O dragão de Pan Ku

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VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)

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Charge do Kim, 2021.

 

Das inúmeras heranças amaldiçoadas, legadas pelos destrambelhados governos petistas, nenhuma outra tem sido mais deletéria e nefasta ao nosso país quanto aquela que reconheceria, pelos enviesados e vazios caminhos da ideologia, o status da China como economia de mercado. Com isso, de uma penada, em novembro de 2004, o governo empurrou, de uma só vez, e sem qualquer estudo preliminar de risco, todos setores da economia interna brasileira para o campo minado do comércio chinês, controlado, de modo camuflado e estratégico, pelo partido comunista daquele país.

De lá para cá, o que se viu e se vê por toda a parte é a invasão avassaladora dos produtos chineses, de duvidosa qualidade, em toda a cadeia produtiva do país, com prejuízos seríssimos, não só às indústrias nacionais, mas a todo processo de produção, que, da noite para dia, parece ter recuado aos tempos da total dependência externa. Não seria exagero considerar hoje que nosso país passou a integrar, juntamente a outras nações financeiramente quebradas do ocidente, a grande carteira de investimentos da China. Existe, inclusive, quem prefira falar num restabelecimento de uma espécie de neocolonialismo, em que o governo central da China passa a explorar, de modo cabal, o que seriam suas novas colônias no Ocidente.

Já foi dito aqui que, por detrás dessa estratégia mista entre economia e política expansionista, está o fato de a China ligar pouco para investimentos tradicionais, preferindo a compra pura e simples de alguns setores importantes das economias dos países. Assim é que eles preferem assumir o controle acionário, ou mais diretamente todas aquelas áreas ligadas aos bens de produção, indo também, com grande sede ao pote, aos setores de infraestrutura dos países, onde o poder de barganha e pressão é muito maior e onde os limites para os lucros, simplesmente, não existem.

Nesse capítulo, os grandes empresários chineses, pretensamente donos das grandes empresas privadas, funcionariam como testas de ferro dos dirigentes do Partido Comunista Chinês (PCC), numa pantomima que os igualariam aos empresários do Ocidente. Tão logo demonstrem alguma independência ou sinal de rebelião, são prontamente postos de lado, acusados de corrupção e crimes. De fato, absolutamente nenhuma empresa chinesa, seja de qualquer setor, está livre da influência pesada do governo, devendo todo o esforço econômico ser orientado segundo objetivos traçados pelos dirigentes partidários. Essa é, na visão dos economistas, o mais definitivo e acabado conceito de capitalismo estatal, onde todo o potencial da economia é voltado para objetivos estratégicos de dominação expansionista.

De acordo com dados fornecidos pelo próprio Ministério das Relações Exteriores, entre 2003 e 2019, os chineses ingressaram no Brasil mais de US$ 72 bilhões, ou seja, 37,3% do total investido por outros grupos estrangeiros. Ao contrário de outros países investidores, os chineses preferem comprar participação em setores inteiros da economia, seja na área do pré-sal, nas hidroelétricas, no que for, que possa garantir domínio e poder de pressão. É desse modo que se age e é assim que se garante sua aceitação na Organização Mundial do Comércio (OMC) como economia de mercado.

Trata-se, no jargão popular, de “um jogo bruto”, com visão de médio e longo prazo e que pode ser resumido na palavra domínio. Ainda é incerto se a disseminação do vírus da Covid-19 pelo mundo fazia parte dessa grande estratégia de hegemonia e dominação, mas, em todo caso, o que é fato é que, com isso, as economias de todo o mundo, ao contrário da chinesa, foram à bancarrota e tornaram-se mais vulneráveis ainda e mais sujeitas à pressão do dragão chinês.

A frase que foi pronunciada:

Dica para a PM: Um casal tem feito uma festa dentro dos ônibus da linha 0.101. Sem vigilância, furtam celulares e o que estiver fácil. Sem agressão, sem violência.

Imagem: inforbrasilia.com

Espaço Público

Nada como uma pandemia para deixar os órgãos de administração e vigilância adormecidos ou fora de combate. Em plena luz do dia, operários erguem um barracão de madeira no comércio local do Lago Norte, ao lado do supermercado Pão de Açúcar. Nenhuma iniciativa da Administração Regional ou da Brasília Legal foi tomada. Talvez estejam esperando a obra ficar pronta para destruir, o que causa mais estrago.

Liberar

Agora com o home office instituído e a calmaria no trânsito, fica sem sentido impedir os moradores das primeiras quadras pares do Lago Norte de fazer o retorno no local, que foi criado para isso e impedido por canaletas instaladas.

Captura de imagem em março de 2020. Reprodução: Google Maps.

Contra mulheres

Foi preciso que Kelli Patrícia da Luz criasse a Associação de Mulheres Vítimas do Essure Brasil (Amveb) para buscar justiça às pacientes que fizeram implante com esse contraceptivo, autorizado pela Secretaria de Saúde do DF. Na verdade, mulheres de todo o mundo protestam contra o Essure da Bayer. No Reino Unido, o Sistema de Saúde Pública é similar ao brasileiro. O Essure era uma alternativa não cirúrgica aos métodos de esterilização. Depois das dores crônicas nas pacientes, intoxicação por níquel, órgãos perfurados e até a necessidade de histerectomia, o escritório PGMBM, líder em ação coletiva, responsabilizou a Bayer pelos estragos, ganhando a causa na justiça em favor de milhares de mulheres afetadas. A Secretaria de Saúde do DF não reconhece o problema.

Audiência pública com usuárias do contraceptivo Essure, em abril de 2021. Reprodução: CLDF.

História de Brasília

Ainda sobre os cartórios, resta agora, que tomem providências para que não haja morosidade proposital nos casos de casamentos gratuitos. (Publicada em 04.02.1962)

As porteiras escancaradas do latifúndio chamado Brasil

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Ministro Rosa Weber. Foto: ac24horas.com

 

Somente, num país do tipo “faz de conta”, os Três Poderes da República possuem, cada um a seu turno, a prerrogativa legal de desmanchar com os pés o que outro Poder tenta fazer com as mãos, numa ciranda ilógica e movida a interesses de grupos que se digladiam permanentemente entre si.
É o que, de modo eufemístico, convencionou-se pomposamente chamar de pesos e contrapesos. O pior é quando, dentro do mesmo Poder, esses movimentos de fazer e desfazer ocorrem de forma sistemática, dando o dito por não dito. Sem dúvidas, a imagem que surge na tela mostra o transatlântico da República Brasileira, depois de navegar, sem rumo e em meio a turbulências, encalhado entre rochas traiçoeiras, totalmente entregue aos humores de um mar bravio e imprevisto.
Se a imagem ainda não é adequada para retratar nosso atual momento, quando o Estado parece entregue e à mercê do que pretende o pior conjunto de indivíduos a compor, ao mesmo tempo, os três Poderes da República, em toda a nossa história, é porque vamos, em meio a uma pandemia devastadora, acostumando-nos aos absurdos do dia a dia e já nem fazemos questão de saber para onde seguimos.
E nem precisa ser mencionado aqui o desfazimento da Operação Lava Jato, realizado pelo Supremo, com a ajuda do Legislativo e Executivo, ocasião em que acabaram também com a possibilidade de prisão em segunda instância, para atender aos reclames de um pequeno grupo de meliantes. O que chama atenção agora, em meio ao vai e vem desse formigueiro açulado, foi a decisão da ministra do Supremo, Rosa Weber, em suspender a convocação dos governadores, que tinha sido aprovada, a contragosto, pela Comissão Parlamentar de Inquérito, sob o argumento de que a CPI não pode investigar o uso, feito pelos estados, dos recursos provenientes de repasses federais.
O mesmo impedimento foi estendido ao presidente da República. Com essa medida derradeira, o Supremo, ao mesmo tempo, desfez qualquer possibilidade de uma investigação séria de corrupção ocorrida em vários estados da federação, pondo uma pedra sobre o que seria o mote e o veio principal que levaria até aos gestores estaduais, onde a Polícia Federal já identificou um verdadeiro cipoal de malversações de recursos públicos, desvios, lavagem de dinheiro, compra superfaturada, pagamentos suspeitos, pagamentos por compras não entregues e todo um conjunto de crimes.
Ao mesmo tempo, essa decisão vem de encontro ao que muitos parlamentares com assento na CPI queriam, mas não tinham coragem de externar publicamente.
O mesmo vale para o Executivo, que viu, nessa decisão, um modo de quebrar as pernas da CPI no que ela tinha de mais sensível. O único a perder com essa decisão foi o cidadão e contribuinte brasileiro, que ficou impossibilitado de verificar os rumos que tomaram os bilhões de reais que foram despejados nos estados, pretensamente em nome do combate à pandemia.
Não chega a ser estranho que a pandemia tenha possibilitado, aos três Poderes da República, passar livres com suas boiadas pelas porteiras escancaradas desse latifúndio devoluto chamado Brasil.


