Desamparo total

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ARI CUNHA

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Desde 1960

com Circe Cunha e Mamfil

colunadoaricunha@gmail.com;

Charge: dukechargista.com.br
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       Da experiência traumática que ficou para a maioria dos brasileiros, depois de mais de uma década sob um governo politicamente vesgo, mas que ainda assim ousava a apontar o caminho da esquerda como a melhor trilha a ser seguida pelo país, restou, além da terra arrasada na economia e no prestígio da classe política e dirigente, a certeza de que o cidadão definitivamente já não alimenta ilusões sobre o futuro político do Brasil.

         Essa desilusão, de certa forma, endureceu a alma do brasileiro e fez dele um novo ser, arredio e hostil aos apelos da política, principalmente se ela vier carimbada com qualquer proposta de viés partidário. A aversão à política e aos políticos às vésperas das eleições complica, ainda mais, o quadro nacional e nos leva por veredas ainda mais incertas. A decepção da população com seus dirigentes fez renascer em muitos o sentimento de intransigência diante de opiniões divergentes, ao mesmo tempo em que insuflou, no espírito, uma espécie de sectarismo do tipo selvagem.

        Para muita gente, está fincada na política nacional a raiz e a razão de todas as crises que se abatem sobre a nação. Para alguns sociólogos, o ódio atual à classe política, como demonstrado de forma explícita em lugares públicos e nas redes sociais, restava latente no íntimo de muita gente, esperando apenas uma oportunidade para vir à tona. Percebe-se que não há amparo à população, principalmente nos momentos de crise. Postos de Montes Claros abasteciam gasolina misturada com água. Nas redes sociais um lembrete que traz à tona a participação desastrosa dos empresários. Diz a mensagem: “Japão – após o tsunami, a população comprava estritamente o necessário para não prejudicar o próximo. EUA – após o estrago do furacão Katrina, o comércio vendia bens a preço de custo para ajudar a população. França – depois dos atentados terroristas, os táxis faziam corridas grátis para a população. Brasil – Durante a greve dos caminhoneiros, comerciantes vendiam gasolina a R$9,99/l, a batata foi reajustada em 300% e supermercados cobravam R$7,00 por um pé de alface. O botijão de gás passou de R$ 65,00 para R$ 130,00.” O nosso problema não é apenas culpa dos políticos. Eles são o reflexo da nossa sociedade.

Charge: diariodepernambuco.com.br
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     As radicalizações em posições têm aumentado em parcela da população os apelos pela volta dos militares ao poder, mesmo que não saiba exatamente aonde isso possa levar. Também o crescimento de movimentos de direita, impulsionado pelo ódio aos políticos tradicionais, fez brotar, do nada, candidaturas, que, em condições normais de estabilidade emocional coletiva, jamais seriam sequer ventiladas.

         De fato, quem moveu todo esse volume de água para rodar os moinhos extremos da direita foram justamente os partidos e movimentos de esquerda. Com isso, a chegada desses novos inquilinos ao poder vai se consolidando como uma realidade. Mesmo elementos culturais simples, capazes de catalisar o desejo de união nacional, como a Seleção de Futebol, padecem hoje de uma indiferença e de um desdém por parte dos torcedores, colocados à margem dessas disputas pelo chamado padrão FIFA, que elitizou o futebol e fez de garotos bons de bola estrelas internacionais de uma galáxia distante.

         A poucos dias da Copa do Mundo, o silêncio total e constrangedor avisa que esses são outros tempos, de outras e mais profundas rivalidades.

A frase que foi pronunciada:
“O tempo ruim vai passar. É só uma fase.”
Frase de caminhão

Novidade

Começam os preparos para a realização do Circuito de Ciências de 2018, organizado pela Secretaria de Educação. A etapa é regional. Trata-se de uma rica oportunidade de os alunos das unidades públicas de ensino desenvolverem habilidades científicas e tecnológicas usando o conhecimento interdisciplinar.

Leitora

Reclama Ana Paula da falta de transporte público no ParkWay. Piratas circulam livremente por ali cobrando R$5 pela passagem. Além do risco que os passageiros correm, ficam no prejuízo com o valor injusto da corrida.

Absurdo

Sempre que se passa pela Barragem do Paranoá vem a mente a preservação das pontes e viadutos da cidade. Mal acabaram de consertar o alambrado derrubado por um carro veloz, outra parte do alambrado foi danificada. Está a meses dessa forma. A área perigosíssima é protegida com umas fitinhas amarelas, provavelmente compradas por algum funcionário bem-intencionado.

Deus me livre!

Essa pergunta chegou na missiva de Renato Prestes. Dá até medo de o GDF adotar, mandando os funcionários beberem água da torneira. Segue a questão:

“A água disponibilizada pela CAESB é avaliada pela Companhia como 100% saudável para consumo humano. Então, por que os órgãos do governo local e federal compram água mineral?”

Charge: chicosantanna.wordpress.com
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Inútil

O aplicativo +ônibus que é do GDF foi criado para mostrar as linhas e horários do transporte público. Não tem GPS nos ônibus, os horários são fictícios, enfim, farsa total. A resposta às inúmeras reclamações é padrão: “Suas observações já foram enviadas à nossa equipe de desenvolvimento.” Pode até ser verdade, mas nunca mudou.

Charge: g1.globo.com/df
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HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Com poucos meses de uso, um prédio apresentar os defeitos que vem apresentando aquele, é uma falta de garantia muito grande para quem habita os demais prédios construídos pela Capua e Capua. (Publicado em 21.10.1961)

O piloto sumiu?

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ARI CUNHA

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greve

Charge: Sinovaldo do NH    www.jornalnh.com.br

Somente quando as rodovias forem desbloqueadas e o país voltar à uma normalidade aceitável é que poderemos verificar quem de fato saiu vitorioso desse apagão e quais os exércitos que saíram em acelerada e vergonhosa debandada.

         Em todo o caso, as lições desse episódio são abundantes e servirão para ambos os lados por um longo tempo. É possível também que esses acontecimentos venham a pautar a agenda de prioridades dos próximos governos. Em princípio, a principal vítima dessa e todas as guerras é, na verdade, a população, usada como refém e trincheira de posições. Ainda assim, mesmo antes de um armistício formal, já se pode identificar o governo, no seu amadorismo e improvisação em todos os níveis, na sua visível falta de planejamento estratégico para situações emergenciais, o principal derrotado.

         A Petrobras, que catalisou e foi a grande protagonista desses episódios, oscila num papel entre vítima e culpada. Mesmo dentro dessa performance do tipo esquizofrênica, o script dessa estatal, precisa ser reescrito e atualizado para se distanciar de um antigo Brasil que, outrora, tinha nas suas empresas públicas a única alternativa para o desenvolvimento.

Foto: jacobinanoticia.com.br
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      De prático, ficam as primeiras e grandes lições: dependências, sejam elas na opção por apenas um tipo de transporte e por um tipo único de combustível, ofertado por um único fornecedor, são a fórmula certa para crises cíclicas. Esperar que problemas dessa natureza sejam resolvidos por uma classe política totalmente desacreditada é outra aposta furada.

