A ciência como bússola

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VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)

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Foto: Paul Yeung/Bloomberg (valor.globo.com)

 

Economistas daqui e d’além-mar são unânimes em reconhecer que, enquanto os efeitos do vírus forem minimamente sentidos, nas mais diferentes partes do planeta, não haverá meios para a recuperação plena dos mercados. Nem mesmo uma recuperação satisfatória que possa espantar o fantasma da depressão econômica e do desemprego em massa. A leve suspeita de uma possível segunda onda de infecção poderá afetar e prolongar a paralisação do comércio entre os países, num processo que, dentro de um mundo globalizado, acarretará efeitos em cadeia e, aparentemente, sem solução à vista.

Pelo menos, no mundo frio dos números, não existe motivo, por hora, para discussões e antagonismos entre os grupos políticos que defendem o fim do isolamento social e aqueles que querem o lockdown mais radical. A retomada da vida, nos padrões existentes antes da pandemia ainda é miragem, quer queiram ou não esses dois grupos, cujo os interesses não são de ordem humanitária. Resta a questão: como solucionar uma equação em que a soma entre qualquer valor e uma imponderável pandemia (x) resultará sempre numa expressão negativa? É na bifurcação dessa encruzilhada que políticos afoitos e economistas prudentes se separam.

Obviamente que os discursos de todo e qualquer ministro de finanças, por sua posição política, deverá ser afinada ao do chefe do Executivo. No caso brasileiro, esse distanciamento entre o discurso político e a realidade factual, representada por mais de 50 mil mortes, foi apaziguada, se assim se pode dizer, pela decisão da Suprema Corte que confirmou a independência dos estados em gerir problemas dessa natureza, dentro do espírito federativo. Claro que uma solução dessa natureza apenas aliviou partes das responsabilidades do governo federal, mas não resolveu a raiz do problema.

As suspensões parciais das atividades comerciais, industriais e financeiras, além de uma redução nas atividades da agroindústria, seguiram a uma paralisação nos campos da educação, da pesquisa, e esse é mais um problema a ser trazido para a equação do isolamento e que poderá apresentar seus resultados e efeitos somente quando a pandemia for página virada na história da humanidade. Ou seja, mesmo muitos anos depois de passados os efeitos do Covid-19, a humanidade ainda sentirá os efeitos dessa doença pelos rastros deletérios deixados.

A paralisação das atividades acadêmicas de ensino e pesquisa, mesmo se entendendo os danos potenciais que significam na destruição econômica de uma nação, não estão, também, sendo levados a sério pelas autoridades de todos os Poderes. Talvez esse desleixo se deva à própria perspectiva dos políticos, acostumados a delimitar o horizonte futuro pelas próximas eleições. Mas essa é uma questão por demais séria e complexa para ser entregue nas mãos de políticos ou deixadas ao sabor de debates do tipo ideológico.

O fato é que até mesmo a solução dessa equação, que opõe abertura e fechamento, vida e morte, só terá uma resolução satisfatória e definitiva depois de devidamente sopesada pelos cérebros que trabalham dentro dos princípios da ciência.

 

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido.”

Sir. Arthur Lewis, economista da Universidade de Princeton.

Sir Arthur Lewis. Foto: wikipedia.org

 

Novidade

Hidrocefalia congênita recebe nova tecnologia para tratamento. O caso aconteceu com uma paciente de um ano e meio. A cirurgia experimental foi em Palmas.

Foto: Divulgação HGP

 

UnB

Tanto do Brasil quanto do exterior, pessoas físicas ou jurídicas podem contribuir para arrecadação de recursos que serão destinados a projetos no combate à Covid-19.

Cartaz: Secretaria de Comunicação da UnB

 

Jogos

Quem gosta de apostar na Lotofácil agora terá seis chances por semana. A Caixa aumentou também as dezenas de 18 para 20 números marcados.

Foto: Eduardo Ribeiro Jr./G1

 

Educação

Está quase pronta o vídeo conferência de capacitação pelo Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares. O evento é organizado pelo Ministério da Educação com profissionais do Paraná.

 

Cultura

Deu no DODF. Mais de 1.500 projetos foram admitidos pelo FAC e agora passam por seleção. O Fundo de Apoio à Cultura seleciona trabalhos para o “Prêmios Cultura Brasília 60”, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec), com a divulgação dos projetos classificados nesta, que é a primeira etapa. Das 1.588 inscrições, 1.575 foram admitidas para a próxima fase.

Foto: Luiza Garonce/G1

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Em toda a área entregue à administração da Asa Norte não há uma única invasão. (Publicado em 10/01/1962)

S.Ó.S

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Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio de Janeiro

 

Nem mesmo os mais engenhosos e criativos artistas das letras conseguiriam tecer um enredo tão surreal e imaginativo como o que vamos experimentando desde o retorno da democracia, nos anos oitenta. Prosseguimos sendo a Belinda desigual de sempre, observados pelos olhos do planeta como um país exótico, habitado por uma sociedade que vive entre a barbárie herdada do colonialismo e uma modernidade mal copiada de outros países, que fazem, de nossa gente, personagens estranhos, metidos em modelos caros e sem instrução ou educação.

Na política, seguimos andando em círculos, enredados com personagens mesquinhos, que deixam de pensar no país e nas próximas gerações. Se a questão do momento requer medidas urgentes em nome de vidas, a ponto de ser dispensada toda e qualquer providência burocrática e licitatória, a oportunidade para vinganças de todos os lados atrasa cada vez mais a retomada do país aos trilhos do desenvolvimento, que é a única coisa que interessa aos milhões de eleitores já saturados de tantas fofocas e revanches que nos levarão.

Governadores, prefeitos e outros administradores, incumbidos da compra de materiais hospitalares de emergência, com dinheiro na mão, escolhem não o melhor fornecedor, que possui o preço mais em conta, mas aqueles que podem, de maneira transversa, garantir lucros diretos e imediatos aos negociantes espertalhões. Mesmo hospitais de campanha, que deveriam ser construídos de forma rápida e eficiente, para atenderem a demanda espetacular das multidões de enfermos, são erguidos apenas com uma fachada ou cenário de uma peça de teatro, com nada além da lona. Muitos além da lona, centenas de leitos vazios.

O dinheiro fácil do contribuinte segue desaparecendo em cada emergência. À falta de transparência nos gastos de última hora, vão se somando os bilhões que, por determinação do Congresso, passaram a ser carreados de um lado para outro para o socorro de pessoas, programas e empresas, tudo dentro dos critérios de improvisação e amadorismo. Mesmo a tensão entre os Poderes nos leva a acreditar que a pandemia é agora assunto secundário, que o vírus da vaidade empesteou a Praça dos Três Poderes, deixando a população desamparada, perdida, falida e desesperada.

 

 

A frase que foi pronunciada:

“A liberdade só é um dom precioso quando estejam os povos feitos para ela. Dar a um semibárbaro instintivo as regalias de um ser culto e consciente, é pôr a civilização na contingência de um regresso brutal à barbárie.”