A frase que foi pronunciada:
“Pois embora a lei da natureza seja clara e inteligível para todas as criaturas racionais; contudo, os homens, sendo tendenciosos por seu interesse, bem como ignorantes por falta de estudo dele, não estão aptos a admiti-lo como uma lei obrigatória para eles na aplicação dele a seus casos particulares.”
John Locke, em o Segundo Tratado de Governo

Retrato de John Locke, de Sr. Godfrey Kneller. Fonte: Coleção de Sr. Robert Walpole, Houghton Hall, 1779.


Como sempre
Se o leitor parar para pensar, vai concordar que a profissão de jornalista é só trocar o nome de personagens da História. Veja a historinha abaixo, registrada em fevereiro de 1962 e registrada pelo criador desta coluna, Ari Cunha. Jânio Quadros já usava seu próprio interesse com inverdades para atingir seus desafetos. Hoje o nome disso é fake news.

Charge do Duke


Nonato Notícias
Livros de Rogaciano Leite são lançados por editora cearense em evento do centenário do poeta. Helena Roraima, filha do escritor, organizou uma publicação preservando o conteúdo da primeira edição de 1950. Outro destaque dessa obra-prima é a qualidade da impressão.

Foto: Acervo Rogaciano Leite


Abuso
Uma idosa que paga, mensalmente, R$10 mil por um plano de Saúde teve que viajar às pressas para outro estado fazer um exame nos olhos em clínica particular, porque o plano não aceitou cobrir o procedimento. Um verdadeiro absurdo!

Charge do Jarbas


História de Brasília
Enquanto o sr. Jânio Quadros, em suas famosas sindicâncias atirava à execração pública os nomes de criminosos e inocentes, o se. Alfredo Nasser, com aprumo e justiça, aguarda o inquérito para indicar somente os nomes dos culpados. (Publicado em 04.02.1962)

O novo mito da caverna

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Charge do Karna

 

Um fato curioso e preocupante, cujos desdobramentos ainda são incertos, vai se tornando cada vez mais evidente nas pessoas e nas suas relações sociais: com a pandemia prolongada, imposta pelo Coronavírus, o que seria um isolamento voluntário, condicionado pelo medo real da transmissão da doença, foi, com o passar do tempo, transformando-se numa espécie de enclausuramento voluntário, fazendo com que muitos indivíduos, simplesmente, perdessem não só o gosto pelo convívio social como também adquirissem o hábito de ficar trancado em casa, transformando esse ambiente onde vivem no que seria uma réplica de miniatura do mundo.

Não surpreende que, durante esse processo de afugentamento das ruas, as pessoas passaram a se preocupar mais com o ambiente em que vivem, dedicando mais tempo ao que consideravam ser o aperfeiçoamento desse espaço, promovendo reformas, comprando móveis mais confortáveis, equipando o lar com todo o tipo de parafernália eletrônica, principalmente computadores e equipamentos que pudessem mantê-las em conexão direta e instantânea com o mundo externo; obviamente, sem a necessidade de deixar essa espécie de novo porto seguro.

De um certo modo, o isolamento social que a pandemia obrigava fez nascer, em muitos, uma nova categoria de ser social: o indivíduo ermitão, que, mesmo habitando em cidades superpovoadas e frenéticas, adquiriu um gosto misterioso pela solidão domiciliar, onde, aparentemente, sente-se mais seguro e protegido do que em meio às multidões e junto aos seus semelhantes.

Por outro lado, é preciso recordar que não é de hoje que a maioria das metrópoles pelo mundo, mesmo nos países mais desenvolvidos, tornaram-se violentas e hostis às pessoas, sobretudo quando a noite cai. Trata-se aqui de um fenômeno mundial, mas que no Brasil adquiriu uma feição bem sangrenta, com muitas áreas centrais da cidade dominadas pelos criminosos. Nesse aspecto, a pandemia veio apenas potencializar uma tendência que parecia já estar em andamento.

De fato, o velho costume de antigos boêmios, de perambular pelas ruas sob a luz do luar, deixou de ser uma moda e se transmutou num medo pavoroso e distante. Ao transformar o lar numa espécie de bunker, pretensamente infenso aos perigos do mundo externo, esse novo indivíduo do século XXI aliou a síndrome de pânico, que já experimentava em pequenas doses, à uma condição autoimposta que o transformou num exilado cercado pelas paredes de sua própria casa e onde parece viver com a ansiedade mais controlada.

Por certo, o isolamento social, mesmos em face dos temores reais existentes no mundo externo, tem feito mal a saúde mental dessas pessoas. São, por sua condição voluntária, um remedo dos antepassados que viveram em cavernas. Experimentam, por esse motivo, as mesmas sensações vividas por aqueles indivíduos que, de costas para a entrada da caverna, acreditavam, ser o mundo real, apenas as imagens e sombras que eram projetadas contra a parede pela luz externa.

É o mito da caverna feito agora através das telas de computadores e celulares, a mostrar um mundo que existe, mas que não pode ser vivido em todos os sentidos e que tampouco interessa ser experienciado em carne.

A frase que foi pronunciada:

É tarefa dos iluminados não apenas ascender ao aprendizado e ver o bem, mas estar dispostos a descer novamente até aqueles prisioneiros e compartilhar suas angústias e suas honras, sejam valiosas ou não. E isso eles devem fazer, mesmo com a perspectiva de morte.”

Platão, A Alegoria da Caverna

Foto: © Steve Bisgrove—REX/Shutterstock.com

Conhecimento

Embrapa disponibiliza, gratuitamente online, Livros da Coleção Cerrado. A Coleção Cerrado aborda temas como ecologia e flora, matas de galeria, aproveitamento alimentar, correção de solo e adubação, entre outros. A equipe do Blog do Ari Cunha postou o link da Embrapa para você a seguir: Livros da Coleção Cerrado podem ser baixados gratuitamente.

Estudo

Ao todo, soma 1.103 páginas o trabalho impecável do juiz federal Leonardo Cacau Santos La Bradbury. “Curso Prático de Direito e Processo Previdenciário”, 4ª ed., Editora GEN/Atlas, 2021.

Menos oferta

Um aviso curto e educado da Samsung comunica aos proprietários de celulares que, em breve, não haverá mais armazenamento de fotos, vídeos e arquivos. Como dizia o filósofo de Mondubim: “um homem prevenido vale por dois.” Já não há impressão de fotos para registro histórico nos dias de hoje. É bom deixar salvo o que interessa. Veja a seguir!