        Em casos em que os impasses são maiores do que os negociadores, os políticos recorrem a velha manobra de empurrar para o Exército a tarefa suja de forçar os fatos pelo uso da violência. Nesse caso, a situação piora e se radicaliza. A resposta foi simples e dada ao presidente, que é constitucionalista: “Obedeceremos a Constituição.”

       Também a criação de um ministério, como sempre é feito, não resolve. O risco maior é quando movimentos paralelos, como é o caso dos petroleiros, passam a jogar gasolina na fogueira, incendiando, ainda mais a crise, aproveitando do caos para inserir nessa crise uma pauta alienígena, tipo Lula Livre. Obviamente que os partidos de esquerda, que foram os maiores derrotados desde 2014, irão usar do caos reinante para abrir brechas e voltar à cena.

        De toda a forma, crises, quanto mais profundas, mais ensinam. É preciso lembrar ainda, que nesses episódios, muita gente tirou proveito do caos, reajustando criminosamente os preços. Esses, sem dúvidas, certamente serão devidamente identificados pela população. Não será surpresa, dentro do oportunismo em que se move a elite política do país, a formação de uma bancada poderosa dos caminhoneiros dentro do Congresso. Nesse caso, só apelando para a fé religiosa.

A frase que foi pronunciada:

“É importante que essa eleição não seja manipulada. É importante que a população brasileira tenha convicção disso. Que a eleição não foi manipulada.”

Ex-presidente Dilma Rousseff em entrevista à BBC Brasil.

Link de acesso ao site: www.bbc.com/news

Charge: evivaafarofa.blogspot.com.br
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Teia

Foi-se o tempo em que o índio usava o tempo só em contato com a natureza. Celulares chegaram às aldeias. Internet e grupos de WhatsApp ocupam, agora, a vida dos ex-silvícolas.

Diplomatique

Os donos do poder não apoiam partidos ou políticos específicos. Sua tática é apoiar quem lhes convém e destruir quem lhes estorva. Isso muda de acordo com a conjuntura. O exercício real do poder não tem partido e sua única ideologia é a supremacia do mercado e do lucro. O pensamento foi publicado no Le Monde Diplomatique. Muito interessante. Leia na íntegra no blog do Ari Cunha.

 

Charge: tribunadainternet.com.br
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—>Link de acesso ao site: diplomatique.org.br

 

CRISE, REFORMAS, FORA TEMER, ELEIÇÕES INDIRETAS

13 pontos para embasar qualquer análise de conjuntura

por Maurício Abdalla
Maio 24, 2017

O complexo financeiro-empresarial não tem opção partidária, não veste nenhuma camisa na política, nem defende pessoas. Sua intenção é tornar as leis e a administração do país totalmente favoráveis para suas metas de maximização dos lucros.

1 – O foco do poder não está na política, mas na economia. Quem comanda a sociedade é o complexo financeiro-empresarial com dimensões globais e conformações específicas locais.

2 – Os donos do poder não são os políticos. Estes são apenas instrumentos dos verdadeiros donos do poder.

3 – O verdadeiro exercício do poder é invisível. O que vemos, na verdade, é a construção planejada de uma narrativa fantasiosa com aparência de realidade para criar a sensação de participação consciente e cidadã dos que se informam pelos meios de comunicação tradicionais.

4 – Os grandes meios de comunicação não se constituem mais em órgãos de “imprensa”, ou seja, instituições autônomas, cujo objeto é a notícia, e que podem ser independentes ou, eventualmente, compradas ou cooptadas por interesses. Eles são, atualmente, grandes conglomerados econômicos que também compõem o complexo financeiro-empresarial que comanda o poder invisível. Portanto, participam do exercício invisível do poder utilizando seus recursos de formação de consciência e opinião.

5 – Os donos do poder não apoiam partidos ou políticos específicos. Sua tática é apoiar quem lhes convém e destruir quem lhes estorva. Isso muda de acordo com a conjuntura. O exercício real do poder não tem partido e sua única ideologia é a supremacia do mercado e do lucro.

6 – O complexo financeiro-empresarial global pode apostar ora em Lula, ora em um político do PSDB, ora em Temer, ora em um aventureiro qualquer da política. E pode destruir qualquer um desses de acordo com sua conveniência.

7 – Por isso, o exercício do poder no campo subjetivo, responsabilidade da mídia corporativa, em um momento demoniza Lula, em outro Dilma, e logo depois Cunha, Temer, Aécio, etc. Tudo faz parte de um grande jogo estratégico com cuidadosas análises das condições objetivas e subjetivas da conjuntura.

8 – O complexo financeiro-empresarial não tem opção partidária, não veste nenhuma camisa na política, nem defende pessoas. Sua intenção é tornar as leis e a administração do país totalmente favoráveis para suas metas de maximização dos lucros.

9 – Assim, os donos do poder não querem um governo ou outro à toa: eles querem, na conjuntura atual, a reforma na previdência, o fim das leis trabalhistas, a manutenção do congelamento do orçamento primário, os cortes de gastos sociais para o serviço da dívida, as privatizações e o alívio dos tributos para os mais ricos.

10 – Se a conjuntura indicar que Temer não é o melhor para isso, não hesitarão em rifá-lo. A única coisa que não querem é que o povo brasileiro decida sobre o destino de seu país.

11 – Portanto, cada notícia é um lance no jogo. Cada escândalo é um movimento tático. Analisar a conjuntura não é ler notícia. É especular sobre a estratégia que justifica cada movimento tático do complexo financeiro-empresarial (do qual a mídia faz parte), para poder reagir também de maneira estratégica.

12 – A queda de Temer pode ser uma coisa boa. Mas é um movimento tático em uma estratégia mais ampla de quem comanda o poder. O que realmente importa é o que virá depois.

13 – Lembremo-nos: eles são mais espertos. Por isso estão no poder.

Maurício Abdalla é professor de filosofia na Universidade Federal do Espírito Santo

Saboia

Convocamos quem estivesse precisando alimentar a alma com um belo concerto da Nona Sinfonia regido pelos maestros Eldom Soares, que preparou o coro, e Artur Soares, que conduziu coro e orquestra. O ministro Edson Fachin estava nas primeiras filas. Ouvindo nossos convidados na fileira de trás, perguntou se falavam alemão. Sim. E mandaram um recado curto e grosso ao ministro Gilmar Mendes. Não se sabe ainda se foi transmitido.

Enquete

Marcação gratuita do lugar em voos no Brasil. Você é a favor? O assunto está na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor do Senado. O projeto é do senador Reguffe. Veja a enquete no blog do Ari Cunha.