Fialho de Almeida, escritor português

Foto: facebook.com/acfialhodealmeida

 

Desolador

Um passeio pelos hotéis de Brasília e a constatação: baixíssimo o número de procura para hospedagem. Já são 3 meses de agonia para hotéis, bares, restaurantes e inúmeros empresários, que precisam voltar à ativa para evitar a bancarrota.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

 

Notícia boa

Suspensas as parcelas de empréstimo de crédito consignado – com desconto em folha de pagamento – por quatro meses. O Senado aprovou esse projeto, que deve dar uma trégua às dívidas de trabalhadores tanto do serviço público, quanto do privado. O projeto segue para a Câmara dos Deputados.

 

De olho

Com o carimbo do Coronavírus, o setor de licenciamento do IBRAM está à toda prova. Mesmo em tempos de pandemia, as autorizações subiram nesse ano em relação à 2019: ultrapassaram os 20%.

 

Proibido

Parquinhos e áreas de esporte estão lacrados para impedir a entrada de crianças e jovens que querem brincar, tomar sol, exercitar-se, aumentando a imunidade.

Foto: Emanuelle Sena/AR Plano Piloto

 

Livre

Por outro lado, a Galeria dos Estados recebeu um grupo para celebrar a inauguração da praça do local. Fernando Leite, diretor da Novacap, apoiou a revitalização dos espaços públicos da capital, e Luciano Carvalho, secretário de Obras, comemorou o belo espaço que a população recebeu, com boa iluminação e conforto.

Foto: Renato Alves/Agência Brasília

 

Pdot

Uma volta na W3 e observa-se que calçamentos em frente às lojas receberam nivelamento, o que passa a dar mais segurança para os pedestres e cadeirantes. O projeto do GDF é continuar com a empreitada e com a Estratégia de Revitalização de Conjuntos Urbanos, prevista no Plano Diretor de Ordenamento Territorial do DF.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Ora, pois se no próximo ano Brasília já oferecerá, para que tamanha despesa com o retorno de um Poder, já que a Câmara teria que pagar hotel para a maioria dos funcionários? (Publicado em 10/01/1962)

Clique aqui – O que virá depois?

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Arte: Vice Brasil

 

Uma das questões mais importantes neste momento, e que vem sendo posta sobre a mesa de várias lideranças pelo mundo afora, diz respeito às relações de trabalho, de empregos e de como se darão os processos de geração de bens e serviços, tanto na prestação de serviços públicos quanto, e principalmente, na iniciativa privada, que é, na verdade, a grande produtora e o motor de geração de riquezas de um país.

Já vislumbram, em outras partes do planeta, menos por aqui, devido ao conjunto de crises paralelas, geradas artificialmente, a possibilidade de mudanças radicais que virão nas relações de trabalho em todos os níveis. Isso engloba também assuntos como a extinção de alguns modelos de serviços, bem como a criação de novos tipos, com mudanças que irão afetar ainda mais a especialização do trabalho, e que aqui eram pouco exploradas. É dado como certo, em muitos países, que o que pensamos hoje com relação à produção de bens e de serviços pode não ter acolhida certa num mundo pós-pandemia.

De previsível e certo, o que se espera, para imediatamente após a crise de saúde, é um aumento generalizado da pobreza em todo o mundo e, particularmente, em países com o nível de desenvolvimento do Brasil; isso inclui, obviamente, todo o continente sul-americano no entorno de nosso país. A questão ainda em suspense é saber até quando o mundo estará submetido a essa doença, o que inclui nessa questão, também, as dúvidas quanto ao que se anuncia como sendo uma verdade: que haja uma segunda onda de contaminação, o que muitos cientistas estão prevendo para acontecer em seguida.

Claro que, dentro de um quadro de mudanças na maneira de produzir, irá ter influência direta na forma do consumo. Pesquisadores são unânimes em reconhecer que não haverá a tão esperada normalidade, até que haja a disponibilidade de medicamentos absolutamente seguros.

Desde a pré-história, é sabido que os humanos só colocam a cabeça para fora da caverna quando estão certos de que o perigo externo já passou e isso não será diferente hoje. Há, nessas questões prementes, itens que podem complicar ainda mais todo o quadro, como é o caso do complexo e interligado sistema financeiro que possuímos hoje e que está por trás das economias em todo o mundo. Trata-se de um mecanismo delicado, assentado em algo frágil como papel e que terá, necessariamente, que buscar lastros reais para subsistir nos novos tempos.

À priori, o que os economistas estão de acordo é que é preciso, no momento, preservar empregos e renda. O estímulo à economia depende disso. Como em toda e qualquer crise do passado, as pessoas e os governos foram apanhados de surpresa. Do contrário, teriam diminuído as consequências desse e de outros contratempos do passado.

Assunto como o teletrabalho, anteriormente desprezado pelas autoridades como ferramenta de produção, encontra-se hoje em pleno avanço, no Brasil e em outros países, aplicado em todas as áreas, mostrando uma capacidade enorme e inusitada para a geração de bens e serviços, economizando e otimizando antigos modelos de produção.

O que não se pode mais descartar hoje, e que poderá significar um aprendizado histórico, é quanto à questão da plena saúde da população, não da parcela mais rica que pode contar com planos de saúde, mas, principalmente, das camadas com renda mais baixas e que representam hoje a grande massa de trabalhadores responsável pela movimentação do grosso da economia e que são a base de sustento do país.

Se mudanças vierem de fato para revolucionar a sociedade e o modo de produção e consumo, terão, obrigatoriamente, que começar por uma transformação profunda e eficaz em todo o sistema de saúde pública. Nesse setor, as mudanças terão que ser radicais, com uma supervalorização do SUS, o que englobaria o fortalecimento das universidades voltadas às ciências da saúde, das pesquisas, passando, inclusive, por um forte incremento das indústrias de produtos medicinais, sobretudos aqueles com suporte direto do Estado.

 

 

 

 

 

A frase que não foi pronunciada:

“Será que há alguma relação do ouro roubado no aeroporto de Guarulhos, em setembro de 2019, com a Covid-19?”

Filósofo de Mondubim, de onde estiver, com mania de perguntar. Como todos os filósofos devem fazer.

Imagem: Reprodução/ YouTube

 

Nada

Transeuntes na rodoviária estranharam um aparelho que capta a temperatura corporal e reconhece rostos sem máscaras. Curiosos viram que o equipamento é chinês, mas o secretário de Cidades, Fernando Leite, esclareceu que não custou nada para a cidade.

Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

 

Aporte

Nota legal liberada. Os resgates em dinheiro, em tempos de crise, serão maiores, segundo a Secretaria de Economia. O prazo para inscrever a conta corrente ou poupança para depósito vai até o dia 30 desse mês.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Os planos do Ipase para este ano incluem a construção de mais de trezentos apartamentos em Brasília. Os outros Institutos ainda não se pronunciaram quanto ao Distrito Federal. (Publicado em 09/01/1962)

Com a faca e a fofoca na mão

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Economia americana já sinaliza o forte impacto da crise provocada pela pandemia de coronavírus. Foto: Nick Oxford/Reuters (exame.abril.com)

 

Quando o tsunami da crise de pandemia ceder e baixar, é que vamos verificar que países e governos andaram fazendo a lição de casa, conforme o receituário da ciência médica, e quais outros que preferiram o caminho da improvisação e do amadorismo. E ainda: quais países obtiveram maiores resultados positivos, tanto na garantia de vidas de suas populações, como na estabilidade de suas economias.