Imagem: reprodução
Alterações da Agenda de encerramento de alguns recursos do Samsung Cloud

Prezados clientes do Samsung Cloud,

Estamos atualizando a nossa agenda de encerramento dos recursos Sincronização da Galeria, Unidade e Plano de armazenamento pago do Samsung Cloud e gostaríamos de compartilhar os detalhes com você.

Para garantir que forneçamos aos nossos clientes tempo suficiente para migrar e fazer o download dos dados, decidimos adiar a data final de encerramento dos recursos para 3 meses após a data anunciada originalmente. A partir de 2021-11-30, a Sincronização da Galeria e o armazenamento dos Meus arquivos na Unidade não serão mais suportados pelo Samsung Cloud, e seus dados serão excluídos, como explicado em mais detalhes a seguir.

Alterações na Agenda

2020-12-01
* Os recursos recém-listados acima não estarão mais disponíveis
* Migração para o OneDrive e download de dados disponíveis
2021-10-01
* Descontinuação do uso existente da Sincronização da Galeria e da Unidade
* Encerramento do suporte à migração para o OneDrive (somente disponível download de dados)
* Cancelamento automático do Plano de armazenamento pago então existente e estorno do último pagamento
(* Implementação gradual por usuário)
2021-11-30
* Encerramento do suporte ao download de dados e desaconselhamento do uso dos recursos a serem encerrados
* Dependendo do status de operação do serviço, a agenda acima pode ser alterada sem aviso adicional.
* Pode haver atrasos técnicos com a remoção completa dos dados do servidor do Samsung Cloud.
* Para obter informações mais detalhadas, visite o site da web do Samsung Cloud.
(https://support.samsungcloud.com/)

Daqui para frente, você pode usar esses recursos por meio do Microsoft OneDrive.

Para minimizar qualquer inconveniente, oferecemos suporte à sincronização da Galeria existente armazenada no Samsung Cloud e à transferência dos dados da Unidade para o OneDrive até 2021-09-30.

* Pode não ser suportado em alguns países ou modelos de aparelho.
* A transferência de dados encerrará os recursos existentes de Sincronização da Galeria e Unidade, e, após a conclusão da transferência, os dados sincronizados/armazenados da Galeria e da Unidade no Samsung Cloud serão totalmente excluídos. (Os dados transferidos podem ser verificados no OneDrive).

O download de dados é suportado.

Também oferecemos suporte a downloads de dados seguros até o encerramento desses recursos para clientes que não podem ou não querem usar o OneDrive.

Ao transferir/baixar seus dados, esses recursos podem ser encerrados antecipadamente e levar a alterações no cronograma de exclusão de dados. Consulte abaixo para obter detalhes.

* Os dados serão totalmente excluídos 60 dias depois que você selecionar Baixar meus dados ou da data final de encerramento 2021-11-30, o que ocorrer primeiro.
* Depois de selecionar Baixar meus dados, você não poderá transferir seus dados para o OneDrive.

Você pode continuar aproveitando outros recursos do Samsung Cloud.

Você pode continuar a usar outros recursos do Samsung Cloud que não estão sujeitos ao encerramento (backup/sincronização e restauração de outros dados, como Contatos, Calendário, Notas etc.).

Agradecemos sua compreensão e informamos que a agenda acima pode ser alterada dependendo do status de operação dos serviços. Faremos o possível para permitir que você mova ou baixe seus dados com segurança.

Obrigado.

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Informação

Para proteger contra vírus, vacina. Para evitar fake news, informação.” Com base nessa premissa, o professor de Biologia do Colégio Marista Asa Sul, José Nascimento da Silva Júnior, percebe a importância do atual momento de pandemia para explicar conceitos sobre os imunizantes. Veja a íntegra do documento a seguir.

Aprenda conceitos sobre vacinas para evitar notícias falsas

Professor de Biologia do Colégio Marista Asa Sul esclarece informações sobre as formas de prevenção de doenças como a Covid-19

Para proteger contra vírus, vacina. Para evitar fake news, informação. Com base nessa premissa, o professor de Biologia do Colégio Marista Asa Sul, José Nascimento da Silva Júnior, percebe a importância do atual momento de pandemia para explicar conceitos sobre os imunizantes.

O professor lembra o quanto o assunto “vacinas” domina as atuais rodas de conversas, discussões e debates entre as pessoas. No entanto, ressalta, é preciso compreender mais o assunto e saber discernir conteúdos científicos de notícias falsas. 

As vacinas são importantes tanto para o indivíduo como para a saúde coletiva. De acordo com o Ministério da Saúde, “manter a vacinação em dia, mesmo na fase adulta, é um dos melhores métodos para evitar doenças e infecções.” O professor esclarece algumas dúvidas frequentes sobre as vacinas, principalmente sobre os imunizantes contra a Covid-19. 

O que é imunização?

A imunização é o processo que ativa o sistema de defesa do corpo de uma pessoa. O sistema imunológico do corpo humano consegue defender o corpo de diversas formas, por exemplo, a pele é uma excelente barreira para diversos microrganismos evitando várias doenças. A pele é uma defesa inata, que todos têm desde o nascimento. Outra forma de defender é aquela em que o sistema imunológico adquire ao longo da vida. Essa defesa inclui a produção de anticorpos.

O que são anticorpos?

Anticorpos são respostas específicas do sistema imunológico, quando o corpo é invadido. Os anticorpos são produzidos especificamente para responder a um ataque ao corpo de cada pessoa, funciona como a chave e a fechadura, em que apenas a chave certa abre a fechadura. Então, cada pessoa tem um conjunto de anticorpos específicos, dependendo dos possíveis ataques que seu corpo sofre ao longo da vida.

E a vacina, como funciona?

A vacina é uma maneira controlada de reação a um ataque ao corpo humano e induzir a produção de anticorpos específicos. Os laboratórios que produzem vacina buscam descobrir uma maneira de injetar no corpo humano moléculas do invasor que induzam a produção de anticorpos, sem desenvolver a doença.

Por que existem diferentes vacina para a Covid?

Cada laboratório faz testes com diferentes componentes do vírus, o objetivo é induzir a resposta mais intensa na produção de anticorpos para a maioria das pessoas. Por isso são necessários testes em diferentes níveis até que a vacina seja aprovada pelas autoridades de saúde.

Algumas vacinas podem ter efeitos colaterais? Por que isso acontece?

Como a vacina simula um ataque ao corpo, o sistema imunológico de cada pessoa responderá de diferentes formas. Para alguns, essa resposta induz a febre, dores e mal-estar, que são sintomas característicos de um ataque de microrganismo ao corpo. Em outras pessoas, os sintomas são imperceptíveis, indicando que apenas a produção dos anticorpos foi ativada.

É necessário tomar duas doses da vacina, ou uma só é suficiente?

A vacina tem a vantagem de induzir uma memória imunológica, ou seja, o sistema imunológico mantém a capacidade de responder a um novo ataque no futuro. Para desenvolver essa memória imunológica é necessário um determinado nível de resposta e cada laboratório identifica esse nível em suas pesquisas. Por isso, é importante tomar a segunda dose, quando indicado, para garantir que a memória imunológica seja adequadamente formada.

Por que, mesmo depois de vacinadas, as pessoas ainda têm que continuar usando máscaras, álcool gel e fazendo o isolamento social?

A vacina é um modo eficaz de controlar o parasita e reduzir os impactos que causa em nossa sociedade. Contudo, o vírus Corona continuará em nosso meio ambiente e devemos manter os cuidados básicos para evitar a contaminação daqueles que ainda não foram imunizados. Dessa forma, o uso de máscara, a higienização das mãos e evitar as aglomerações são maneiras de agir pensando no bem coletivo, mesmo para os que já foram vacinados.