Link para participar da enquete: www.senado.gov.br – Enquete sobre marcação gratuita de voos no Brasil

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Para que não ocorra aqui o que vem acontecendo no Rio, a firma construtora responsável pela construção do Bloco 55 da Asa Norte deve ser responsabilizada. (Publicado em 21.10.1961)

Joga a conta que a população paga

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ARI CUNHA

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Charge: humorpolitico.com.br
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       Monopólio na produção de combustíveis centrado em uma só empresa, do tipo estatal, onde os ruídos e interferências da base política do governo de plantão é uma presença constante. Um único modal de transporte, baseado em rodovias mal cuidadas que acabam ocasionando o envelhecimento precoce da frota de mais de dois milhões de caminhões. Eis aí uma fórmula delicada, fadada a crises cíclicas e que sempre resultam em prejuízos bilionários para todo o lado. Para um país de dimensões continentais como o nosso, a continuação de um modelo com essas características não parece ter um futuro promissor. No caso agora da greve dos caminhoneiros ou, como outros preferem, das empresas transportadoras, a situação parece ter alcançado seu ápice e não será surpresa se vier a ganhar proporções para além das meras reivindicações contra o aumento nos preços dos combustíveis.

            Num modelo desses, sem opções e saídas alternativas, força do movimento é quase uma consequência natural. Nesse caso, uma quase chantagem. Analisados separadamente, tanto o, governo, como a estatal do petróleo e os próprios caminhoneiros chegam à mesa de negociações com a consciência totalmente limpa. Pesam sobre eles uma enorme desconfiança vinda da população, que pressente que nessa disputa a conta, como de costume, terá que ser paga por ela.

      O governo, que não fez como devia a reforma tributária e que, ainda por cima, não renuncia à sanha arrecadadora, tem culpa. As empresas de transporte, cientes de sua força econômica momentânea, mesmo sabendo que os prejuízos resultantes da paralisação serão infinitamente maiores do que as vantagens oferecidas, não se acanham em levar a greve adiante e por isso possuem boa parcela de culpa nessa crise. A Petrobras, cuja a única opção oferecida aos consumidores é um produto de qualidade e preço duvidosos, também detém parcela de culpa considerável.

         Num caso desses em que as partes envolvidas, invariavelmente, carregam parcela de responsabilidade pela crise, a chance de se estabelecer um equilíbrio, em que todas saiam ganhando ou perdendo o mínimo, é quase zero. A não ser que nessa querela seja arrolado um outro personagem paralelo à questão, que, mesmo alheio a essa trama, venha a ser o mais seriamente atingido por qualquer decisão que firmada. É aí que entra a população, ilhada na cidade e nas estradas, sem transportes, sem opções e sob a ameaça de uma paralisação total de todos os serviços do país.

          O veredito, num imbróglio dessa natureza, não tem como fugir ao script surreal: a população é a culpada e deve pagar às custas da greve. Para o bem da estatal, do governo e das pobres das empresas de transportes.

A frase que não foi pronunciada:

“A democracia faz bem para a economia. Desde que não haja concorrência para o abastecimento de água, energia e petróleo.”

Dona Dita

Charge: humorpolitico.com.br
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Vale

Antes que eu me esqueça. Estreia em circuito nacional. Roteiro brilhante de Luísa Parnes e direção cirúrgica de Tiago Arakilian. Filme que realmente toca o coração. Atores e trilha sonora impecáveis.

Rodada Beethoven

Se estiver precisando de combustível para a alma, hoje é o último dia da apresentação do coro e Orquestra e Capital Philharmonia. Missa Solemnis Op. 123 IV – Sanctus – Benedictus e Sinfonia n9 Op.125 “Ode à Alegria”, com o coro Ad Infinitum, do maestro Eldon Soares. A regência desta noite será do maestro Artur Soares. O concerto começa às 17h, na Igreja Adventista Central, 611 Sul. Entrada Franca.

Bravíssimo

Por falar em concerto, com o desastre cometido com a saudosa Brasília FM, a única que substitui com maestria é a rádio MEC, do Rio de Janeiro. Não há programação comparável no país. A MEC FM faz parte da Diretoria de Produção Artística. A atual titular é a Cida Fontes e o gerente da rádio é o Thiago Regotto.

Link para acesso: Rádios EBC – Rádio MEC FM RJ

Imagem: facebook.com/radiomecfm
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Papo reto

Diego Maia, candidato a deputado distrital, lançou na Internet vários vídeos de suma importância para o eleitorado. Com uma linguagem didática, Diego ensina a cidadania. Veja alguns links no blog do Ari Cunha.

Link de acesso ao vídeos: www.facebook.com/novodiegomaia

 

 

Fato

Enquanto eram só as panelas batendo estava tudo muito bem, para alguns. Os preços continuaram subindo, a corrupção continuou acontecendo de dentro das cadeias. Os caminhões pararam. Todos sentimos as consequências. Mas quem desfalcou o erário não repôs as perdas. E por falta de leis nunca irá devolver aos cofres públicos.

Charge: humorpolitico.com.br
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Estranho

O argumento que convenceu dona Márcia, a líder dos caminhoneiros que estavam no SIA, a liberar 10 caminhões tanques foi manter os carros da Saúde, Bombeiros, Limpeza abastecidos. O negociador do GDF usou esse argumento e conseguiu o que queria. Agora o anúncio de que com a crise do combustível as cirurgias dos hospitais públicos estão suspensas mostra que há algo de errado.

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O governo aumenta o salário mínimo, e depois quer conter a onda de aumento de preços. (Publicado em 21.10.1961)

Agindo por conta própria sem pensar nas futuras gerações

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ARI CUNHA

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Imagem: quidnovi.com.br
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         Faltando pouco mais de cinco meses para as próximas eleições, ao que tudo indica, serão as mais imprevisíveis de todos os tempos, torna-se no mínimo inquietante e ruinoso, para o futuro da capital, que os deputados distritais venham, no fechar das cortinas da atual legislatura, a apreciar e votar processos tão abrangentes e com tantos desdobramentos para a vida dos brasilienses como são os casos relativos a Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) e o projeto que estabelece a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE).

        Tratam-se aqui de duas medidas que, segundo especialistas em questões urbanas, irão provocar significativas alterações em todo o quadrilátero do Distrito Federal, impactando, de forma imprevisível, todo o funcionamento e a prestação de muitos serviços da capital, já sobrecarregado há anos pela incúria proposital dos governos vizinhos de Goiás, do Tocantins e de Minas Gerais.

         A possibilidade de essas duas novas diretrizes se tornarem um fato consolidado e irreversível coloca em jogo a viabilidade futura da própria capital. É preocupante que não haja debates em instâncias diversas, que por dever de ofício, têm a obrigação de discutir problemas dessa natureza.

          Felizmente, no caso da Luos, a intervenção providencial da Vara do Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do DF, invalidando a tramitação desse projeto sob o argumento de insuficiência de debates públicos vem em boa hora para dar maior fôlego e reflexão sobre o assunto. A questão da conurbação, fenômeno comum a maioria das capitais brasileiras e em que as regiões vizinhas passam a formar uma só área urbana homogênea e caótica, precisa ser seriamente pensada de forma a não repetir aqui o que já acontece hoje em cidades como o Rio de Janeiro, tornada uma megalópole ingovernável e com as consequências que já conhecemos.