Dificilmente a fórmula “menos falências e menos falecimentos” estará no cômputo das medidas adotadas pelos governos de todo o mundo. Seguramente, encontrarão melhores condições e prazos mais curtos de recuperação, aquelas nações que escolheram o difícil caminho do meio, encaminhando suas escolhas políticas internas entre os bens materiais, indicados no Produtos Interno Bruto e na saúde de sua gente. Por enquanto, esses são alguns dos indicadores que podem ser adiantados nesse momento e com certa segurança, em meio à vassoura da morte que segue varrendo nações inteiras para as valas comuns.

Outro indicativo de certeza é com relação ao patamar de desenvolvimento de cada país, que irá ter reflexos diretos na velocidade de recuperação de cada um. Por certo, os países abaixo da linha do Equador serão, mais uma vez, os mais penalizados. Outros que poderão estar em maus lençóis, depois da crise de saúde pública, serão aqueles países cuja a qualidade e transparência de suas máquinas governamentais continuem embaçadas pelo vapor tóxico de suas ideologias políticas. Nesse caso, é fácil adivinhar que países diferentes como a China, a Rússia, Coreia do Norte, Venezuela e outros, por suas características internas, poderão estar em piores situações, pelo simples fato de seus governos controlarem o fluxo de informação.

Essa é, sem dúvida, uma lição simples a ser colhida dessa crise e que pode ser resumida em uma nota máxima: transparência é saúde e vida. Dentre outras muitas conclusões certeiras que, de antemão, podem ser colhidas da atual quarentena mundial, uma vez sanado o problema em âmbito global, é que se poderá descobrir que papel e importância cada organismo supranacional – como a Organização das Nações Unidas (ONU), Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Fundo Monetário Internacional (FMI), BRICs, Mercosul e muitos outros – teve nessa crise e se esses organismos ainda respondem de modo satisfatório às demandas em caso de calamidade em grande escala.

De certo que todas essas questões ganharão ainda mais relevância e efeitos dentro do Brasil e por uma razão até singela: em nosso país, a questão de saúde pública, representada pela pandemia, adquiriu um viés político muito marcante e até mais complicador de toda a questão, para além de seus aspectos de saúde e de estagnação de uma economia que ainda se esforçava para avançar.

A incapacidade política da grande maioria de nossas lideranças em agir corretamente, de acordo com as necessidades do momento, é, talvez, o traço mais marcante de nossa desorganização. O fato de persistirem ainda elementos de suspeitas de corrupção nos sobrepreços de equipamentos como hospitais de campanha, respiradores automáticos e muitos outros insumos de emergência denota e expõe, a nu, o grau de atraso do nosso Estado e de pequenez moral de nossos homens públicos.

Uma folheada nos últimos editoriais dos principais jornais internos e de todo o planeta, sobre a condução de nosso governo frente a essa crise, dá uma mostra clara de que o objetivo é desestabilizá-lo, custe o que custar.

 

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Nenhum governo pode ser firme por muito tempo sem uma oposição terrível.”

Disraely, escritor, político.

Benjamin Disraeli. Foto: wikipedia.org

 

Cultura

Fãs de Regina Duarte buscam telefones da Secretaria da Cultura para deixar mensagens de apoio, mas nenhum número que está no portal atende.

 

Coração bom

Por falar em Regina Duarte, ela deu um baile quando perguntaram a razão de não ter havido nenhuma manifestação da pasta quanto às mortes dos artistas nesses últimos dias. Respondeu com a candura de uma criança que ela se manifestou sim: às famílias que sentiam a dor da perda. Ligou para cada uma delas, dando os pêsames.

 

Arquivo secreto

Por que os países atingidos sofrem a Síndrome de Estocolmo em relação ao país culpado? O silêncio sobre esse assunto é ensurdecedor.

Foto: Greg Baker/AFP (gazetadopovo.com)

 

Questione sempre

Veja a seguir as ponderações de uma criança sobre a crise atual. Vale ver. Pense numa pandemia inteligente!

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Prossegue ativa, a campanha contra Brasília. Seus inimigos não dormem, e não reconhecem o trabalho que foi feito até hoje na Capital Federal. Desvalorizam a arrancada histórica e procuram esconder as grandes realizações. (Publicado em 06/01/1962)

Pandemia em segundo plano

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Imagem: reprodução TV BrasilGov

 

Quando uma crise, grave e complexa, como a atual pandemia, passa a gerar no seu interior outras crises de igual complexidade e gravidade, é sinal de que o problema pode ter atingido patamares totalmente fora do controle. Nesse caso, a crise passa a ganhar vida própria, arrastando tudo e todos num redemoinho. É esse justamente o cenário encontrado pela pandemia de Covid-19 no Brasil. Os constantes desentendimentos entre os poderes da República, fenômeno que vem ocorrendo desde que o chefe do Executivo se negou a dar continuidade ao nefasto modelo de presidencialismo de coalizão, tem sido, junto com a pandemia, um gerador de crises institucionais que, ao que tudo indica, ainda está longe de um desfecho favorável a todos.

Até aqui frustrada, o que resultou da tentativa de implantação de um novo sistema de governabilidade, proposto pelo Executivo, foi o rompimento da harmonia artificial e instável que existia entre Poderes, deflagrando assim uma disputa aberta por hegemonia e maior protagonismo na condução do Estado. Não surpreende que num cenário instável como esse, a crise da pandemia passasse a ser contaminada também pelos efeitos desse desarranjo institucional, ganhando ainda contornos político partidários.

Uma leitura atenta nos noticiários diários, indicam que a pandemia tem sido colocada como pano de fundo para disputas de toda a ordem, mas cujo o denominador comum se centra numa tese simplista: os resultados no combate à pandemia estão diretamente ligados ao futuro do governo. Em outras palavras, para aqueles que torcem pelo naufrágio do atual governo, o vírus passou a ser um aliado em potencial e que pode, por linhas tortas, fazer o trabalho que as oposições, das esquerdas ao Centrão não têm conseguido.

Sob o pretexto de agirem em defesa da crise de saúde pública que se anuncia, pacotes econômicos, como o aprovado agora na Câmara dos Deputados, destinando R$ 80 bilhões aos cofres estaduais, vão sendo aprovados à toque de caixa, mesmo contrariando orientações do Ministério da Economia, que enxerga, lá na frente, consequências sérias para o país. Ações mais simples e com resultado muito positivo e expressivo para o combate à pandemia, como é o caso da destinação dos fundos partidários e eleitorais para a saúde, não foram sequer discutidas ou mesmo admitidas. A tentativa e insistência do presidente da Câmara, em alcançar um protagonismo de relevo dentro dessa crise, tem chamado a atenção de analistas políticos e independentes, que enxergam nessas atitudes apenas manobras no campo político para reunir e angariar forças para se contrapor ao Palácio do Planalto.