A descoberta de variantes do Corona vírus significa que teremos que ser vacinados novamente?

As variantes descobertas são vírus modificados que são formados a partir de cópias imperfeitas que cada vírus pode produzir ao se replicar dentro das células hospedeiras. Os pesquisadores estão investigando o quanto cada variante é diferente em relação a imunização causada pelas vacinas. Esse é outro motivo para mantermos os cuidados básicos contra essa pandemia.

Sobre os Colégios Maristas:  os Colégios Maristas estão presentes no Distrito Federal, Goiás, Paraná, Santa Catarina e São Paulo com 18 unidades. Nelas, os mais de 25 mil alunos recebem formação integral, composta pela tradição dos valores Maristas e pela excelência acadêmica. Por meio de propostas pedagógicas diferenciadas, crianças e jovens desenvolvem conhecimento, pensamento crítico, autonomia e se tornam mais preparados para viver em uma sociedade em constante transformação. Saiba mais em www.colegiosmaristas.com.br.

História de Brasília

Aprenda a morar: você, que vive na 409-410 não exponha suas roupas nas janelas, não estenda seus lençóis na parte exterior do edifício. O seu direito termina onde começa o do outro. (Publicada em 04.02.1962)

Para além do vírus

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Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado.
Tivessem juízo os legisladores, com aqueles que cuidam de fazer respeitar e proteger as linhas tortas de nosso universo infinito de leis, cuidariam de providenciar e fixar, o mais urgentemente possível, mais alguns artigos no Código Penal ou a outro que o valha, estabelecendo, de forma extraordinária, penas duríssimas para todos aqueles que cometeram o monstruoso crime de desvio dos recursos destinados ao combate ao coronavírus.
A essas pessoas, em tempos de tanta aflição e mortes, caberiam sentenças derradeiras, em tribunais do tipo marcial, semelhantes a crime de guerra ou crimes contra a humanidade, ou, como se diz em latim: sine peccatorum remissione, ou seja, sem possibilidade de perdão. Mas como essa é uma possibilidade remota, dada a letargia e a falta de interesse reinante, fica, ao menos, a sugestão colhida junto a boa parte da população, feita não apenas em nome daqueles que viram seus entes queridos partirem repentinamente desse mundo sem a possibilidade de dizer adeus, mas, principalmente, em nome e em memória de meio milhão de mortos.
Infelizmente, esse não parece ser o objetivo dos membros e integrantes da CPI da Covid, apesar da oportunidade que essa comissão tem ainda de clarear todos esses tristes acontecimentos. Houvesse real empenho, a essa altura dos andamentos dos trabalhos, muitos fatos já teriam sido devidamente esclarecidos e providências estariam sendo encaminhadas, para que crimes dessa natureza, por sua crueza, jamais voltassem a se repetir.
Deixar de lado a possibilidade de penalizar aqueles que lucraram, direta ou indiretamente, com a morte de milhares de inocentes, é deixar a porta aberta para a repetição desses mesmos crimes. Pelo que temos visto, lido e ouvido até aqui, com relação às investigações tanto por parte do Legislativo como do Judiciário, são remotíssimas as chances de que esses fratricidas venham a receber as devidas penas. Não se trata aqui de justiçamento ou coisa semelhante, mas apenas estabelecer o que é justo. Do contrário, nos transformaremos, indistintamente, em cúmplices, por omissão ou medo.
Se desses dois Poderes da República pouco ou nada se pode esperar em matéria de estabelecer a justiça, muito menos há esperanças de que o Executivo mande apurar os fatos, pelos meios que possui, inclusive com a apoio dos órgãos de inteligência. O presidente, por seu comportamento ciclotímico e imprevisível, e mesmo por seu comprometimento com as forças políticas do atraso que chamou para junto de si, muito se assemelha hoje ao personagem Fausto, de Goethe, que vendeu sua alma a Mefistófeles, representado aqui pelo Centrão, e muito pouco ou quase nada pode fazer para estabelecer a verdade. Ainda mais quando vai ficando claro, para todo mundo, que ele próprio nada fez para que esses acontecimentos tivessem um desenrolar mais satisfatório e pacífico.
O que se sabe, e isso é o mote principal de toda essa questão, é que crimes diversos foram cometidos durante a pandemia e em decorrência dela, resultando num número impressionante de meio milhão de mortos. Por certo que, para além dos efeitos provocados pelo vírus, em si, outros personagens contribuíram, por suas ações e omissões, para elevar a quantidade de óbitos. É isso que se quer posto a limpo.
A frase que não foi pronunciada
“Agora eu entendo porque o PT não tinha oposição.”
Dona Dita, preocupada com o Brasil que vai deixar para os netos
Vergonha alheia
O fato de fazer vista grossa aos governadores que não prestaram contas da verba recebida do governo federal pode estar ligado à aproximação das eleições gerais de 2022. É neste momento que parlamentares, das mais diferentes matizes políticas e com assento e interesses nessa CPI, estarão em peregrinação por seus estados buscando novos mandatos e quando deverão buscar apoio, junto a esses mesmos administradores, implicados ou não em desvios de recursos na pandemia.
Foto: Evaristo Sá/AFP
Vozes roucas?
Por certo, e tendo em vista nossa histórica e desavergonhada desmemória, passadas as eleições, as possíveis repercussões e resultados das investigações sobre a mortandade de brasileiros nessa pandemia irão direto para os jazigos do arquivo morto da Justiça, deixados de lado e remetidos ao futuro, quando, enfim, se transformarão em estatísticas numéricas. A não ser que o trovão das ruas volte a ser ouvido e reclame por justiça e punição.
Charge do J. Bosco (O Liberal)
História de Brasília
É que o governo anterior já tinha dado essa ordem que foi cumprida imediatamente. Com a saída do presidente os responsáveis pela transmissão voltaram ao rio mas não se desfizeram da “dobradinha”. (Publicado em 04.02.1962)

Brava gente brasileira

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Charge do Clayton

 

Exemplos vindos do passado mostram que as crises são, por excelência, o momento adequado para extrair lições e oportunidades para o aperfeiçoamento da vida individual e coletiva. Caso o atual governo tenha aprendido algum ensinamento útil com os efeitos da pandemia do Covid-19 e com o número assustador de meio milhão de mortos dessa doença, o que parece absolutamente improvável, dado à total ausência de providências eficazes tomadas ao longo desses quase dois anos de crise sanitária, a primeira e talvez mais importante medida seria a revalorização de todo o Sistema Único de Saúde (SUS), conferindo, a esse importante e gigantesco organismo, todos os meios possíveis para que, doravante, ele se firme como uma espécie de porto seguro para os brasileiros em tempos adversos.

Aliás, é preciso ressaltar aqui que, não fosse o SUS, com todas as suas virtudes e carências, o número de mortos durante a pandemia seria, no mínimo, mais do que o dobro do que o registrado até aqui. Obviamente,quando se fala de um sistema dessa magnitude e complexidade, o que está em jogo não são apenas os recursos materiais e logísticos necessários para a boa realização dessa tarefa, mas, sobretudo, os recursos humanos, fundamentais para que todo esse portento funcione de forma exemplar e humanizada, como desejam aqueles que entendem desse assunto.

O lado positivo dessa crise sanitária, que ainda vai provocando seus efeitos maléficos, é que a maioria dos brasileiros, de uma hora para outra, parece ter dado conta do quão importante e vital tem sido a presença do SUS e quão importante e necessário foram também seu corpo técnico durante essa pandemia. O trabalho abnegado e corajoso de enfermeiros e médicos dessa instituição jamais será esquecido. Sem essa força de frente, equivalente a infantaria no Exército, os primeiros fronts dessa guerra já teriam sido dominados pelo inimigo invisível. Foi o empenho sobre-humano dessa tropa que forneceu, aos cidadãos, o exemplo e o ânimo que faltavam para entusiasmar a população, fazendo-a ver que é da união desse tipo de brasileiro que podemos contar em momentos de aflição, e não com pretensas autoridades que, nesse conflito, preferiram ficar longe do front, ao abrigo e proteção de seus bunkers oficiais.