         No caso ainda da Luos, a questão ganha maior relevo quando se sabe que esses debates eram protagonizados por um cipoal de interesses de toda ordem, principalmente eleitoreiros e paroquiais. No planejamento e no controle de grandes áreas urbanas, como proposto pela Lei de Uso e Ocupação do Solo, e que envolve todas as regiões administrativas do DF, o que está em jogo e na mira dos políticos e empreiteiros são quatrocentos mil lotes devidamente registrados e que não podem vir a reforçar o tão pernicioso e antigo esquema que tantos males tem causado à capital.

      Com relação à RIDE, criada em 1998, propondo a integração dos 12 municípios no entorno de Brasília, a proposta, já aprovada pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, prevê a inclusão dessas localidades no desenvolvimento conjunto do DF. O que preocupa, nesse caso, e que não está claro para muitos, é como se dará essa integração de forma racional e satisfatória, quando se conhece as limitações econômicas e políticas de um governo fraco e em fim de mandato. Ações de integração desses e de outros municípios no entorno do DF e que poderiam resultar em melhorias para todos indistintamente, como é o caso da ligação ferroviária de Brasília a São Paulo por exemplo, não são sequer mencionadas.

A frase que foi pronunciada:

“Desocupa-se simbolicamente o tombamento com a mão esquerda e reforça-se a gentrificação com a mão direita. Esse processo é conhecido e não revela um novo pensamento, mas a persistência das velhas formas de se fazer política.”

Emilia Stenze

Rádio Garden

Experimente no blog do Ari Cunha o Rádio Garden. Trata-se de um aplicativo onde pontos verdes brotam no mapa mundi. Cada ponto é uma rádio ligada ao vivo com o som nítido e claro. Quem diria que o velho rádio não perderia a majestade para a internet!

Link de acesso ao site: http://radio.garden/live/brasilia-df/radio-eixo/

Gestão de Pessoas

Um encontro na Escola de Administração com o apoio da Gestão de Pessoas do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão vai apresentar um estudo sobre o pessoal ativo da Administração Pública Federal. Dia 28, a partir das 14h30. Um retrato da força de trabalho no setor. Convidados para os painéis, os especialistas Marizaura Camões (Enap) e Daniel Ortega Nieto (Banco Mundial). Mais detalhes no blog do Ari Cunha.

Link para mais informações: ENAP – Informe de Pessoal

Agora Brasileiro!

Nagib Nassar é um dos pesquisadores com maior tempo de atuação e produtividade no CNPQ. Ingressou na instituição como bolsista de 1976 até 2018. Continua ensinando e pesquisando ainda hoje. Conheça mais sobre essa personalidade no blog do Ari Cunha.

Link de acesso ao site: http://www.geneconserve.pro.br/

Leitor

Discordando ou não, segue mais uma sugestão prática do leitor José Rabelo: “O BRT é uma complicação desnecessária. O BRT é um ônibus comprido que seria perfeitamente substituído por dois ou três ônibus, rodando cada um a cada 10 minutos. Seria bem mais prático e muito mais barato.”

Foto: g1.globo.com
Foto: g1.globo.com

Release

Chega o aviso assinado pela Stephania Rodrigues, da assessoria do DER, informando que o Departamento de Estradas de Rodagem do DF, no sábado, das 08 h às 15h, realizará o bloqueio de parte da EPTG, próximo ao córrego Vicente Pires, no sentido Plano Piloto-Taguatinga para colocação das vigas metálicas. O trânsito será desviado para as vias marginais.

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Estou recebendo, agora, um comunicado do Banco da Lavoura, informando que a partir de hoje, serão aceitos estes cheques. (Publicado em 21.10.1961)

O país fora dos trilhos

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ARI CUNHA

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Foto: Posto de gasolina em Brasília comunica falta de etanol em comunicado nesta quinta-feira, 24 de maio. Combustíveis não estão chegando às distribuidoras devido ao protesto dos caminhoneiros contra a alta do preço do diesel. brasil.elpais.com (Joédson Alves - EFE)
Foto: Posto de gasolina em Brasília, nesta quinta-feira, 24 de maio. (brasil.elpais.com – Joédson Alves/ EFE).

         Colonizado pelos europeus ao mesmo tempo, Brasil e Estados Unidos, mantiveram por décadas o mesmo padrão de desenvolvimento. Enquanto nosso país era submetido à uma exploração colonial que os historiadores classificaram como de exploração e extração de riquezas, o irmão do Norte, por outras condicionantes, foi submetido à uma colonização mais voltada para a fixação do imigrante em suas terras. Essa caraterística, por si só, já seria capaz de explicar a brutal diferenciação econômica que viria a se estabelecer nos índices de desenvolvimento de um e de outro em pouco mais de um século.

        Todavia, essa não seria a razão precisa que levou os Estados Unidos a tomarem a dianteira econômica em relação ao Brasil. No centro dessa questão, e que ainda hoje tem repercussões graves para um país continental como o nosso, é que, tão logo iniciou-se a revolução industrial, os EUA cuidaram de implantar extensas linhas férreas cortando todo o país, integrando todas as regiões, facilitando, com isso, um intenso e contínuo fluxo de pessoas e riquezas por toda a parte.

         Por aqui, esse eficiente modal de transporte, até os dias de hoje, simplesmente não existe. Aliás, o DNIT, a ANTT e o Ministério Público Federal devem ao povo brasileiro a fiscalização e punição das empresas que se habilitaram a criar e conservar as ferrovias do país, receberam verba para tanto e deixaram para trás os trilhos abandonados ligando o nada a coisa alguma.

       É por isso que pagamos caro. Pelo desmazelo estratégico e histórico. Sem ferrovias, andamos as voltas com problemas econômicos cíclicos e que se agravam, ainda mais, cada vez que se assiste à uma variação nos preços dos combustíveis.

         Com aproximadamente 1,7 milhão de quilômetros de estradas e rodovias, a quarta maior do mundo, por onde circulam mais de 60% de toda a produção nacional, o Brasil continua, literalmente, amarrado e refém dessa malha que é pequena para as necessidades continentais onde apenas 13% são devidamente pavimentadas e em boas condições. Para se ter uma ideia, para cada 1000 Km² de rodovias, apenas 25 está coberta com asfalto e assim mesmo de qualidade duvidosa. Nos Estados Unidos, os dados da Confederação Nacional do Transporte dizem que, para cada 1000 Km², 440 possuem pavimentação de alta qualidade.

Charge: jornalnh.com.br
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       No Brasil, com uma frota de mais de dois milhões de caminhões circulando dia e noite por estradas nessas condições, não causa surpresa que a maioria dos produtos, comercializados longe de suas áreas de produção, alcancem preços surpreendentes para os padrões nacionais de renda. Agrava ainda essa situação, o fato de que o crescimento da malha rodoviária não acompanha, nem de longe, o crescimento da frota. Nos últimos dez anos essa defasagem aumentou. Para um crescimento da frota de caminhões da ordem de 110% a malha aumentou apenas 11,7%.

         Com o poderio fulminante demonstrado agora pela greve dos caminhoneiros em todo o país, com bloqueio de rodovias importantes, contra uma carga tributária que é uma das maiores do planeta, problemas ao qual se pode acrescer um monopólio do tipo selvagem dos combustíveis praticado por uma estatal fetiche dos nacionalistas, a nossa crise cíclica parece ter alcançado seu ponto máximo.