Pelo sim, pelo não, a própria pandemia vai ficando em segundo plano aos cuidados apenas dos médicos e enfermeiros, esses sim os heróis desse combate.

 

 

A frase que foi pronunciada:

“O demônio foi o primeiro inventor da razão do Estado e do duelo, que são os dois revoltosos do mundo.”

Miguel de Cervantes foi um romancista, dramaturgo e poeta castelhano.

Imagem: istoe.com

 

História

No auge da propagação de varíola, Edward Jenner viu que as tetas das vacas tinham feridas idênticas as provocadas pela varíola nos humanos. Na realidade, era uma versão mais leve da doença. Em maio de 1796, quis saber se a sabedoria popular estava certa. Havia a crença de que a gente que trabalhava com o gado não contraía varíola. Tanto era assim que os que ordenhavam as vacas tinham uma forma mais branda da doença. James Phipps, uma criança de oito anos foi testado. Jenner inoculou James Phipps com as bolhas das mãos de uma mulher que havia contraído varíola. O menino teve febre, mas logo se recuperou. Edward Jenner testou material de outras feridas no garoto que não desenvolvia a infecção completa da varíola. Foi descoberta assim, a imunização.

Foto: ebiografia.com

 

Primeiros passos

Em 1838 houve uma epidemia de tifo na Prússia. Samuel Hahnemann, fundador da homeopatia, formulou uma maneira de impedir o avanço do mal com o ‘gênio epidêmico’. Hahnemann criou o conceito de “gênio epidêmico”, que se sustenta na seguinte ação: para medicar uma doença epidêmica, é necessário, antes de tudo, anotar os sintomas que diversos doentes apresentam. Geralmente a homeopatia busca a pessoa dentro da doença. E não o contrário. No gênio epidêmico, o que se procura é a imagem da doença e não a pessoa na doença.

Foto: homeoesp.org

 

Hoje

Quantidade de substância é a diferença entre a vacinação alopática para a homeopática. No medicamento do gênio epidêmico não existe matéria, daí a briga da medicina alopática. Hoje em dia, o Dr. Rajan Sankaran, médico homeopata mais respeitado do mundo, inovou em relação ao coronavírus. Pediu para os médicos da filial da escola dele no Irã mandarem os sintomas da doença, exatamente como ele orientou. A equipe chegou ao gênio epidêmico do coronavírus no Irã, que foi muito semelhante na Índia. Autoridades nomearam o Dr. Sankaran como o responsável pelo controle da pandemia pela visão homeopática.

Foto: thelondoneconomic.com

 

Estudos

Cânfora, uma planta tóxica se usada sem suporte científico, pode levar à febre, taquicardia, alterações respiratórias, vômitos e náuseas, hepatite tóxica e inflamação nos músculos. Na dose certa, ditada pelos médicos homeopatas, a cânfora foi administrada em pessoas. Atingiram uma grande quantidade de sintomas em todas as esferas; físicas, sensoriais, emocionais. Ao administrar a canfora à imagem do coronavírus, você provoca o perfil comportamental espelhado em cânfora.

Foto: greenme.com

 

Dúvida&Ciência

A Associação Homeopata Médico Brasileira está chegando a um estudo do que seria o gênio epidêmico brasileiro do coronavírus depois das mutações sofridas. Não seria vacina, mas uma homeoprofilaxia. Ninguém pode dizer que funcione 100%, assim como as vacinas também podem não ter esse resultado. O importante nisso tudo é resumido por Michael Friedmann: A ciência é a cultura da dúvida.

 

Pauta

Esse é o resumo de uma conversa que tivemos com o Dr. Edson Saraiva, que estará se reunido com médicos de várias partes do mundo nessa semana, em teleconferência, para discutir o assunto.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

E criaria muitos problemas para o governo. Funcionários sem capacidade financeira, não perderiam a oportunidade de compra, e, quando não pudessem pagar criariam casos nas suas repartições até que fossem transferidos para o Rio. (Publicado em 05/01/1962)

Gráficos de vida e morte

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Videoconferência dos líderes do G20 (Foto: Marcos Corrêa/PR)

 

Pouco se sabe como trabalha ou que estratégias adota no momento o chamado Gabinete de Crise, criado pelo Executivo para coordenar os esforços no combate à pandemia do Covid-19. Faltam, nos meios de comunicação, referências a esse grupo de trabalho ou como executam tão ampla tarefa.

Por certo, a discrição e o sigilo devem compor parte dessa estratégia de trabalho. Tudo é possível nesse momento em que os direitos individuais parecem estar suspensos, soltos no ar. De qualquer maneira, não seria uma má ideia esse grupo extraordinário criar uma ponte permanente, em âmbito internacional, trocando e colhendo informações preciosas de experiências e avanços obtidos em outros países que passam pelo mesmo problema. É importante que os brasileiros recebam informações a respeito.

O que acontece agora, com a instalação sincronizada dessa crise em todo o planeta, vem provar a tese de que, mesmo as eleições que são ganhas com certa facilidade, sem muito dispêndio de recursos ou lábia, não significam uma governança tranquila e sem maiores sobressaltos. Exemplos desse fato são abundantes na história brasileira e parecem não ter ensinado nada aos políticos.

Nas próximas semanas, dois gráficos estatísticos poderão ilustrar e testar, com precisão matemática, a evolução de fenômenos distintos, mas que estarão umbilicalmente ligados pelo destino. A depender da orientação desses gráficos, o futuro político do presidente Bolsonaro estará selado de forma definitiva.

De fato, à medida em que a curva estatística apontar o crescimento no número de pessoas infectadas e de mortes, expondo as mazelas conhecidas do nosso sistema de saúde pública, noutro gráfico estarão indicadas automaticamente e em sentido contrário também o declínio na credibilidade do atual governo. Por isso, não há exagero em afirmar que o Covid-19 veio para testar, na prática, o governo de Bolsonaro. Não a sua saúde física, de atleta, mas a sua saúde política.

Depois do pronunciamento em cadeia nacional, o presidente expôs seu governo ao contágio de 220 milhões de brasileiros, expondo-o abertamente na fronteira entre o vírus e a economia do país. É nessa divisão de terrenos que estarão sendo jogados todo o futuro do bolsonarismo. Mesmo que ele não se importa para o que digam sobre ele. Há a impressão de que ainda não se deu conta que é preciso ser ele mesmo e Presidente da República. Pelo o que se tem visto até aqui, os adversários políticos não irão medir esforços, mesmo que tenham que passar por cima de possíveis cadáveres, para atingir o palanque mais próximo.

Com muito esforço, é possível que os panelaços que se anunciam e que, em grande parte, são induzidos por redes de televisão contrárias ao governo, podem, no desenrolar da crise, ganhar vida própria, empurrados pelo pânico ou pelo descontrole no combate à pandemia.

