chamadas de despesas de custeio, e previsão de receita de apenas R$ 16 bilhões. Para a bomba orçamentária não estourar, o novo secretário de Economia do DF, Valdivino Oliveira, alertou a governadora Celina Leão sobre a projeção de déficit que pode chegar a mais de R$ 4 bilhões. Por isso, ela assinou decreto mandando todas as áreas da administração pública cortarem gastos em até 25%.

O secretário de Economia do DF, Valdivino de Oliveira, foi escolhido por Celina para assumir a pasta no início de abril. A missão: reorganizar as contas públicas para que a atual governadora não seja responsabilizada depois por deixar uma bomba fiscal para o próximo exercício de governo. A preocupação é impedir que faltem recursos daqui alguns meses para pagar a folha do funcionalismo público e serviços essenciais como saúde , limpeza pública.

No final do ano passado, o GDF enfrentou dificuldades de caixa e chegou a atrasar pagamentos de contratos e de terceirizados.

O secretário de Economia explicou ao Blog que o decreto foi motivado por um cenário de desequilíbrio nas contas públicas previstos para 2026. Diante desse quadro, destacou a necessidade de adoção imediata de medidas de contenção. “Precisávamos começar a cortar gastos agora para evitar que esse déficit se concretizasse no final do ano”, frisou.

O secretário ressaltou que a meta de redução não será uniforme. “O decreto prevê cortes de até 25%, não necessariamente 25% em todas as áreas. Cada caso, cada setor será analisado individualmente”, explicou.

Ele garantiu que as áreas consideradas prioritárias não serão afetadas. “Não vamos tirar recursos de serviços essenciais, como ambulâncias, saúde e atendimento à população. Essas áreas serão preservadas”, disse. “Cada órgão terá que fazer seu dever de casa e avaliar onde pode cortar, especialmente em gastos não essenciais”, adicionou.

Entre os exemplos citados, o secretário de economia mencionou a suspensão de despesas com eventos. “Na Secretaria de Economia,por exemplo, havia um encontro nacional que custaria aproximadamente R$ 500 mil. Pedi para suspender esse gasto. O evento pode até acontecer, mas sem esse custo”, afirmou.

Além disso, citou a possibilidade de revisão de contratos de aluguel. “Se uma secretaria tem dois ou três imóveis alugados, é preciso avaliar se não é possível concentrar as atividades em um único espaço e reduzir despesas”, acrescentou.

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