         Infelizmente, aqueles que poderiam, lá atrás, ter cumprido seu papel quanto a questão da reforma tributária, foram os principais responsáveis por levar o país a essa situação.

          Dessa forma, fica complicado acreditar que serão, eles mesmos, aqueles que poderão remendar o estrago feito, ainda mais quando se sabe hoje, que graças a rapinagem praticada no seio da Petrobras, chegamos ao fim dessa estrada, não só sem pavimento, mas sem saída.

A frase que foi pronunciada:

“Nem panelas, nem piadas. A reação ao desgoverno chega efetivamente sobre rodas.”

Dona Dita

Critérios de preservação

Documento do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios será encaminhado ao governador Rollemberg com várias recomendações sobre a restauração do viaduto da Galeria dos estados. Já chegou ao Iphan. Veja no blog do Ari Cunha a correspondência, na íntegra, assinada pelo presidente do Icomos/Brasil, Leonardo Bastri Castriota, e Emilia Stenzil, Conselheira do Icomos para a Região Centro-Oeste.

1.1 1.2 1.3

Shoyo

Terras embargadas por irregularidade ambiental não impediram as gigantes Bunge e Cargill de plantar soja. Só que a Operação Shoyo interrompeu o descumprimento da Justiça sobre as áreas desmatadas ilegalmente. Resultado: multa milionária. As empresas recorreram.

Internet

Corre pelo WhatsApp uma mensagem mais ou menos assim: “Se eu for de ônibus, pago R$5; de carro, R$10 pelo litro da gasolina e R$100 por alguma multa. Se for a pé, fico sem celular; de bicicleta, sem bicicleta. Se ficar em casa, gasto água e energia e a conta vem alta. Qualquer movimento, um assalto!”

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HISTÓRIA DE BRASÍLIA

É uma oportunidade que em cento e tantos anos o DCT nunca teve, e não deve perder, agora. (Publicado em 20.10.1961)

Questão de tempo

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         Na avaliação de especialistas em segurança pública, o Rio de Janeiro já se transformou, de fato, num narco estado, semelhante ao que foi no passado a cidade de Medellin, na Colômbia. Segundo o IBGE, das 11,5 milhões de pessoas vivendo em favelas em todo o Brasil, cerca de 12,5% estão no Rio de Janeiro. Nessa cidade, aproximadamente 25% dos moradores vivem numa dessas favelas, onde a falta de infraestrutura básica capaz de emprestar o mínimo de dignidade aos cidadãos é um traço comum.

         Em meio a esse caos urbano, de onde o estado parece ter se exilado há décadas, os cariocas que ainda resistem em abandonar a antiga capital fazem o que podem para escapar do dia a dia de violência, usando dos mais impensados meios para não vir a se tornar também mais um número perdido nos formulários sobre estatísticas de criminalidade.

         Aplicativos de celular ajudam os cariocas a fugir dos tiroteios que acontecem praticamente sem interrupção ao longo do dia e da noite, inclusive nos bairros da zona sul, assolados por uma onda de crimes e arrastões jamais vista. Cercada por traficantes fortemente armados de um lado, por milícias de outro, tendo como retaguarda um governo em que boa parte foi parar atrás das grades por malfeitorias com o dinheiro público, o carioca é hoje refém de um estado dentro do estado.

          Dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública apontam indicadores comparativos entre o ano passado e esse ano. O aumento de homicídio doloso subiu 8,9% no Rio de Janeiro. Em relação a intervenção policial, o número de mortes cresceu 26,3%. Investigar, num exercício de memória, que caminhos foram tomados para que a cidade fosse mergulhada nesse pesadelo sem fim contribui muito para minorar esse flagelo.

         Um quadro dessa magnitude em que o problema ganhou dimensões que ultrapassam a capacidade da antiga capital resolver o problema de forma isolada, causa surpresa que até o momento não se tenham adotado medidas excepcionais para por fim a esse estado de guerra que sufoca a cidade.

Charge: essaseoutras.com.br
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         A intervenção militar, na área de segurança daquele estado, até o momento não tem surtido os efeitos que os idealistas esperavam. A diminuição tímida de alguns indicadores de violência e criminalidade e o aumento paralelo em outros, demonstra, na prática que as Forças Armadas, não possuem, nem de perto o preparo técnico e tático para enfrentar um meliante que age usando subterfúgios e ardis de guerrilha, misturados com o mais puro banditismo.

          Para piorar uma situação que se agrava a cada dia, parte da classe política do estado ainda instiga a população e a mídia a se voltar contra as poucas ações profiláticas dos militares, acusando-os de discriminação contra a população de baixa renda.

         Enquanto as autoridades não se entendem, preferindo abrir caminhos fáceis para a possibilidade de reeleição desses mesmos personagens que sempre assistiram do camarim seleto a cidade se desintegrar, a população prefere se esconder dentro de casa.

          O Rio de Janeiro das noites festivas que muitos conheceram, da cidade que não dormia, ficou no passado. Com a economia combalida pelo excesso de crise e de violência urbana, o Rio é hoje o retrato acabado de uma cidade que amanhã será também a nossa. É só uma questão de tempo se não houver mudanças.

A frase que foi pronunciada:

“O crime vai diminuir quando o Brasil for um país com mais desenvolvimento. Em Berlim, a criminalidade é baixa, mas não porque têm muitos policiais nas ruas, mas pelo grau de desenvolvimento daquele país. Hoje, estamos enxugando gelo na questão da Segurança Pública.”

José Mariano Beltrame

Charge: kiaunoticias.com
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Solidariedade

Mais um mês para arrecadar recursos para o João Vitor poder usar aparelho auditivo. Terceirizada do Ministério da Defesa, a tia de João sonha em ver o sobrinho se desenvolver nos estudos. Link para contribuir: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-me-a-ouvir. Veja mais detalhes no blog do Ari Cunha.

PLS 140

Fernando Gomide informa que a Comissão de Constituição e Justiça do Senado debate 3 projetos de grande importância para a saúde no nosso país. Dentre eles, o PLS 140/2017, que busca dar celeridade e transparência aos procedimentos do SUS. Esse projeto elenca os atos que constituem improbidade administrativa, além de prever a punição dos responsáveis.

Charge: chavalzada.com
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Agenda

Hoje, o Conselho de Entidades de Promoção e Assistência Social e suas associadas farão uma manifestação pacífica às 10h em frente ao Palácio do Buriti para assegurar a continuidade das atividades das instituições sem fins lucrativos que trabalham com crianças, adolescentes, jovens, idosos e pessoas em grau de vulnerabilidade social. O governador Rodrigo Rollemberg deve receber a Diretoria do Cepas para ouvir as reivindicações. Afinal, trata-se de uma parceria que o governo deve valorizar.