Falar em próximas eleições nesse momento é, além de sandice, desconhecer que 2022 chegou mais cedo. Com isso, é possível dizer que o atual conjunto de políticos está sendo avaliado nesse exato instante. A população enclausurada está de olhos postos nas autoridades, conferindo cada movimento. Quem sobreviverá?

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“A constante pressão do tempo não é o menor dos tormentos que envenenam a nossa existência. Ela mal nos permite tomar fôlego e logo nos persegue como um bedel munido de chicote. A perseguição cessa apenas para aquele que foi entregue ao tédio.”

Schopenhauer, filósofo alemão, 1851

Arthur Schopenhauer. Pintura de Jules Lunteschütz, 1855.

 

Novidade

Buritizinho, Mangueiral, Paranoá Parque, Vale do Amanhecer e Ceilândia recebem um aporte para a construção de Unidades Básicas de Saúde que deverão estar prontas até 31 de dezembro deste ano.

 

Lado bom

Recebemos, de dona Terezinha Bleyer, uma postagem mostrando a banda da Polícia Militar fazendo uma serenata pelas ruas de Florianópolis. Emocionou a população. Veja a seguir.

 

Impressionante

Se no Paranoá não houver pico da doença lotando o hospital local, o presidente Bolsonaro estará certo. Crianças, idosos, todos andando pela rua despreocupadamente, lojas abertas, tudo absolutamente normal.

 

Do carro

Igrejas que já sabem que ser serviço essencial não abrem mão de proteger seus fiéis. Veja a seguir como estão sendo feitas as confissões na paróquia Nossa Senhora da Saúde, na Asa Norte.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

No IAPI tomou posse o Conselheiro Alves, da presidência do Instituto. É uma esperança para o Instituto que reune quase por 80 por cento da Previdência Social. Que seja mais amigo de Brasília, fugindo às normas do seu antecessor, que fez tudo para que a autarquia voltasse para o Rio. (Publicado em 04/01/1962)

Governar pelo exemplo

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Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

 

Uma das primeiras e mais fidedignas fontes de informação que se tem notícia, foram as janelas das casas, por onde as pessoas espreitavam a movimentação e a vida mundana das ruas. Desse modelo veio o que costumeiramente se dizia: pelas frestas das janelas, olhos e ouvidos atentos estão sempre a vigiar o mundo. Nada escapava a essas repórteres naturais do passado que, protegidas pela escuridão, perscrutavam o vai e vem de pessoas, mesmo durante a madrugada. Ficaram tão especialistas nesse mister de anos, que mesmo sem enxergar direito as ruas mal iluminadas, identificavam os personagens apenas pelo som característico do caminhar de cada um. Era uma época em que o vagar lento das horas permitia esse interesse pelas pessoas e pelo o que acontecia à volta.

Hoje, esse espreitar o mundo se ampliou de tal forma nessa aldeia muito além da vizinhança imediata. Nessa vizinhança planetária, as pessoas sequer se conhecem uma as outras ou mesmo se cumprimentam, mas ainda não perderam o interesse pelo que acontece a cada um. É esse o mundo virtual que estamos imersos e que imaginamos vir a conhecer na sua totalidade, que esquadrinhamos agora pelas frestas da grande janela da Internet, protegidos por um anonimato que acreditamos ser seguro.

O que vemos lá fora não são mais pessoas que conhecíamos, mas multidões sem identidade e que chegamos a suspeitar que sequer existam na vida real. Essas lembranças do que acontecia no passado e que parecem acontecer hoje, também por outros meios, vêm a propósito dos recentes panelaços que voltaram a ocorrer por todo o país e que agora, em tempos de quarentena, parecem rugir com mais raiva ou amor contra e a favor do governo.

De modo até anacrônico esse bater em panelas, parece nos remeter a um ritual primitivo, de rufar de tambores, isso em plena era da tecnologia. Das mesmas janelas que antes espiavam silenciosas o mover da vida modorrenta nas cidades coloniais, hoje se voltam a protestar contra o atual governo. Se um chefe da nação faz troça do que ocorre a seu redor, faz pelo exemplo, com que a população acredite que tudo é fabricado pela mídia. Que se houver uma pesquisa minuciosa e diligente será descoberto que nenhum paciente faleceu unicamente por causa do coronavírus, na verdade faleceu pela vulnerabilidade da saúde, não importando a idade. Fará com que a população acredite que tudo não passa de uma guerra fria, testando o limite dos países, a queda da bolsa, os mercados caindo, petróleo, preços de commodities e principalmente as reações e iniciativas de seus líderes. Fará com que seus eleitores duvidem da seriedade da pandemia lembrando o H1N1 que veio e foi na mesma rapidez, atendendo interesses escusos em seu rastro. Ou mesmo que comunistas são mentirosos compulsivos por natureza.

É preciso que o presidente, nesse momento, comece a cuidar da performance de seu governo, não pondo em dúvida os cuidados com sua população.

Se a única forma de desacelerar o vírus é evitar multidão, transporte público, áreas de convívio social, então estimular essas iniciativas é primordial. O Covid-19 foi considerado Pandemia pela Organização Mundial da Saúde, não pelo resultado da doença, mesmo porque gente saudável não está no grupo de risco. Até que se descubra a vacina, o Covid-19 é pandemia pela forma rápida com que se espalha. Um espirro fora da dobra do braço, a mão num corrimão, numa maçaneta, numa caneta, o contato com outras pessoas, um prato ou talher mal lavado. Isso sim, causa a disseminação do vírus e chega aos de saúde frágil já que é um vírus assintomático.

Tudo isso demonstra, de forma inequívoca, que está claro que a ordem pelo excesso é mais indicada que a negligência. Se a culpa é dos chineses, que se use a criatividade para conduzir essa situação, não com piadas, provocações, mas com a inteligência e atitude.

Nesse período de quarentena, em que os brasileiros puderam dispor de mais tempo para observar de casa o que vai para além das janelas, milhões de olhos, ouvidos e panelas nas mãos estão a postos e focados no governo e nas autoridades. Todo o cuidado nessa hora é pouco.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Ao final das contas, quando a gripe sumir, vamos ver mais falidos que falecidos.”

Dona Dita, com os seus botões, procurando um shopping, um restaurante ou uma academia aberta.

Foto: Helio Montferre/Esp. CB/D.A Press

 

Urbanidade

Empresas de ônibus, nesse momento de crise, deveriam ser obrigadas a triplicar a frota sem aumentar o preço. Não é possível recolher os carros e deixar a população engalfinhada nos metrôs. Agora é a hora de abrir mão dos lucros, como todo comerciante está involuntariamente fazendo.

CMTC reduz frota de ônibus por diminuição da demanda por causa do coronavírus em Goiânia (Reprodução: g1.globo.com)

 

Proatividade

Desde maio de 2017 que o Senado Federal está preparado para o tele trabalho. A regulamentação que traz o Ato da Comissão Diretora 8/2017 e o Ato do Primeiro Secretário 2/2017. Pessoal da tecnologia está sempre disponível para atender a demanda. Essa é a razão da tranquilidade dos Senadores para votar fora do Congresso e ter a saúde resguardada.

Foto: Jane Araújo/Agência Senado

 

Vá de retro!