As perspectivas com os desdobramentos dessa pandemia, que ninguém sabe ainda ao certo onde irão, apontam para a necessidade da criação de escolas de enfermagem, de cursos superiores em saúde pública e sanitária, de incrementos nos cursos de epidemiologia, virologia, de farmácia, de gestão hospitalar e de outras especialidades próprias ao combate às epidemias.

Por outro lado, a epidemia mostrou, claramente, a necessidade de reformulação do todo o sistema de Institutos como o Butantã e a Fiocruz, dando a esses centros de pesquisa e produção de vacinas todo o apoio material e humano que esse conjunto de cientistas precisa para fazer o país retornar à posição de destaque que possuía anteriormente.

Alguns chegam a falar na criação de um imenso complexo de laboratório e pesquisa nacional, equipado com o que de melhor existe em pessoal e equipamentos, tornando o Brasil soberano e exemplo nas questões de epidemias. Ou se fecha definitivamente essa porta, arrombada pela Covid-19 em quase dois anos de duração, ou estaremos condenados a experimentar, no futuro, o gosto amargo e frio da morte.

A frase que foi pronunciada

Se o bem mais precioso do ser humano é a saúde, seja lá quem espalhou esse vírus, nos roubou esse bem. Quem não morreu de Covid tem lutado para manter a saúde mental.”

Dona Dita, pensando com seus botões

Em Ação

Que sirva também para outras regiões administrativas. No Blog do Ari Cunha, a comunicação da Rede de Vizinhos e Polícia Militar, unidos pela segurança do Lago Norte. Todas as dicas para se manter em segurança dentro de casa. Confira lá.

  

T.I.

Está saindo, de uma incubadora da UnB, um projeto espetacular. Um aplicativo onde você acompanha o seu deputado, deputada, senador e senadora de perto, com todas as votações e aprovações de projetos feitas por eles. Já está pronto e registrado. Em breve será lançado.

Nota à imprensa

Falta de política industrial e Custo Brasil contribuíram para a redução de setores industriais de alta e média intensidade tecnológica. A participação deles caiu de 23,8% para 18,7%.

Foto: istoe.com

Por Girão

Ao deixar de seguir os rastros deixados pela montanha de dinheiro que foi despejada pelo governo federal, sem critérios salvaguardas prévios às Unidades da Federação, e colocada à disposição de governadores e prefeitos por esse Brasil afora, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Covid desprezou não apenas o primeiro e principal mandamento de toda investigação séria que se preze e que manda: “siga o dinheiro”, mas deixou de lado o mais importante veio, que poderia levar ao ralo largo por onde escoou toda essa fortuna.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

História de Brasília

A determinação presidencial para que a Voz do Brasil seja transmitida de Brasília não havia nenhuma razão de ser. O que devia haver, isto sim, seria a punição pelos responsáveis pela transmissão. (Publicada em 04.02.1962)

Pobreza e fome

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Foto: CNN Brasil

 

Ao longo de toda a história humana, a pobreza sempre pareceu uma espécie de condição ou norma natural da maioria e tem permanecido assim desde a formação das primeiras civilizações. De forma mais superficial, é possível verificar que, em lugares onde não exista segurança jurídica adequada, onde não é permitido o empreendedorismo e a propriedade privada, bem como a acumulação de capital e investimento, a pobreza parece ser a regra geral.

Dizer, simplesmente, que toda riqueza ou fortuna é montada num roubo não esclarece a questão. Assim como culpar a concentração de renda pela miséria também não. Um fato, porém, é inconteste: o capitalismo, ao permitir a liberdade humana para a competitividade e a inventividade, não deu, às diversas camadas sociais, condições idênticas de partida. Com isso, aqueles que possuem renda começam a se preparar para essa corrida para longe da pobreza em melhores escolas, com melhor atendimento de saúde e melhores condições de alimentação. A desigualdade se mostra logo no início da partida e isso já faz a grande diferença.

O aumento exponencial da população mundial, assim como os fatores hodiernos que provocaram as mudanças climáticas bruscas, como o aquecimento global, só fizeram elevar o problema da pobreza a uma condição absolutamente preocupante, levando a humanidade à sua mais complexa e urgente encruzilhada, desde o aparecimento dos homens neste planeta.

Não há desenvolvimento possível e eticamente aceitável, diante de um passivo como esse. Pobres existem em todas as partes do mundo, inclusive nos países desenvolvidos. E essa realidade tem experimentado um crescimento preocupante. As grandes ondas de emigração, que tem se verificado dos países pobres para os ricos, só têm feito aumentar esse problema, acrescentando-lhe uma forte dose de outros elementos também preocupantes.

De acordo com estatísticas produzidas pelo Banco Mundial, pobres são aqueles indivíduos que vivem com até US$ 1,9 por dia. Mas ainda assim é possível classificar os níveis de pobreza naquelas pessoas que vivem com uma renda um pouco superior. O século XXI tem pela frente o desafio de encontrar soluções para esse problema, que aumenta dia a dia, agora agravado com a pandemia.

Foto: Twitter/The Nobel Prize

Cientistas sociais correm contra o tempo em busca de fórmulas e modelos que permitam minorar essa situação antes que esse dilema atinja o patamar de questões insolúveis. O Prêmio Nobel de Economia, dado a três pesquisadores que propuseram estudos que abordam esse problema sob uma nova ótica, pode possibilitar também novas soluções. Banerjee, Duflo e Kremer apresentaram estudos que tratam do fenômeno da pobreza como um problema multidimensional, que ultrapassa a questão simples da falta de recursos e outros fatores. Para esses estudiosos, como já havia sido abordado anteriormente em 1998 por outro Prêmio Nobel, Amartya Sen, a pobreza é também a “privação de capacidades”.

Com isso, ele quis dizer acesso restrito à educação e saúde, e exclusão social e financeira. Para os novos premiados, a ação de combate à pobreza deve mirar esforços em fatores específicos em cada uma das dimensões. Levantamento feito por Banerjee em 13 países de vários continentes, e apresentado no livro “A vida econômica dos pobres”, mostrou que aquelas pessoas que vivem abaixo do nível de pobreza renunciam, diariamente, à aquisição de bens, inclusive de alimentos para prosseguir. Com isso, ficam diminuídas as possibilidades de maior produtividade.

O estudo mostra ainda gastos acima da renda em artigos como entretenimento. Houve ainda indicativos de falta de reação contra a qualidade do ensino, da saúde, dos transportes, o que motiva a perpetuação precária dessas questões estruturais. Para esses cientistas é preciso fortalecer todos os itens ligados à educação, saúde e infraestrutura, para dar início ao processo de superação da pobreza extrema. Para os premiados, é preciso também que essas populações superem a ideia de que gastar com educação é uma perda de tempo e desperdício de recursos. Nesse ponto, eles incentivam a interação entre setores público e privado, inclusive veículos de comunicação.

A frase que foi pronunciada:

Não fortaleceras os fracos por enfraqueceres os fortes. Não ajudarás o assalariado se arruinares aquele que o paga. Não estimularás a fraternidade humana se alimentares o ódio de classes. Não ajudarás os pobres se eliminares os ricos.”