Duo

Segunda-feira, dia 28, Ricardo Vasconcelos (contrabaixo) e Francisca Aquino (piano) vão se apresentar no teatro da Escola de Música de Brasília, na 602 sul, às 19h30. Entre 28 e 30 de maio, o professor Ricardo Vasconcelos realizará a Semana do Contrabaixo.

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Cada funcionário, entretanto, que compreenda o momento que vive, e sinta que uma carta é coisa sagrada, um telegrama tem que chegar ao seu destino, e uma encomenda não pode ser retida. (Publicado em 20.10.1961)

O Petróleo é nosso?

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ARI CUNHA

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Charge: marcosalmeidalocutor.wordpress.com
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         Millor Fernandes, talvez um dos poucos e últimos que entendeu tão bem o jeitinho da alma brasileira em todas as suas nuances de luz e sombra, pouco antes de falecer em 2012, resumiu com precisão o desbotado quadro ético da política nacional. Acabar com a corrupção, disse, é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder. Estivesse vivo hoje, embora pudesse contar para suas análises certeiras, com uma fonte abundante e inesgotável de escândalos produzidos diariamente pelo governo e as principais lideranças do país, por certo, já teria jogado a toalha e desistido de tentar decifrar uma nação tão singular quanto polêmica.

         No caso que se apresenta agora, com relação ao contínuo aumento nos preços dos combustíveis, determinado pela novíssima política de liberdade tarifária adotada pela Petrobras, Millôr, já na década passada, havia profetizado numa frase sintética o verdadeiro sentido que se esconde por detrás do ufanismo pespegado a essa estatal e que faz dela uma espécie de ícone do nacionalismo caboclo. “O petróleo é nosso, mas a conta bancária é deles”, disparou.

          De fato, essa empresa que vem desfilando impávida por governos dos mais diferentes viés ideológicos, servindo desde Getúlio, passando pelos militares até aos governos pós abertura, nunca escondeu, em suas diretrizes, agir em consonância direta com os ditames do governo de plantão, com os humores ciclotímicos do mercado, com as expectativas de grandes lucros dos acionistas e, finalmente, com muitos interesses em bônus e outras prebendas para seus executivos, incluídos aí, o enxame de políticos que sempre se acercou dessa empresa.

         Para a população em geral, que desde a fundação dessa estatal tem apenas pagado para ver o tão propalado maná que esse gigante nacional irá fazer jorrar sobre todos, até hoje, para dizer o mínimo, se mostra decepcionada com os resultados práticos gerados até aqui. Não é para menos.

         Embora as últimas pesquisas do Instituto Datafolha avaliem que há ainda uma maioria na população que se posiciona contra uma eventual privatização da empresa, um fato chama a atenção: quanto mais escolarizado são os entrevistados, mais alto é o índice em favor da privatização, não só dessa estatal, mas de todas as demais.

            O fato é que, aos poucos, os brasileiros, de um modo geral, vão percebendo que o simples ostentar da crença de que possuímos uma poderosa estatal do petróleo e que por isso seguimos incólumes aos solavancos do mundo não é absolutamente um bálsamo para ninguém. Em meio à uma crise econômica que parece não arrefecer desde 2014 e que acabou por levar essa empresa ao fundo do poço da credibilidade, sendo inclusive processada por uma multidão de acionistas estrangeiros em bilhões de reais, a Petrobras continua apresentando um comportamento, digamos, incompatível com a realidade nacional momentânea.

    Para um país que, por diversas razões, preferiu montar sua economia sobre uma infraestrutura predominantemente viária, movida a combustível fóssil, e que, ainda por cima, tem passado décadas atado à um monopólio cheio de contradições, os aumentos diários nos preços do óleo diesel e na gasolina, impostos pela estatal, demonstram, na prática e pela enésima vez, que esse exclusivismo, do tipo verde-amarelo, se resume à uma ilusão, construída ardilosamente apenas para manter um vivo, um mastodôntico que não se abala em pisar de novo na população.

A frase que foi pronunciada:

“A idade da pedra chegou ao fim, não porque faltassem pedras; a era do petróleo chegará igualmente ao fim, mas não por falta de petróleo.”

Ahmed Yamani

Charge: Ivan Cabral

Defesa

Quem tem o hábito de ler o Jornal do Senado e o da Câmara sabe a importância desses veículos de comunicação. Novas leis que mudam a vida do povo são matéria dominante. São fontes e não fakes pagas com o dinheiro público. Devem ser respeitadas.

Mais movimento

Fábio Damasceno, Secretário de Mobilidade, informa que foram entregues mais duas estações de bicicletas compartilhadas na Asa Norte, nas quadras 408/409 e 410/411, região próxima à Universidade de Brasília. São ao todo, pela cidade, 47 estações.

Asa Norte, Plano Piloto, Brasília, DF, Brasil 22/5/2018 Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília. O governo de Brasília entregará, nesta terça-feira (22), mais duas estações de bicicletas compartilhadas na Asa Norte. Elas ficam nas Quadras 408/409 e 410/411, região próximo à Universidade de Brasília (UnB), onde há grande utilização desses veículos. Com o reforço ao programa +Bike, a capital passa a contar, agora, com 47 estações de compartilhamento. De acordo com o secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno, os novos pontos foram escolhidos em razão da alta demanda.
Asa Norte, Plano Piloto, Brasília, DF, Brasil 22/5/2018 Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília.

Leitor

No DF, Parques e Jardins, ou suas terceirizadas, inclusive tratoristas, fazem o que querem com o verde da cidade. Cortam árvores sem justificativa, arrancam grama, não reutilizam as folhas. Aprendem o bê a bá da “desvegetação”. Dizem naturalmente que limpar é acabar com tudo. Deveriam ser cobrados regiamente. A opinião é de José Rabello.

Gratos

Nossos agradecimentos pela carinhosa missiva de Marcos Linhares.

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O coronel Dagoberto entende. Entende mesmo, de comunicações. É sabido que o DCT sofre do emboloramento mental para as idéias mais avançadas, e luta contra o emperramento do serviço, e contra uma malta de ladrões que assalta as malas com valores. (Publicado em 20.10.1961)

Para onde vai a educação?

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ARI CUNHA

Visto, lido e ouvido

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Foto: agenciabrasil.ebc.com.br
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         No domingo, o caderno Cidades do Correio Braziliense estampou em sua manchete, sob o título “Para onde vai a UNB”, a questão da crise que assola a principal Universidade de Brasília. Posta, em números, a questão do déficit nas finanças da instituição por conta do aumento no custeio de R$ 800 milhões, verificado a partir de 2013, para os atuais R$ 1,4521 bilhão, que poderia ter um equacionamento mais racional, já que as receitas no mesmo período variam para cima, indo de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,7 bilhão.

         Seu prestigiado departamento de economia, por onde vagueiam cérebros treinados e aparentemente ociosos nas artes do balanço contábil, poderiam se debruçar sobre o assunto e, nesse caso, não surpreenderia que a UnB viesse a constatar a existência de inúmeras saídas sensatas para o vermelho nas contas, sem a necessidade de empurrar a instituição ladeira abaixo no quesito respeitabilidade pública, item importantíssimo quando se trata de um centro de estudo e pesquisa, vital para o desenvolvimento da sociedade.