Caesb surpreende com a conta. Dessa vez nem é o valor. Mas o juízo de valores médicos. Veja a seguir. A conta traz a informação. “Tosse por mais de 3 semanas pode ser tuberculose”.

 

Verdade

Depois de sacudir a caixa de marimbondos, o filho do presidente resumiu uma das últimas publicações do médico que divulgou para o mundo o que acontecia na República Popular mais falada ultimamente. “Uma sociedade para ser saudável, não pode ter apenas uma só voz.”

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Os anúncios da vinda do sr. Jânio Quadros são desencontrados, porque os “viúvos” não têm informação, coisa nenhuma. Todos eles estão sacando. O “professor” vai chegar de surpresa, porque não quer testes. (Publicado em 04/01/1962)

Oportunidades e oportunismo

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Foto: agenciabrasilia.df.gov

 

Dizem que, em tempos de crise, a criatividade e as oportunidades surgem como faíscas, tanto das demandas, como da escassez de bens e serviços. O mercado, esse ser desconhecido por muitos, mas que possui grande influência na vida de todos, facilitando e dificultando a obtenção de bens, conforme a relação do momento existente entre vendedores e compradores, parece ter sua existência notada apenas em tempos que adversidades surgem no horizonte.

No Brasil, onde tradicionalmente o governo faz de tudo para dificultar a livre iniciativa, sobrecarregando-a de uma infinidade de impostos, taxas e outras obrigações, os momentos de crise acabam se transformando em oportunidades únicas para os empresários descontarem, nas costas dos consumidores, todas as maldades que sofrem por parte do Estado. É a lei da selva, aplicada sobre às leis econômicas de forma descarada.

Exemplos negativos dados pelos empresários e até pelo governo em tempos de crises são abundantes e dariam para preencher várias enciclopédias com histórias fantásticas sobre a ganância e a esperteza malemolente nacional. Esse jeitinho de tirar proveito em tudo já compõe o caráter cultural de nossa gente. As longas filas que vão se formando agora nos supermercados, com gente afoita comprando o que vê pela frente, dá uma pequena mostra desse espírito selvagem que herdamos de nossos antepassados mais recentes.

O preço do álcool em gel, um item até há pouco tempo desprezado pelos consumidores, mas que agora parece ter virado ouro puro, dá uma mostra desse oportunismo malandro, cujos efeitos são falsamente imputados às leis do livre mercado. Esse e outros bens de consumo vão sendo, conforme o desespero sem causa dos consumidores, remarcados para cima sem limite e sem ética alguma. Tabelar e fiscalizar por amostragem, nada resolve. Sem solidariedade e ética, sociedade alguma poderá sobreviver em tempos de crise.

Aqueles mesmos empresários que remarcam abusivamente seus preços encontram, em outros mercados, quem faz o mesmo. Fornecedores são também fatalmente consumidores. Especuladores e aqueles que enxergam lucros onde há somente o caos estão à espreita em todo lugar, do mercadinho da esquina ao banco no final da rua. Infelizmente para o vírus da ganância, não há vacina conhecida.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Só saia de casa quando for realmente necessário. Quero meus coroas vivos.”

De internauta não identificado

 

Panorama

Criança toda empolada, ardendo em febre dá entrada no hospital do Paranoá, por volta da meia noite. A médica atende e encaminha para exames. Duas horas depois, com a papelada pronta, a mãe aguarda até 4 horas da manhã pelo retorno ao atendimento. Pergunta ao guarda por onde anda a doutora. Estava descansando. Finalmente chamam mãe e criança. Outro médico vê os exames e prescreve um medicamento sem carimbar a receita. Na farmácia a informação: a prescrição é de um colírio, antibiótico.

Foto: blogdoguilhermepontes.com.br

 

Vai ou não vai

Em vários pontos da cidade, placas com o limite de velocidade causam confusão. Não há coerência. Principalmente em áreas com obras. Perto de um redutor de velocidade da Ponte JK, que a velocidade é 60km/h, há uma placa indicando 40km/h.

Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

 

Sem resposta

Pergunta que não quer calar. Da cobra ao morcego, e a China? Vai sair ilesa de toda essa crise? Apenas comprando mais de todo o mundo em crise e pagando menos pela soja, petróleo? São 66,6 bilhões de produtos brasileiros importados! Por onde anda a Organização das Nações Unidas?

Foto: Issei Kato/Reuters

 

Sensatez

Luis Felipe Pondé fala sobre o Coronavírus. Vale ouvir. Veja a seguir.

 

NYC

Carnegie Hall, uma das salas de concertos mais importantes do mundo, cancelou toda a programação. Quem pagou com cartão de crédito terá o reembolso automático. Os que compraram ingressos com dinheiro, receberam um e-mail para enviar a foto do ticket e informações pessoais para o ressarcimento.

 

Em tempo

Se as escolas pararam em Brasília, só ontem as creches receberam ordem de fechar as portas graças à Justiça do Trabalho, por decisão da juíza Érica Angoti.

Foto: Arquivo Pessoal/Washington Luiz (correiobraziliense.com)

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Hoje não há pescaria. A chuva está prejudicial. De mais a mais, vamos ver quem ganha o molinete que correrá pela Loteria de Goiás, no dia 21, entre os reservistas que se apresentaram ao ministério da Guerra. (Publicado em 17/12/1961)

Pessoas vs Mercado: O jogo cruel

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Cartaz: saude.gov

 

Entre nós, existe apenas dois elementos capazes de se espalhar com a mesma velocidade da atual pandemia do Covid-19: as notícias ruins e as fake news. O mais interessante é que em algum ponto do espaço e do tempo ambos elementos se cruzam, gerando o que muitos conhecem por teoria da conspiração.

Após o advento das redes sociais, as comunicações instantâneas e sobretudo do conteúdo fatual dessas informações que passaram a chegar aos indivíduos e à sociedade, em grandes e aceleradas avalanches, deram origem a um fenômeno intrigante e ao mesmo tempo problemático que passou a afetar, de modo significativo, o comportamento de todos. Com isso, passou a ser comum que versões e fantasias cheguem ao conhecimento de todos, muito antes dos fatos em si. O que, de certa forma, reforça a tese histórica de que o homem é um contador de estórias por natureza.

A grande questão aqui é como separar o que é realidade de fantasia, já que as duas parecem ter a mesma origem. Dizia o filósofo de Mondubim que quanto mais longe da fonte, mais a água está turva. Assim também ocorrem com os fatos. Essa característica vem lá de trás, da origem da humanidade, quando na impossibilidade de entender o mundo à sua volta, os homens buscavam na fantasia e no misticismo a explicações sobrenaturais para os fenômenos da natureza.

Essa herança trouxermos até os dias atuais, adaptando-a ao mundo virtual da Internet. Para a imprensa, que até há pouco tempo detinha o monopólio natural sobre a informação, isto é, as notícias, essa mudança de eixo e de mãos tem alterado, sobremaneira, o trabalho diário, obrigando os profissionais a separar com lupa, fatos e ficções.