Abraham Lincoln

Abraham Lincoln. Foto: wikipedia.org

Coité

Daquelas promessas de escrever um livro, mais uma deu certo. Djalmir Bessa resolveu atender aos chamados de seus personagens e passou para o papel uma história gostosa de ler: Coité. A vida humana no Nordeste. Os ingênuos, os espertos e os brasileiros que interpretam a vida nas letras do Divino. Por enquanto, ainda não foi publicado. É caro demais. Quem tiver alguma alternativa que se manifeste. Vale a pena!

História de Brasília

Já que o assunto é W-3, ninguém pode esquecer os benefícios para toda a cidade que tem prestado a CAT, o pequeno hospital do IAPI, próximo às casas da ECEL. (Publicado em 03.02.1962)

Espelho, espelho meu

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Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

 

A repercussão internacional que o estardalhaço da CPI da Pandemia no Brasil está espalhando pelo mundo pode trazer prejuízos para as relações do Brasil com outros países. A situação exige que as autoridades encarem essa decisão da CPI com a maior urgência e seriedade, não para proteger e blindar essa ou aquela autoridade, caso venha a se comprovar a real culpa de cada um na condução do país durante a pandemia, mas tão somente para resguardar as instituições nacionais e, por extensão, assegurar que nenhuma crise, mais profunda, venha a desestabilizar o Estado Democrático de Direito.

Vale lembrar que o presidente já foi denunciado também pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA), em janeiro último, por omissões que contribuíram para a piora da crise sanitária, junto ao ministro da saúde, General Pazuello, alvo da CPI. Veja o vídeo da CPI da Pandemia no Senado Norte-Americano. São muitas as informações supridas pelo controle das redes sociais. A plataforma de vídeos YouTube suspendeu a conta do senador republicano Ron Johnson, depois de o parlamentar publicar comentários sobre tratamento precoce. É o novo quarto poder calando opiniões diferentes. Vale a pena saber o que está acontecendo também fora do país.

Não é de hoje que o mundo passou a olhar com desconfiança e severidade o presidente Bolsonaro, por suas posições controversas em assuntos delicados como o meio ambiente, os povos indígenas, o incremento dos desmatamentos e a permissividade com que os garimpeiros, grileiros e madeireiros têm agido na região amazônica. Nadar contra a corrente internacional em assuntos melindrosos e que podem acarretar consequências nefastas para o conjunto da humanidade, como é o caso do aquecimento global, jamais poderia render quaisquer resultados positivos para o governo, para a pessoa do presidente ou de qualquer outro que compartilhe de projetos tipo niilista.

Além dos Estados Unidos, o Parlamento Europeu vem alertando o governo brasileiro para as consequências de suas afirmações e ações, mesmo sua campanha de desinformação em plena crise de pandemia. Os produtos da área agrícola brasileira, mormente os preços e qualidades atrativos, vêm sendo paulatinamente boicotados no exterior pelos danos que sua produção causa ao meio ambiente.

Muitos analistas acreditam que, não fossem os chineses, que compram esses produtos sem qualquer preocupação ética com questões como preservação do meio ambiente, nossa balança comercial estaria deficitária a tempos. O que ninguém conseguiu decifrar até agora é a razão de o próprio presidente alimentar esse moinho que, dia após dia, vai triturando sua imagem sob os ventos de uma verborragia inconsequente e conflituosa. Trata-se de uma situação inédita de alguém que encontra, no espelho, o reflexo de seu próprio inimigo que deve ser desconstruído como coisa real.

A frase que foi pronunciada:
“Se tivéssemos adotado o tratamento precoce desde o início, hoje teríamos situação controlada, com menos vidas perdidas, além de leitos sobrando para tratar os infectados. Erramos desde o início. Essa que é verdade”.
Deputado Federal Luiz Ovando

Deputado Federal Luiz Alberto Ovando. Foto: camara.leg

 

Mais proteína
Publicado, na UnB, o artigo do professor Nagib Nassar: “Geografia de fome: Uma nova visão”. Trata-se de uma evolução da mandioca a partir da observação do agrônomo e sociólogo pernambucano Josué de Castro.

Professor Nagib Nassar. Foto: radios.ebc.com.br

 

Sua opinião
Anac lança pesquisa sobre fatores de escolha na compra de passagem aérea. Vale a pena responder e compartilhar para contribuir com a melhora do serviço. Acesse o link Fatores de Escolha na Compra de Passagem Aérea e participe da pesquisa.

 

Sem freio
Além da praga das capivaras, que ganham espaço pela falta de predadores, os periquitos no Lago Norte são porcentagem significativa de problemas em fios roídos de TV a cabo, principalmente.

 

Perigo
No gramado perto da pista, na entrada na QL 04 do Lago Norte, antes de chegar à Academia, exatamente por onde andam os pedestres, há um buraco enorme sem tampa e sem sinalização alguma. Durante o dia, só oferece perigo aos distraídos, mas, à noite, é uma máquina de quebrar pernas.

 

História de Brasília
As residências estão sempre sobre ameaça de roubo. Os marginais passam o dia observando os costumes domésticos, como que sempre preparando um ataque. Ninguém sai de casa tranquilo. (Publicado em 03.02.1962)

Respeitável público

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Foto: Wal/Pixabay/Reprodução

 

Quando, no passado, diziam que os brasileiros viviam na corda bamba, tamanho eram os desafios que enfrentavam no dia a dia para sobreviverem, havia nessa afirmação algo muito além de uma simples imagem sem sentido. O que a frase escondia nas suas entrelinhas era uma realidade do tipo mambembe, experimentada há séculos por muitos brasileiros. De fato, o que se observava eram os desamparados, travestidos em atores por pura necessidade. No fundo, essa corda bamba, de um arriscado malabarismo diário, era uma imagem fiel vinda de um inconsciente coletivo, que se perde no tempo, algo retido na memória do povo, que agrupava, num mesmo conjunto, pessoas comuns e atores de uma espécie de circo permanente.

Todos eles, invariavelmente, inseridos na luta pela vida. Gente comum das periferias, que acorriam para o centro das cidades, representado seus personagens e apresentando seus produtos e aptidões para uma plateia sempre apressada e indiferente ao mundo em redor. Foi assim no passado e é assim no presente. O país dos excluídos pouco ou nada mudou, desde 1500. Hoje, o palco desses atores está espalhado por todas as esquinas e sinais de trânsito desse imenso Brasil. Basta a luz vermelha brilhar, interrompendo o trânsito pesado, para eles imediatamente entrarem em cena.

A crise econômica e social deflagrada pela longa pandemia fez eclodir, em cada ponto nevrálgico de nossas cidades, as encenações desses instantâneos de rua. Ali, naquele pedaço urbano que é de todos e de ninguém, pessoas cuspindo fogo pela boca, equilibristas em cordas bambas ou em altos monociclos, fazendo seus malabares complicados e ensaiados, são vistos, ao lado de palhaços, músicos e de muitos vendedores de guloseimas, água, pipoca, ou seja, tudo aquilo que um dia existiu nos circos de verdade. É a arte transmutada no ofício da sobrevivência. Era assim também nos circos de outrora. Bastava dar uma olhada, displicente ao redor, por detrás da lona, nos bastidores do espetáculo, para conferir e imaginar as reais agruras vividas pelos atores para defender o alimento de cada dia.

Hoje, do antigo circo, restou apenas a multidão de atores, engrossada pela gente comum que passou a enxergar nesses “espetáculos”, a céu aberto, mais uma forma de também salvar o dia. É o grande circo Brasil, formado ainda por uma legião de milhões de pequenos atores, ainda crianças, vítimas da exploração do trabalho infantil. Apresentando-se, diariamente, nas esquinas e nos semáforos ou até em praças transformadas em camarins, esses atores menores continuam invisíveis aos olhos de uma sociedade que olha e não vê, escuta e não ouve, toca e não sente. São brasileiros vivendo, literalmente, hoje, na corda bamba. Equilibrando-se no fio da navalha, fazendo malabares com tostões escassos. Ilusionistas, fazendo desaparecer como mágica, e diante de todos, restos de sanduíche ou sobras de marmitas.