         Só que, por detrás desse pano, aparentemente atropelado por números, se esconde um problema muito maior, até que a própria instituição, e que, nesses dias conturbados, vem permeando não só as instituições de ensino público em todo o país, mas a própria estrutura organizacional do Estado, colocando em risco a sustentação do principal pilar que escora toda a República.

         Para além de uma crise financeira, o que a UnB e outras universidades do gênero vêm experimentando na pele decorre da corrosão provocada pela ausência do cimento da ética, o que tem levado a nação ao mergulho no seu mais tenebroso momento. É sob a esteira desse imenso triturador de moral que foi ardilosamente organizado no andar de cima do governo e que tem levado dirigentes importantes a conhecer, por dentro, o sistema carcerário, que a UnB vê seu antigo prestígio sendo levado aos poucos de roldão.

          Mesmo as questões relativas aos debates ideológicos, tão necessários numa casa do saber, perdem importância e substância filosóficas e racionais quando se assiste a cada dia a transformação dessa universidade num ambiente em  que a erudição e o saber perderam espaço para hostilidades primitivas que, ao fim ao cabo, revelam o despreparo intelectual de professores e alunos, com muitas exceções, para os grandes debates nacionais, acabando também por colocar essa instituição na mesma vala comum onde hoje jazem as principais lideranças do país.

         Permitir, nessa altura dos acontecimentos, que a UnB adentre por atalhos rumo a uma anacrônica revolução gramsciana, visando a hegemonia do pensamento, como demonstra a apatia cúmplice de sua reitoria frente à crise, é decretar a morte da instituição e confiná-la embalsamada no mesmo mausoléu de vidro onde repousa hoje a figura sinistra de cera de Lenin.

          Para os pagadores de impostos, já demasiadamente arrochados pelo fisco, interessa uma instituição que possa pensar e apontar caminhos para o país. É justamente em prol dos muitos que jamais terão oportunidade de acesso a esse time de elite que a UnB tem que trabalhar, pondo suas tropas bem fornidas em campo.

A frase que foi pronunciada:

“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”

Paulo Freire

Tirinha: gazetadocerrado.com.br
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Participação

“Criou-se no Brasil a falsa necessidade de privatização da Eletrobrás e suas subsidiárias para, aparentemente, fazer com que um patrimônio, com valor da ordem de R$ 300 bilhões, gere lucros privados. Nesse processo, o Estado receberia irrisórios R$ 12,2 bilhões e os consumidores brasileiros seriam os reféns geradores dos lucros privados, a partir do aumento da tarifa de energia elétrica.”

Raul Bergmann

Charge: tijolaco.com.br
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Incompreensível

Eucaliptos italianos que davam graça à paisagem da entrada do Pontão e que ficavam na pista oposta foram todos derrubados.

Gana

O parque, que era cercado na entrada do Lago Norte, já não possui limites. É fácil a Câmara Legislativa mudar a destinação de um parque para moradia. Principalmente se a população interessada não ficar de olho ou não reagir.

Preleção

Na pizzaria Dom Bosco, da Asa Sul, uma discussão sobre política terminou com a conclusão de que tinham que acabar com o Congresso. O orador deve ter esquecido que quem faz as leis recebeu voto da população. Com uma urna segura, a escolha pode mudar.

Charge: artesmendes.wordpress.com

Mais uma

Um dos balconistas da Dom Bosco, o William, Marcão ou Rodrigo, indagou: “Já reparou que as leis de arrecadação são certinhas? Água, Luz, IPTU, IPVA, até as multas de trânsito funcionam? Já os investimentos na saúde, educação, transporte e segurança não seguem a mesma rigidez.”

Charge: desafiosensino.blogspot.com.br
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Manutenção

Por falar em Asa Sul, os viadutos entre as 207/107 estão com o teto despencando.

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Enquanto isto, os moradores que sofram lama, poeira, barulho de gerador, mosquitos e toda sorte de desconforto. (Publicado em 20.10.1961)

O não lugar

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ARI CUNHA

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com Circe Cunha e Mamfil

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Foto: institutofecomerciodf.com.br
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      Não há ainda um levantamento, nem minimamente preciso, sobre o número de imóveis desocupados ou simplesmente abandonados em todo o Distrito Federal, em razão da crise que os brasileiros só começaram a descobrir no início de 2014. Naquela ocasião, com a quantidade de lixo varrido para debaixo do enorme tapete da república, já não podia mais esconder tamanho volume de sujeira acumulada ao longo de mais de uma década.

         Ocorre que ao lado das malfeitorias e da péssima administração do Estado, legada pelos últimos governos eleitos democraticamente, a crise econômica, classificada como a maior e mais duradoura recessão já experimentada pelo país ao longo de toda a sua história, veio a bater de frente com o advento das novas tecnologias digitais, o que provocou rápidas e inesperadas mudanças nas relações comerciais, principalmente quanto à alocação de imóveis para setor de serviços.

          Ao lado dos mais de 18 mil imóveis que a União possui desocupados, por diversos motivos em todo o território nacional, que geram prejuízos anuais da ordem de quase R$ 2 bilhões ao ano, o DF vive sua crise particular com uma queda acentuada na procura por locação de espaços comerciais.

        As perspectivas de que a crise econômica não vai ser sanada nem a curto e médio prazos afastam os interessados e isso ocasiona reflexos diretos na construção e oferta e novos espaços para a venda e aluguel.

           Pesa, além dos encargos e custos necessários a locação de imóveis comerciais, o fato de que a internet, aliada à rede mundial de computadores, abriu possibilidades infinitas para que profissionais, liberais, como arquitetos, advogados, contadores e muitos outros pudessem exercer seus ofícios em qualquer ponto do globo, conectado, em tempo real com seus clientes, com todas as facilidades facultadas pelas novas tecnologias.

           Dessa forma, quem no passado necessitava de uma sala exclusiva para receber seus clientes e fechar negócios hoje vê essas mesmas possibilidades ofertadas por um simples laptop, que pode ser aberto e acessado a partir de uma mesa de um café ou em casa.

       Com isso, o chamado home office vem ganhando espaço, não só nas atividades comerciais privadas, mas também, e sobretudo, no desempenho de muitas funções dentro do serviço público. Os congestionamentos no trânsito, o transporte coletivo sem qualidade e o longo tempo gasto no caminho de casa para o trabalho e vice-versa são fatores que reforçam o novo tempo. Isso, além da economia em luz, papel, cafezinho, elevadores, água e outros, tem, cada vez mais, induzido as autoridades a adotar o modelo do home office para se adequar ao teletrabalho.

     Mesmo que a crise econômica venha a ser totalmente debelada nos próximos anos, a tendência da descentralização dos serviços, com as mesmas funções sendo desempenhadas diretamente da casa do servidor, parece ser uma tendência que veio para ficar e para se expandir ainda mais.

         Se no setor público esse novo modelo pode ser rearranjado a curto prazo, com benefícios para todo mundo, principalmente para o pagador de impostos, o mesmo não pode ser facilmente obtido pelo setor privado, onde as novas tecnologias parecem ter criado uma espécie de não lugar.