Não é por outro motivo que muitos órgãos de informações tiveram que criar um departamento especializado em checar minuciosamente as notícias, separando os grãos de areia dos fatos, do oceano de boatos. Nessa nova tarefa imposta pela aldeia global ao trabalho da imprensa, surgiram ainda outros desafios, dessa vez realizados no sentido contrário da lógica de investigação e apuração jornalísticas, fazendo o caminho inverso, ou seja, partindo dos boatos e dos sinais de fumaça para se chegar aos fatos e a verdade escondida em meio a paisagem.

É justamente com relação à esse ponto que, por exemplo, parte da imprensa nacional e internacional tem deixado de lado os efeitos da recente e perigosa pandemia do Coronavírus, seguindo atrás dos boatos e das teses defendidas pelos teóricos da conspiração, na tentativa de chegar às fontes e às causas que determinaram o surgimento dessa doença, que até agora, segundo levantamentos que não param de aumentar, já gerou milhares de mortes pelo mundo, infectando outras centenas de milhares e causando prejuízos que chegam à casa de trilhões de dólares em todo o Ocidente.

Para os seguidores dessas teorias fantásticas, em um mundo cada vez mais surrealista, tudo teve início com a chamada guerra comercial declarada pelos Estados Unidos contra os superávits seguidos que vinham sendo obtidos pela China ao longo das últimas décadas e que passaram a ser combatidos pela atual administração do país.

Essa história é longa e com vários capítulos paralelos e que vão ganhando versões mais atualizadas a cada dia. O que parece real é que, por detrás desse vírus, se escondem fatos e verdades que, mais dia ou menos dia, chegarão ao conhecimento de todos, levando-nos a conhecer até onde governos são capazes de ir para fazerem valer questões de mercado e de ganhos sobre a vida de pessoas, tornadas nesse jogo cruel meros dados estatísticos e sem valor e sem qualquer respeito pela dignidade humana.

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Espirrar na dobra do braço é sinal de urbanidade.”

Dona Dita, vendo a mudança de hábito nos brasilienses

Ilustração: Marcelo Barbosa (saude.mg.gov.br/sus)

 

Insegurança Jurídica

Considerando o princípio do jornalismo isento de ouvir os dois lados, leiam a seguir a carta assinada por Eike Lobato sobre o concurso da SEDES, que está prestes a ser julgado novamente no TCDF.

Logo: df.gov

Nota de Esclarecimento

A comissão dos candidatos aprovados no concurso da SEDESTMIDH vem por meio desta expressar seu posicionamento no que tange a matéria publicada no dia 13/02/2020 no Blog do Ari Cunha, vinculado ao Correio Braziliense, com o título de: Perigo à vista.

O TCDF, inicialmente, entendeu que o método de ajuste proporcional utilizado pela banca IBRAE no concurso da SEDESTMIDH não poderia ser considerado válido, baseado em uma denúncia de particulares que ensejou uma representação do Ministério Público de Contas, culminando na decisão que instou a divulgação de novo resultado preliminar da prova objetiva.

No entanto, a denúncia só foi protocolada  meses após a realização da prova objetiva e decorridas fases posteriores do concurso, como o exame psicotécnico, exame de vida pregressa e perícia médica para as pessoas com deficiência. Portanto, a decisão do TCDF foi proferida 5 meses após a realização da prova objetiva.

Como qualquer concurso realizado no DF, o da SEDESTMIDH esteve à luz da lei 4949/2012 – também conhecida como Lei dos Concursos Públicos do DF. A banca optou pela utilização do ajuste de pontos das questões anuladas distribuídos a todos os candidatos. Tal decisão foi publicada através de um Comunicado lançado em 1º de Julho de 2019, complementar ao edital inaugural.

Nesse sentido, vale ressaltar que a fórmula indicada na matéria, não consta em lei ou em edital e foi a escolhida pelos impetrantes no TCDF, por lhes ser mais benéfica, o que fere diretamente a lisura do certame. Diferente do que foi afirmado, o artigo 59 da Lei não faz menção a nenhum cálculo específico de distribuição de pontos: “A anulação de questão objetiva implica ajuste proporcional ao sistema de pontuação previsto no edital do concurso público”.

O método utilizado pela banca IBRAE, de distribuir os pontos para todos os candidatos é amplamente utilizado como forma de ajuste proporcional em caso de questões anuladas nos concursos do DF. Foi assim, como exemplo, no Concurso de Soldado da PM/DF – 2018, no Concurso de Residência Médica Unificada da Secretaria de Saúde – DF 2015, no Concurso do Instituto Hospital de Base do DF – 2018, no Concurso de Perito Criminal da Polícia Civil – 2016, no Concurso de Praças Bombeiros Militares do DF – 2016, dentre outros.

Ademais, de todos os exemplos já citados que utilizaram do mesmo método que a banca IBRAE, o mais ponderado é seguir o entendimento da Câmara Legislativa do DF na aplicação do artigo 59 da lei 4949/2012 no seu concurso realizado em 2018, para os cargos de Agente e Inspetor de Polícia Legislativa da CLDF, afinal esta foi a casa que promulgou a lei dos Concursos no DF:

FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS – RETIFICAÇÃO DO EDITAL Nº 04/2018 DE ABERTURA DE INSCRIÇÕES-  “17.13 A anulação de questão objetiva implica ajuste proporcional ao sistema de pontuação previsto no edital do concurso público, ou seja, o(s) ponto(s) relativo(s) à(s) questão(ões) eventualmente anulada(s) será(ão) atribuído(s) a todos os candidatos presentes à prova, independentemente de formulação de recurso.

Logo, a legitimidade do ato da banca encontra-se completamente fundamentada, observando ainda que houve o respeito a todos os princípios básicos da Administração pública.

Vale notar que é contraditório debater o que é certo ou errado no caso de uma questão anulada. Como poderia alguém errar uma questão anulada? Subentende-se que uma questão anulada está eivada de algum vício, logo, ficando impossível julgar o que é certo ou errado. Ademais, o erro presente em uma questão anulada objetivamente implica a banca do certame e não o candidato.

Ainda, é de extrema importância identificar nesta questão que o próprio Ministério Público de Contas, que ao início do processo deu prosseguimento à denúncia dos particulares, recentemente reviu sua posição, dando parecer no sentido de prover os recursos da decisão inicial do TCDF.

Ao final, diferente do que foi afirmado, os concursos como da PCDF, da PGDF, e do próprio TCDF não precisam temer a decisão a qual a corte proferirá. Todos esses certames acima utilizaram um método de ajuste proporcional, de forma clara e objetiva, com cálculo expresso e previsto no edital, resguardando assim sua segurança jurídica.

Também, é necessário reforçar que a adoção do novo cálculo, proposto pelos denunciantes, desrespeita afrontosamente alguns princípios básicos do Direito. Dentre eles, está o fato de que os ajustes impostos pela decisão 4145/2019 do TCDF irão aumentar as porcentagens mínimas de acertos, que inicialmente eram de 60%, demandando um rendimento acima do estipulado no edital, o que é ilegal. Também a média necessária corresponderá a um número não inteiro. Como pode um candidato acertar 0,5 de uma questão?