Respeitável público – diz a voz do além –, eis aqui de volta o grande circo Brasil, um circo que nunca daqui saiu, apresentando agora, nesta pandemia, o fantástico homem faquir, que nunca fez uma refeição condigna, ladeado por pequenos atores, cuja infância, fragilizada e sem direitos, mostra, como em nenhum outro espetáculo, o fantástico mundo da nossa desigualdade social.

Venham ver também as fabulosas gêmeas seviciadas, desde bebês, a cantar suas melodias mudas… venham assistir também um país inteiro que tornou possível a existência desse circo..”

A frase que foi pronunciada:

Tornei-me quase como o rei Midas, exceto que tudo não se transforma em ouro, mas em um circo.”

Albert Einstein

Albert Einsten. Foto: Arthur Sasse/Nate D Sanders Auctions/Reprodução

Inconcebível

Impressionante a morosidade das obras na reconstrução da casca de ovo que servirá de asfalto entre o Lago Norte e Varjão. Já se passaram meses e o local continua interditado, atrapalhando o fluxo do trânsito.

Imprensa

Sempre em sintonia com a comunidade, Casa Thomas Jefferson e EducaMídia promovem, nos dias 17 e 24 de junho, discussões sobre a importância do trabalho jornalístico e como ele pode beneficiar até mesmo o desempenho de estudantes do Ensino Médio. O evento é gratuito, mas as vagas são limitadas. Veja mais sobre o assunto a seguir.

Casa Thomas Jefferson e EducaMídia promovem, nos dias 17 e 24 de junho, discussões sobre a importância do trabalho jornalístico e como ele pode beneficiar até mesmo o desempenho de estudantes do Ensino Médio

O trabalho da imprensa é fundamental em qualquer país democrático. O jornalismo livre e independente combate a desinformação, expõe injustiças e desnuda a corrupção. Pode até mesmo salvar vidas. Mas o jornalismo clássico, aquele feito apenas pelas redações de grandes jornais, mudou drasticamente. A internet e, principalmente, a popularização dos smartphones alteraram sobremaneira a relação das pessoas com a informação, possibilitando a fusão dos papéis de consumidor e produtor de conteúdos.

Para discutir esse e outros temas, a Casa Thomas Jefferson e o Programa de Educação Midiática (EducaMídia) do Instituto Palavra Aberta promovem a oficina virtual interativa e gratuita Jornalismo e Liberdade de Imprensa, nos dias 17 e 24 de junho – das 16h às 18h em cada dia. Os participantes que tiverem presença nos dois encontros e concluírem as atividades do curso receberão certificado emitido pela Casa Thomas Jefferson.

Nos dois dias de oficina, voltada para estudantes do Ensino Médio, vamos entender, com muita interatividade, como o método seguido por repórteres para encontrar e confirmar informações é muito útil em vários momentos da nossa vida — independentemente da profissão que escolhemos.

Jornalistas investigam, entrevistam, confrontam e analisam informações, fazem perguntas que incomodam e, então, produzem reportagens sobre os mais diversos assuntos. Muitas vezes, são eles que revelam situações ou problemas que, sem o trabalho da imprensa, ficariam escondidos do olhar público. Essa função de fiscalizar e cobrar é muito importante em uma democracia.

Mas também sabemos que, hoje, todos nós somos um pouco jornalistas. Imagine se você está andando pela rua e flagra uma situação de violência? Ou presencia algum tipo de injustiça? Se tiver um celular em mãos, você pode documentar a cena e, com as redes sociais, publicar o que aconteceu. Esse tipo de participação pode ampliar a cobertura do fato que está sendo feita pelos jornalistas profissionais e até dar mais autenticidade ao que é noticiado. 

É o chamado jornalismo cidadão, que traz muitas oportunidades, mas também alguns desafios.

Vamos conversar sobre estes e vários outros assuntos relacionados ao jornalismo e à liberdade de imprensa. E você vai descobrir como até mesmo suas pesquisas escolares e projetos de investigação e construção de conhecimento poderão se beneficiar com a postura jornalística.

 

Serviço

Oficina Virtual Interativa 

Jornalismo e Liberdade de Imprensa

Data: dias 17 e 24 de junho, das 16h às 18h

Público: estudantes do Ensino Médio

Vagas limitadas

Evento gratuito

Inscrições: Eventbrite


INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA

TEL: 61.98454-2063 / 61.99648-0448

EIXOS COMUNICAÇÃO INTEGRADA

E-MAIL: contato@eixoscomunicacao.com

www.eixoscomunicacao.com.br 

Animais

Corre, pelo WhatsApp, um número que não corresponde ao serviço anunciado. Trata-se de um 0800 para comunicação de maus tratos a animais. Em Brasília, os contatos para a denúncia contra maus tratos são: 162 ou pelo site www.ouv.df.gov.br. O relato é encaminhado ao Instituto Brasília Ambiental (Ibram) ou à Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e À Ordem Urbanística (Dema), conforme o teor da denúncia, para apurar e tomar as providências cabíveis.

História de Brasília

Acaba de ser demitido do Banco do Nordeste, o sr. Alencar Araripe. Para substituí-lo, foi nomeado o sr. Raul Barbosa, que havia exercido essa função anteriormente, com aprumo, sabedoria e respeito. (Publicado em 02.02.1962)

O futebol no tabuleiro do xadrez

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Charge do Machado

 

Conhecerás um pretendente a ditador do momento ao seguinte sinal: todos eles utilizam de eventos populares, não para o regozijo de sua gente, como quer parecer, mas tão somente para alavancar sua imagem junto ao povo, visando angariar apoio às suas pretensões políticas de cunho populista. Tal é a característica comum a todos eles, sem exceção. O que muda é apenas o tipo de evento popular a ser explorado como marketing político. Nesse caso, pouco importa o tipo de espetáculo. O importante é que reúna o maior número de adeptos. Pode ser ligado ao folclore, às tradições ou ao esporte.

No país do futebol, a utilização desse esporte como muleta oportunista desses políticos é um fato histórico antigo e manjado e pode ser conferido, praticamente, desde que surgiram os clubes devotados ao ludopédio. Só existe um porém nessa estratégia marota: para que a fórmula funcione, é necessário, antes de tudo, que o time escolhido tenha uma grande e apaixonada torcida, capaz de empolgar e incendiar multidões, tornando-as presas fáceis. Já quando o marketing político mira a seleção do país, onde estão representantes de todos os times e jogadores mais destacados, transformando-os em garotos-propaganda do governo, essa mistura entre oportunismo populista de cunho nacionalista com a paixão dos torcedores rende resultados à medida em que esse escrete devolve essa aposta em forma de gols e de vitórias incontestes.

Em situações assim, o chefe de governo comparece aos estádios e, da tribuna de honra, faz questão de ser visto e aplaudido. Ocorre que, nesse mesmo país do futebol, não é raro os espectadores no local vaiarem até o minuto de silêncio e, com políticos, não tem sido diferente. Numa situação em que o Estado Democrático de Direito usa o seu tempo para cuidar, com denodo, de questões da mais alta relevância para a nação, não resta espaço e vontade para que o governo interfira em problemas menores relativos ao futebol, já que essa é uma atividade mantida por organizações e empresas privadas e com interesses próprios e diversos.

