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Por SAMANTA SALLUM
Um dos fatores determinantes para o ministro da Fazenda, Dario Durigan, mudar o tom em relação ao socorro ao BRB foi saber que há um grande montante em depósitos judiciais, no banco, de tribunais de diversos estados. O ministro Luiz Fux relatou a ele o problema generalizado que ocorreria no Judiciário se o banco quebrasse.
“Uma decisão judicial manda pagar determinada quantia porque acabou uma ação; e, de repente, não tem o valor para pagar. Então, seria o Judiciário se desmoralizando”, comentou o ministro após o acordo com o GDF, no STF, para ajudar a salvar o BRB.
Em nome do interesse público
Num primeiro momento, o ministro Durigan, como ele mesmo contou, “repeliu” a ideia de ajuda do governo federal ao BRB, por meio de aval do Tesouro ao pedido de empréstimo do banco ao Fundo Garantidor de Crédito. No entanto, depois de considerar também o grande e negativo impacto social de uma liquidação do BRB, reavaliou a decisão.
“O que me preocupa é que funcionam sistemas de serviço à população do DF dentro do BRB: tem a bilhetagem do transporte público, e além de se pagar por lá bolsas de estudos, programas sociais para pessoas carentes, além de concentrar depósitos judiciais de outros estados”, apontou.
“Espírito construtivo”
Para não parecer contraditório, e deixando claro que a má gestão do BRB é responsabilidade do governo do DF, a solução apresentada continua a não incluir o aval do Tesouro ao empréstimo de R$ 6,6 bilhões. “O GDF está urgentemente precisando fazer uma capitalização do BRB, entendendo a situação, pelo lado social, fui com espírito construtivo ao Supremo propor uma saída para o banco”, esclareceu Durigan.
O acordo passa por flexibilizar o teto de valor de empréstimo do GDF, que estava limitado em R$ 900 milhões, e sinalizar ao Banco do Brasil, à Caixa e instituições financeiras privadas que podem dar o aval para a operação.
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