Por fim, em linhas gerais, juntando todos os cargos do concurso, inicialmente havia 3.559 candidatos considerados aptos, enquanto que com a instituição do novo cálculo proposto, esse número cai para 1.239. Ou seja, efetivamente são 2.320 pessoas ou 65,18% eliminadas do certame, deixando cargos completamente desamparados no número de candidatos restantes, incapazes sequer de suprir o número de vagas imediatas previstas no edital.

A situação requer cuidado pois ao se fazerem juízos de valor, sem que sejam ouvidas todas as partes, normalmente se incorre em algum deslize. Nesse caso em face, por sinal, já tramita o Projeto de Lei 957/2020 na Câmara Legislativa do DF, por iniciativa do deputado José Gomes, que visa sanar alguns pontos obscuros da lei 4949/2012, inclusive no que cerne a distribuição dos pontos de questões anuladas. In verbis: Artigo 9º O art. 59 da Lei 4.949/2012 passa a vigorar com a seguinte redação: § 1º A declaração administrativa de nulidade ou anulação de questão implica ajuste ao sistema de pontuação previsto no edital, atribuindo-se nota a todos os candidatos, independentemente de terem acertado ou errado a questão anulada, salvo disposição expressa em sentido contrário no edital.  

Brasília, 13 de Março de 2020

Comissão dos Candidatos Aprovados no Concurso da SEDES

 

Latam

Veja s seguir o pronunciamento do CEO Jerome Cadier sobre as medidas que estão sendo tomadas pela LATAM Airlines Brasil para enfrentar o Coronavírus. Inclusive sobre ressarcimentos e remarcações. A cartilha do Procon sobre planos de saúde, viagens, etc., também está disponível logo abaixo.

Folder: sejus.df.gov
Folder: sejus.df.gov

 

Velhos tempos

A nova maneira de políticos se enfrentarem lembra as ameaças dos garotos do 5º ano. “Eu te pego na rua.” Só que essa versão não trata de violência. Um político chama o outro para a rua para atestar a popularidade.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Um matutino divulgou que o sr. Sette Câmara concordava com a existência da Câmara Municipal em Brasília. Procuramos uma informação segura sobre o assunto, mas não encontramos confirmação nessa notícia. (Publicado em 17/12/1961)

O vírus contra a animosidade dos gigantes

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Há males que vêm para o bem, repetia o filósofo de Mondubim lembrando o ditado antigo e conhecido de todos. Talvez esse seja exatamente o caso da declaração de estado de pandemia no Ocidente, feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) por conta do Covid-19, que vem se espalhando com grande rapidez pelo planeta.

No nosso caso particular, esse novo momento experimentado pelo acender da luz vermelha na saúde, ao adentrar o Brasil, se deparou com uma fortíssima e perigosa crise política e institucional que parecia ameaçar seriamente nossa democracia. A crise opondo o Poder Executivo contra o Legislativo e o Judiciário vinha num crescendo, cujo o ápice, se anunciava, seria marcado pelas manifestações desse domingo.

Vindo do outro lado do mundo, o perigo da doença conseguiu internamente a proeza de induzir as diversas partes dessa contenda de decretar um armistício provisório, impedindo, por meio de uma lei emergencial, a concentração e aglomeração de pessoas em praças públicas.

É verdade também que muitos manifestantes que pretendiam se reunir em todo o país, para defender bandeiras contra alguns políticos do Congresso e contra certos magistrados da suprema corte, acharam, pelo bem comum e por conta própria, adiar as manifestações de rua. O contágio nessas aglomerações pode ocorrer com muita facilidade.

Nessa altura dos acontecimentos, muitos já sabem que o poder de transmissibilidade desse vírus é bastante alto, o que serviu como a decretação para baixar as armas. Os alvos desses protestos logicamente se viram aliviados, já que as previsões, mesmo as mais pessimistas, davam conta de que as manifestações seriam significativas por todo o país.

Caso viessem a ocorrer como estavam sendo planejados, os protestos aumentariam, ainda mais, a pressão sobre esses personagens, elevando a temperatura da crise institucional, apontando para um desfecho impossível de prever, mas de consequências certamente trágicas para todo o país.

O descrédito de magistrados e políticos perante a população é um dado inconteste e que vem num crescendo rápido desde a posse do atual presidente da República. Boatos vindos de toda a parte falavam inclusive de um golpe que estaria sendo urdido pelo chamado Centrão e que implantaria, de forma enviesada, um parlamentarismo branco, numa manobra que contaria também com o apoio da suprema corte.

Do lado do Executivo, as vozes do passado, afirmava a boataria federal, estariam tramando a volta dos militares ao poder, afim de conter a crise entre os Poderes. Boatos ou fake news, o fato é que todos aqueles analistas políticos que acompanharam de perto o desenrolar dessa crise, diretamente dos bastidores, concordavam em comum com um prognóstico sombrio sobre o desenrolar desses acontecimentos. Bastou um vírus microscópio para arrefecer a animosidade desses gigantes, pondo todo o mundo para correr.

 

 

 

 

A frase que foi pronunciada:  

“Não há choro no Beisebol.”

Tom Hanks, ator norte americano, citando a fala de um filme depois que o teste deu positivo para o coronavírus.

Foto: Reprodução / Instagram

 

Visita

Deputados federais e senadores esperam que o ministro da Economia Paulo Guedes leve o texto sobre a Reforma Tributária na terça-feira. Também aguardado na reunião da Comissão Mista, o Secretário especial da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto. Há expectativa para a proposta de unificação de PIS e Cofins. A informação é da Câmara dos Deputados. A reunião está marcada para às 14h30, no plenário 19 da Ala Senador Alexandre Costa, no Senado.

Imagem: REUTERS/Diego Vara

 

De mão em mão

Uma página com sugestões no trato dos livros publicada pela American Library Association é adotada por várias bibliotecas do mundo. Tracie D. Hall fez uma declaração sobre o assunto. Vejam os detalhes no link Preparação das bibliotecas ante ao Coronavírus.

 

 

Comportem-se

Esqueceram de avisar ao Partido dos Trabalhadores que não haverá manifestação. O movimento dos Sem-Terra chegou com tudo para participar do vazio. Certamente a mortadela e o pãozinho estão garantidos. Por outro lado, já criaram a hashtag #desculpe Jair, mas eu vou.

Foto: Marina Duarte / Brasil de Fato

 

Mas estava certa!!!

Matando as saudades dos discursos de dona Dilma, dá para ver o aperto que passou a tradutora. Falando qualquer coisa com coisa nenhuma, a pobre profissional esboçou um sorriso para implorar a troca da frase: “Veio para destruir a destruição da soberania nacional.” Veja no vídeo a seguir.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Diversos centros agrícolas e industriais do Brasil estão procurando, em Brasília, mão de obra para o Paraná, Estado do Rio e Rio Grande do Sul. Há, entretanto, um empecilho: é que a Novacap está distribuindo alimentação gratuita, e ninguém quer ir embora. (Publicado em 17/12/1961)