Também no Brasil e por diversas vezes, essa intromissão indevida do governo no mundo do futebol quase sempre tem rendido, ao lado de alguns minutos de popularidade ao chefe do Executivo, elevados custos para os pagadores de impostos que acabam arcando com a armação desse circo. Caso exemplar pode ser conferido durante o governo petista de Dilma Rousseff, com a construção de enormes e caríssimas arenas de futebol, destinadas à realização da Copa do Mundo e que hoje, em sua grande maioria, foram transformadas em verdadeiros elefantes brancos sem utilidade alguma, depois de terem sido erguidas à base de muita corrupção e sobrepreço.

Com Dilma e seu governo, ficaram, além desses fantasmas de concreto, as seguidas humilhações impostas pelos diretores da Fifa ao governo, os escândalos nessas construções e os posteriores que redundaram no banimento perpétuo desses dirigentes do futebol, as prisões dos chefões da CBF, as vaias retumbantes no estádio, durante a abertura dos jogos, e a derrota fragorosa da seleção para Alemanha por nada menos que 7×1. Não foi pouco!

Toda essa amarga experiência deveria ser utilizada como um aprendizado para que o governo jamais voltasse a misturar os assuntos de Estado com os problemas de estádios. Mas não foi o que aconteceu. O atual governo, no seu afã de preparar o caminho para 2022, resolveu intrometer-se na realização da Copa América, em plena pandemia, quando o país experimenta os maiores índices de mortalidade e quando os hospitais estão superlotados e a economia patina na lama. Não parece ser fanático por futebol, mas por jogadas políticas. Esse parece ser o caso.

Os países onde seriam realizados o torneio cuidaram logo de empurrar esse abacaxi para o Brasil. O que se viu, pelo menos até agora, foi o ensaio de revolta dos próprios jogadores e técnicos, possivelmente calados pelo reforço em dinheiro dos prêmios, bem como os escândalos de assédio sexual do presidente da CBF e seu posterior afastamento da instituição.

Também tem aumentado o repúdio dos brasileiros, médicos e enfermeiros e de todos os que perderam amigos e familiares nessa pandemia. Falta agora, para completar esse quadro patético, a vaia nos estádios, e a derrota da seleção. Mesmo em caso de vitória, essa é uma situação que em nada vai beneficiar os brasileiros, preocupados em sobreviver à pandemia e à crise econômica e social.

A frase que foi pronunciada:

Para uma minoria privilegiada, a democracia ocidental fornece o lazer, as instalações e o treinamento para buscar a verdade escondida atrás do véu de distorção e deturpação, ideologia e interesse de classe, através do qual os eventos da história atual são apresentados a nós.”

Noam Chomsky

Noam Chomsky. Foto: APU GOMES

Requerimento

Senador Izalci Lucas, do DF, pediu novamente ao senador Omar Aziz, da CPI do Covid, para aceitar o requerimento de convocação do ex-secretário de Saúde do DF, Francisco Araújo. O parlamentar defende que Araújo sabe de vários fatos que podem esclarecer algumas ações da atual gestão do DF.

Senador Izalci. Foto: senado.leg

História de Brasília

Entretanto, qualquer conserto de emergência bem que poderá ser feito, porque a Capua e Capua, agindo com eficiência, dispõe, também de um equipamento de rádio ligando a Asa Norte com o IAPC no Rio, podendo receber ordens imediatas para qualquer reparo na obra. (Publicada em 02.02.1962)

Mais letais que o próprio vírus

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Charge do Zé Dassilva

 

Caso a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI da Covid), transformada e rebaixada em Comissão da Cloroquina, queira, nessa altura dos depoimentos, fazer um grande favor aos cidadãos brasileiros, pagadores das mais altas cargas tributárias do planeta, deve enveredar as investigações no rumo dos governadores.

Seguindo as pistas deixadas pelos bilhões de reais que foram escoados para essas unidades da Federação, sob a rubrica de combate à Covid, é possível encontrar evidências daquilo que seria impensável em qualquer país minimamente decente. Ou seja, desvios e malversação de abundantes recursos públicos destinados ao enfrentamento da pandemia. Tudo isso praticado num momento de especial aflição e amargura das populações, que morriam como moscas nos corredores lotados dos hospitais.
Essa modalidade bem brasileira de crime, na maioria dos casos praticada por políticos travestidos de gestores públicos, só não é mais grave do que aquela cometida pelos mesmos personagens com relação à merenda escolar e à manutenção do ensino básico e fundamental. Surrupiar recursos públicos de gente que está à beira da morte ou que necessita desses bens para poder se alimentar e sobreviver deveria, por sua crueza, ser qualificado como crime de genocídio, passível de uma penalidade pesada e exemplar, inclusive, remetendo o caso a cortes internacionais que cuidam especificamente de crimes contra a humanidade, onde não teriam as mesmas indulgências encontradas em nossos gelatinosos tribunais.

Mas, como estamos num continente chamado Brasil, essas possibilidades são remotas ou quase inexistentes. Surpreende que muitos governadores, prefeitos e outros gestores públicos, espalhados pelos mais de 5 mil municípios, alguns inclusive já denunciados por essas práticas desumanas e abomináveis, ainda ostentem, impávidos, a possibilidade de recorrerem a cortes superiores, nas quais, por certo, vão encontrar guarida e uma porta de saída para seus crimes de lesa-pátria.

Mais impensável ainda é encontrar alguns desses evidentes malfeitores com assento e pompa nessas mesmas CPIs, como se tudo isso fosse natural e aceito. Não, não é. Diante de um quadro surreal como esse, é preciso que aquelas autoridades que ainda não se deixaram contaminar por práticas dessa natureza adotem medidas emergenciais ou elaborem, o quanto antes, uma relação de todos esses nomes, para que tribunais, como o Eleitoral, encontrem um meio de vedar-lhes a possibilidade de se reelegerem, enquanto não forem devidamente julgados e condenados por seus crimes, de modo a interromper a continuidade desse processo sem fim de impunidade. Em tempos radicais como o que estamos experimentando, é preciso mais do que medidas legais de praxe.

É necessária a adoção de medidas extraordinárias, como aquelas adotadas em tribunais de guerra, para fazer cessar de imediato a ação desses indivíduos ou quinta coluna, que são mais letais à sociedade do que qualquer outro vírus.

A frase que foi pronunciada:
“Liberdade de imprensa é a raiz de qualquer processo democrático.”
Davi Emerich
Veja, a seguir, a entrevista, na TV Senado, com o jornalista Davi Emerich

Corrupção doméstica
Aumenta o número de carteiras de empregadas domésticas não assinadas. De um lado, os patrões que precisam de ajuda; e do outro, a pessoa que quer trabalhar, mas não quer perder os auxílios do governo.

Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

Capilaridade e rapidez
Com gerenciamento impecável, os Correios investem na renovação das frotas, o que dará mais agilidade e segurança nas entregas. Documento da empresa aponta 60% de renovação entre furgões e motocicletas de quase mil centros operacionais de distribuição e tratamento. Em dois anos, a meta é ultrapassar os R$ 560 milhões em novos veículos.

Foto: correios.com

 

CFM
Sobre a CPI da Covid, o Conselho Federal de Medicina se levantou depois da oitiva da pediatra Mayra Pinheiro. A instituição elaborou uma “moção de repúdio em defesa do médico, ao respeito e à civilidade na CPI da Pandemia”. Leia, na íntegra, no link MOÇÃO DE REPÚDIO – CFM.

 

Maus-tratos
Além de ter de suportar todo o sofrimento causado pelo isolamento e a perda de familiares, o brasileiro amarga aumento nas contas de água, luz, impostos, supermercado.

Charge do Cabalau

 

História de Brasília
Na quadra seguinte há também um ponto de carros de aluguel, o que quer dizer mais ou menos isto: dentro de dois meses ninguém poderá estacionar na W3 à altura da Novacap, porque será só para carros de aluguel. (Publicado em 02/02/1962)