Screenshot
Ministério da Fazenda está mediando junto a bancos privados a concessão de empréstimo de R$ 6,6 bilhões. Mas mantém negativa de aval oficial do Tesouro para operação. Acordo será assinado no STF na quinta-feira
Por SAMANTA SALLUM
Após sair de reunião no Supremo Tribunal Federal com a governadora do DF, Celina Leão, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, sinalizou que a solução para a crise do Banco de Brasília (BRB) será um empréstimo feito pelo governo do Distrito Federal com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Mas com aval de fiança de um sindicato de bancos. Como a Capital S/A adiantou, na segunda feira, o GDF está em tratativas com um pool de instituições financeiras.
O acordo, que deve ser efetivamente assinado na próxima quinta feira, prevê que a operação será feita sem garantia da União. Nos bastidores, no entanto, o Ministério da Fazenda está colaborando para que um grupo de bancos privados promova o empréstimo necessário ao BRB.
Apesar das divergências politicas, entre governo local e federal, uma liquidação do BRB teria efeito negativo para ambos os lados.
“Eu quero agradecer, em nome da população do Distrito Federal, a capacidade de diálogo do governo federal para esse acordo, que começa a ser encaminhado hoje. Não posso deixar de agradecer ao ministro Dario. Esse é um momento de gratidão. Retiramos o BRB desta situação difícil. Quero agradecer ao ministro Fux também pela mediação”, disse a governadora Celina Leão, que é do PP.
O governo do DF acionou o STF pedindo que a União concedesse garantia a uma operação de crédito para capitalização do BRB. Atualmente, análise do Tesouro Nacional sobre a situação fiscal dos Estados considera que o DF não tem capacidade adequada de pagamento e, por isso, não pode fazer empréstimos com aval da União.
O GDF se comprometeu a promover medidas de ajuste fiscal para viabilizar o efetivo cumprimento da operação junto aos bancos privados. Já o Ministério da Fazenda apontou que será possível, mesmo sem o aval do Tesouro, que o BRB consiga o empréstimo apresentando outras formas de garantia.
“Vai ser trabalhada uma operação de crédito a ser tomada pelo GDF com o FGC, com aval de um sindicato de bancos, envolvendo bancos públicos e privados, com contragarantias a serem prestadas pelo GDF”, explicou o ministro da Fazenda.
Cotas do Fundo de participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) poderão ser usadas como garantia.
”Sinto como se uma tonelada de pedras tivesse saído das minhas costas”, contou aliviada uma fonte ligada ao GDF e ao BRB, após a reunião no STF
Ficou previamente acordado entre os presentes à reunião que não seriam dadas mais entrevistas até a definição dos detalhes do acordo a ser concluído na quinta-feira no STF.
Manifestação da AGU
A audiência foi marcada pelo ministro do STF Luiz Fux a pedido do Ministério da Fazenda e da Advocacia-Geral da União (AGU), que manifestaram interesse na conciliação.
“Essa reunião foi prontamente acatada pelo ministro Luiz Fux e foi realizada com muito êxito e com muito sucesso. Quero deixar aqui o firme compromisso do Governo Federal e as especificidades do acordo que está começando a ser desenhado”, garantiu o Advogado-Geral da União Substituto, Flávio Roman.
As unidades do Conjunto Nacional e do Taguatinga Shopping estão entre as que encerraram as…
Impactos incluem redução na produção agropecuária, aumento de custo de energia elétrica, dificuldades de escoamento…
Banco está há um ano sem publicar demonstrações financeiras oficiais Por SAMANTA SALLUM A crise…
Cresce pelo 6º mês consecutivo o número de famílias com o problema no país. Nem…
Por SAMANTA SALLUM O processo de empréstimo para capitalizar o BRB está travado, não andou…
Ferramenta criada pela Confederação Brasileira das Associações Comerciais e Empresariais monitora despesas públicas para cobrar…