           A transformação de um simples laptop num escritório, com mais possibilidades, inclusive, de mobilidade e de agilidade nos serviços, parece ser um modelo que veio para revolucionar esse tipo de mercado. É claro que o setor de locação e mesmo as empreendedoras irão buscar meios de contornar esses imprevistos, dando vida nova ao setor.

         A chegada do chamado “coworking”, em que profissionais passam a alocar ou mesmo comprar espaços próprios para exercer suas atividades em conjunto, dividindo despesas e racionalizando o uso de espaços, vem surgindo no rastro dessas novas tecnologias e parece, até o momento, uma solução para os imóveis desocupados.

           Outra tendência que vai aparecendo nesses novos tempos é a transformação dos espaços comerciais em áreas residenciais do tipo apart hotel, com rotatividade de locação e preços mais em conta do que nos hotéis tradicionais. O desaparecimento de antigos modelos não deve, contudo, ser motivo de preocupação para o setor. Tratam-se de mudanças inevitáveis que irão permitir que outras surjam no lugar.

         O importante é agir e não permitir que setores imensos, como é o caso dos setores comerciais Sul e Norte, venham a se transformar em áreas degradadas, com milhares de imóveis desocupados a convidar os muitos movimentos de invasão que se espalham pelo país e venham transformar essa situação em caso de polícia, com prejuízos para todos, principalmente para os moradores do DF.

A frase que foi pronunciada:

“Nos próximos anos, o automóvel será tão proibitivo quanto o cigarro.”

Jaime Lerner

Charge: blogdaluauto.blogspot.com.br
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HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Sabe-se, também, agora, a razão pela qual o IAPFESP criou tantas dificuldades para que a NOVACAP não urbanizasse as duas quadras. É que continuando como está, em estado de bagunça total, seria mais fácil para os desmandos que estão sendo praticados. (Publicado em 20.10.1961)

Master chefe político

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ARI CUNHA

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com Circe Cunha e Mamfil

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Charge: padretelmofigueiredo.blogspot.com.br
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         Para um país cuja parcela expressiva da população ainda ronda os limites do mapa da fome soa um tanto quanto surrealista que os diversos grupos que ora se engalfinham em disputas políticas recorram justamente aos nomes de alguns alimentos típicos para dirigir ofensas e impropérios uns aos outros. Na batalha que antepõe pretensos grupos de esquerda e de direita, como se isso contivesse algum sentido claro para esses grupos e para a maioria dos brasileiros, coxinhas e mortadelas se reúnem em seus exércitos distintos e, ao chamado de suas lideranças fantoches, dão início as batalhas campais pelo país afora.

         Nessas refregas sobra bordoada até para a bandeira nacional, tornada, não se sabe exatamente por que, um símbolo que demarca e identifica os pelotões dos coxinhas. Os mortadelas exibem estandartes rubros, bem condizentes com a iguaria feita de embutidos de carne de boi e de porco. Observando na segurança bem armada dos palanques, os generais que comandam esses motins a distância não escondem sua aversão a ambas iguarias, preferindo o canapés fino servido em lautos banquetes e restaurantes requintados.

         Nessa nossa revolução às avessas, os novos sans-culottes, à falta de brioches, vão de sanduíches de mortadela regado a tubaína. Curioso e sintomático também que essa guerra de baixa culinária tenha justamente como chamamento as panelas que retumbavam uníssonas nos centros urbanos sempre que Dilma, a “generala” que rendia saudações à mandioca, aparecia na televisão.

         Aliás, nesse nosso “master chefe” político, as predileções culinárias e etílicas sempre serviram como fronteiras a demarcar territórios e personagens, identificando cada comandante pelo gosto a um acepipe próprio. Mas não se iludam! O consumo de bebidas e guloseimas para esses marechais da política só se realizam diante das luzes das TVs e em meio ao grande público.

         Essa lição foi dada por Jânio Quadros numa época em que o marketing era ficção científica. Naquela ocasião, o candidato histriônico desfilava pelos palanques, carregando, vistosamente, um sanduíche no bolso do paletó, para mostrar sua identificação com o populacho. Engana-se também quem crê que Lula seja um consumidor de cachaça barata. Quem conviveu com o ex-presidente e conhece a variedade de sua polêmica adega sabe que os preços e as marcas de sua coleção etílica é coisa só para grã-fino.

          Enquanto a população perde a cabeça e o estômago numa batalha vã em favor de um e de outro desses glutões políticos, na retaguarda, outros representantes da nação não se acanham nem um pouco em desviar recursos públicos, duramente destinados pelos pagadores de impostos para a compra de merenda escolar. O mais extraordinário nessas pelejas de coxinhas contra mortadelas é que essas batalhas culinárias podem vir a ter um desfecho melancólico com a prisão, que vai se consumando, da maioria desses maestros ou maîtres do atraso.

         Mais curioso ainda é observar que no catre, onde muitos foram e vão parar, as quentinhas servidas aos presos foram também superfaturadas e, portanto, são de baixíssima qualidade. Lição aprendida.

A frase que foi pronunciada:

“Eleições 2018. Cardápio sem suculência.”

Dona Dita

Charge: correiobraziliense.com.br
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SOS

Está instituído o selo MOLA, pela Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal. O Selo MOLA se apresenta como reconhecimento formal concedido às entidades sociais, empresas, entidades governamentais e outras instituições que atuarem em parceria com o Hospital São Vicente de Paulo-DF no desenvolvimento de ações que agreguem forças à sua revitalização, impulsionando a melhoria da oferta de assistência em Saúde Mental do Distrito Federal.

Memória

Talvez ninguém lembre do PL transformado na Lei 8.985, sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em fevereiro de 1995, concedendo anistia aos 16 parlamentares, candidatos às eleições gerais, condenados por terem usado a gráfica do Senado ilicitamente com fins eleitorais. Houve a anistia e o mais importante: o ressarcimento aos cofres públicos.

Vale a leitura

Sivirino Com “I” e o Deus da Pedra do Navio, da Editora Chiado. Novela do paraibano-brasiliense que põe o personagem principal discorrendo, nordestinamente, os ensinamentos de deuses, profetas e mestres. Mangar do nome estranho nunca baixou a auto estima. É a fortaleza comum do Nordeste.

Imagem: saraiva.com.br
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Intocáveis

Talvez seja o encontro do Mercosul, mas o fato é que carros pretos, com placas normais e alguns com luz circular no capô voam pela cidade sem respeitar qualquer pardal. Na quinta-feira, por volta das 18h40, foram vários correndo e cortando os outros carros na L4. Na sexta-feira, por volta das 11h55, outro descia a W3 em direção à Bragueto. A velocidade perto do pardal da parte inferior da ponte não foi respeitada. Veja a foto no blog do Ari Cunha.

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Agora se sabe porque os moradores do IAPFESP (104 e 304) nunca terão suas superquadras urbanizadas. O Delegado dr. Aracaty foi quem autorizou a construção de casas de alvenaria no canteiro de obras. (Publicado em 20.10.1961)